set 16 2009

O OUTRO PRÉ-SAL

Postado por at 13:22 sob Uncategorized

A Folha de ontem traz uma discussão interessante que vem sendo feita por alguns governadores. De olho nos royalties do pré-sal, resolveram olhar os demais minérios.

II
Com relação aos “royalties”, há uma situação curiosa. Fala-se em “municípios produtores de petróleo” e em “estados produtores de petróleo”. Em boa parte dos casos, nada fazem. Tão somente os poços se localizam mar adentro, a 200 km da costa. A rigor, o município não participa de nada. Se instalasse qualquer coisa, até mesmo um porto, seria possível discutir algo. Mas, em boa parte dos casos, não têm ligação nenhuma com o poço de petróleo, com a extração. E ganham os “royalties”. E fazem o que com isso? Há cidades em que o CALÇAMENTO PÚBLICO É LUXUOSO. Não têm escola pública de tempo integral, não têm transporte escolar gratuito, não têm merenda escolar de primeira qualidade, mas torram dinheiro em calçamento de rua com pedras nobres e torram mais dinheiro ainda com shows populares, particularmente de duplas sertanejas.

III
Há dois problemas aí, portanto: o primeiro, receber “royalties” por uma riqueza que, por acaso, fica a 200 km do município, mar adentro. O segundo, que não há uma destinação específica para esses “royalties”, que acabam sendo torrados de qualquer forma.

IV
Mas há um aspecto positivo nessa discussão, agora. É que, com os projetos enviados pelo governo ao Congresso, essa discussão passa a ser feita de uma forma mais clara. Ainda estou devenvendo uma breve apreciação daqueles projetos, mas a discussão sobre eles já está ocorrendo. E, segundo a Folha de São Paulo de ontem, alguns governadores se perguntam: e os demais minérios? E as demais riquezas? Como ficam nossos “royalties”?

V
Já comentei, na versão antiga do blog, sobre o Nióbio. O Brasil tem 97% das reservas mundiais de Nióbio. É o metal das naves espaciais do futuro. Extremamente maleável, tem impressionante resistência a altas temperaturas, resistindo ao aquecimento súbito que ocorre quando do reingresso da nave na atmosfera. Em baixas temperaturas é um supercondutor. É aplicado em uma infinidade de outras coisas, inclusive em instrumentos cirúrgicos, inclusive em usinas nucleares, produção de motores de propulsão a jato, trens-bala, instrumentos óticos de precisão. O Nióbio é imprescindível para a indústria de alta tecnologia. O Brasil é dono de praticamente todo o Nióbio mundial. Ou, ao menos, de 97% dele.

VI
Para onde está indo nosso Nióbio? Para quem reverte essa riqueza? Por que, sendo os donos de praticamente todo o estoque mundial, não impomos o preço mundial? Ora, os países da Opep impõem o preço do petróleo. Se temos o monopólio mundial do petróleo, por que simplesmente ignoramos isso?

VII
E não é só. Essa questão diz respeito, também, à privatização da Vale do Rio Doce. A Vale está lá no Pará. Onde atua faz imensas crateras, extraindo ferro. O que o Pará ganha com isso? A rigor, parcos empregos e crateras: o ferro é retirado, ficam crateras no lugar. Qual a riqueza que isso gera, a não ser para a Vale? A rigor, o que há o esburacamento de um Estado rico em minérios, de um lado, e, de outro, o enriquecimento da Vale e seus acionistas privados. Só.

VIII
E não é só isso. Há mais de meio século sabemos do Urânio no Brasil, da areia monazítica. E o diamante? Há cerca de 4 anos conversei com alguém ligado ao garimpo. E a notícia era: os aviões estrangeiros pousam ao lado do garimpo, compram a preço miserável dos garimpeiros, e já levam para o exterior. Onde estão as grandes reservas? Onde estão os grandes garimpos de diamante? E o ouro brasileiro, onde está?

IX
Segundo a Folha, os governadores – de olho nos “royalties” (e agora passam a ser “bendidos royalties”) – resolveram se indagar porque seus estados não participam dessas demais riquezas. Na verdade, de um outro pré-sal, em terra, e que está nas mãos de alguns, tão somente, e que não tem revertido ao povo brasileiro.

