Archive for outubro, 2009

out 28 2009

EM TEMPO

Published by under Uncategorized

O que dei por encerrada foi a pancadaria Plano I versus Plano II. O blog continuará dando informações e permitindo comentários, exceto a luta fratricida.

31 responses so far

out 27 2009

DEBATE

Published by under Uncategorized

Dei por encerrado o “debate” – se é que é esse o nome – relativo a Plano I e Plano II do Aerus. Não postarei mais comentários a respeito, nem lá, nem aqui.

19 responses so far

out 27 2009

DO VETO ANTERIOR

Published by under Uncategorized

Vetei um comentário, antes, exclusivamente porque trazia uma informação errada. Dizia que o Plano II do Aerus foi criado “por alteração legal”. Não é verdade. O Plano II foi criado em 1995. Não houve qualquer alteração legal naquele período que obrigasse à criação de um novo plano. Ainda mais: não seria possível uma alteração legal que obrigasse à modificação de um plano para os que já estavam nele inscritos.

II
A criação do Plano II foi obra da esperteza da Varig, da direção do Aerus e da SPC. A partir dali, abandonaram o conceito de “contribuição sobre a folha total de pagamento” e adotaram o conceito de “folha de participantes”, o que diminui as contribuições das patrocinadoras que, a propósito, já andavam rolando suas dívidas e empilhando contratos de refinanciamento uns sobre os outros.

III
Não é possível criar um plano com recursos do primeiro sem que o primeiro assim preveja. A criação do Plano II foi uma aberração jurídica aprovada pela União, e também objeto de questionamento na ação civil pública que está tramitando. De qualquer maneira, o problema não está na adesão ou não ao Plano II. Houve quem aderisse, houve quem não aderisse; dificilmente alguém teria suficiente informação tanto para aderir quanto para não aderir. Nosso problema é outro: é o de responsabilizar a União pelo elenco de irregularidades praticadas no Aerus.

35 responses so far

out 27 2009

UM ATOR, POR FAVOR

Published by under Uncategorized

Conheci, certa vez, um diretor de um banco de investimentos. O sujeito era nitidamente psicopata. Comportava-se como psicopata, agia como um. E era mantido no cargo porque “apresentava resultados”, embora enlouquecesse seus subordinados. Atrapalhava o serviço de todos e, a rigor, seu papel era um só: representar a figura do “diretor de investimentos” em reuniões. Quando a reunião era apenas técnica, apenas a área técnica comparecia – e não o psicopata. Quando a reunião envolvia cúpulas, tinha aquele ar de solenidade, o psicopata era chamado. Observei o fato, à época, e concluí: precisavam contratar um ator. Isso mesmo. Aquele banco não precisava de um diretor de investimentos, mas de alguém que fizesse o papel de diretor de investimentos em coquetéis, recepções e outras solenidades. Seria uma solução fácil, barata, eficaz.

II
Lembrei disso ao ver as colunas da Miriam Leitão, em O Globo, e da Eliane Cantanhede, na Folha. Estão lá as duas ensinando política, ensinando economia, ensinando candidatos e o próprio Presidente da República a se comportar. O mais interessante é que agora resolveram ensinar a oposição a ser oposição. Antes, buscavam ensinar o Presidente da República a governar. Como parece que o sujeito desembarcou dessa furada, passaram a dar suas dicas diretamente para a oposição. Só que agora estão revoltadas com a oposição. É o caso da Miriam Leitão, hoje. Passa um pito, dá uma chamada, enquadra a oposição.

III
Nassif, hoje, aborda essa questão dos líderes da oposição se tornarem repetidores do discurso da mídia. A mídia inventa ou amplifica um fato, e sai atrás de alguém para repercutir esse suposto fato. Assim foi com a febre amarela, com a gripe A, com a ex-secretária da Receita Federal ou questões relativas à economia e, sempre, críticas a políticas sociais ou às iniciativas chamadas “anticíclicas” de combate à crise. Ou seja, a grande mídia cria uma pauta para a oposição. E a oposição, para ficar na mídia, segue essa pauta. O governador José Serra, no entanto, segundo a análise de Nassif, hoje, desembarcou dessa. Serra é um homem de história política: foi presidente da UNE até 1964, foi para o exílio, teve atuação política vigorosa quando do seu retorno do exílio. A rigor, é um homem que teve, sim, uma trajetória de confronto com a ditadura militar e de luta pelo restabelecimento da democracia. Parece que Serra se deu conta de que estava seguindo uma pauta construída pelos que lhe obrigaram a ir para o exílio, pelos que defenderam a ditadura.

