jan 10 2010
DAS DESCOBERTAS
Tenho, por circunstâncias conhecidas, mantido freqüente contato com médicos. Especificamente para o problema que relatei, na divisa do esfôfago com o estômago, consultei, até agora, nove médicos. Apenas uma – minha atual médica – perguntou qual era minha alimentação e longamente me orientou quanto à alimentação necessária.
II
Consultei, ainda, um médico figurão. Indaguei sobre pesquisas com a curcumina (Cúrcuma Longa). O médico fez questão de repetir “não há comprovação científica, não há comprovação científica”. Só que a pesquisa foi relatada no BJC – British Journal of Cancer, e amplamente divulgada. Só que o sujeito se recusa a ver e a ouvir, o que é uma característica curiosa. Não falei de simpatias ou rezas – que, por sinal, também acredito – mas de pesquisas científicas, e o sujeito não queria sequer ouvir falar.
III
Há algo profundamente errado na medicina. Há um nível de especialização tão absoluto, e uma devoção ao que é químico e artificial, que findam por trazer indagações se os benefícios superam os malefícios. Quantos semestres de nutrição um estudante de medicina cursa? Pois é. Na maioria das faculdades, nenhum semestre. Quando há, é apenas um. Na porta de cada médico, no entanto, um simpático representante de laboratórios, cheio de amostras-grátis, de brindes, e de referências quanto ás novas drogas em estudo ou já aprovadas.
IV
Isso não é privilégio da medicina. Profissionais medíocres existem em qualquer área, e aqui incluo, de imediato, advogados. Os que não criam, não estudam, não se aprofundam, não tomam o problema na sua inteira dimensão ou apenas copiam o trabalho dos que estudam. E há juízes absolutamente superficiais, absolutamente desinteressados, enfadados com a profissão que escolheram. Há gente medíocre, pois, em tudo que é área. Mas é claro que na medicina isso assume uma dimensão diferente. Vemos o médico como um sacerdote, e nele depositamos uma fé quase religiosa.
V
Essa mistura envolvendo médicos – indústria farmacêutica é complicada. Essas corporações são grandes conglomerados internacionais, grandes indústrias químicas com ramificações farmacêuticas. Os relatos de drogas mal sucedidas, de corrupção de autoridades responsáveis pela liberação das drogas — o FDA, por exemplo, Food and Drugs Administration — são freqüentes. E envenenamentos provocados pela indústria química. E pesquisas feitas de acordo tão somente com o interesse da indústria, ou pior: de resultados não divulgados, sonegados, porque vão contra os interesses da indústria. Melhor ver o documentário “Corporations”, extraordinário no relato desses absurdos, de crimes. Essa indústria visita médicos, dá brindes, divulga as pesquisas que lhe interessa e, claro, financia campanhas políticas.
VI
Por incrível que pareça, isso foi uma introdução. É que me chamou a atenção uma matéria na revista Época falando sobre, digamos, novas origens de doenças. Há pesquisas – sim, de hospitais e também de laboratórios – fazendo referência a novas teorias sobre origens de doenças. E algumas são desconcertantes frente ao que nos divulgam até agora.
VII
Obesidade pode ser ocasionada pelo adenovírus Ad-36. Esquizofrenia pode ser causada Toxoplasma gondii, o parasita que se esconde nas fezes dos gatos, e que também causa toxoplasmose. TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo pode ser causado por bactérias do gênero streptococcus. Câncer de mama pode ser causado pelo vírus MMTV, que ocasiona tumor mamário em camundongos. Câncer de próstata pode ser causado por um vírus ligado à leucemia murina xenotrópica (XMRV). Diabetes pode ser causada por um grupo de enterovírus chamado coxsackievírus B (CVB).
VIII
São estudos extraordinários, que podem modificar de forma completa o entendimento e o tratamento das doenças, como ocorreu com a úlcera a partir da identificação da bactéria que a causava. Mas, se confirmados esses estudos, significa que até agora as pessoas estão recebendo TRATAMENTO ERRADO. A notícia das descobertas é excelente, mas dá muito o que pensar a propósito das experiências a que somos submetidos.
IX
É isso. Ficou um longo texto, mas a idéia era chamar a atenção, primeiro, para o conservadorismo absoluto de alguns profissionais, que provavelmente esconde a mediocridade. Negam até mesmo a existência de pesquisas científicas. De outro, abordar o poderio de laboratórios e a necessidade urgente de pesquisas LIVRES, voltadas ao interesse público, e não apenas aquelas que interessam aos laboratórios. Quem pode bancar isso? O Estado, é claro. E aí vem a cantilena, agora com o apoio dessa indústria, de necessária diminuição dos gastos públicos. Por último, para que pensemos nessas abordagens diferentes a propósito de doenças, e que estão sendo estudadas até em meios conservadores.
