out 18 2009
CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO
Enviado por: Samuel Pantoja Lima
A rigor, o novo marco regulatório de políticas públicas de comunicação, recentemente aprovado pelo Congresso Nacional argentino, é democrático e pulveriza a prática de propriedade cruzada, horizontal e vertical, instrumento que pode impedir a prática de monopólio e oligopólio neste setor tão vital à democracia.
A “grita” reacionária dos jornalões é um eco dos hermanos barões argentinos, à frente o grupo O Clarín – que é similar da Rede Globo de Comunicações.
Participei ontem, no plenário da câmara municipal em Joinvile, da abertura da Conferência Municipal de Comunicação da cidade. Quase 200 pessoas, representando dezenas de entidades e movimentos sociais, de diferentes matizes políticos e áreas de atuação, empenharam esforços para discutir o tema e indicar caminhos para a democratização das comunicações.
Fiz uma síntese, a convite da organização e propus que os participantes pensassem a democratização da comunicação como um insumo estratégico da sociedade, na luta por graus crescentes de liberdade.
A ação política do Estado argentino, somada ao enfrentamento corajoso do governo Barack Obama com a Fox News, do megaempresário ultraconservador Rupert Murdoch (a quem a Casa Branca chamou de “partido político”), é um fato histórico. Como escreveu o prof. Venício de Lima (NEMP/UnB), em recente artigo publicado no Observatório da Imprensa: “A posição pública do governo Obama em relação à rede de televisão Fox obriga, necessariamente, a uma reflexão sobre o papel da grande mídia nas democracias representativas. Inclusive, é claro, no Brasil. Ou os Estados Unidos serão também incluídos, a partir de agora, na relação de governos que a grande mídia considera não democráticos, autoritários e/ou totalitários?” – ou talvez “chavista” ou “bolivariano”, como eu acrescento.
De resto, meu camarada, a ação da chamada “grande imprensa” brasileira, salvo raríssimas exceções (talvez a cobertura internacional da Record, com a jornalista Heloisa Vilella), foi dócil e generosa com o governo golpista de Roberto Micheletti, em Honduras. Globo, Estadão, Folha et caterva inventaram o adjetivode “governo interino” e mantiveram o bórdão, desinformando ao máximo, batendo adoidado na ação do ministro Celso Amorim e no governo Lula.
serã o modelo de perpetuar-se no poder Chavez.egor Morales……desobedecer uma constitui~c”ao,serã a solu~c”ao da esquerda(continuacao do antigo golpismo da direita) a democracia com regras definidas sera que nao tem espa~co.Realmente os grupos de interesses economicos ,militares, de qualquer grupo de interesse tem se infiltrado nos regimes democraticos e influido . Nao existe nenhuma ideia nova.(ideologia).A unica uniao que se ve, sao de antigos grupos, que abandonaram a luta armada ,para usar as armas dos defeitos do capitalismo. Vamos ver se o novo poder do quarto poder que estao construindo ….poder dos funcionarios publicos e de empresas controladas.
Eu me esforço para não comentar qualquer outro assunto que não seja o que de meu interesse pessoal e imediato e para o qual eu não esteja devidamente preparado.
Mas,vou abrir uma exceção.
A “mídia” para a qual pejorativamente encontramos uma denominação ”o quarto poder”, nada mais é do que isto.
Uma tentativa de um quarto poder.
E é como todos os outros poderes, manipulado por interesses daqueles que dele se servem.
Todo e qualquer ser, a partir do nascimento é levado a agir pelas necessidades.
A forma de atender estas necessidades passa a ser a inspiração para sua existência.
As necessidades do individuo em desenvolvimento são , como é natural, evolutivas. A cada dia que vivemos, maiores são as nossas necessidades.
Maiores são também os esforços para satisfazê-las.
As necessidades podem ser materiais, espirituais ,psicológicas, culturais, etc…
Mas incluímos nas nossas necessidades uma satisfação que foge ao básico para sobrevivência, mas que mais facilmente nos leva a atingir objetivos diversos.
O poder!
Necessitamos de poder!
“Poder” de influenciar. “Poder” de convencer. “Poder” de sermos reconhecidos.
“Poder” de manipular a opinião pública. “Poder” de ditar regras de comportamento , poder de influir nas escolhas tanto pessoais como da sociedade como um todo.
Tudo buscando atender aos interesses, do individuo ou do grupo ao qual nos ligamos por interesses ou afinidades.
O que realmente varia, são os formatos operacionais para atingirmos nossos objetivos.
Precisamos despertar no alvo pretendido um razoável grau confiança e paralelamente suscitar muitas dúvidas.
E não há forma mais eficiente que despertarmos no individuo a confiança e a dúvida de que levá-lo a acreditar que seus interesses não estejam sendo bem defendidos por aqueles que ele acredita representá-lo.
Aquele que consegue, passa a exercer sobre este individuo um “poder” inconsciente, que leva a atender o interesse do grupo que o mesmo representa, manipulando-o.
Como ferramentas para ampliar este poder , o ser humano descobre que pode usar meios de cultura consumidos pelas massas.
Se o individuo receber uma informação que gere desconfiança, e tiver como agravante, pouco acesso a cultura acadêmica ou até uma cultura geral básica , passa a ser uma extensão da vontade de algum poder manipulador.
Quanto mais este individuo estiver fragilizado socialmente, maior será a possibilidade da ação do poder sobre o mesmo, levando-o a permitir que pensem por ele.
E a mídia nada mais é do que isto.
Um poder!
Um poder que busca manipular para atender interesse de outrem.
Execrável como todos os outros poderes.
Mas exatamente como os outros, indispensáveis na busca de interesses de algum grupo, ou da manutenção de um mínimo de ordem social.
Um grupo que reserva para si o direito de pensar pelo individuo e pela sociedade.
Precisaríamos repensar nossa necessidade deste quarto poder.
Quem sabe até do primeiro…segundo… terceiro…
Obviamente se isto não originasse o caos.
Ou então descobrir como usá-lo para atender a “nossas” necessidades.
Que não é outra senão fazer parte de algum “poder”.