abr 23 2010

A VELHA CANTILENA DE DESTRUIÇÃO DO ESTADO

Postado por at 13:24 sob Uncategorized

Vem se repetindo uma manchete sobre “o aumento da intervenção do Estado na economia”. Na verdade, vem sendo construída essa história, tijolo por tijolo num desenho lógico, como diria o Chico.

II
A empresa privada se move pela busca do lucro. É da sua natureza, é da sua essência, e não há como ser diferente. Se não vê possibilidade de lucro, não investe. As pesquisas feitas pela área privada, portanto, são direcionadas ao lucro, e isso é exigência dos acionistas. Nunca você verá o resultado de uma pesquisa da área privada que não diga respeito a gerar lucros para a companhia. Dá lucro pesquisar a cura para a Doença de Chagas, por exemplo? Se não der, não conte com a empresa privada. Boa parte das doenças do terceiro mundo simplesmente não contam com suficiente pesquisas.

III
Mas isso não diz respeito apenas às pesquisas. O esgoto, por exemplo. O esgoto de sua casa dá lucro? É evidente que não. Então, você pode dispensar o esgoto? É evidente que não. Aí está um papel típico do Estado. E não é só o esgoto. Há outras áreas que devem ser desenvolvidas pelo Estado porque a iniciativa privada não se interessa. Veja o caso das ferrovias, por exemplo. Dificilmente haverá ferrovia auto-sustentável ou que dê lucro. Mas é ela que permite a integração de regiões longínquas, o barateamento do transporte de safras, a diminuição do desgaste das rodovias. Aí o Estado age como indutor do desenvolvimento. A partir da iniciativa do Estado é que a iniciativa privada passa a fazer o seu papel: na produção de grãos, na construção de fábricas, que escoarão seus produtos pela ferrovia

IV
E além disso há áreas em que o Estado deve estar presente para equilibrar o mercado, áreas delicadas, sensíveis, que facilmente podem ser monopolizáveis. Melhor um monopólio público do que um monopólio privado. Há áreas que precisam de um competidor oficial, de um regulador. O caso dos bancos é típico: ou o Estado impõe o seu banco para moderar taxas de juros e tarifas, ou fica na mão do clube dos banqueiros. O mesmo deveria valer para a telefonia: deveria haver o competidor oficial do Estado.

V
Mas até aí não há novidade, é uma questão conhecida. Foi na década de 80, no entanto, que ressurgiu a visão fundamentalista. Digo ressurgiu porque essa mesma visão já era forte no final do século XIX e início do século XX, e que começou antes, com a Revolução Industrial. Não havia necessidade de salário mínimo, nem de aposentadoria, nem de qualquer garantia: o “mercado” tudo resolveria. Só que virou uma selvageria brutal. E foi o próprio capitalismo, a bem de sua existência, que resolveu colocar balizamentos para a atuação das empresas, particularmente após a 1ª Guerra Mundial.

VI
Enfim, a década de 80 trouxe a visão fundamentalista. Tudo deveria ser privatizado. Tudo, mesmo. Há quem diga que o ar deveria ser privatizado, que tudo deveria ser pago porque tudo é conversível em dinheiro. Começou na Inglaterra, com Tatcher, e teve respaldo nos EUA, com Reagan. A partir dali foi imposto para todo o mundo. No Brasil, começou com Maílson da Nóbrega, do governo Sarney, continou com Collor, com as privatizações de Itamar, com Fernando Henrique Cardoso.

VII
Ali se criaram as quadrilhas dos beneficiados pelas privatizações, a começar por Daniel Dantas – que utilizava o dinheiro dos fundos de pensão para ele mesmo mandar nas empresas privatizadas. Ali veio com força a terceirização. Não se fazia concursos para contratar funcionários públicos estáveis e profissionais, mas empresas de amigos, financiadoras de campanhas, para fazer tudo que é trabalho. Até na área social isso aconteceu por meio das OSCIPs – Organizações Civis de Interesse Público. Até hospitais seriam geridos por terceiros, não pelo Estado. De um lado, o Estado era asfixiado, os recursos eram cortados; de outro, a campanha contra o próprio Estado era brutal. Não era por não ter dinherio que o Estado não fazia: era por ser incompetente, diziam as campanhas.

