mar 11 2010
DA PROPAGANDA VOLTADA ÀS CRIANÇAS
Ouvi na CBN, há poucos dias, uma mulher falando sobre propagandas voltadas para crianças. Há um movimento em todo o mundo para limitar a exposição das crianças a esse tipo de bombardeio. Essa comentarista que ouvi, no entanto, fazia um discurso “pela liberdade”, e que quem deve escolher o que a criança pode ou não consumir são os seus pais.
II
É esse o mundo em que vivemos. As crianças não têm senso crítico formado. A ingenuidade é uma característica tipicamente infantil. E justamente por isso são criaturas frágeis frente a esse bombardeio. A questão não diz respeito só a brinquedos ou a modas, mas a alimentos e assemelhados. Ou seja, refrigerantes, biscoitos, balas, cereais, iogurtes e assemelhados.
III
Esses produtos contêm, além de açúcar – que prejudica o pâncreas e pode levar ao diabetes – e da farinha branca, que também se transforma em açúcar, uma infinidade de aditivos, parte deles já comprovadamente cancerígenos. Há, ainda, corantes, estabilizantes, acidulantes, conservantes e mais um sem número de produtos químicos. A idéia, portanto, é impedir a propaganda voltada às crianças, aos que não têm condições de discernir.
IV
O que está em jogo com isso? O “mercado infantil”. Embora crianças não tenham renda, são orientadas pela propaganda a exigir dos pais. A propaganda, então, deseduca, impõe um padrão de comportamento e de consumo. Só que, no que se refere a alimentos, esse comportamento é nocivo à saúde da criança. A obesidade é apenas a face mais visível do problema.
V
Como se trata de um “mercado”, e não da saúde de nossos filhos e netos, no entanto, vira uma briga terrível. A questão é tratada como se não dissesse respeito à saúde, mas a outras questões: é a “liberdade”. Liberdade de quem? Da imprensa em angariar anunciantes também nessa fatia de mercado. Essa discurseira, a propósito, de “liberdade”, feita cotidianamente na imprensa, já ultrapassou o ridículo.
VI
O Estadão, por exemplo, estampa até hoje a melancólica frase “sob censura há 200 dias”. É ridículo, ninguém mais dá bola. O Estadão simplesmente foi proibido de publicar peças de um inquérito que está sob segredo de justiça. Há poucos dias houve um tal “Fórum da Liberdade de Imprensa” promovido por um tal “Instituto Millenium”. Quem estava lá? O baronato, ou seja, os donos de O Globo, Folha, Estadão, Veja, e mais um ou outro. E, evidentemente, seus principais colunistas, muito bem assalariados. E pregavam a “liberdade, liberdade”, como se houvesse alguma terrível ameaça à vista. Que ameaça há? Nenhuma. Há, apenas, uma histeria de conteúdo nitidamente eleitoral e a propaganda permanente de um programa de governo. Qual programa? O das privatizações, o da redução dos gastos públicos, e o das “reformas”, aí incluída a reforma trabalhista e a da previdência. Ou seja, há um programa político, de natureza neoliberal, sob o grito de “liberdade, liberdade”.
VII
A esperteza desse tipo de gente está em abrir uma bandeira que serve somente a eles, mas fazendo de conta que serve a todo mundo. Internamente, “queremos mais dinheiro dos anunciantes, mesmo que seja vendendo porcarias para as crianças”; para o grande público, no entanto, é divulgado como “a liberdade de imprensa e de propaganda não pode ser ameaçada pelo Estado autoritário”. E aí os ingênuos correm para debaixo dessa bandeira. E isso em tudo que é lugar. “Grilei 10.000 hectares de terra e estão querendo a terra de volta” é transformado em “a propriedade rural está sendo ameaçada pelos comunistas”. E tome gente inocente a acreditar que o pobrezinho do latifundiário está sendo ameaçado.
VIII
O nome dessa técnica é “amplificação”. É usada o tempo todo, às vezes para o bem, às vezes para o mal. Se um negro for agredido, poderá dizer: “a agressão não foi contra mim, mas contra os negros”. E pode ser verdade, pode ser um ato de racismo contra todos. Mas há aquela amplificação que falamos há pouco, onde o sujeito acomoda o seu interesse escuso por detrás de uma bandeira aparentemente justa.
