ago 31 2009

O QUE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL TEM A VER COM VOCÊ?

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Abaixo do fundo do mar, a cerca de 2 km de profundidade, há uma camada chamada “pós-sal”; abaixo dela, há a chamada “camada de sal”; e abaixo dessa camada há a “camada pré-sal”. Ou seja, há o mar, com cerca de 2 km de profundidade; e após isso, cerca de 5 km abaixo, há a camada pré-sal. A Petrobrás encontrou, há cerca de dois anos, reservas gigantescas de petróleo nessa camada pré-sal.

II

Há uma possibilidade de o pré-sal ter 300 bilhões de barris de petróleo. Façamos uma conta por UM TERÇO disso, 100 bilhões de barris. O custo de produção, hoje, no mundo, é de cerca de 8 dólares por barril. Como a tecnologia necessária para explorar o pré-sal é maior, façamos a conta a 20 dólares o barril para extração. Com a cotação do barril a 70 dólares, hoje, é possível ter um “lucro” de 50 dólares sobre o barril.

III

Se multiplicarmos esses 50 dólares de “lucro” por 100 bilhões de barris, teremos 5 trilhões de dólares. Essa é a riqueza já pesquisada e descoberta pela Petrobrás, calculada pela hipótese mais pessimista possível.

IV

É uma riqueza realizável no tempo, durante, por exemplo, 20 anos, e levaremos 6 ou 7 anos para atingir uma boa produção. Divididos esses 5 trilhões de dólares por 20 anos, dá 250 bilhões de dólares ao ano. O que são 5 trilhões de dólares? O que dá para fazer com isso?

V

O orçamento do trem-bala Rio-São Paulo é de 15 bilhões de dólares. Com 300 bilhões de dólares podemos fazer 20 trens-bala, ligando de Porto Alegre a Belém, passando por São Luís, Teresina, Fortaleza, Maceió, Aracaju, Cuiabá, Campo Grande e por aí afora. Isso permitiria o transporte barato de pessoas e da produção, integrar regiões a um preço baixo, economizar na manutenção de estradas e ter um transporte mais seguro, mais confortável e mais limpo. Imagine o que seria isso na integração econômica do Brasil. Esses 300 bilhões de dólares seriam 6% da riqueza do pré-sal, na pior hipótese que é de “apenas” 100 bilhões de barris.

VI

O orçamento anual da Universidade de Harvard é de 3 bilhões de dólares. Com 60 bilhões de dólares podemos sustentar uma universidade do mesmo nível de Harvard durante 20 anos. Podemos colocar na nossa Harvard Tropical os 5 primeiros colocados nas melhores universidades do País, sem que paguem nada. Fariam graduação, mestrado, doutorado. E voltariam para suas universidades para disseminar o conhecimento. Ali está o futuro da tecnologia brasileira. Nossa conta já foi, aqui, a 360 bilhões de dólares.

VII

O INSS paga anualmente o equivalente a 90 bilhões de dólares em benefícios. Com o equivalente a mais de dois anos de pagamento de benefícios, 180 bilhões de dólares, é possível CORRIGIR E MANTER as aposentadorias do INSS. É possível resgatar os valores das aposentadorias e pensões, e resgatar a dignidade dos aposentados. Somando 20 trens-bala, a “Harvard Tropical”, o resgate dos aposentados e pensionistas, teríamos 560 bilhões de dólares. Os três projetos que mencionamos até agora envolveriam a APENAS ONZE POR CENTO DA RIQUEZA DO PRÉ-SAL calculada por baixo.

VIII

Praticamente todo o financiamento brasileiro da indústria, habitação, saneamento, renovação do parque industrial, incorporação de novas tecnologias é feito com recursos do FAT, via BNDES. O FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que também paga o seguro-desemprego, tem um patrimônio próximo a 80 bilhões de dólares. O FGTS acumulou, até hoje, cerca de 90 bilhões de dólares. Esses dois fundos totalizam, portanto, 170 bilhões de dólares.