VIII
Para retirar recursos do Estado, melhor forçar o endividamento. E, melhor ainda, forçar as taxas de juros para cima. Aí o endividamento aumenta brutalmente e o dinheiro dos impostos reverte para os bancos, não para a atividade do Estado, não para os serviços públicos. Então, houve endividamento mais privatizações. E houve a grossa mentira: a de que as privatizações serviriam para pagar a dívida interna. Não foi nada disso, a dívida aumentou. Mas houve o clube de amigos beneficiado pelas privatizações.

IX
E tais companhias privatizadas anunciam pesadamente nos jornais, nas televisões, nos rádios. E criaram um cartel que faz a ligação por celular, no Brasil, ser a segunda mais cara do mundo. E houve os pedágios, claro. Diferente de outros países do mundo, onde há a rodovia estatal e a rodovia privatizada, aqui ficaram apenas as privatizadas. E há as vergonhosas: rodovidas de pista simples, no Rio Grande do Sul, com pedágio. Ou seja, é uma vergonha. Mas são grandes anunciantes.

X
Pois bem. Com a crise de 2008, viu-se que o modelo estava exaurido, que, a depender apenas do mercado, o capitalismo estava caminhando para o suicídio. E que, a bem do capítalismo, deveria ser recuperada a capacidade de planejamento, fiscalização e execução do Estado. Assim ocorreu no mundo todo.

XI
Ainda antes da crise, alguns países não entraram na cantilena do “mercado”. É o caso da Coréia do Sul, de Taiwan, ou seja, dos chamados Tigres Asiáticos. Solenemente ignoraram todas as recomendações do FMI. O Estado, lá, incentivou pesadamente a economia. Incentivou pesquisas, empresas. É um modelo à parte, que furou o discurso uníssono do FMI e das grandes potências. Essas potências, a propósito, fizeam exatramente o contrário do que pregam. É o que Luiz Nassif chamada de “chutar a própria escada”: subiram e não querem que mais ninguém suba. Pesadamente criaram barreiras ao ingresso de importações; estimularam as exportações e a internacionalização das suas empresas com dinheiro público, e agora impõem fórmulas para impedir que outros façam a mesma coisa.

XII
Com a crise de 2008, enfim, o papel do Estado vai sendo recuperado. Só que essa imprensa partidária e colonizada resolve levantar a discussão do “capitalismo de Estado”, ou do “fortalecimento do Estado”. Foi justamente essa visão ultraliberal que levou a Varig, uma empresa viável, à quebra. O problema não era o montante da dívida, mas o prazo para pagamento. Havia a necessidade, tão somente, de alongar aquela dívida e dar fôlego financeiro à companhia. A visão neoliberal, no entanto, impede que o Estado se envolva. Bastou vir a crise nos EUA, que o Citibank, que o JP Morgan, que todos esses foram socorridos pelo Estado. Ou seja, essa visão valia para os outros. E é a visão cobrada, agora, pela imprensa: a imprensa quer que isso continue, que o Estado “se ausente” da economia. Como, se foi o próprio mercado que pediu socorro quando quebrou?

XIII
Na sua tacanhez, a imprensa embarca em mais uma canoa furada. Mantém a cantilena dos seus liberais – a exemplo do Sardenberg, na CBN e dos seus permanentes comentaristas convidados, todos com a mesmíssima opinião. É a mesma imprensa que inventou campanhas e colocou a oposição em situação ridícula: a CPI da Petrobrás, a tentativa de uma CPI da Tapioca. Ou seja, é uma imprensa que inventa e que corre atrás da oposição para repercutir suas invenções. E a oposição, sem projeto – justamente porque o projeto neoliberal fracassou – acaba embarcando na cantilena da grande imprensa. Agora, surge esse discurso de “intervenção do Estado na economia”. Ora, se isso foi uma imposição mundial! Os mercados quebraram, os estados nacionais vieram em socorro.

