Archive for agosto, 2009

ago 31 2009

O QUE ESTÁ SOB APRECIAÇÃO

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As propostas levadas à AGU recentemente eram o desdobramento, em várias alternativas, da proposta levada no início deste ano.

I
Em essência, era proposta a CISÃO dos Planos de Benefícios em liquidação entre ATIVOS e ASSISTIDOS. Ou seja, haveria divisão dos planos de benefícios em Planos dos Ativos e Planos dos Assistidos (aposentados e pensionistas). A seguir, os Planos dos Assistidos seriam UNIFICADOS, mantendo-se o valor das aposentadorias e pensões, devidamente corrigidos, vigentes às vésperas da decretação da liquidação. Passo imediato, haveria transferência de Plano de Benefícios para a BB Previdência, retirando-se, pois da gestão do Aerus.

II
Os assistidos, portanto, perceberiam normalmente seus benefícios, inclusive a futura reversão de aposentadorias em pensões, que seriam pagos pela BB Previdência. Quanto aos empregados ativos, a depender do valor atuarialmente calculado, receberiam um Benefício Proporcional Vitalício, baseado em suas reservas matemáticas individualizadas, também a cargo da BB Previdência, ou, se o benefício atuarialmente calculado fosse muito baixo, receberiam a reserva de uma só vez.

III
Esses são os aspectos comuns às 7 propostas. A partir daí, o que varia é tão somente a forma de custeio. Na primeira hipótese (A), um aporte efetivo de dinheiro no valor de 4,560 bilhões de reais.

IV
Na proposta “B” é previsto o aporte imediato, em 2009, da metade dos juros anuais de 5,5% sobre títulos com valor de face de 6 bilhões, e valor de mercado próximo à da primeira proposta. Em 2038 os juros anuais sobre os títulos são reduzidos para 1/3 de 5,5%, ou seja, são reduzidos para 1,375% ao ano. Em 2039, já não haverá necessidade de pagamentos dos juros e os títulos retornam à União pelo seu valor corrigido. O patrimônio remanescente dos planos em liquidação daria conta dos pagamentos.

V
Na proposta “C”a liquidez existente é utilizada para pagar os benefícios do ano de 2009. A partir de 2010 a União repassaria 9% de juros sobre títulos com valor de face de 4 bilhões de reais, até o ano de 2033. Em 2034 esses títulos são devolvidos à União. A partir de 2035 o patrimônio remanescente suportará a manutenção do Plano.

VI
Na proposta “D” há pagamento de juros de 7% ao ano sobre um principal de 4 bilhões até o ano de 2038. Em 2010 é feito aporte de 500 milhões de reais, além dos juros referidos. Em 2039 há redução para 1/4 do cupom, ou seja, 1,75% ao ano. Ao final de 2039 os títulos são devolvidos integralmente ao tesouro, sem utilização do principal. A partir de 2040 o patrimônio do Aerus suportará o pagamento dos benefícios.

VII
Na proposta “E” há repasse imediato, no ano de 2009, de 70 milhões de reais à BB Previdência. Não haverá repasse da União em 2010 e 2011. A partir de 2012, aporte do pagamento necessário para complementação da Folha. A partir de 2012, suporte da Folha Total pela União, de acordo com planilha elaborada, já tendo presente a sinistralidade ocorrida desde o início da liquidação até 2012.

VIII
Na proposta “F” há repasse de 70 milhões em 2009. Repasse de 500 milhões em 2011. De 2011 a 2025 repasse de juros de 9% ao ano sobre títulos com valor de face de 4 bilhões. De 2026 a 2028, repasse de juros de 6% sobre títulos com valor de face de 4 bilhões. De 2029 a 2035, redução dos juros anuais para 4,5% ao ano. De 2036 a 2042 redução dos juros para 2,25% ao ano. De 2043 a 2045, redução dos juros para 1,25% ao ano. De 2046 a 2049, redução dos juros para 0,375% ao ano, encerrando-se em 2049. Ao final de 2049, encerram-se os repasses, com a devolução integral dos títulos à União.

IX
Na proposta “G”, há criação de folha-apêndice à Folha de Aposentados e Pensionistas da União, operacionalizável pela BB Previdência. O acréscimo à Folha de Aposentados e Pensionistas da União seria de MENOS DE UM POR CENTO, ao início, e decrescente, a seguir. Em contrapartida, seriam esterilizados títulos da dívida pública junto ao Banco Central.

