ago 23 2009
CONVERSA FIADA DE DOMINGO
Há dois momentos na história que me perturbam particularmente. O primeiro, a captura de escravos na África para serem vendidos aos traficantes de gente. É que a captura era feita por negros que mantinham negócios com os traficantes de escravos. Entregavam sua própria gente em troca de dinheiro. O segundo momento são os campos de concentração nazistas. Há uma curiosidade que pouco se fala. É que, em boa parte dos campos, a vigilância interna era feita por judeus cooptados. Eram uns poucos judeus que, achando que se salvariam, prestavam serviços aos nazistas, inclusive dedurando eventual conspiração de fuga. Agradavam aos homicidas na esperança de serem poupados.
II
Mais um trabalhador sem terra assassinado no Rio Grande do Sul. Que a estrutura fundiária brasileira é um absurdo, isso é pacífico. Até os militares tinham o seu Estatuto da Terra. Boa parte das grandes fortunas agrícolas se deram a partir da simples grilagem, inclusive, ou principalmente, de terras públicas. Terras públicas, a propósito, sequer podem ser objeto de usucapião. No Pará, o Ministério Público denuncia que terras do banqueiro Daniel Dantas seriam griladas, e que por ali se daria a lavagem de dinheiro. O ódio dos beneficiários da grilagem – do roubo, pois – é esperado. O que surpreende é a reação de outros, que não são beneficiários de gatunagem, mas acham absurdo o protesto organizado em defesa de direitos. Ou seja, não defendo meu direito por falta de coragem, ou por falta de dignidade, e também não admito que outros defendam o seu.
Doutor Maia,
Segundo fontes oficiais, o Brasil destinou ao INCRA e ao Ministério do desnvolvimento Agrário entre 2008/2009 6,6 bilhões de reais.
Como exemplo, o preço do hectare, em média no Brasil é de 400 reais.
Com esse dinheiro dá para comprar 16,5 milhões de hectares.
Beneficiar 1,6 milhões de famílias com 10 hectares, ou 150000 mil fazendolas de 100 hectares.
Não sei detalhes do episódio, da morte do integrante do MST, mas em 1990 tivemos um Policial morto por uma foice, e naquela época o protesto do MST era por 1000 hectares.
Eu protesto todos os dias, qui no seu blog, em outros blogs, no twitter, em comunidades do orkut, sobre os destinos dos reais a algumas intituições.
O MST e entidades, ONGs ligadas ao movimento receberam entre 2008/09 152 milhões de reais, aproximadamente 63000 mil cestas básicas mensais.
Não haveria invasões, se supostamente metdade do dinheiro gasto com os ministérios ao longo de 20 anos fosse destinado a compra de terras.
Eu vejo como problema, é que a maioria não quer lavrar terras, querem terras lavradas.
Não querem cavar poços, querem terras ao longo de rios e lagos, ou de preferência com poços artesianos já feitos.
Eu assiti gaúchos indo para Petrolina na década de 1970, foram desbravar o inóspito, como fizerma em goiás, Mato Grosso, Rio Branco.
Petrolina tinha luz elétrica a noite só na “Zona”, dormir na “Zona” era mais confortável que nos hotéis.
Eu diminuiria o tamanho desses ministérios e compraria terras ao movimento>
Isso é difícil deser entendido pela sociedade.
bom dia,
Dr. Maia- Os colaboradores judeus dos campos de concentração , digo exterminio, pois concentração foram os dos americanos contendo japas, são hoje escritores que vendem ou venderam memórias para os livros que proliferam sobre o assunto.
Memórias que pesquizadores já comprovaram que sempre contém mentiras ou devaneios fora da realidade.
Dr. maia- Não concluí o comentário; Para não se perturbar particularmente, leia o ensaio escrito por Alberto da Costa e Silva com o título-
Francisco felix de Souza o MERCADOR DE ESCRAVOS.
todos os comentários estão referendados em bibliografis extensa e são citados
nomes de negros que retornaram para a africa para dedicar-se ao comercio negreiro,mas, o maior é o Francisco Felix de Souza.
é obvio que o precesso que envolve reforma agrária no Brasil é Político. Se houvesse vontade política as milhares de famílias poderiam sim ter seu espaço para plantar e viver com dignidade, mas o problema é q meia duzia de latifundiários mandam no país.
Aí alegam que a população precisa de alimentos, como se esse alimento servisse para tratar o povo Brasileiro e não fosse produzido as toneladas para exportação.
Pequenas colonias com plantio diversificado sim, serve para o nosso sustento.
Claro para mim tbm é o fato de q o governo precisa dispor de infraestrutura e orientação aos trabalhadores que lutam por terra. Se assim aplicado ajudaria em muito a resolver o problema de caos urbano q assola principalmente os grandes centros.