XIV
O mais engraçado é que, neste festival de insanidades, salvar o capitalismo virou coisa de esquerda. Quem fala em recuperar o papel do Estado como fiscalizador, como indutor do crescimento, como planejador, é tachado de radical de esquerda. Salvar o capitalismo é coisa de radical de esquerda?

XV
Isso é o mais impressionante, e é o que deprime já às portas de uma campanha eleitoral. Esse discurso de que recuperar o papel do Estado significa uma proposta “radical de esquerda” é mentiroso, é ultrapassado. Esse discurso envelheceu. A partir de 2008 ficou visível para todos que é preciso, sim, impedir que periodicamente o capitalismo se suicide.

XVI
Há, portanto, uma falsa questão levantada pela imprensa, como se a recuperação do papel do Estado fosse uma bandeira esquerdizante, tentando ressuscitar um anticomunismo ainda mais fora de moda do que o comunismo. Talvez essa postura da grande imprensa finde por facilitar tudo. Estão querendo uma comparação Estado fraco versus Estado forte. É só mostrar telefonia, pedágios, saúde pública, que tudo fica claro. Ou seja, mais uma vez é a imprensa decadente que colocará a oposição numa fria, e quem suportará a pecha de entreguista é a oposição,

33 respostas até o momento

33 Respostas em “A VELHA CANTILENA DE DESTRUIÇÃO DO ESTADO”

  1. Petraem 24 abr 2010 �s 09:26

    Bom dia , Dr. Maia !!!!
    Transcrevo a coluna de Zuenir Ventura do Globo de hoje ;

    ” Nossa senhora Conceição ”

    Aos 80 anos , completados hoje , a economista Maria da Conceição Tavares reúne na galeria de seus ex-alunos representantes de várias gerações , entre os quais figuras importantes da República : FHC , Guido Mantega , Pedro Malan , Luciano Coutinho , João Cardoso de Melo , Carlos Lessa , Luís Gonzaga Beluzzo , José Luis Fiori , Aloísio Mercadante.
    Em comum , o medo que inspira em todos , iclusive em mim, que nem aluno fui .
    Com sua voz rouca e sua franqueza desconcertante , ela costuma distribuir broncas indiscriminadas a seus ” meninos ” , independentemente da idade e do cargo que estejam ocupando ou do poder que detenham . Aliás , não precisa ser seu ex-discípulo . Pode ser o presidente Lula , em quem já deu puxões de orelha quase literiais, ou podem ser os militares que a prenderam em 1974.
    Folclore á parte , a influência dessa portuguesa no pensamento econômico do Brasil , para onde veio há quase 60 anos , é reconhecida até pelos adversários . Concordando ou não com ela , não há como não admirar seu notável espírito de luta em defesa de um país mais justo . Polêmica , paradoxal , ao mesmo tempo lúcida e passional , agressiva e afetuosa , desenvolvimentista , vascaína e mangueirense , tudo nela é visceral , inclusive o amor ao magistério e a paixão pelo país que adotou . Durante a ditadura , chegava a somatizar as crises , adoecendo a cada retrocesso da democracia .
    Formada em matemática em Lisboa e em economia pela antiga Universidade do Brasil , Conceição teve como primeiro professor Octávio Bulhões de Carvalho , de cuja orientação teórica discordava : ” Eu era reformista e ele , monitarista ” . Mesmo assim , foi como sua assistente que ela iniciou a carreira acadêmica . Com o golpe de 64 , tornou-se conhecida também fora dos meios universitários pela intensa militância em favor da causa democrática . Por meio de livros , artigos , palestras e até de um mandato de deputada federal pelo PT , ela desenvolveu uma crítica à política econômica do regime militar .
    Numa entrevista à repórterElizabeth Carvalho que vai ao ar hoje à noite na Globonews , Maria da Conceição conclui : ” Eu sempre fui bastante pessimista do ponto de vista da razão . Mas agora , não . Pela primeira vez estou racionalmente otimista : o que se tem que fazer pelo Brasil é didícil , mas não impossível ” .
    Ah, sim , se a eleição fosse hoje , a presidência ficaria com um de seus discípulos : Serra , com quem escreveu um célebre artigo , ” Além da estagnação “, ou Dilma , que foi sua aluna ” brilhante ” no doutorado da Unicamp .