X
A nova estatal proposta – a PETRO-SAL – a rigor poderia, sim, também ser a responsável por manter e disciplinar o monopólio estatal do subsolo com relação aos OUTROS MINÉRIOS. Este monopólio existe, está na Constituição Federal. No caso do petróleo, tão somente foi autorizado que a União contratasse alguém para exercer parte dos trabalhos do monopólio.

XI
Ou seja, é possível, sim, incluir essa discussão agora, no bojo das discussões sobre o pré-sal. Os governadores viram isso: estão de olho nessas outras riquezas. Acordaram, na verdade, para esse outro grande pré-sal – de mais fácil extração, que diz respeito ao nióbio, ao diamante, ao outro, ao urânio, à areia monazítica.

XII
A questão do pré-sal é SÓ O INÍCIO dessa discussão: da tomada de consciência pelos brasileiros da riqueza impressionante que ainda existe aqui, de forma abundante, e de como isso pode reverter para o Brasil. Isso pode significar o fim dos arrochos da previdência, a escola de turno integral para todos, uma saúde pública extraordinária, de padrão europeu. Pode significar a redenção do Brasil.

XIII
A discussão do Pré-Sal é apenas o PRIMEIRO passo. Agora começa um efeito dominó. O Brasil poderá se reerguer, desde que sua população não fique apática, desde que cada um de nós não trate apenas do próprio umbigo, do problema imediato. É preciso que cada um de nós faça isso por nosso filhos, que leve essa bandeira como a herança que deixaremos para os nossos filhos e nossos netos. Eles poderão viver em um País Grande, fraterno, rico, generoso, educado, civilizado.

XIV
É preciso repetir, por último: quem pequisou, estudou à exaustão, quem descobriu o pré-sal e quem desenvolveu tecnologia recordista mundial de extração em águas profundas foi a Petrobrás. A ela devemos isso. E, agora, é hora de dar um passo a mais: a partir do interesses dos governadores – na verdade, o interesse dos Estados – é possível, sim, perguntar porque o povo brasileiro não participa dessas outras riquezas: do Nióbrio, do Urânio, da areia monazítica, dos diamantes, do ouro. É hora de agir, de juntar gente, de buscar informação, de se informar sobre o tema. E de agir para que esse grande passo possa ser dado.

18 respostas até o momento

18 Respostas em “O OUTRO PRÉ-SAL”

  1. Jorge Vieiraem 16 set 2009 �s 14:24

    Pois é, Dr. Maia, o relato da Dra. Mara Silvia Alexandre Costa, deixado no comentário anterior, retrata bem para onde está indo esse outro Pré-Sal. O que podemos fazer? Ao meu ver, será a denúncia feita as “autoridades”, coisa que já faço quase todos os dias e que não vejo nenhum resultado, ainda.

  2. mem 16 set 2009 �s 15:22

    republicando se permitido,pois tem mais haver com este post

    # Jorge Vieira em 16 set 2009 �s 10:38
    Cara Ana Cristina Cardoso, a carta por si só já é o documento completo, citando as sessões e datas. Depois que a ONU determinou que os Estados Unidos não deveriam atacar o Iraque e mesmo assim o ataque foi feito, cada vez mais enxergo que o mundo está tomado pela política globalizada de interesses dos mais fortes. Parece incrível, mas vou deixar aqui registrado um relato:

    Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.

    As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

    Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

    Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.
    Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, terras portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.

    (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

    Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

    Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar ‘royalties’ para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia…

    Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

    ‘Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa’.

    A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). .. Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.

    Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.

    Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.

    Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa???

    Acho que sim.

    Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

    Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
    Patog. FMRP – USP

    Opinião pessoal:

    Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

    Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail.

    Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

  3. Felix S.R.Netoem 16 set 2009 �s 15:40

    “Meu governo deu toda força à Petrobras. Passamos a cuidar com carinho do nosso querido dinossauro. Lula, ao ironizar os tucanos que, no governo FHC, batizaram a estatal de ‘último dinossauro’ para privatizá-la” Cfr. fl. 14, revista Carta Capital nº562.

