Nov 30 2008
PARA ONDE VAMOS
A chuva, este ano, em Brasília, só firmou na metade de novembro. A seca foi muito prolongada. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina já houve, no ano passado, furacão. E agora temos essa tragédia em Santa Catarina.
Ou seja, é o desmatamento. E a cada ano cresce o desmatamento da amazônia. Comemora-se que o desmatamento foi menor do que no anterior, mas continua sendo desmatada a floresta. Comemora-se, portanto, a ampliação do desmatamento.
E não é so na Amazônia. A rigor, a grilagem e o desmatamento continuam. E não há força - dizem que não há recursos - para deter isso. Em contrapartida, inundamos o mundo de plástico. Garrafinhas de plástico, copinhos de plástico, sacolas de supermercado. Ou seja, somos todos responsáveis por isso.
O planeta já deu a demonstração de que está desequilibrado. Toda a nossa economia - a mundial - está voltada para a produção de mais lixo. Milhões de pessoas são empregadas de empresas que produzem a cada dia mais lixo, e não temos onde colocar, e nem como processar todo esse lixo.
A crise econômica é uma faceta disso: a nossa conduta autodestrutiva, a construção de uma economia cuja lógica é desmatar e produzir lixo. E não se conseguirá convencer alguém a perder o emprego - a sobrevivência - porque a fábrica onde trabalha polui o planeta. Então, a solução não vem pelo dito “mercado”. Talvez não venha de qualquer jeito.
Sobre poluição plástica.
No início dos anos 80, nos bons tempos da VARIG, fizemos um giro de bicicleta com o família pelo interior da Holanda (monárquica!). Chamava atenção a ausência lá da poluição plástica a que estávamos acostumados por aqui.
Parte do segredo se revelou quando fomos comprar a primeira garrafa de água no mercado. Preço da água 1 guilder, preço da garrafa plástica que a continha 1,5 guilder, total 2,5 guilder. Para ter a água por 1 guilder era só devolver a garrafa vazia, que continuava valendo o 1,5 guilder pago por ela.
As sacolas plásticas para as compras não eram grátis. Também eram vendidas e a um preço que desecorajava qualquer ser racional a joga-la por aí.
Aqui em casa já algum tempo temos bolsas que levamos ao super mercado para não precisar trazer aquela enxurrada de plástico inútil que normalmente acompanham as compras.
Soluções simples e imediatas.
Só uma questão de legislação honesta e corajosa para taxar a praga plástica como fizeram lá há muito tempo e a imprescindível cooperação dos cidadões.
Nem creio que neste caso afetasse empregos. Aposto que quase toda esta poluição de pets e plásticos é produzida por meia duzia de máquinas robot comandadas por computadores.
Isto aí.
PCK
Dr. Maia:
Com referencia tragedia que se abateu sobre Santa Catarina, o que realmente me deixa impressionado eh a declaracao de um motorista: Vamos levar 3 dias pra para chegar…e as emprezas TAM,GOL etc. silenciam…Jesusssssssssssssssssss