    Como continuo musicalmente na linha ” latina ” apesar da chuvinha fininha que começou a cair agora por aqui e que cria um clima mais para Londres do que para Havana , coloco mais uma moedinha na Juke Box do bolicho do Dr. assim colocando um pouco mojito no nosso sábado …
    Abraços e beijinhos carinhosos , recheados de piña colada , guacamoles , yuca com manteiga derretida , feijãozinho preto etc,etc …
    Sejam felizes e aproveitem ;

    http://www.youtube.com/watch?v=-P6KqT6FxuY&feature=related

  2. PCKem 24 abr 2010 �s 09:37

    Grande síntese Dr.Maia
    É isto aí.

    Abs

  3. Petraem 24 abr 2010 �s 13:46

    Transcrevo o ótimo artigo escrito por J.R.Guzzo na Veja desta semana ;

    J. R. Guzzo
    Pobres e ricos
    “Melhor seria se houvesse menos gente empenhada em defender os pobres. Todos juram que estão a seu favor, mas se estivessem mesmo deveria haver no Brasil número muito menor de pobres. Já os ricos, que não têm defensor,
    nunca estiveram tão bem”
    Promete ser uma arma muito utilizada pelo governo, ao longo da campanha eleitoral, falar sobre o perigo que os pobres deste país passariam a correr se a candidata Dilma Rousseff não for eleita para a Presidência da República. Entre as instruções a respeito do que ela deve dizer em seus discursos, ora em avaliação pelas equipes de propaganda da candidatura oficial, parece haver bastante entusiasmo com a tentativa de colar nos adversários uma intenção secreta: governar contra os pobres e a favor dos ricos. A ideia geral, aí, é deixar os outros candidatos, sobretudo o principal deles, numa situação sem saída. Se falarem em mexer no Bolsa Família, nos aumentos reais do salário mínimo e em outros benefícios, estarão mostrando sua verdadeira cara; se prometerem não mexer em nada, estarão mentindo.
    A dificuldade desse tipo de plano, como de tantos outros, é combinar com o adversário para que ele cumpra a sua parte. O ex-governador José Serra, a ex-ministra Marina Silva e quem mais houver em campanha não vão anunciar, por exemplo, que acabarão com os pagamentos do Bolsa Família se forem eleitos. Por que diabo fariam uma coisa dessas? Ao contrário, vão assumir o compromisso de manter tudo como está; se quiserem caprichar, podem até dizer que o governo está pagando muito pouco e prometerem um belo aumento a partir de 2011. Nenhum candidato vai, da mesma forma, sair por aí anunciando planos de congelar os salários, cortar o crédito ou eliminar os programas de casa própria. Resta à ex-ministra, nesse caso, a alternativa de sustentar que os opositores dizem uma coisa, mas querem, na realidade, fazer exatamente o contrário. Mas aí é entrar em território incerto; acusações de mentira sempre têm duas mãos, e, numa disputa eleitoral que ameaça bater todos os recordes em matéria de tapeação, chamar o outro lado de mentiroso pode acabar em lucro zero.
    Quanto aos pobres, em si, provavelmente seria melhor se houvesse menos gente empenhada em defendê-los. Todos juram que estão a seu favor, mas se estivessem mesmo já deveria haver no Brasil, a esta altura do século XXI, um número muito menor de pobres. Já os ricos, que não têm nenhum defensor, nunca estiveram tão bem quanto agora. Não há sinal de que algum deles tenha ficado mais pobre nesses últimos sete anos, salvo os que se meteram, por sua própria conta, em maus negócios – nada que tenha a ver com alguma decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mesmo, por sinal, já disse que jamais os ricos e as grandes empresas ganharam tanto dinheiro quanto em seu período na Presidência. Poderia dizer, também, que nunca a quantidade de milionários brasileiros cresceu tanto como hoje. Segundo o último balanço do banco de investimentos Merrill Lynch, que calcula anualmente o número de cidadãos com patrimônio financeiro superior a 1 milhão de dólares pelo mundo afora, o Brasil ganhou 33 000 novos milionários entre 2004 e 2008. Dá, em média, um novo milionário por hora.
    Não existe nada de errado com nenhuma dessas coisas, é claro. O problema do Brasil, em matéria de renda, não é a quantidade excessiva de ricos – é que há pobres demais. Mas sem dúvida é curioso, em cima dos números atuais, que a candidata oficial acuse os opositores de pretender governar para os ricos. O que poderiam fazer de tão diferente assim, em relação ao que já vem acontecendo? Produzir dois novos milionários por hora, quem sabe, em vez de apenas um? Naturalmente, nada disso faz sentido, mas é o que acontece quando estratégias de campanha se resumem a ficar procurando, o tempo todo, alguma maneira de falar mal dos outros candidatos. Os fatos reais, no caso desse palavrório sobre pobres e ricos, têm bem pouco interesse para quem acusa. O que importa é jogar uns contra os outros, na esperança de impressionar o lado onde há mais eleitores.
    Os pobres do Brasil, sabidamente, não precisam de várias coisas; entre elas estão debates desse tipo, em que a ânsia de machucar o adversário pode fazer ruído no noticiário de campanha, mas não lhes põe um real a mais no bolso. Também não precisam de solidariedade, simpatia ou “políticas de renda”. O que melhora de verdade a sua situação, como ficou comprovado no mundo dos fatos, são a multiplicação das oportunidades de emprego e a estabilidade da moeda na qual o seu trabalho é pago. O compromisso que mais lhes interessa no momento, por parte de quem pretende chefiar o próximo governo, é este – crescimento sem inflação. Não é o suficiente, num país que precisa melhorar em quase tudo. Mas é indispensável.
    ________________________________//______________________________