IV
Esses jornalistas, portanto – no caso, essas jornalistas – resolveram, hoje, criticar pesadamente a oposição porque os pré-candidatos, nos últimos tempos, não têm feito tudo exatamente como elas queriam. Por exemplo, se depender desses jornalistas, a oposição deve fazer um discurso aberto e claramente pela entrega do pré-sal às multinacionais. Só que esses pré-candidatos são políticos, têm contato com o povo, com as diversas representações, e já se deram conta de que algumas das bandeiras defendidas pelas tais jornalistas são uma infelicidade política completa, um verdadeiro enterro político. E aí que resolveram não embarcar mais automaticamente em qualquer discurso da imprensa.

V
E volto à questão do psicopata: a rigor, a rigor, o que a grande imprensa precisa não é de um poítico. Precisa de um ator, apenas, que faça o papel de candidato a Presidente da República e, após, que faça o papel de Presidente da República. Quanto ao roteiro, será escrito integralmente pela própria grande imprensa. É a conclusão a que se chega.

3 responses so far

out 27 2009

CRIANÇA SEM PAI

Published by under Uncategorized

Da coluna de Ilimar Franco, de O Globo –

Em entrevista a uma emissora de televisão no Ceará, domingo à noite, o presidente do PPS, Roberto Freire, defendeu que a campanha do PSDB para presidente em 2010 se distancie do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pergunta vai e vem sobre as eleições e Freire sai em defesa da candidatura José Serra, afirmando: “A política econômica de FH não é a do PSDB. Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!”.

One response so far

out 26 2009

ADVOGADOS DO BB

Published by under Uncategorized

O informativo Consultor Jurídico noticia o ingresso de ação civil pública do Sindicato dos Bancários de Brasília contra o Banco do Brasil. A ação se dá em defesa dos advogados do Banco do Brasil, vítimas de assédio moral por parte da cúpula da área jurídica da empresa.

 II

Sou o patrono da ação. Não havia divulgado o tema, no aguardo de audiência que deverá ocorrer em breve. Como o ajuizamento da ação foi divulgado, sendo disponibilizada, inclusive, a íntegra da petição inicial, toco, finalmente, no assunto.

 III

Abaixo você encontrará o atalho para a matéria no Consultor Jurídico. No final da matéria há o atalho para a petição inicial. O tema está todo documentado. As histórias relatadas são de estarrecer, quanto mais quando se leva em conta a história do Banco do Brasil e o ponto a que chegou a violência contra seus próprios advogados.

 IV

Acostumado que estou a enfrentar os competentes advogados do Banco do Brasil na sala de audiências, tenho, agora, a honra de defender aqueles profissionais nessa ação civil pública. Para acessar a matéria do Consultor Jurídico,  clique aqui

6 responses so far

out 26 2009

OBAMA, A FOX, O LOBBY E O BRASIL

Published by under Uncategorized

A Fox norte-americana foi quem sinalizou o golpe da eleição de Bush. Na primeira eleição, concorrendo contra Al Gore, nenhuma das televisões havia adiantado qualquer prognóstico, particularmente em virtude da confusão que havia na Flórida. Naquele Estado houve exclusão de eleitores, particularmente negros e pobres. E negros são, historicamente, eleitores do Partido Democrata. A grande fraude daquelas eleições aconteceu na Flórida. A seguir, a Fox anunciou a vitória de Bush, pendente, ainda, a apuração. E no momento seguinte houve o golpe de estado dado pela Suprema Corte.

 II

Duas questões importantes aí: a primeira, que a divulgação do golpe, ou seja, da suposta eleição de Bush – quando não estava eleito – veio da Fox. A segunda, que é possível, sim, a uma Suprema Corte dar um golpe de Estado. Por isso se deve ter, sempre, um olho no peixe o outro no gato.

 III

A Fox, agora, fez uma campanha brutal contra Obama. Atacou, essencialmente, o projeto de criação de um plano de saúde público nacional. Por incrível que pareça, os EUA não têm um sistema único de saúde acessível a todos. A França tem, a Grã-Bretanha tem, os EUA não tem. Era essa a grande discussão que estava sendo travada. O mais impressionante foi o nível dos ataques contra Obama. Foi chamado, ao mesmo tempo, de comunista e de nazista. A ultra-direita norte-americana acusa tudo o que não for o absoluto liberalismo, o absoluto “cada um por si”, de “comunismo”. Houve campanhas nas televisões, houve ataques. O projeto acabou sendo aprovado com muito esforço.