Caro Dr. Maia,
Em primeiro lugar gostaria de desejar-lhe muita luz neste seu caminho para a cura, que tenho certeza virá. Todos nós estamos rezando pelo seu pronto restabelecimento.
Gostaria também de compartilhar a sua opinião sobre a pratica atual da medicina. Parece-me que cada vez mais estamos sendo “desmembrados”, isto é, cada especialista trata só da parte que lhe diz respeito. Nossas observações também parecem não ser levadas muito em conta quando se trata de receitar remédios. Minha mãe tem 79 anos e está com fibrose pulmonar, não importa o que se diga, remédios diferentes continuam a ser indicados mesmo que ela não consiga aspirar os tais pózinhos. A cada nova consulta, um novo medicamento. Nunca muito baratos. Atualmente mandaram-na tomar 1800mg diariamente de um remédio cuja bula indica no máximo 600mg por dia, em casos muito graves sugerem 1200mg por pouco tempo e mais , em caso de idosos recomendam apenas a metade da dose (300mg). Fica-se sem saber o que fazer: obedecer ao médico e vê-la passar passar mal quando toma o remédio ou assumir o risco da retirada do medicamento???
Dr. Maia, desejo que a esperança e a fé sejam suas companheiras durante o todo o seu tratamento. Um 2010 de muitas alegrias e vitórias.
Senhor. Muito interessante seu artigo acima.
Médicos não são semideuses como muitos dêles se julgam.
(Há doenças novas em que, na busca pela cura, nós apenas servimos como cobaias.)
Estão mais próximos de curandeiros e rezadeiras(que aliás funcionam melhor que muitos psicólogos).
Isso sem contar com o ciúme com que encaram a opinião de outros profissionais do ramo!
São poucos os médicos que nos ouvem com seriedade ao relatarmos opiniões de outros profissionais.
Por essas e outras é que a gente deve sim experimentar remédios caseiros, chazinhos e plantinhas.
Aquêle velho ditado,”SE NÃO FIZER BEM, MAL NÃO FAZ”, é uma verdade absoluta!
Boa sorte e boa tarde.
Danúbio
Bom dia , Dr . Maia !
Transcrevo a crônica de Martha Medeiros publicada no Globo de ontem .
À Jennifer Moyer
Abri um livro e , antes de começar a lê-lo , me fixei na dedicatória da primeira página . Dizia :
” À memória de Jennifer Moyer , que deixou tudo melhor do que havia encontrado ” . È o que todos nós gostaríamos de ver escrito no nosso obituário , imagino .
Desconheço quem seja Jennifer Moyer , mas simpatizei com a moça ( garanto que ela nunca deixou de ser moça , mesmo que tenha morrido aos 100 anos ) . Só as pessoas de alma jovem e sadia é que entendem que a gente não vem ao mundo para sugá-lo , para retirar dele o suco possível e deixar para trás nosso lixo . Encontramos o mundo de um jeito , ao nascer . È uma questão de honra que ele esteja melhor ao partirmos .
Mas não é tarefa fácil . Eu desanimo quando vejo a quantidade de pessoas grosseiras que se reproduzem feito gremlins . O uso do palavrão , por exemplo , que foi o assunto no final do ano passado : normal , todo mundo diz , faz parte do vocabulário de qualquer sociedade , mas uma coisa é usá-lo coloquialmente , quando a situação estimula o desabafo . Outra é popularizá-lo sem necessidade , perdendo a compostura justamente quando se deveria usar a hierarquia para dar bons exemplos , caso de Presidentes da República , diretores de empresa , professores e pais . ” Menino , vá estudar , ou quer ficar na merda para sempre ” ? Essa deselegância no trato familiar é comum nos lares brasileiros , e , com aval público , tende a se perpetuar .
Se a gente quer que nossos netos herdem um mundo melhor , é preciso arregaçar as mangas agora , por isso que vale repetir : ninguém morre se caminhar tres quadras em vez de usar o carro ou se procurar uma lixeira em vez de jogar a lata de refrigerante no meio da rua . E não é só a consciência ambiental que precisamos exercitar , mas também uma consciência básica sobre a arte de conviver . Não é possível que as pessoas sigam sendo tão mal educadas e ariscas , sempre alfinetando os outros , sempre interpretando errôneamente os bons atos e cultivando um complexo de perseguição que mina as relações . Ninguém mais acredita em ninguém , ninguém confia , todos vivem com a faca entre os dentes , temendo passar por otários . E é o que acabam sendo . Se tivessem uma visão um pouco pacifista , iriam facilitar muito as relações humanas . Esperar o melhor dos outros é uma atitude contagiante , mas , infelizmente , esperar o pior também é . E fica esta guerra de nervos no ar .