IX

O Brasil pode fazer um novo fundo igual À SOMA DO FAT E DO FGTS, mais os 20 trens-bala, mais nossa Harvard tropical, mais corrigir e manter aposentadorias do INSS, e mesmo assim isso somaria APENAS 14% de uma projeção rasteira dos recursos do pré-sal. Isso totalizaria, por alto, 730 bilhões de dólares.

X

O orçamento federal da Educação é de 17 bilhões de reais, ou 9 bilhões de dólares. Esses recursos podem ser TRIPLICADOS: os 9 existentes mais 18 bilhões de dólares. Com esse acréscimo de 18 bilhões de dólares ao orçamento já existente, em 20 anos seriam gastos 360 bilhões de dólares. Isso permitiria, finalmente, a ESCOLA PÚBLICA EM TEMPO INTEGRAL, com alimentação, médico, dentista, biblioteca, computadores, atletismo, esporte, cultura. A conta, aqui, chegou a 1,09 trilhão de dólares.

XI

O orçamento da saúde, que sustenta o SUS, é de 43 bilhões de reais, ou 22 bilhões de dólares. Se DUPLICARMOS o orçamento do SUS, teremos que adicionar mais 22 bilhões ao ano, ou 440 bilhões de dólares em 20 anos. Isso é 8% do total do petróleo da camada pré-sal segundo a conta mais pessimista. Aqui, a conta sobe para 1,530 trilhão de dólares, ou 28% do total do pré-sal.

XII

Para fins meramente comparativos, veja: a dívida interna brasileira está em 1 trilhão de reais, ou 500 bilhões de dólares. Somado isso aos projetos anteriores, seriam gastos 2,03 trilhões de dólares. E estamos falando na conta mais pessimista, de 5 trilhões de dólares de reservas.

XIII

Mas veja as premissas –

a. Falamos do preço do barril a 70 dólares, hoje, e deve subir, novamente, a 100 dólares o barril.

b. Calculamos sobre reservas de 100 bilhões de barris, mas podem chegar a 300 bilhões de barris.

c. Falamos de um custo de extração quase 3 vezes maior do que o atual: atualmente, 8 dólares o barril. Aqui, apontamos 20 dólares porque se trata do pré-sal, onde a dificuldade é maior. 70 dólares o barril menos 20 de custo de extração dá 50 dólares de lucro líquido por barril. Multiplicando por 100 bilhões de barris, dá 5 trilhões de dólares. Se o custo de extração for maior, de 30 dólares o barril, o total de “lucro líquido” chega a 4 trilhões de dólares.

O valor do pré-sal foi calculado, aqui, prevendo algo muito menor do que as expectativas técnicas.

XIV

Quanto aos projetos, temos, em dólares –

1. 300 bilhões para 20 trens-bala interligando de Porto Alegre a Belém, o que barateira a locomoção de pessoas e o transporte de mercadorias e integraria definitivamente o Brasil.
2. 60 bilhões de dólares para construir e manter, durante 20 anos, uma universidade no padrão Harvard, que abrigaria os melhores alunos das nossas universidades, gratuitamente, e daria continuidade à nossa busca por tecnologia própria.
3. 200 bilhões de dólares para corrigir e manter as aposentadorias do INSS, igual a mais de dois anos do total de benefícios atuais.
4. 170 bilhões de dólares para fazer um novo fundo de desenvolvimento, igual à soma do FAT e do FGTS.
5. 360 bilhões de dólares que triplicam o orçamento federal da Educação nos próximos 20 anos, e que permitiriam escola de tempo integral para todos, com alimentação, saúde, atletismo, esporte, informática.
6. 440 bilhões de reis para DOBRAR o orçamento federal em saúde durante 20 anos.
7. 500 bilhões de dólares como mero comparativo do que seria necessário para liquidar a dívida interna brasileira.