X
Em síntese, a proposta visa garantir o pagamento dos benefícios dos assistidos e a percepção integral das reservas dos ativos. Foram esses os detalhamentos, inclusive com planilhas de fluxo de caixa necessário confrontado com a tábua biométrica utilizada pelo Instituto Aerus.

XI
A proposta, portanto, no que se refere à previdência complementar, visou garantir a íntegra dos direitos dos assistidos, a íntegra dos direitos dos trabalhadores ativos, e fez diversas simulações sobre as formas menos onerosas à União. A proposta levou em conta o orçamento federal, os gastos necessários, a sobrevivência das famílias, a proteção dos direitos dos idosos e dos trabalhadores da ativa. Além disso, a proposta trazia alternativas jurídicas e de forma de operacionalização tanto de gestão do Plano quanto em relação ao Plano de Recuperação Judicial.

XII
É isso o que está em apreciação na AGU, e sobre o qual não temos respostas até o momento.

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ago 31 2009

O QUE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL TEM A VER COM VOCÊ?

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Abaixo do fundo do mar, a cerca de 2 km de profundidade, há uma camada chamada “pós-sal”; abaixo dela, há a chamada “camada de sal”; e abaixo dessa camada há a “camada pré-sal”. Ou seja, há o mar, com cerca de 2 km de profundidade; e após isso, cerca de 5 km abaixo, há a camada pré-sal. A Petrobrás encontrou, há cerca de dois anos, reservas gigantescas de petróleo nessa camada pré-sal.

II

Há uma possibilidade de o pré-sal ter 300 bilhões de barris de petróleo. Façamos uma conta por UM TERÇO disso, 100 bilhões de barris. O custo de produção, hoje, no mundo, é de cerca de 8 dólares por barril. Como a tecnologia necessária para explorar o pré-sal é maior, façamos a conta a 20 dólares o barril para extração. Com a cotação do barril a 70 dólares, hoje, é possível ter um “lucro” de 50 dólares sobre o barril.

III

Se multiplicarmos esses 50 dólares de “lucro” por 100 bilhões de barris, teremos 5 trilhões de dólares. Essa é a riqueza já pesquisada e descoberta pela Petrobrás, calculada pela hipótese mais pessimista possível.

IV

É uma riqueza realizável no tempo, durante, por exemplo, 20 anos, e levaremos 6 ou 7 anos para atingir uma boa produção. Divididos esses 5 trilhões de dólares por 20 anos, dá 250 bilhões de dólares ao ano. O que são 5 trilhões de dólares? O que dá para fazer com isso?

V

O orçamento do trem-bala Rio-São Paulo é de 15 bilhões de dólares. Com 300 bilhões de dólares podemos fazer 20 trens-bala, ligando de Porto Alegre a Belém, passando por São Luís, Teresina, Fortaleza, Maceió, Aracaju, Cuiabá, Campo Grande e por aí afora. Isso permitiria o transporte barato de pessoas e da produção, integrar regiões a um preço baixo, economizar na manutenção de estradas e ter um transporte mais seguro, mais confortável e mais limpo. Imagine o que seria isso na integração econômica do Brasil. Esses 300 bilhões de dólares seriam 6% da riqueza do pré-sal, na pior hipótese que é de “apenas” 100 bilhões de barris.

VI

O orçamento anual da Universidade de Harvard é de 3 bilhões de dólares. Com 60 bilhões de dólares podemos sustentar uma universidade do mesmo nível de Harvard durante 20 anos. Podemos colocar na nossa Harvard Tropical os 5 primeiros colocados nas melhores universidades do País, sem que paguem nada. Fariam graduação, mestrado, doutorado. E voltariam para suas universidades para disseminar o conhecimento. Ali está o futuro da tecnologia brasileira. Nossa conta já foi, aqui, a 360 bilhões de dólares.

VII

O INSS paga anualmente o equivalente a 90 bilhões de dólares em benefícios. Com o equivalente a mais de dois anos de pagamento de benefícios, 180 bilhões de dólares, é possível CORRIGIR E MANTER as aposentadorias do INSS. É possível resgatar os valores das aposentadorias e pensões, e resgatar a dignidade dos aposentados. Somando 20 trens-bala, a “Harvard Tropical”, o resgate dos aposentados e pensionistas, teríamos 560 bilhões de dólares. Os três projetos que mencionamos até agora envolveriam a APENAS ONZE POR CENTO DA RIQUEZA DO PRÉ-SAL calculada por baixo.

