Ago 04 2008
CONSTITUIÇÃO, LEI E…
Do seu bolso que estão saindo os mais de 200 bilhões de reais ao ano para pagar os juros da dívida interna, que está em 1,4 trilhão de reais.
II
No início do governo FHC, estava em 60 bi. No final do governo FHC, 600 bi. Aí o governo Lula eleva para 1,4 trilhão.
III
Quem paga esses juros? Você, eu, todo mundo. É dos impostos - particularmente daqueles descontados do seu salário e da sua aposentadoria - que saem os valores para pagar esses juros extraordinários.
IV
Veja bem: não é pagar a dívida. É pagar 200 bi ao ano para que a dívida continue do mesmo tamanho que está, simplesmente não cresça. E sai do seu bolso.
V
Ora, mas quem teria autoridade para pegar o dinheiro do seu bolso e direcionar para os aplicadores? Quem pode ter tamanha autoridade? Como diz Elio Gaspari, os “çábios do COPOM”. Trata-se de um grupo de 7 pessoas.
VI
Mas como é que a Constituição Federal criou um órgão tão poderoso? Pois é, não foi a Constituição Federal. Então que lei foi essa? Bem, não foi uma lei, caro amigo. Então como surge?
VII
Trata-se de uma CARTA CIRCULAR do Banco Central, mais especificamente a Carta-Circular nº 2.698, de 20.06.1996.
VIII
O que está previsto em lei é o Conselho Monetário Nacional - CMN. O COPOM é uma monstruosidade, sete burocratas do Banco Central que estão aguardando para assumir seus postos nos bancos privados.
IX
Ou seja: o dinheiro sai do seu bolso - dinheiro que, provavelmente, você direcionaria à educação dos seus filhos, a ajudar seus pais - porque um comitê criado por uma carta-circular do Banco Central resolve elevar a taxa de juros, e, em 14 anos, elevou a dívida interna de 60 bilhões para 1,4 trilhão de reais.
X
Ou seja: frequentemente a Constituição Federal é descumprida. Frequentemente a Lei Complementar é descumprida. Frequentemente a Lei Ordinária é descumprida. Mas há algo sagrado, respeitadíssimo, intocável: uma Circular do Banco Central.
XI
Da próxima vez que você precisar garantir direitos, garantir acesso à vida, a órgãos para transplante, à educação das crianças, à saúde pública, ao transporte, à vida, não tenha dúvidas: peça que seja editada uma Circular do Banco Central.