Tenho uma visão bem individualista sobre o que torna o mundo mais habitável : cada um fazendo a sua parte já ajuda um bocado . Não estou falando apenas de contribuir com dinheiro para entidades carentes , adotar bichos de rua , doar sangue , mas também em cuidar do nosso humor , praticar a cortesia , aplaudir , elogiar – não há submissão nenhuma em ser positivo . Mas somos acomodados e preferimos esperar por soluções estabelecidas de cima para baixo , como se a nossa contribuição fosse inexpressiva .
Dedico esta crônica à minha musa inspiradora de hoje , Jennifer Moyer , que sei lá o que fez para ser homenageada com uma dedicatória num livro , mas pouca coisa não foi : ou ela soube transmitir aos filhos a importância de se viver sem mágoas , ou ela soube cultivar seus amigos , ou ela sempre foi justa , ou não se deixou levar por vaidades bestas , ou simplesmente sorriu mais do que praguejou . ou tudo isto junto , o que já é um belo lote de atos revolucionários .
Desejo á todas/os uma excelente semana , e Dr. Maia , para o Sr . abraços recheados de saúde , força e muita vitamina C !!!!!
É uma pena que você não tenha consultado nenhum psicanalista para auxilia-lo nessa necessidade de busca pela verdade … que repousa submersa no seu próprio inconsciente.
Dr. Maia, o sr. conseguiu sintetizar muito coerentemente um quadro que ocorre no nosso sistema de saúde.
Particularmente acredito que no dia em que a medicina convencional e holística se unirem, todos ganharão e muito. Ninguém é dono da verdade. Ninguém tem a patente da verdade. Creio que o CRIADOR se utiliza de muitos caminhos, desde que acreditemos, para fazer-nos chegar suas bençãos que podem ser traduzidas das maneiras mais distintas e exemplos vemos à vontade.
Existe um sistema que esta sendo utilizado em muitas cidades brasileiras que foi desnvolvido pelo Dr.Aton Inoue e trazido para o Brasil pelo Pe. Renato Barth que recebe o nome de Bio-Saúde e que apresenta respostas através da glândula timo.
Como funciona a bio-saúde?
Funciona assim: duas pessoas treinadas com pequenos cursos, entrelaçam entre si os dedos das mãos em forma de anel, e puxam um pouco para ver se os dedos se abrem ou não a cada indagação de doença no corpo do doente examinado. A vareta de metal é encostada no local a ser examinado ou sobre o timo, órgão principal controlador da imunidade orgânica situado no peito.
Os dedos captam as respostas positivas ou negativas do inconsciente a respeito da saúde da pessoa que está sendo examinada ou avaliada. Também é possível examinar à distância, isto é, sem que o examinado esteja presente. A eficácia do exame é a mesma. Basta para isso ter em mãos alguns dados exatos dessa pessoa, tais como o nome completo e data de nascimento, ou então o endereço correto e o nome, ou ainda um fio de cabelo da pessoa etc. Portanto algo que dê certeza de que se trata de tal pessoa e não de outra. Isto é incrível e assusta muita gente que nunca viu nada igual e tão poderoso no ser humano. Por isso facilmente refutam ou condenam aquilo que não conseguem entender. Foi sempre assim com as grandes invenções e descobertas, por isso não há nada para estranhar. Certifique-se antes de fazer um exame desses se a dupla examinadora entende mesmo do assunto e se é devidamente credenciada por algum órgão competente.(Jaime Brunning)
Em resumo, pela bio-saúde se faz o seguinte: 1) Constatar quais os órgãos ou partes do corpo que não estão bem; 2) Identificar com precisão estes distúrbios ou doenças e suas causas; 3) Selecionar os remédios certos para recuperar todo o corpo, testando a qualidade e a quantidade dos chás, argila, óleos, carvão, alimentação, banhos, etc. Maiores detalhes poderão ser encontrados no livro EXISTEM DOENÇAS INCURÁVEIS? de autoria do Prof. Jaime Brüning
Sobre a vitamina C: só vale a natural, contida nos vegetais, e sei lá mais onde. O ácido ascórbico – a sintética – só vale como um complemento.
Paralisia Paradigmática
Pois é, Caro Maia, me lembrei de um filme de treinamento muito conhecido nas grandes empresas chamado “A força do Paradigmas”. Nele o autor fala da impossibilidade de cientistas, engenheiro, médicos, etc. conseguirem “ver” algo inusitado graças à força dos paradigmas que eles têm como referência. E dá um exemplo: Se um biólogo achar uma aranha de 6 patas, imediatamente concluirá que ela perdeu duas patas. Jamais pensará que está diante de uma nova e desconhecida espécie de aracnídeo de 6 patas. É o que chama jocosamente de “Paralisia Paradigmática”. Muitos médicos possuem esta paralisia paradigmática. São sistematicamente incapazes de pensar, por breves instantes que seja, na possibilidade de estarem diante de algo que – por enquando – não é possível entender completamente. Nestes casos é melhor dar ouvidos aos índios…