VIII

Praticamente todo o financiamento brasileiro da indústria, habitação, saneamento, renovação do parque industrial, incorporação de novas tecnologias é feito com recursos do FAT, via BNDES. O FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que também paga o seguro-desemprego, tem um patrimônio próximo a 80 bilhões de dólares. O FGTS acumulou, até hoje, cerca de 90 bilhões de dólares. Esses dois fundos totalizam, portanto, 170 bilhões de dólares.

IX

O Brasil pode fazer um novo fundo igual À SOMA DO FAT E DO FGTS, mais os 20 trens-bala, mais nossa Harvard tropical, mais corrigir e manter aposentadorias do INSS, e mesmo assim isso somaria APENAS 14% de uma projeção rasteira dos recursos do pré-sal. Isso totalizaria, por alto, 730 bilhões de dólares.

X

O orçamento federal da Educação é de 17 bilhões de reais, ou 9 bilhões de dólares. Esses recursos podem ser TRIPLICADOS: os 9 existentes mais 18 bilhões de dólares. Com esse acréscimo de 18 bilhões de dólares ao orçamento já existente, em 20 anos seriam gastos 360 bilhões de dólares. Isso permitiria, finalmente, a ESCOLA PÚBLICA EM TEMPO INTEGRAL, com alimentação, médico, dentista, biblioteca, computadores, atletismo, esporte, cultura. A conta, aqui, chegou a 1,09 trilhão de dólares.

XI

O orçamento da saúde, que sustenta o SUS, é de 43 bilhões de reais, ou 22 bilhões de dólares. Se DUPLICARMOS o orçamento do SUS, teremos que adicionar mais 22 bilhões ao ano, ou 440 bilhões de dólares em 20 anos. Isso é 8% do total do petróleo da camada pré-sal segundo a conta mais pessimista. Aqui, a conta sobe para 1,530 trilhão de dólares, ou 28% do total do pré-sal.

XII

Para fins meramente comparativos, veja: a dívida interna brasileira está em 1 trilhão de reais, ou 500 bilhões de dólares. Somado isso aos projetos anteriores, seriam gastos 2,03 trilhões de dólares. E estamos falando na conta mais pessimista, de 5 trilhões de dólares de reservas.

XIII

Mas veja as premissas –

a. Falamos do preço do barril a 70 dólares, hoje, e deve subir, novamente, a 100 dólares o barril.

b. Calculamos sobre reservas de 100 bilhões de barris, mas podem chegar a 300 bilhões de barris.

c. Falamos de um custo de extração quase 3 vezes maior do que o atual: atualmente, 8 dólares o barril. Aqui, apontamos 20 dólares porque se trata do pré-sal, onde a dificuldade é maior. 70 dólares o barril menos 20 de custo de extração dá 50 dólares de lucro líquido por barril. Multiplicando por 100 bilhões de barris, dá 5 trilhões de dólares. Se o custo de extração for maior, de 30 dólares o barril, o total de “lucro líquido” chega a 4 trilhões de dólares.

O valor do pré-sal foi calculado, aqui, prevendo algo muito menor do que as expectativas técnicas.

XIV

Quanto aos projetos, temos, em dólares –

1. 300 bilhões para 20 trens-bala interligando de Porto Alegre a Belém, o que barateira a locomoção de pessoas e o transporte de mercadorias e integraria definitivamente o Brasil.
2. 60 bilhões de dólares para construir e manter, durante 20 anos, uma universidade no padrão Harvard, que abrigaria os melhores alunos das nossas universidades, gratuitamente, e daria continuidade à nossa busca por tecnologia própria.
3. 200 bilhões de dólares para corrigir e manter as aposentadorias do INSS, igual a mais de dois anos do total de benefícios atuais.
4. 170 bilhões de dólares para fazer um novo fundo de desenvolvimento, igual à soma do FAT e do FGTS.
5. 360 bilhões de dólares que triplicam o orçamento federal da Educação nos próximos 20 anos, e que permitiriam escola de tempo integral para todos, com alimentação, saúde, atletismo, esporte, informática.
6. 440 bilhões de reis para DOBRAR o orçamento federal em saúde durante 20 anos.
7. 500 bilhões de dólares como mero comparativo do que seria necessário para liquidar a dívida interna brasileira.