Isso tudo dá um total de 2,03 trilhões de dólares, ou 40% do que temos no pré-sal de acordo com os cálculos absolutamente pessimistas que fizemos. Só que o pré-sal pode ter 300 bilhões de barris; o petróleo pode ir rapidamente a 100 dólares, e o custo de extração permaneceria em 20 dólares, o que daria um “lucro líquido” de 80 dólares o barril. Nessa hipótese, teríamos 300 bilhões de barris multiplicados por 80 dólares de “lucro líquido”, o que daria 24 trilhões de dólares. Essa é a hipótese otimista.

XV

E o que o Brasil precisa para “ganhar” 5 trilhões de dólares, ou seja, o “lucro” do pré-sal após extraído? Só precisamos extrair, com a tecnologia já detida pela Petrobrás. A Constituição Federal já disse que o petróleo pertence à União, pertence ao povo brasileiro. Uma parte já foi vendida – por causa da terrível “flexibilização do monopólio do petróleo”, por meio dos absurdos leilões de bacias petrolíferas. Mas há, no mínimo, 5 TRILHÕES de dólares líquidos esperando pelo Brasil.

XVI

É claro que a conta pode ser feita com outros destinatários: as grandes petrolíferas multinacionais fazem essa conta tendo em vista o seu lucro; alguns, tendo em vista financiamentos de campanhas políticas; outros, o enriquecimento pessoal. Aqui fizemos uma conta levando em consideração os interesses do BRASIL E DO SEU POVO. Apontamos projetos que podem mudar radicalmente o Brasil, que nos colocam no grupo dos países desenvolvidos. Ou se pensa no Brasil e no seu povo, ou se pensa em como apropriar essas riquezas para poucos grupos internacionais, para financiar campanhas políticas, para o enriquecimento de alguns.

XVII

O petróleo do pré-sal interessa diretamente a você. Se você é trabalhador, porque haverá geração de mais empregos e consequente aumento de salários. Só o convênio PROMINP – Petrobrás Indústria garante, desde já, 250.000 empregos diretos e 500.000 empregos indiretos. Isso de imediato. Se você é aposentado, porque uma pequena parte desses recursos já garantiria a correção e manutenção das aposentadorias, além da viabililidade permanente da previdência social e a significativa melhora da saúde pública. Se você é empresário, porque é possível constituir um fundo igual à SOMA do FAT e do FGTS para financiar investimentos, ganhos tecnológicos, ampliações, consumo, distribuição, transporte, habitação, exportação, além de baratear o transporte dos produtos.

XVIII

É preciso garantir o nosso próprio abastecimento, em primeiro lugar, durante todo esse período, até que possamos ultrapassar nossa dependência do petróleo e criar nova matriz energética. Garantido nosso abastecimento, é preciso reverter essa riqueza para o povo brasileiro. Essa riqueza é sua, dos seus filhos, dos seus netos, é o legado que uma geração deixará para as gerações seguintes: a de um futuro promissor, farto, humano, fraterno, do Brasil e do seu povo. É o nosso ingresso no grupo dos países desenvolvidos.

17 respostas até o momento

17 Respostas em “O QUE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL TEM A VER COM VOCÊ?”

  1. JAYMEem 31 ago 2009 �s 11:53

    Dr: Maia,me sinto o verdadeiro pré-sal,na ultima camada sem eira nem beira.Apenas esperando a morte chegar.
    Abraços Jayme

  2. Jorge Vieiraem 31 ago 2009 �s 12:32

    Dr. Maia.

    Abrir o Blog dia 31 de Agosto de 2009, ver os Trilhões do Pré-Sal e não ter quase o que comer, chega a ser engraçado.
    Temos que aprender a cada dia, que os Leões existem e temos que pegá-los um a um. Não é fácil!
    Mais um Agosto se vai e Nada! Nada! Nada! Nada! Nada! Nada! Nada! e Nada!!!!!