 IV

Nesse momento, duas posições se destacaram: a primeira, da Fox; a segunda, de uma tal “Câmara Americana de Comércio”. É uma entidade que se diz associativa, representante de “três milhões de empresas”. Essa entidade financia campanhas, faz anúncios na televisão, atua pesadamente em defesa do que afirma ser os interesses das “três milhões de empresas”, embora haja quem afirme defender apenas as 300 maiores empresas dos EUA.

 V

O governo Obama atacou frontalmente a Fox. Afirmou que se comporta como um partido político, não uma empresa de notícias, e que, portanto, será tratada como partido político. E passou a pressionar a Câmara Americana de Comércio. A Apple, por exemplo, se retirou da entidade; a Nike se retirou do quadro de diretores.  O governo Obama passou a conversar diretamente com as empresas, não mais com a Câmara Americana de Comércio.

 VI

Há outros temas em discussão, a começar pela reforma do sistema financeiro. Há um lobby imenso para que tudo permaneça como está. E o governo Obama quer modificar profundamente essa estrutura terrível e irresponsável do sistema financeiro.

 VII

Voltemos ao ponto anterior. O governo Obama atacou frontalmente a Fox. O que aconteceria se fosse aqui no Brasil, se o governo atacasse a postura de um canal de televisão? Pois é. Imediatamente viria a acusação de “autoritário”, “antidemocrático”. Há até uma organização chamada de Sociedade Interamericana de Imprensa, ou nome parecido, especializada em ter ataques histéricos sempre que qualquer crítica – justa ou injusta – é feita a algum órgão de comunicação. A imprensa, para esses, é inatacável e perfeita. Há poucos dias publiquei, inclusive, que o Presidente do Senado foi atacado porque disse que “quem foi eleito para representar o povo foram os parlamentares, não a Imprensa”. A imprensa ficou ofendida: acha que foi “eleita” para representar o povo. São empresas privadas, lucrativas, poderosas, que se arvoram uma “representatividade” democrática conferida não se sabe por quem.

 VIII
Pois bem: voltemos, de novo. Primeiro, foram membros do primeiro escalão do governo Obama. Depois, foi o próprio Obama que atacou frontalmente a Fox. E atacou acusando de ser um braço do Partido Republicano. E, de fato, é. Obama usou seu sagrado direito de crítica para criticar.

 IX
E mais: atacou pesadamente a Câmara Americana de Comércio. Seria o equivalente, aqui, a atacar a CNI – Confederação Nacional da Indústria, ou mesmo a FIESP. E Obama desqualificou a CAC e passou a negociar diretamente com os empresários. Recusou-se a conversar com a entidade que congrega os lobistas, e passou a conversar diretamente com as empresas. O que aconteceria aqui no Brasil? Seria acusado de “ignorar a representatividade das associações” e “impor uma políica autoritária”.

 X

Esse episódio nos EUA é importantíssimo para análise. Primeiro, porque a imprensa está sendo enfrentada, particularmente o grande canal golpista. Segundo, porque uma grande associação empresarial – na verdade, um grande lobby – está sendo abertamente combatido.

 XI

Repito a pergunta: o que aconteceria por aqui se o Presidente da República rebatesse os ataques de um órgão de imprensa? O que aconteceria se denunciasse as manobras lobistas de uma entidade empresarial? O mundo viria abaixo! A imprensa denunciaria que está sendo atacada, pediria apoio internacional, gritaria que a própria democracia estaria sob risco!

 XII

Ou seja, o papel da grande imprensa brasileira é único no mundo. É monopolista, conservador, frequentemente golpista. Inventa notícias e as repercute sempre em um  pequeno meio, sempre a partir dos interesses da aristocracia quatrocentona paulista. É a imprensa que levou ao suicídio de Getúlio em 54, que apoiou o golpe militar de 64. E que hoje se arvora em “representante da sociedade”, sem nunca ter recebido um voto.

8 responses so far

out 22 2009

ATUALIZAÇÃO

Published by under Uncategorized

Conforme solicitamos, foi retirado de pauta o agravo regimental na SL-127. É que estamos no aguardo da próxima reunião com senadores e AGU.

II

A reunião com a AGU será no dia 03.11. O adiamento se deu por solicitação da AGU, que afirmou necessitar desses dias a mais para finalizar o seu trabalho.