Isso tudo dá um total de 2,03 trilhões de dólares, ou 40% do que temos no pré-sal de acordo com os cálculos absolutamente pessimistas que fizemos. Só que o pré-sal pode ter 300 bilhões de barris; o petróleo pode ir rapidamente a 100 dólares, e o custo de extração permaneceria em 20 dólares, o que daria um “lucro líquido” de 80 dólares o barril. Nessa hipótese, teríamos 300 bilhões de barris multiplicados por 80 dólares de “lucro líquido”, o que daria 24 trilhões de dólares. Essa é a hipótese otimista.

XV

E o que o Brasil precisa para “ganhar” 5 trilhões de dólares, ou seja, o “lucro” do pré-sal após extraído? Só precisamos extrair, com a tecnologia já detida pela Petrobrás. A Constituição Federal já disse que o petróleo pertence à União, pertence ao povo brasileiro. Uma parte já foi vendida – por causa da terrível “flexibilização do monopólio do petróleo”, por meio dos absurdos leilões de bacias petrolíferas. Mas há, no mínimo, 5 TRILHÕES de dólares líquidos esperando pelo Brasil.

XVI

É claro que a conta pode ser feita com outros destinatários: as grandes petrolíferas multinacionais fazem essa conta tendo em vista o seu lucro; alguns, tendo em vista financiamentos de campanhas políticas; outros, o enriquecimento pessoal. Aqui fizemos uma conta levando em consideração os interesses do BRASIL E DO SEU POVO. Apontamos projetos que podem mudar radicalmente o Brasil, que nos colocam no grupo dos países desenvolvidos. Ou se pensa no Brasil e no seu povo, ou se pensa em como apropriar essas riquezas para poucos grupos internacionais, para financiar campanhas políticas, para o enriquecimento de alguns.

XVII

O petróleo do pré-sal interessa diretamente a você. Se você é trabalhador, porque haverá geração de mais empregos e consequente aumento de salários. Só o convênio PROMINP – Petrobrás Indústria garante, desde já, 250.000 empregos diretos e 500.000 empregos indiretos. Isso de imediato. Se você é aposentado, porque uma pequena parte desses recursos já garantiria a correção e manutenção das aposentadorias, além da viabililidade permanente da previdência social e a significativa melhora da saúde pública. Se você é empresário, porque é possível constituir um fundo igual à SOMA do FAT e do FGTS para financiar investimentos, ganhos tecnológicos, ampliações, consumo, distribuição, transporte, habitação, exportação, além de baratear o transporte dos produtos.

XVIII

É preciso garantir o nosso próprio abastecimento, em primeiro lugar, durante todo esse período, até que possamos ultrapassar nossa dependência do petróleo e criar nova matriz energética. Garantido nosso abastecimento, é preciso reverter essa riqueza para o povo brasileiro. Essa riqueza é sua, dos seus filhos, dos seus netos, é o legado que uma geração deixará para as gerações seguintes: a de um futuro promissor, farto, humano, fraterno, do Brasil e do seu povo. É o nosso ingresso no grupo dos países desenvolvidos.

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ago 30 2009

SOBRE O BLOG

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Recebi um email dizendo que o blog não é democrático. Não é e nunca pretendeu ser. O blog é meu. Publico aqui o que eu quero, quando quero, da forma como quero. Vai à minha casa quem eu convido, e só. O mesmo acontece com o blog. No máximo, pode ser tolerante. Democrático, nunca pretendeu ser.

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ago 30 2009

A LÓGICA

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Tem gente que tem uma lógica curiosa, que dá para resumir: “a melhor maneira de fazer algo dar certo é dizer o tempo todo que vai dar errado”; e “é melhor declarar a derrota antes mesmo da luta, porque aí não sofro”.
Ou seja, tem gente que morre de véspera.

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ago 30 2009

MÉXICO

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O ‘Estadão” de domingo traz manchete sobre a crise econômica e o Brasil. A matéria diz que o Brasil é um dos poucos países que sairão da crise melhor do que entraram. É verdade.

II
Lula foi ridicularizado quando falou em “marolinha”. No final das contas, será marolinha, mesmo. E, já na Folha de São Paulo, há outra notícia: a de que as empresas demitiram demais na crise, acima do que seria, digamos, necessário. E acabaram perdendo mercado.

III
Essa questão é importante: chegou a haver falta de produtos porque as empresas pararam de produzir para se preparar para a crise. E aí deixaram de vender, de faturar, de gerar empregos e aquecer a economia.