    Resposta – Se alguém disser para você que não há dinheiro para fazer acordo, aponte para o pré-sal. Entendeu?

  3. Doralvinoem 31 ago 2009 �s 12:46

    Parece que a oposição tá no sal. Veja a matéria PHA: “Empresa americana vai assessorar tucanos na CPI da Petrobrás. Como é que é?” em http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=17093.

  4. Jorge Vieiraem 31 ago 2009 �s 13:41

    Entendi sim!. Aliás, entendo tantas coisas a mais e seria melhor se não entendesse. O que realmente não entendo é o não cumprimento das leis neste país.
    Fazem conosco aquilo que bem entendem e nos devoram sem dó e piedade.
    Somos uma minoria quase sem expressão, dependendo somente das leis, que por aqui, não valhem nada!

    Manda quem pode!

  5. Renato Rochaem 31 ago 2009 �s 14:03

    T A M B É M E N T E N D Í……..

    Apesar disto, acabo de ouvir na Radio Globo/ Roberto Canázio, entrevistas com Comandante Zoroastro, Grazziela e Sen. Paim, tratando mais uma vez do caso Aerus; todos estào aguardando a posição da comissão que estudou o assunto..
    no final, tivemos direito a ouvir vinheta da RG.
    Continuemos nossa vigília, presente, ausente, perto,distante, sempre acreditando…

  6. Roberto Haddadem 31 ago 2009 �s 14:52

    Prezado Dr. Maia,
    Referente ao item Vll e + a resposta ao colega Jorge Vieira. A menos que eu não tenha entendido nada, o dinheiro do pre-sal é futuro. nos precisamos é agora.

  7. MAURAem 31 ago 2009 �s 16:20

    Entrou no ar hoje o Blog do Planalto, novo canal de comunicação do presidente Lula, mas logo na estréia os internautas estão com dificuldades para entrar.
    Quem sabe não conseguimos deixar alguma mensagem.

  8. Ivoem 31 ago 2009 �s 17:19

    E o imposto de renda sobre assalariados, vai diminuir com a exploração do pre-sal?ou nós continuaremos sendo os explorados há décadas… IPVA, ISS, IRPF, INSS, etc etc etc

  9. O ANARQUISTAem 31 ago 2009 �s 17:39

    São 17:37 em Brasilia, fim de expediente e a apresentação da proposta ou contra proposta por parte da AGU nada, noticia nenhuma, ela se foi apresentada foi a quem?

  10. Renato Rochaem 31 ago 2009 �s 18:34

    URGENTE URGENTE URGENTE

    Agora na CBN,

    Reportagem sobre os participantes AERUS/SNA no Congresso para pressionar uma definição da AGU… como o prazo concedido pelo STF terminou dia 22AGO, a Min. Carmen Lúcia poderá tomar uma de tres ações :
    1) Determinar o pagamento da causa,
    2) Pedir explicações à AGU, ou
    3) Dar um prazo à AGU para uma definição.

    Continuemos atentos e confiantes rumo à vitória !!!

  11. Pedro Vicente de Carvalhoem 31 ago 2009 �s 21:12

    “Os recursos do pré-sal terão critérios de solidez, liquidez, classificação e diversificação, bem como de rentabilidade esperada”.

    Dilma Rousseff, na festa organizada para celebrar a entrada do Brasil na OPEP ninguém sabe quando, explicando com a clareza de sempre como será aplicado o dinheiro do petróleo que continua enterrado a 6 mil metros de profundidade.