    Beijinhos carinhosos .

  4. paizoteem 25 abr 2010 �s 12:42

    Que sujeito chato este que me tornei!
    Tantos assuntos interessantes, cultos,desafiantes e eu continuo procurando notícias do Aerus.
    Meus problemas de saúde e financeiros, apesar de significativos, são menores que os de muitos, e eu insisto em me achar uma vítima.
    Sexta-feira ,no hospital vi exemplos de dignidade e coragem perante doenças.
    Isto partindo de alguns adolescentes que insistiam que eu lhes explicasse o tema da aula , enquanto eu me perguntava que importância teria isto para eles.
    Suas situações são tão incertas, que mesmo seus pais já tinham, um resignado olhar, embora disfarçassem.
    E eu…egoísticamente, divagava buscavando maneiras de manifestar meu rancor com aqueles que me prejudicaram.
    Chego aqui e deparo-me com assuntos que despertam minha curiosidade e me desafiam a opinar (Exemplo:este deste tópico).
    E eu… busco ansiosamente a palavra Aerus ou Varig ou…
    Que sujeito chato que eu me tornei!
    Estou até diminuindo minhas participações em todos os sites que frequento, por estar tornando-me um debatedor de assunto único.
    O que foi (fiz?)que fizeram de mim?

  5. Fernandoem 25 abr 2010 �s 16:42

    Pois é, depois de um bom período cheio de vai-não-vai entramos num
    pedaço de tempo meio sem novidades sobre o Aerus. E que acho que vai
    durar muito.
    Mas Paizote, vejo que você não está exatamente parado, pois com o que
    faz no hospital podemos considerá-lo ativo. Agora, esse costume de
    correr os sites que têm a ver com o nosso problema, eu acho que é de
    todos nós. Como dizem os gringos, “first thing in the morning”.
    Eu me vi forçado a me transformar em pintor/pedreiro, pois o tempo não
    gasta só a gente, mas também as janelas, paredes e tudo. Como sou
    alguém que tenta ver as coisas por um lado positivo, estou
    considerando que meus rendimentos foram melhorados por não ter gasto
    meu Aerus contratando mão de obra. E que devo estar economizando em
    remédios por estar usando meu corpo de maneira tão saudável raspando,
    lixando, emassando e pintando. Mas devo também ressaltar que não chega
    a ser uma atividade interessante…
    Espero que você continue a nos proporcionar interessantes postagens
    como fazia. Por que parou de falar no bolicho e outras gauchices? Não
    sei se o agradava mais do que a nós outros. Mas dá uma aparecidazinha
    de vez em quando. Mesmo que seja para reclamar.