    Então, poderíamos propor ao presidente que, seguindo essa vocação iniciada na era Vargas para resguardar riquezas naturais do Brasil a brasileiros, construísse um Parque dos Dinossauros, ou seja, uma “holding company”, controladora de todas as empresas de economia mista atuais e por serem constituídas.

    Que a PREVI, o maior e mais eficaz fundo de pensão da América Latina ensine muita coisa. Com um capital inicial simbólico de R$1,00, mais ações referentes ao capital controlador do Banco do Brasil, Petrobras etc. Suas ações extra-controle, oferecidas aos poucos em mercados, por haver pré-sal, nióbio etc., estoques ainda não contabilizados em almoxarifados, daí nem em balanços, de empresas assim controladas, seriam “blue-ships” que permitiriam de imediato uma receita pra bolsa-família, saúde pública, previdência, educação etc. Além de se tornarem uma confiável opção de reservas pessoais ou de fundos previdenciários privados à população.

    Uma tal BR-Administração & Participações S.A., abstrata assim, teria sido impossível no tempo do presidente Getúlio Vargas, mesmo que não houvesse a UDN. Porém, agora, com o êxito da Petrobras, o potencial submerso recém descoberto, a emulação do mesmo entusiasmo também para riquezas subterrâneas (a ex. do nióbio), mais o tranco que o neoliberalismo levou; combinados com a sorte de termos de novo um presidente com intuição privilegiada, podem ter criado a coincidência feliz de circunstâncias que permitem a uma nação dar uma mudada repentina em sua história, apesar das UDNs redivivas.

    Como teria dito Getúlio: “a oportunidade é um cavalo encilhado que passa uma vez na vida”. Ou seja, monta quem sabe e é atento!

  4. GABRIELLAem 16 set 2009 �s 17:05

    O que será que vai acontecer agora, se o Toffoli for para o STF, será que teremos que esperar mais tempo?
    Deus eu não tenho mais esse tempo, estou lutando contra o relógio, preciso ter mais forças, mais não sei de onde tira-las, por favor espero que voces tenham alguma notícia boa.

  5. Gabrielaem 16 set 2009 �s 18:10

    Não consigo pensar em pre sal e em mais nada a não ser,poder de retomar a minha vida dignamente como deveria ser,sempre!
    desculpem.

  6. LEIRem 16 set 2009 �s 18:56

    Achei muito elustrativo o tema abordado sôbre o Pré-Sal,e, é de suma importáncia que outros minerais tais como, o Nióbio,Uránio,Diamante e outros de grande valor sejam apreciados. As nossas riquezas estão indo embora, enquanto nós, inclusive os Aposentados do Aerus estamos nesta penúria.
    Achei muito importante êstes tópicos abordados p/ Dr. Maia,mas será que nós chegaremos a ver algode positivo?

  7. Cabralem 16 set 2009 �s 20:52

    Com relação ao minerio, todo êle é exportado do Pará para o Maranhão.
    O pré sal: Só o Itamar pode lhe dar a resposta.OK
    Em caso de dúvida;questione o Jader Barbalho/ José de RIbamar,mais /
    Conhecido como SIR-Ney.
    Boa noite

  8. jose sauloem 16 set 2009 �s 22:16

    No caso em tela o desnível intelectual é tão grande ( americanos e japoneses X indígenas e caboclos), que se deveria comparar à violência presumida para os menores e incapazes.
    Estão estuprando nosso povo.
    Há muito.
    Parece que acostumamos, ou,
    estamos gostando…

  9. Clovis Luis Marcolinem 16 set 2009 �s 22:49

    Em 2003, início do Governo do PT-Lula, tratamos com propriedade do assunto, institucionalmente, e o silêncio absoluto foi a resposta ao tabu que cerca as questões relativas ao DNPN, do Ministério das Minas e Energia. Um órgão onde nem o Ministro – na época a DILMA -, ou o Presidente da República tem acesso ou poder para saber o que ocorre, e muito menos para alterar qualquer decisão lá acordada entre exploradores do solo pátrio e os nossas autoridades-algozes que fazem parte dessa grande máfia exploradora dos minérios nacionais.