  12. Pedro Vicente de Carvalhoem 01 set 2009 �s 12:31

    Soube-se neste histórico 31 de Agosto (A maiúsculo, como convém a uma data condenada a virar feriado nacional) que o pré-sal é uma dádiva de Deus ao maior estadista de todos os tempos, escolhido pessoalmente por Ele para salvar o país onde ambos nasceram. Soube-se também que o Brasil proclamou a Segunda Independência, e que haverá dinheiro de sobra para tudo e para todos. Logo estarão nadando num oceano de reais, dólares e euros os governadores do litoral e os sem-praia, o sistema de saúde, o ensino público, a Petrobras, o turismo, a Amazônia, as estradas federais, o trem-bala, a transposição do Rio São Francisco, o esquema de combate às secas e enchentes, os companheiros de primeira hora e os recém-chegados, os generais da base alugada e os soldados rasos das tropas de choque, a navegação fluvial, a indústria automobilística, os amigos do ministro de Minas e Energia, os parentes do dono daquela diretoria que fura poço, a aviação civil, as Forças Armadas, a rede de atalhos, trilhas e picadas que ligam o Brasil aos vizinhos bolivarianos, os destacamentos militares da fronteira, a Polícia Militar e a a Polícia Civil, o progresso da Bolívia e o desenvolvimento sustentado do Paraguai, a campanha de Dilma Rousseff, os presídios federais de segurança máxima — fora o resto.

    Graças às fabulosas jazidas nas profundezas do Atlântico (ainda faltam equipamentos e patrocínio, mas a gente chega lá antes da eleição), as favelas se transformarão em bairros chiques, a TV Brasil ficará maior que a Globo, a gripe suína será erradicada, os parlamentares que faltam assinarão o contrato de aluguel, o novo salário mínimo subirá para 10 mil dólares mensais, a elite golpista agonizará confinada em Roraima e os pobres que restarem serão tão poucos que, expostos à visitação pública a 10 reais por visitante, logo ficarão mais ricos que os ricos desde sempre.

    Bonita, a chegada do futuro. Só não ficou muito claro o que o governo ainda está esperando para baixar a carga tributária em pelo menos meia tonelada.

  13. VERA VIEIRAem 01 set 2009 �s 12:55

    É preciso garantir o nosso próprio abastecimento, garantido o abastecimento, é preciso reverter essa riqueza para o povo brasileiro em primeiro lugar ou seja para atingirmos o nivarna é necessário além de de todo esforço tecnologico de produção(dependência empresarial e intelectual) que haja em nossas bases polítcas uma reforma generalizada,os políticos atuais envolvidos no processo em potencial já começaram com a dança das cadeiras e interesses próprios,é preciso que as autoridades municipais,estaduais e federais( prefeitos e vereadores;governadores e deputados estaduais;presidente,deputados federais e senadores)estejam em total sintonia com o ministério publico( atual / única represntação legal do povo),é necessário que esse quarto poder constitucional realmente seja entendido pelo cidadão e tenha papel cada vez mais relevante nas decisões do executivo e legislativo (hoje uma corja de mercenários),é preciso também que nas próximas eleições existam foruns de debates sobre esse asssunto que não é sómente questão de interesse público,mas de verdadeira Soberania Nacional,o povo precisa saber o que representa essa riqueza, precisa conhecer as intenções ,talvez até através de uma Carta,um documento ofical,é necessário que se discuta indicadores, que se divulgue para toda a população o significado, a importância das escolhas corretas de sua representação no voto nas proximas eleições, o que se vê atualmente é uma completa inversão de valores democraticos,os novos polítcos são em geral filhotes dos políticos atuais que usam a máquina pública para perpetuar no poder seus filhos ,netos e outros .Há quanto tempo não aparece sangue novo no cenário político,há anos eles trocam de partido,trocam de cargos ,se autoprotegem e o povo boia , mas ri ,feliz como hiena da realidade,basta cerveja ,futebol, cachaça e bolsa familia ,sem contar com os tijolos,óculos e dentadura a cada 4 anos.A monstruosidade está na falta da saúde para aprender melhor, quase todas as nossas crianças têm capacidade de aprendizado comprometida ao nascer devido a saúde precária de seus pais,seja por anemia,tuberculose,malária, verminose,drogadição,enfim…Como nós, pobre mortais, um pouco mais esclarecidos ,mas em minoria ,poderemos influenciar nessa reversão? Faço o meu trabalho com esmero,no entanto,se começar a manifestar minhas opniões ,mesmo no boca a boca,a cada consulta,corro risco de ser afastada do emprego já que é público e essa é uma tática atualmente e novamente usada pelo PODER,lembrando os anos 70 do século passado.O CASO É QUE ELES NÃO QUEREM LARGAR O OSSO!