IX
No caso das crianças, essa situação é mais grave. Diz respeito à saúde, a facilitar o acesso de crianças a produtos cancerígenos, a produtos que causam uma infinidade de desequilíbrios e doenças. Isso deveria ser algo pacífico. Um texto como este aqui nunca deveria ser publicado, não deveria haver essa necessidade. Mas há, no entanto, um movimento para manter as crianças reféns da propaganda, inclusive no que se refere à ingestão de alimentos ou assemelhados. Para quem é bom esse acesso das crianças? Somente para os fabricantes e para a imprensa que vive de propaganda.
X
Qualquer animal protege suas crias e os dos outros do bando. É instinto. Nos humanos, no entanto, é diferente. Há aqueles que trocam a saúde das crias por dinheiro. É de espantar que um ser humano se disponha a cumprir esse papel em troca de dinheiro. Mais decente seria roubar, sem dúvida.
[...] Castagna Maia Blog » DA PROPAGANDA VOLTADA ÀS CRIANÇAS [...]
Acho que o mais sadio para as crianças seria não ter TV em casa, ou não terem os pais o costume de ficar vendo TV diariamente. Nada radical, mas é possível a vida sem uma TV.
Se há uma coisa que deforma culturalmente uma criança é assistir à novela das 8 (ou das 9?) e aos anúncios nos intervalos. Ela vai ter preferência até de cerveja!
Claro que a partir de uma certa idade os filhos vão talvez querer a TV, ou um big mac, mas teremos resistido e teremos tido tempo de dar cultura decente para eles, e opções. Longe das frituras e do consumismo irrefletido que vemos no mundo ocidental, o sob grande influência cultural americana como o nosso.
Agora, isso dá mais trabalho. Os pais têm que dedicar um tempo maior para a criança se optarem por dar este mundo sem TV ou McDonald’s para seus filhos.
Boa noite a todos,
Sim, acho que a TV, o rádio, as revistas, as escola são todos juntos transformadores de personalidades que temos de tomar muito cuidado. Lembro-me da minha infância em que não existia ainda a TV, minha mão ligava o rádio lá pelas 17hs e todos em casa escutávamos contos infantis sentados e fazendo o lanche da tarde. Eram músicas infantis, hestórias contadas por quatro ou cinco pessoas criando personagens que cada qual imaginava do seu modo.
Então, sempre fomos influenciados por algo de fora do contexto familiar. No meu ponto de vista é que hoje as pessoas não são preparadas para ser pai ou mãe, nosso dia a dia de hoje é bem diferente que o dia a dia de nossos pais de antigamente, pois as mãe praticamente não saiam para trabalhar fora como hoje. Hoje a mãe sai para trabalhar e deixam seus filhos aos cuidados muitas vezes de pessoas sem as mínimas condições para isso. Hoje os pais deixam seu filhos dominá-los com a maior facilidade. Já vi crianças de 2 a 3 anos chutarem seus pais sem que eles dessem um peteleco na bunda para impor respeito, apesar do que, o respeito se conquista, não se impõe, E SE CHEGOU NESSE PONTO É PORQUE ALGO ESTÁ ERRADO.
Uma coisa é certa, não podemos nunca esconder nossos filhos do mundo, privando-os de assistir isso ou aquilo, mas temos sim que educá-las com mais rigidez direcionando-os para mundo cada vez mais moderno E SE VOCÊ NÃO OS ENSINA, a vida os ensinará da pior maneira .
Hoje qualquer evento no mundo nos chega em minutos através da TV, das rádios e até mesmo em jornais. Privá-los disso é insano. EDUCÁ-LOS É A MELHOR SOLUÇÃO E QUE SEJA PELOS PRÓPRIOS PAIS. CASO NÃO TENHAM ESSA CAPACIDADE, PROCURE AJUDA.
Abraço a todos…
É Dr. Maia , mundo maluco e virado de ca para baixo este nosso .
É a falta de consciência do que implica colocar uma criança no mundo . A responsabilidade e o que isto representa para toda a vida .
Sei que hoje em dia as mulheres querem ser tudo , profissionais maravilhosas , esposas fantásticas e mães perfeitas , só que esta equação difícilmente dá certo .Sempre na vida temos que abrir mão de algo para ganhar outra coisa.
Eu tive a sorte de ter uma mãe presente , que se dedicou integralmente ao seu marido e filha , deixou de trabalhar pois para ela ser mãe e esposa eram o que importava , e foi feliz assim .
