set 29 2009

PRÉ-SAL

Postado por at 20:58 sob Uncategorized

Alguns tópicos relevantes em relação ao pré-sal –

I
A rigor, a União poderia entregar a íntegra da exploração à Petrobrás. Basta fixar que a Petrobrás ficará, por exemplo, com 15% para cobrir seus custos, e repassará os restantes 85% para a União. É possível, nada há que vede.

II
A Petrobrás, na forma como colocado, hoje, pelos projetos do Executivo, será operadora dos blocos. A participação das multinacionais, portanto, só se justificaria em caso de absoluta falta de financiamento. A rigor, todo o trabalho será feito pela Petrobrás. Não foi, até agora, suficientemente provada a necessidade de financiamento por essa via, a da contratação das multinacionais.

III
O projeto de criação da Petro-Sal traz um equívoco logo ao início. Fala na criação de uma “empresa pública, sob a forma de S.A”. Ou é uma coisa, ou é outra. Ou é empresa pública, ou é S.A. No caso da Petro-Sal, é melhor que seja uma empresa pública, assim como a Caixa Econômica Federal. A proposta de criação de uma sociedade anônima é esdrúxula, já que teria apenas um dono, o Estado brasileiro. Permite, no entanto, que no futuro se mude a destinação das ações e se caminhe para privatizar a Petro-Sal. Então, melhor garantir que seja uma empresa pública, não uma S.A

IV
A agência de notícias Carta Maior publicou, ontem, aquele texto relativo ao pré-sal que você já viu por aqui. É “O que o pré-sal tem a ver com você?”. A preocupação daquele texto é, essencialmente, permitir raciocinar, comparativamente, com valores daquelas grandezas.

2 respostas até o momento

2 Respostas em “PRÉ-SAL”

  1. jose sauloem 29 set 2009 �s 22:17

    Dr. o texto era digno de publicação. Parabens.

  2. Clovis Marcolinem 02 out 2009 �s 14:35

    O PRE-SAL já começa tendo por obrigação gerar lucros de vulto uma vez, que segundo a propaganda, a ele competirá financiar, ou melhor “bancar um novo país”. Será que o “novo país” que precisamos custa tão pouco? Fosse assim, nem do Pré-Sal teríamos necessidade para construí-lo já que andamos às voltas com um PIB DE 3 TRILHÕES, embora 2 trilhões sejam dívidas.

    Hoje, anunciou-se que as Olimpíadas de 2016 serão na Cidade do Rio de Janeiro. Ainda bem que até lá o Pré-Sal não deverá, pelas projeções otimistas, tão somente um bilhete premiado, mas de fato dinheiro nas mãos dos governantes que os utilizarão diligentemente na realização da MAIOR DE TODAS AS OLIMPIADAS, UMA OLIMPÍADA COMO JAMAIS VISTO…

    Chicago, segundo divulgado por um site vinculado ao Partido Republicano, portanto, de oposição ao atual Presidente dos USA, Barack Obama, teria, em pesquisa revelado que a maioria da população rejeitava a candidatura da cidade às mesmas Olimpíadas, que agora, já está decidido serão realiadas na cidade do Rio de Janeiro. O motivo de os cidadão de Chicago teria sido o alto custo, que lá fora estimado em 77 bilhões de dólares.

    Quanto a custos de uma Olimpíada, na cidade do RJ, caso a administração dos recursos seja feita com o foi para o PANAMERICANO, o valor a se estimar deverá ser da ordem de pelo menos 132 bilhões de reais, ou mais ou menos 12 vezes mais do que anunciam inicialmente os governos do município do RJ, do Estado do RJ e Governo Federal. Lembrando que para o PANAMERICANO o orçamento inicial era de 400 milhões de reais e o custo final chegou a 5.200 milhões de reais, e apesar das contas terem sido pagas com verbas públicas, já foi anunciado que o TCU não fará qualquer investigação, uma vez que uma auditoria em tais gastos poderia prejudicar politicamente a cidade do RJ como sede das Olimpíadas – até agora a cidade do RJ era candidata, agora já está definida como sede, daí imagino que o TCU já está liberado para investigar as fraudes e deamis maracutaias envolvendo os gastos do PAN- Será?

    De qualquer forma não haveremos de ver no Brasil uma Harvard, ou as outras belas sugestões feitas pelo Dr. Maia, como sendo aplicações desejáveis para os lucros do Pré-Sal, pois tudo indica que antes mesmo desses recursos serem realizados já os teremos comprometidos em outras despesas menos importantes para o páis, mas de fundamental interesse para os que dela se desejam apropriar e enriquecer com o dinheiro público.

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