  14. Valériaem 01 set 2009 �s 14:11

    “O GLOBO” E OS LOBISTAS, TUDO A VER

    José Carlos Moutinho
    O presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), Fernando Leite Siqueira, após analisar diversas matérias dos jornais deste final de semana, que terminou no dia 30/08, avaliou que os lobistas do setor privado, notadamente das multinacionais, jogaram tudo em suas matérias contrárias às mudanças na atual legislação do petróleo (Lei 9478/97). Destaque em tais textos: o presidente do IBP e ex-presidente da Repsol (Brasil), João Carlos De Luca, `lobista-mór` do empresariado.

    A estratégia é clara: atrasar ao máximo o processo de mudança na legislação, pois eles, na opinião de Siqueira, pretendem ganhar tempo para eleger os candidatos do PSDB e retornar aos tempos do FHC, com a consequente retomada da entregar do patrimônio nacional`.

    Outro personagem destacado pela mídia foi o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, afirmando que o Brasil tem pressa. Siqueira rebateu: `O Brasil não tem pressa nenhuma, pois já tenha a autossuficiência para daqui a vinte anos`.

    O presidente da AEPET destacou, também, que a pressa pode gerar uma `doença holandesa`, notadamente pelo fato de ocorrer uma volumosa entrada de dólares no País, o que poderá desvalorizar o real e quebrar todos os segmentos fora do setor petróleo, tornando o Brasil dependente de um único produto. `Isto é péssimo para o desenvolvimento nacional. O pré-sal deve ser desenvolvido de forma gradativa e coerente com a estratégica energética do País`, sublinhou.

    O questionável editorial do `O Globo` – Sobre o editorial do jornal `O Globo` deste domingo (30/08), intitulado `Retrocesso`, Siqueira destacou alguns pontos cruciais. Disse o editorial: `Qualquer que seja a proposta que o governo deverá anunciar amanhã, para a exploração do pré-sal, será um retrocesso`… Siqueira: `Como pode o jornal, que desconhece a proposta, antes da divulgação desta segunda-feira (31/08), dizer que é um retrocesso?`.

    O editorial disse, também, que a Lei 9478/97 `mostrou sua eficácia` e atribui a esta o descobrimento do pré-sal. Para Siqueira tal afirmativa é uma `falácia brutal`, a citada lei não permitiu a autossuficiência nenhuma, pois 95% dos poços em produção, hoje, foram descobertos antes da vigência desta lei. Os poços foram descobertos na vigência da Lei 2004/53.

    O jornal carioca disse, também, que as empresas estrangeiras trouxeram contribuições importantes. Siqueira afirmou: `Elas não trouxeram nenhuma contribuição, apenas se associaram à Petrobrás para comprar blocos nos leilões da ANP, pois não possuem a tecnologia que a Petrobrás dispõe. A Estatal brasileira foi obrigada a se associar nos leilões, pois o FHC estrangulou a Empresa economicamente – cortando orçamento, impedindo que ela elevasse os preços dos derivados, impedindo que ela tomasse empréstimos de qualquer tipo, tanto no Brasil quanto no exterior entre outras medidas. FHC colocou a Empresa numa situação de ter que admitir associação com outras empresas. Essas empresas, notadamente estrangeiras, sem tecnologia, pegaram carona na Petrobrás`.