    Não temos apenas o Ministério das Minas e Energia atuando nessa questão, há a FUNAI, o Ministério do Meio Ambiente – e quem deseja saber o quanto a gestão da Sen. Marina Silva beneficiou os estrangeiros, e foi, poranto, prejudicial ao país, deve investigar o que ela fez para receber apoio internacional à candidatura Presidencial. Esse não é um assunto que deve ser esquecido, ou considerado pouco relevante.

    De outra parte hã a direita, e os militares, como o Comandante Gen. Heleno que deve se manifestar sobre o que deixa ocorrer sob seu nariz, ìlegalmente, e depois ousa posar de bom-moço-nacionalista.

    Também o Comandante da Aeronáutica e o Ministro da Defesa tem explicações a dar ao país, pois é de suas responsabilidades o controle aéreo nacional e a defesa, além do trânsito ao exterior de nossas riquezas, ilegalmente.

    Como vimos não há falta de distribuição de responsabilidades, nem de autoridade com poderes para agir, talvez, seja o caso de termos muitos donos cuidando de um só cachorro, o que finda por reultar que o cão fica sem qualquer cuidado, e faz o que bem quer.

    Lula, com certeza, não sabe de nada, daí ser inútil questionar-lhe o porque nada fez até agora para mudar esse estado de coisas.

    Quanto aos governos locais, esses preferem não coletar royalties, e participar do saque, particularmente, embolsando privadamente os lucros que poderiam, de outra maneira ser tributados em benefício de todo povo brasileiro.

    Assim, não interessa às autoridades constituídas, nem as civis, nem as militares, as questões relacionadas à exploração e extração de minérios em nosso sub-solo nacional, como já demostraram por seus atos durante muitos anos de seus exercícios em postos de comando na máquina pública.

    E o PT quer continuar no Poder, os generais planejam seu retorno, a oposiçao, isso é o PSDB e DEMOCRATAS, são também entreguistas, o resto dos partidos é aliado de qualquer um que for eleito, logo o povo, por enquanto, continuará só, abandonado e mero instrumento de captação de votos.

  10. Jorge Vieiraem 17 set 2009 �s 00:09

    Meu Caro Clovis Luis Marcolin.

    Tirei o chapéu para seu relato, muito bem elaborado e bastante realista.
    Tenho apenas uma discordância. Sou bastante teimoso e acho que podemos começar a mudar a cara deste país. Tenho amigos militares que, vejo em seus comportamemtos, a revolta com tudo isso também. Acredito que ha qualquer hora, alguma coisa irá acontecer. Afinal de contas, meu amigo, temos agora um instrumento que supera as formas de governar desses Coronéis, que é a internet. Esta é a nossa arma poderosa.

    Parabéns!!!

    meu e-mail: jorgevieira@globo.com

  11. GABRIELLAem 17 set 2009 �s 09:51

    Bom dia…
    Dr. Maia o Sr.poderia nos responder se amanhã vai ter alguem em Brasilia para nos representar?
    Amanhã vence o prazo para o ministro Toffoli dar a resposta do acordo.
    Dia 3 de setembro, 15 dias será então dia 18, se minhas contas estiverem certas, porque nossas datas nunca batem com a do ministro.

  12. gabrielaem 17 set 2009 �s 12:06

    Amanhã vence mais uma das datas que estao nos empurrando garaganta abaixo.
    O que vai acontecer?
    mais 15 dias?60 dias?90 dias?Ou bater o martelo?
    (não quero nem pensar nas DUAS possibiliades,só em UMA)

  13. paizoteem 17 set 2009 �s 12:20

    Música: TOCANDO EM FRENTE
    (Autores: Almir Sater e Renato Teixeira
    Intérprete: Almir Sater)