Eu , na minha profissão fui feliz e realizada , mas sempre foi muito claro ( para mim) que ser comissária ( no meu caso ) , implicava em abrir mão do papel de mãe .
Eu não conseguiria ( falha , erro genético , sei lá ) colocar uma criança no mundo e sair mundo afora e deixar a responsabilidade da sua criação e acompanhamento vida afora na mão dos meus pais ou de pessoas estranhas ( babás ) , nunca achei isto justo e correto , acho que ser pai ou mãe é a maior das responsabilidades que alguém pode assumir .
Como me sentia sem condições emocionais de me dividir em duas ( comissária / e mãe ) optei por não ter filhos , foi uma opção consciente e muito pensada da qual até agora nunca me arrependi . E olha que sendo filha única , com esta decisão tirei dos meus pais a chance de serem avós , mas eles sempre me apoiaram e respeitaram a minha decisão . Mas teria sido o cúmulo do egoísmo da minha parte ter uma criança só por um desejo meu .
É , educar , ser responsável por um ser humano é full time job , a grande maioria das crianças que vemos hoje em dia são mal educadas , exigentes , não sabem conviver com a palavra não , etc…
Educar dá trabalho , desgasta , dizer não , é difícil mas necessário , e tudo isto faz parte do pacote quando se torna pai ou mãe .
Tenho pena das crianças de hoje em dia , ter que fazer tantas opções e decisões nos dias de hoje . Eu não tinha que decidir nada , meus pais decidiam tudo por mim , raramente eu era consultada para decidir o que vestir , comer ou fazer .
As coisas eram claras , eu sabia o que deveria fazer ou o que se esperava de mim , ( não quer dizer que eu o fazia ) mas que eu sabia , ah! isto eu sabia .
Com Dna. Ruth ( mãe alemã) não tinha conversa nem discussão , com meu pai , sempre tinha jogo , espaço para uma tentativa de convencimento .
Enfim , tive uma infância feliz , fui criançona de brincar de bonecas até 13 a 14 anos , só tinha tamanho , e de uma certa maneira sou assim até hoje .
Agradeço aos meus pais as vezes que me disseram não , a minha infância tranquila, sem ter que tomar tantas decisões e de sempre estarem ao meu lado nos momentos difíceis ( como nestes nossos anos de chumbo graças ao Aerus ) em que vivemos .
Sóo que me dói ,é que agora em que chegou a hora de eu devolver á eles uma parte da tranquilidade que eles me deram quando criança , ainda agora aos 54 anos voltar a depender deles em parte financeiramente . Agora era chegada a hora de mimá-los , mas a vida quis diferente , não é ?
Mas , quando tudo der certo para nós , espero poder devolver todo o $$$ que eles me emprestaram ao longo destes anos .
E no final , decidi ser mãe de uma Schnauzer , mais fácil e menos desgastante …
Acho que é isto , basta por hora , não é ?
Beijinhos carinhosos
Como sou voluntário num hospital infantil, no setor de oncologia, assisto a luta dos medicos e nutricinistas na busca de reeducar as crianças para alimentação saudável.
E, como todos devem saber, o principal obstáculo que encontram são os pais , que insistem em fazer “agrados” aos filhos com alimentos inadequados
Transcrevo o texto desta semana da Lya Luft publicado na Veja ;
” Quando a natureza mata ”
Menina do interior , tive a natureza como presença enorme em torno da casa e por toda a pequena cidade : paisagem , abrigo , fascinação , surpresa , escola de permanência e também de transitoriedade . Mantive um laço estreito com esse universo , e quando posso durmo de janelas e cortinas abertas , para sentir a respiração do mundo . Porém , cedo também aprendi que a mãe natureza pode ser cruel . Granizo perfurando folhas e arrasando a horta , geada castigando flores , raios matando gente . De longe , ouvia falar em terremoto , quando o vasto mundo ainda era distante . Agora que o mundo ficou minúsculo , por que o Haiti arrasado , o Chile destruído e a Europa nevada estão ao alcance do meu dedo no computador ou no controle da televisão , a velha mãe se manifesta em esterteros que podem ser apenas normais ( o clima da terra sempre mudou , às vezes radicalmente , antes de virmos povoar este planeta ) , mas também podem ser rosnados de protesto , “ei , o que estão fazendo comigo essas pequenas cracas que se instalaram sobre a minha pele ” ? .