IV
Há mais a dizer sobre isso, e a bem da verdade. Há poucos dias esteve aqui o Presidente do México. Quer estreitar relações com o Brasil, com o Mercosul. O México aderiu à Alca – o tratado de livre comércio com os EUA – e a economia de lá despencou logo a partir da adesão. Por aqui houve quem defendesse, com unhas e dentes, a adesão à Alca.

V
E mais: o Brasil diversificou o seu comércio. E passou a apostar em outros países: África, Ásia, América do Sul, Rússia.. Isso foi importante, não guardar todos os ovos na mesma cesta. E contribuiu para que a crise não fosse tão grande por aqui. O México atrelou completamente o seu vagãozinho à locomotiva dos EUA. Estava ruim antes da crise; com a crise, desabou. E aí veio para o Brasil, buscar estreitar relações.

VI
Com todo o boicote do Banco Central, com todas as taxas de juros, o Brasil mostrou saúde. E o México veio aprender o caminho.

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ago 30 2009

PRÉ-SAL

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Amanhã deve ser anunciada pelo governo a nova proposta de legislação relativa ao petróleo. Vai ao debate na sociedade e no congresso.

II
Mas é impressionante ver a movimentação: a imprensa já dá espaço para aqueles que pregam que “o Brasil não tem recursos para explorar o pré-sal”. E aí pregam a continuidade da atual política de concessões.

III
E no que consiste a política de “concessões”? A ANP – Agência Nacional do Petróleo leiloa bacias petrolíferas. O vencedor deverá fazer a prospecção e tudo aquilo que encontrar será dele. Ou seja, o país entrega à petrolífera a íntegra do seu petróleo para que ela venda para quem bem entender. A petrolífera passa a ser dona do poço, dona do reservatório.

IV
Os interesses envolvidos são muitos: todas as grandes multinacionais petrolíferas, inclusive aquelas ligadas ao governo Bush, fazem a sua campanha discreta pela manutenção das regras atuais, ou seja, a política de concessões.

V
A política que está sendo proposta, no entanto, é outra. É a de partilha: a União ficaria com algo em torno de 80% do que for extraído. E aí é preciso regulamentar, de forma detalhada, o que deve ser feito com esse dinheiro: algo em torno de 5 trilhões de dólares em 20 anos.

VI
A discussão é importantíssima. E o bombardeio da imprensa será, majoritariamente, no sentido de manter uma política entreguista, lesiva ao Brasil e favorável às multinacionais e à continuidade do Brasil no 3º mundo.

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ago 29 2009

II

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Advogado também tem amigo para visitar no sábado, e por isso atrasa a liberação de comentários. Liberei demais, não vou mais publicar comentários que jogam um grupo contra o outro, uma empresa contra outra, ativos contra assistidos.

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ago 28 2009

EM TEMPO

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Houve uma convocação das entidades sindicais para que os participantes do Aerus, em extremo sacrifício, se deslocassem a Brasília. Está nos comentários, aqui no blog. Esclareço, primeiro, que não me compete opinar sobre manifestações politicas. Isso diz respeito às entidades sindicais e associativas. Em segundo lugar, entendo eu que, se foi convocada, convocada está. E daí que achei contrauprudecente postar comentários contrários à mobilização chamda por essas entidades. De um lado, uma lista de comentários falando sobre a apatia de participantes; de outro, alguns comentários criticando exatamente a mobilização. Ou seja, a contradição espelhada nos comentários. Por último, tenho vetado, sim, sistematicamente, comentários que são tiros na própria trincheira. Se a Argentina estiver ameaçando invadir a fronteira com o Brasil, tenha certeza de que não participarei de qualquer protesto para enfraquecer o governo brasileiro.
A condução política do tema é das entidades sindicais; a condução jurídica é minha, e assim tem sido respeitada.

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ago 28 2009

SENADOR ÁLVARO DIAS

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O bombadeio de meias-informações e boatos inteiros a que estamos submetidos também atinge os senadores. Vamos, primeiro, a alguns tópicos sobre isso.

II
Não há negociação em curso. Nunca houve uma mesa de negociações até agora. Esperávamos, sim, que houvesse. A Advocacia Geral da União só tomou a iniciativa de comunicar que pretendia celebrar um acordo porque estava previamente autorizada pelo Presidente da República. Daí houve a publicação da Portaria nomeando os membros dessa Comissão. E, em momento seguinte, a nova Portaria dilatando o prazo por mais 60 dias.

III
Nesse período, houve notícias de que o Grupo de Trabalho estava funcionando, de que as áreas estavam consultando umas às outras internamente.