    Ando devagar porque já tive pressa

    E levo esse sorriso porque já chorei demais

    Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe

    Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei

    Eu nada sei

    Conhecer as manhas e as manhãs,

    o sabor das massas e das maçãs

    É preciso amor pra poder pulsar,

    é preciso paz pra poder sorrir

    É preciso chuva para florir

    Penso que cumprir a vida seja simplesmente

    Compreender a marcha e ir tocando em frente

    Como um velho boiadeiro levando a boiada

    Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou

    Estrada eu sou

    Conhecer as manhas e as manhãs,

    o sabor das massas e das maçãs

    É preciso amor pra poder pulsar,

    é preciso paz pra poder sorrir

    É preciso a chuva para florir

    Todo mundo ama um dia, todo mundo chora

    Um dia a gente chega, no outro vai embora

    Cada um de nós compõe a sua história

    E cada ser em si carrega o dom de ser capaz

    De ser feliz

    Conhecer as manhas e as manhãs,

    o sabor das massas e das maçãs

    É preciso amor pra poder pulsar,

    é preciso paz pra poder sorrir

    É preciso a chuva para florir

    Ando devagar porque já tive pressa

    E levo esse sorriso porque já chorei demais

    Cada um de nós compõe a sua história

    E cada ser em si carrega o dom de ser capaz

    De ser feliz…

  14. Polianaem 17 set 2009 �s 13:43

    Para Gabriela,
    O nosso Ministro Toffoli foi nomeado hoje para o STF.
    Veja link:
    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/09/17/lula-indica-jose-toffoli-para-stf-767649323.asp
    Parece que o gato já esta no telhado e levou um escorregão!!!
    Poliana

  15. Jorge Vieiraem 17 set 2009 �s 13:50

    Dr. Maia.
    Parece que o novo prazo irá vencer amanhã. Seria possível a sua confirmação e de como iremos saber disso?
    Obrigado.

  16. Clovis Luis Marcolinem 17 set 2009 �s 14:53

    Há uns dois anos voltei a ouvir a voz da caserna, de altas patentes próximas ao topo da carreira militar, e de lá já recebi relatos que jamais imaginei pudessem partir de homens detentores das altas responsabilidades corporativas e nacionais inerentes aos cargos e postos pelos quais respondem diretamente aos generais comandantes, ou mesmo ao Ministro da Defesa, em alguns casos, e lhe digo a voz da indignação e da revolta toma corpo. O mesmo, e mais intensamente, no Clube Militar do Rio de Janeiro, na ESG, e onde mais se encontram coronéis e generais, muitos com tropas em comando, e quase insubordinando-se, senão na ação, já na pregação da necessidade urgente de mudança.

    E me preocupo porque não deveríamos mais estar agindo tão desastradamente a ponto de reabrir a oportunidade para que o descontentamento político voltasse à caserna, e tornasse a ser o primordial motivo a agitar as lideranças militares brasileiras.

    E me preocupo duplamente, pois hoje ouvi a notícia de que o Presidente Lula autorizou o Banco do Brasil a ampliar a venda de ações em poder de estrangeiros. Até então 12% das ações do BB poderiam ser controladas por estrangeiros, a partir de hoje, serão até 20%. E as consequencias disso? Ora, primeiro que as funções bancárias da instituição estarão voltadas para a realização de lucros e valorização, conforme interesse do acionista estrangeiro, nessa espécie de aplicação, uma vez mais reforça o próprio governo que não pretende fazer o BB ser o indutor das políticas do Estado brasileiro, nem na política agrícola, e muito menos como praticante de taxas de juros diferenciadas de seus concorrentes privados. Perde a oportunidade de resgate do BB para o Estado, assim como o fez com a Petrobrás o governo anterior ao vender as ADRs na Bolsa de NY, e por isso, hoje, a única solução plausível é criar a “PETROSAL”, já que reestatizar a Petrobrás é financeiramente impossível dado o excessivo custo do resgate da participação estrangeira naquela empresa – mesmo assim, há os que acham que vale a pena a recompra de ADRS e demais ações em mãos de estrangeiros.

    Gostaria de estar elogiando o Governo do PT e o Sr. Lula nesse seu próximo último ano de governo, por tudo o que teria feito se o mínimo dele esperado tivesse sido realizado, mas os acertos são tão poucos e insignificantes ante os erros que nem a boa-vontade em valorizar os atos de um operário-Presidente consegue minimizar os prejuízos irrecuperáveis que os atos equivocados impõe ao país, e que dificilmente serão corrigidos nas próximas gerações.