Mas a natureza não mata apenas com enchentes , deslizamentos , terremotos e tsunamis . Mata pela mão dos humanos , o que pode parecer um fato em escala menor , mas é bem mais preocupante . Homens , mulheres e meninos – bomba quase que diáriamente se explodem levando consigo dezenas de vidas inocentes : pais de família , mães ou crianças , mulheres fazendo a feira , jovens indo para a escola . Bandidos incendeiam um ônibus com passageiros dentro : dois morrem logo , outros vários curtem em hospitais o grave sofrimento dos queimados . Não tinham nada a ver com a bandidagem , estavam apenas indo ao trabalho , ou vindo dele .
Assaltantes explodem bancos em cidades do interior antes tranquilas . Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos maiores vexames e terror . Como está virando costume , a gente agradece por escapar com vida .
Duas mães deixam num barraco imundo cinco crianças , algumas com menos de 6 anos de idade . Sem comida , sem força , sem presença , sem a menor higiene . O policial que as encontra leva duas menorzinhas para casa , onde sua mulher lhes dá banho e comida . O homem chora : tem tres filhos pequenos , e há algum tempo perdeu uma filhinha . A maldade humana agride até esse homem que com ela deve ter frequente contato.
A natureza , da qual fazemos parte , mata com muito mais crueldade através de nós do que através do clima ou de movimentos da terra , e de maneira muito mais assustadora : pois nós pensamos enquanto prejudicamos o nosso semelhante . Temos a intenção de atormentar , torturar , matar , mesmo que em vários casos seja uma consciência em delírio – estamos tão drogados que achamos graça de tudo .
Mas somos responsáveis por nos termos drogado .
De modo que , como me dizia um amigo , o ser humano não tem jeito , não .
Ou : esse é o nosso jeito , a nossa parte na natureza . de um lado , os cuidadores , que vão de pais e mães até médicos e enfermeiras ; do outro lado , os destruidores , que são os bandidos , mas também ( que tristeza) eventualmente pais e parentes . E contra eles , tanto ou mais do que contra a natureza não humana , somos impotentes . O que faz a criança diante do abandono materno ? Em relação ao pai , tio ou irmão estrupador ? O que fazem passageiros de um ônibus , pacíficos e cansados , diante do terror imposto por bandidos ? Nada .
Migalhas humanas soterradas , por maldade e frieza , como num terremoto ou tsunami somos soterrados pela lama , pelos destroços , pelas águas.
Resta filosofar um pouco : de que vale a vida , quanto vale a minha , e como a usamos , se é que pensamos nisto ?
Pensar pode ser meio chato , e ainda por cima traz alguma inquietação . A natureza poderosa , encantadora e cruel também somos nós : que a gente não fique do lado dos animais assassinos , com o a orca , que depois de matar tres pessoas continua , como foi anunciado , ” faazendo parte do time ” , no parque americano .
Antes de usar um adesivo ” salve as baleias” , eu quero um adesivo ” salve as pessoas , que são parte da natureza ” .
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Beijinhos carinhosos .
