ago 30 2009
MÉXICO
O ‘Estadão” de domingo traz manchete sobre a crise econômica e o Brasil. A matéria diz que o Brasil é um dos poucos países que sairão da crise melhor do que entraram. É verdade.
II
Lula foi ridicularizado quando falou em “marolinha”. No final das contas, será marolinha, mesmo. E, já na Folha de São Paulo, há outra notícia: a de que as empresas demitiram demais na crise, acima do que seria, digamos, necessário. E acabaram perdendo mercado.
III
Essa questão é importante: chegou a haver falta de produtos porque as empresas pararam de produzir para se preparar para a crise. E aí deixaram de vender, de faturar, de gerar empregos e aquecer a economia.
IV
Há mais a dizer sobre isso, e a bem da verdade. Há poucos dias esteve aqui o Presidente do México. Quer estreitar relações com o Brasil, com o Mercosul. O México aderiu à Alca – o tratado de livre comércio com os EUA – e a economia de lá despencou logo a partir da adesão. Por aqui houve quem defendesse, com unhas e dentes, a adesão à Alca.
V
E mais: o Brasil diversificou o seu comércio. E passou a apostar em outros países: África, Ásia, América do Sul, Rússia.. Isso foi importante, não guardar todos os ovos na mesma cesta. E contribuiu para que a crise não fosse tão grande por aqui. O México atrelou completamente o seu vagãozinho à locomotiva dos EUA. Estava ruim antes da crise; com a crise, desabou. E aí veio para o Brasil, buscar estreitar relações.
VI
Com todo o boicote do Banco Central, com todas as taxas de juros, o Brasil mostrou saúde. E o México veio aprender o caminho.