    Logo o calor das campanhas políticas tornará o diálogo, em muitos blogs, impossível, pois cada qual será intransigente na defesa de suas teses e paixões, e a própria internet, em sua liberdade, que inequivocamente deve ser mantida, também se tornará um espaço em que a razão, a sensatez, o equilíbrio e o debate construtivo deixará de viger, pelo menos até as eleições de 2010 estarem definidas.

  17. Jorge Vieiraem 17 set 2009 �s 20:24

    Caro Clovis Luis Marcolin.

    Se você encurralar um ratinho numa quina de parede qualquer, para matá-lo, vai perceber que o pequenino ratinho de alguma forma irá crescer um pouco, talvez, veja bem, talvez ele até possa escapar, devido ao susto e a inesperada reação que ele irá causar no agressor. Nós, seres humanos, também temos este instinto. Uma coisa é você ser pego de surpresa e ser atingido, a outra é você ser encurralado, coisa que o Governo vem fazendo com esse ratinho chamado de “Classe Média”. Temos cultura, temos o entendimento político que se passa, somos esclarecidos com a situação atual do mundo, suas tendências, suas políticas, seus erros, seus acertos, enfim, não somos como a grande massa, que infelizmente se vende pelas bolsas da vida.
    Com certeza, acharemos o caminho e o modo de se safar desta. Não passa nem perto da minha mente o ato de me entregar, mesmo que isto cause a minha morte.
    Nasci assim, sou assim e vou morrer assim e acredito que existem muitos “Jorges” por aí afora.
    No mundo existem escritores e soldados. Eu sou o soldado.
    No tempo que estou me relacionando neste Blog, confesso que você é uma das pessoas que mais admiro, com suas escritas e seus entendimentos. Só não concordo que devemos abaixar a cabeça. Se na segunda guerra mundial, cada judeu morto tivesse matado um soldado alemão a história seria outra. Já temos a experiência e a análise, vamos cometer o mesmo erro?
    Grande Abraço!

  18. Clovis Luis Marcolinem 18 set 2009 �s 06:39

    Com o beneplácido do Dr. Maia, complemento meu texto anterior onde manifestei preocupação com a medida do Presidente da República em permitir que o Banco do Brasil receba mais acionistas estrangeiros.

    Uma pela importância que tem – e que poderia ser maior – o BB que atua como braço indutor do desenvolvimento nacional sendo peça importante na execução das políticas governamentais, em especial a política agrícola, e até mesmo a política de redução dos spreads dos juros no mercado financeiro emprestador. Não creio ser necessário buscar recursos de estrangeiros se a intenção é capitalizar, pela via da venda de ações, o Banco do Brasil, pois sendo a primeira instituição bancária nacional, em todos os aspectos, seguramente, muitos brasileiros estariam dispostos a comprar mais ações do BB se elas forem disponibilizadas.

    Deixo claro, ainda, que não tenho, e nunca tive, a menor intenção de ver qualquer brasileiro fugindo a luta, se acomodando ou aceitando passivamente situações que a ele e a quaisquer outros de igual pensar, desagrade. Sempre me portei como um reformador em sua luta continuada e permanente pela melhoria do estado de coisas de que me apercebo sejam elas relacionadas às minhas atividades profissionais ou nos campos da política e demais aspectos socio-culturais.

    Quando digo que a dificuldade do debate já está evidente em alguns blogs dado o início do acirramento das opiniões políticas tendo em vista a próxima disputa majoritária de 2010, a qual está tomando corpo dia-a-dia, é porque cada publicador tem, no seu espaço, uma orientação que devemos respeitar uma vez que mesmo na internet os proprietários tem seus limites, e os devemos respeitar, já que mesmo na democracia a liberdade não avaça para além da liberalidade, e muito menos aceita toda e qualquer crítica, seja pelas suas convicções ou mesmo em função das responsablidades jurídicas.

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