    Outra afirmativa da direção de O Globo foi a de que a atividade da indústria do petróleo fez com que a União arrecadasse somas consideráveis provenientes dos diferentes impostos.

    Siqueira destacou que o Brasil recebe, hoje, menos da metade dos impostos do que recebem os países exportadores mundiais, onde a média é 84%. O Brasil recebe, no máximo, 45%.

    O auge do discurso entreguista de O Globo foi quando afirmou que o contrato de partilha, proposto pelo Governo Federal, após discussões na comissão interministerial, é autoritário. `O contrato de partilha é extremamente controverso, pois é mais usual nos países de regime autoritário`, disse o jornal.

    `Essa é uma outra grande mentira, pois o contrato de partilha é o mais usado pelos países produtores de petróleo de um modo geral. Desses países, só nos EUA vige o regime de concessão, pois as empresas são todas norte-americanas ou anglo-americanas, mas são do mesmo dono – os Rockfeller e os Rotschild`. E Siqueira sublinhou que os EUA não deixam que o seu petróleo seja exportado em nenhuma hipótese.

    O referido editorial destacou que União faz distribuição de sua parcela de recursos oriundos do petróleo com outros Estados. `O correto seria a União ter uma participação de 84%. E aí sim, ela poderia manter os atuais recebimentos dos estados produtores e estender esses recursos, embora num percentual um pouco menor, a todos os Estados e municípios do País`.

    Siqueira ressaltou que o pré-sal gerará uma riqueza da ordem de US$ 30 trilhões, ou seja, quinze vezes a atual dívida interna brasileira.

    Por último, O Globo afirma que a proposta do governo `é retornar o velho e retrogado monopólio, induzido pela ideologia estatizante que reina em Brasília. É um saudosismo sem fundamento, que já interrompeu o transcurso de novas concessões do pré-sal`.

    Sobre tal assertiva, Siqueira lembrou que no mundo todo a tendência é pela estatização do setor petróleo, tendo em vista que petróleo não é uma `commodity` ou um produto qualquer, mas um recurso estratégico. Ele sublinhou que no mundo, hoje, há cerca de 75% do petróleo de posse de empresas estatais e mais uns 5% estatais menores. Ou seja, 80% das reservas de petróleo pertencem a empresas estatais, com tendência de aumento.

    `O que é retrogrado, hoje, é o cartel das empresas privadas, que já tiveram a posse de 90% do petróleo mundial, hoje estão apenas com 3% a 5%. Nesse sentido, aumentar a propriedade dessas empresas é que será um retrocesso brutal. E os países que aceitarem tal retrocesso, estarão abrindo mão de sua soberania e poder econômico que podem obter com o petróleo`, asseverou Siqueira.

    Assim, O Globo mais uma vez se revelou como uma liderança midiática dos lobistas internacionais. Ou seja, `O Globo e os lobistas, tudo a ver`.

    José Carlos Moutinho (jornalista)

  15. Marcosem 04 set 2009 �s 22:59

    Caro Maia,

    Realmente é um artigo bom, faço apenas uma ressalva, conforme informações oficiais da própria Petrobras, as reservas estimadas do pré-sal são de 8 a 12 BILHÕES DE BARRIS. Valor realmente significativo para o Brasil, mas muito abaixo dos 300 bilhões e até mesmo dos 100 bilhões citados no artigo.

    Um Abraço!
    Marcos

  16. [...] O QUE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL TEM A VER COM VOCÊ? [...]

  17. Roberto Haddadem 11 set 2009 �s 21:21

    E isso pode???

    E o sal?
    No final da longa audiência do ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, no Senado, sobre o pré-sal, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), suplente de Sérgio Cabral e responsável pelo arquivamento de todas as denúncias contra José Sarney na Casa, perguntou: “Aprendi muito sobre o pré-sal hoje. Mas, eu quero saber é do sal. É uma riqueza importante. O que o senhor tem a dizer sobre o sal?”

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