IV
Não houve notícia sobre o final dos trabalhos do grupo. Não houve chamamento para qualquer conversa ou para qualquer rodada de negociações. Não houve “sondagens” típicas de um processo de negociação. Ou seja, houve, tão somente, a apresentação de uma proposta inicial pelas entidades sindicais e, na última quinta-feira, o desdobramento dessas propostas para que ficassem mais apuradas do ponto de vista técnico. Tão só.

V
As mesmas notícias que vimos na imprensa também foram lidas pelos senadores. Em particular, po Senador Álvaro Dias, do PSDB-PR, que divulgou nota relativa às suas preocupações frente ao acordo.

VI
O Senador Álvaro Dias está profundamente engajado na solução do tema. E mais: aborda, sempre, pelo aspecto absolutamente humano, pelo drama a que estão submetidas as famílias vitimadas pela irresponsabilidade da União: foi a União que, reiteradamente, autorizou as patrocinadoras do Aerus a descumprir os contratos voluntariamente firmados; foi a União quem autorizou, até mesmo, o financiamento da “apropriação indébita” praticada contra o Aerus.

VII
Estamos todos preocupados e tensos com o andamento do tema. Houve expresso anúncio da disposição de um acordo; houve petição ao STF; houve constituição de um grupo de trabalho, houve prorrogação dos trabalhos desse grupo. E houve o anúncio, feito ao Senador Paim, de que na primeira semana de agosto haveria uma solução.

VIII
O Senador Álvaro Dias, que é um dos mais combativos líderes da oposição no Senado, divulgou nota contundente, responsabilizando o governo pela morosidade na construção desse acordo. E assim fez exclusivamente preocupado em manter o governo sob pressão, sob tensão constante, repassando ao governo uma tensão que, até o momento, aparenta ser somente nossa. Foi essa a iniciativa do Senador, foi essa a intenção da matéria divulgada: a de manter a pressão, a de mudar o tom de quem alertava quanto à demora e fazia pressão sobre o governo.

IX
O texto do Senador teve dupla utilidade: a primeira, a de reafirmar que, se o governo pretende o caminho da paz, até mesmo um dos mais aguerridos senadores da oposição auxiliará na construção desse caminho; a segunda, que se o governo quiser caminhar para inviabilizar o acordo, responderá por isso frente ao Senado da República.

X
Ninguém aqui tem a menor desconfiança quanto a alguma simpatia minha pelo PSDB. E justamente por isso, por não cultivar essa simpatia, é que reafirmo minha admiração pelo Senador Álvaro Dias, pelo trabalho que vem fazendo de forma despojada em favor dos participantes do Aerus. E reafirmo, aqui, minha confiança na conduta do Senador, e um agradecimento que verbalizo em nome de milhares de pessoas, assim como já fiz em relação ao Senador Paim.

X
Há uma proposta em mesa, a de permitir o pagamento parcelado, conjugando as disponibilidades da União com as necessidades dos participantes do Aerus. É uma proposta inteligente, que, se vista pela ótica exclusivamente do administrador público que pensa nos interesses do Estado, passa a ser uma proposta perfeita. Sobre essa proposta não houve, até o momento, qualquer pronunciamento da União.

XI
Segundo informou o Senador Paim, o Ministro Chefe da AGU informou que na próxima segunda-feira encaminhará algo concreto em relação ao tema. Na terça-feira, portanto, esperamos ter algo sobre o que nos debruçar, seja uma proposta, seja uma crítica em relação às sete alternativas que foram apresentadas à União – alternativas de custeio, tão só, eis que o objetivo final, o pagamento a assistidos e ativos, é o mesmo.

XII
Estamos todos tensos. É preciso reafirmar, no entanto, nossa confiança, noss agradecimento, nosso reconhecimento a quem se dispôs a colaborar no processo de construção de um acordo. Estou falando, especificamente, do Senador Álvaro Dias, da forma aguerrida como se tem comportado na defesa dos participantes do Aerus, da forma construtiva como se portou em todo o processo, inclusive quando entendeu que era necessário levantar o tom de voz.

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ago 27 2009

JOGO RÁPIDO

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Fui ontem à noite, quarta-feira, para Prainha, a uns 50 km de Fortaleza. Voltei hoje à tarde, imediatamente fui a uma reunião. Daí a demora nas novas postagens do blog.

II
A viagem foi para uma palestra em evento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comércio e Serviços.

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