III

Esse adiamento não é ruim, particularmente porque amanhã ocorrerá a posse do novo Ministro Chefe da AGU, Doutor Luís Inácio Lucena Adams. O Doutor Luís Inácio exercia, até agora, o cargo de Procurador Chefe da Fazenda Nacional. Esteve presente, nessa condição, na última reunião que participamos na presidência do Senado. Ou seja, já conhece o tema, já vem acompanhando essa situação.  O novo Ministro, a propósito, é de Porto Alegre. Iniciou sua carreira na Fazenda Nacional em Santa Catarina.

95 responses so far

out 21 2009

OS 178,8 MILHÕES DE REAIS DE PUBLICIDADE DA VALE

Published by under Uncategorized

A página 2 da Folha de São Paulo é um espaço nobre. Escrevem lá colunistas do primeiro time, a exemplo de Clóvis Rossi.

II

A Coluna de Fernando Rodrigues, de hoje, é espantosa. Ou espantosa, pelo menos, é a completa falta de repercussão do que lá está escrito.

III

Em síntese, Fernando Rodrigues fala da intensa campanha publicitária da Vale que, a rigor, não se justifica. Vende seus produtos basicamente para o mercado internacional, e não há necessidade de reforço de imagem a justificar tantas inserções, segundo o colunista.

IV

E aí afirma que nos últimos 12 meses a Vale gastou R$ 178,8 mihões em publicidade. O sabão em pó Omo gastou 141 milhões, para se ter uma idéia. Fernando Rodrigues continua: um gasto acima de 100 milhões com publicidade, em uma empresa privada, deve seguir as normas de governança corporativa. Adiante: ”uma conta assim só é entregue a uma ou várias agências depois de um duro e competitivo processo de escolha”. 

V

Transcrevo direto, agora: “Não se conhece a forma pela qual a Vale concluiu ser conveniente dar sua conta milionária ao publicitário Nizan Guanaes. Mas sabe-se muito bem que o nome de Nizan Guanaes causa pesadelos no PT. Nizan foi o marqueteiro preferido de tucanos, de FHC a José Serra. Todos conhecem no Brasil os vasos comunicantes entre publicidade e política. E os custos altíssimos da campanha eleitoral de 2010″.

VI

O impressionante é a falta de repercussão, até agora.

18 responses so far

out 20 2009

O COMÉRCIO E A IDEOLOGIA

Published by under Uncategorized

Os estados da região norte estão procurando os senadores da República para discutir o ingresso da Venezuela no Mercosul. O Relator do pedido é o Senador Tasso Jereissati, que já manifestou posição contrária. O Presidente do Senado também já opinou de forma contrária ao ingresso da Venezuela no Mercosul.

 II

Mas há 3 problemas aí. O primeiro, a posição dos governadores da região norte, inclusive do único governador filiado ao PSDB. Todos, absolutamente todos, são favoráveis ao ingresso da Venezuela ao Mercosul. O segundo, a posição dos empresários brasileiros, que vêm aumentando brutalmente as exportações para a Venezuela. Embora o preço do petróleo tenha caído com a crise, já começa a dar sinais de que ultrapassará os 100 dólares em nem tão longo tempo. E a Venezuela tem sido um excelente mercado comprador dos produtos brasileiros. O terceiro problema, a opinião da OPOSIÇÃO VENEZUELANA. Isso mesmo. O prefeito de Caracas esteve no Brasil para pedir, em nome da oposição venezuelana, que a Venezuela seja admitida no Mercosul. Entende que é pior o isolamento econômico. O isolamento econômico, a propósito, é o que está em Cuba até hoje, e não contribuiu para a derrubada do regime de lá.

 III

Ou seja, tudo indica que será aprovado o ingresso da Venezuela no Mercosul. E será muito bom para o Brasil, para nossas exportações. O interessante, no entanto, é observar como questões ideológicas se misturam a questões comerciais. A China é uma ditadura brutal, com pena de morte e tudo, e todo mundo faz homenagens sem fim à China, por sinal grande proprietária de títulos da dívida norte-americana. Ou seja, há uma questão comercial, e há as questões político ideológicas.

 IV

No caso da Venezuela, tudo indica que o bom senso imperará. E que a economia brasileira, nosso setor exportador, não será prejudicada pela antipatia de alguns – ou de muitos – ao presidente da Venezuela.

9 responses so far

Next »