Como Pediatra e mãe fico cada dia mais chocada com o resultados dessa “tal liberdade”. E não falo aqui só de saúde, que é o resultado mais óbvio e mensurável da equação. Falo principalmente de fragmentação da sociedade à medida em que a família é destruída com uma erosão lenta e maligna fomentada pela mídia. Dizem que os pais devem limitar o uso e consumo do que é “inadequado”. Concordo plenamente. Somos responsáveis pelos nossos pequenos. Entretanto, o que fazer quando, em pleno meio-dia aparece após um teljornal ou a ssessão desenhos, um programa dedicado ao pior da cultura funk com mulheres semi-nuas fazendo danças pornográficas e músicas igualmente inadequadas – pra dizer o mínimo. E isso em todas as emissoras! Reparem nos programas vespertinos: Huck, Faustão, Furacão 2000, Gugu e tantos outros semelhantes. E os desenho exibidos? Todos com crianças/pseudo-adolescentes arrogantes, irreverentes (isso não é uma virtude!), desbocados, sabidões, desobedecendo e desmerecendo pais e mães como imbecis que não sabem nada. Além do que, as perserguições de coiote e papa-léguas, tom e jerry, foram substituídas por mutantes que caçam vilões de aspecto e natureza demoníaca! Até os personagens mais infantis como as princesas, fada sininho e turma da mônica, ganharam traços altamente sensuais e apelativos! Experimentem assistir ao cartoon network. É lixo puro!! O} melhorzinho ainda é o discovery kids, o qual a esmagadora maioria da população não têm acesso a programas e dvds selecionados. E malhação? Sempre com “vilões” cada vez mais elaborados com armações que fariam corar os escroques mais experientes! É “normal”! Ficamos numa sinuca de bico: proteger seu pequeno, sem deixar que vire uma espécie de pária, de alien no seu grupo de amigos e escola. Eu, particularmente, vou fazer todo o possível para preencher este espaço com leitura, brincadeiras e Deus! Entretanto, até a brincadeira, que é normal, saudável e até bom para evitar obesidade (voltando ao tema aludido) é limitada hoje por espaço físico (cada vez mais raro nas grandes cidades) e tempo dos pais, que vivem reféns de longas jornadas de trabalho e no transporte. temos que ficar atentos. Nossos filhos são herança do Senhor e daremos conta deles ao próprio Deus que nos confiou o que de mais importante há: a formação e cuidado de um ser humano.
Quanto À censura na imprensa, técnicas de amplificação, etc, só posso dizer que TODOS fazem uso. Governo, oposição, grupos radicais, “minorias” (que na verdade sãoo maiorias!), etc. Ninguém é inocente nessa história. Da mesma forma que o governo é atacado tb ataca e atacou com as mesmas armas. E cada um mantenha-se firme nas suas convicções e observando os fatos a que nós, o povo comum, temos acesso, e tire suas próprias conclusões…
Abs a todos!
Ah! Esqueci!
Reparem como todos temos dois pesos e duas medidas em se tratando de “dinheiro e saúde”, ou “dinheiro e boa formação”: quem de vcs levaria seus filhos a uma boate de strip-tease com o que há de mais vulgar e apelativo e de pois espera que eles não comecem a transar aos 15? (sendo muito generosa!!). As crianças estão cada vez mais precocemente sexualizadas. Aí os “liberais de plantão” vão dizer que “é só educar, que não tem problema transar”. Eu, particularmente acho que vc deve começar sua vida sexual quando puder arcar com TODAS as possíveis consequeências de um ato sexual. Sinceramente, quantos NUNCA fizeram sexo sem preservativo? Dá pra contar nos dedos. E exigimos das nossas crianças um discernimento e responsabilidade de escolha (no comportamento, na alimentaçãoP) que nós mesmos não temos!
Pois bem, quantos de vcs (e aqui me incluo tb) protegem essas mesmas crianças das fartas obscenidades do carnaval? Que governo teria coragem de proteger as crianças de algo como o carnaval, que dá tanto dinheiro?? Quem teria coragem e fibra moral para tomar uma decisão tão impopular? O único juíz que um dia tentou fazer isso (vetou um cartaz gigantesco de uma mulher com os seios à mostra) foi chamdo de hipócrita e moralista (como se isso fosse ofensa) pra baixo (Siro Darlam). Tudo´é “preconceito”. Virou palavra de ordem! Não se pode mais ser contra nada. Ou melhor, nem neutro. Somos obrigados a ser a favor de tudo! Dessa forma, enquanto não houver “censura” para algo como o carnaval, acho realmente hipocrisia agirem em apenas um segmento da educação e saúde das crianças.
Não existe poder maior no planeta do que a mídia. Não devemos criticar a imprensa
(mídia), pois é a única instituição no mundo que pode nos ajudar no caso do AERUS. Já pedimos ajuda ao governo, e nada, já pedimos ajuda às igrejas e aos santos vivos e mortos, e nada, ja pedimos ajuda para o congresso muito vivo, e nada. Porra cara-pálida, o Washington Post acabou com Nixon, a Globo acionou estudantes pintados de verde amarelo azul e branco para tirar aquele que se dizia que tinha aquilo roxo. Se recebermos nosso AERUS devemos nos comprometer aqui e agora em fazer uma assinatura de um jornal e de uma tv-a-cabo logo no primeiro mês que recebermos o nosso benefício. e se a Globo quiser tirar o Lula e a Dilma do poder devemos apoiar de imediato os Marinhos.