    Abs, Fernando

  6. Petraem 25 abr 2010 �s 18:52

    Dr. Maia , boa noite !!!!!

    Paizote , juro que não te entendo , voce tem um coração tão grande ( onde cabem crianças sériamente doentes ) , é um homem tão inteligente ( o que já demonstrou tantas vezes em comentários aqui no Blog) e se deixa abater tão fácilmente , tudo por conta da nossa situação atual .
    Por conta do seu trabalho voluntário com as crianças voce deveria agradecer diáriamente a vida e a saúde e não só pensar negativamente no nosso momento atual .
    Pense na certeza da nossa vitória e em tudo que já alcançamos .
    Concordo com o Fernando , desde que voce deixou de frequentar o bolicho tudo ficou meio triste , parado .
    Espero te ver em breve através da cortina de fumaça do bolicho sentado no final do balcão …
    Fica assim , não …

    Beijinho carinhoso musical de boa noite , hoje com Etta James …

    http://www.youtube.com/watch?v=nSCNnXt15DE

  7. PCKem 25 abr 2010 �s 20:21

    Boa noite
    Retornando ao tema original desta postagem do Dr Maia transcrevo Artigo do Dia do jornalista Helio Fernandes em seu belogue Tribuna da Imprensa, hoje.

    abs

    PCK

    Hélio Fernandes:

    Obama faz “apelo” a Wall Street, tem que mudar de orientação. Em vez de “apelo”, precisa tratar as finanças como eleito do povo. Acabar com os aventureiros, eliminar a jogatina das Bolsas e derivativos
    O presidente dos EUA faz “apelo” ao maior cassino fraudulento do mundo, é evidente que não adianta coisa alguma. Tem que agir com energia, vigor, dureza. Nem mesmo essa “linguagem” é entendida por esse bando de banqueiros, seguradoras, aventureiros. Mas pelo menos pode assustar.

    A partir de 1929, a primeira e famosa grande aventura, que foi chamada de “craque” da Bolsa, o mundo capitalista se desarvorou. Mas pelo menos muitos, quase uma centena, se jogaram dos seus belos e luxuosos escritórios, não puderam ressarcir os prejuízos causados, pagaram com a própria vida.

    A desorganização foi total, durou 4 anos. O presidente Hoover não tinha condições para qualquer providência, ficou vagando no espaço, até 5 de março de 1933, com a eleição, em 1932, de Franklin Delano Roosevelt, que trocava o governo de Nova Iorque pela presidência da República. E começava logo a governar.

    Além das medidas de fiscalização do “mercado”, com a introdução de decisões que expulsavam e atingiam os aventureiros, formas de acelerar e modificar a economia. Criou imediatamente o New Deal e a consequente estatização das principais atividades, executadas por jovens que tinham no máximo 25 anos de idade. Como John Kenneth Galbraith, economista tão importante que jamais foi indicado ao Prêmio Nobel.

    (Em 1941, quando os EUA entraram na guerra, forçados pelo ataque de Pearl Harbor, Galbraith foi o coordenador da Mobilização Econômica, encarregado de transformar toda a atividade civil em atividade de guerra. E ainda teve fôlego, capacidade e idade para servir ao governo Kennedy, em 1961.)

    A crise era meramente financeira, causada pela ganância, a ânsia de lucro, a fome do enriquecimento. Eram 16 milhões de desempregados, mais fora desse setor, que atingia o país inteiro, ainda existia vida e atividade que mobilizava os EUA, e até o resto do mundo, que também pagava o preço.

    Basta dizer o seguinte. Em 1930, no auge da crise da jogatina, começou a ser construído o Empire State Building, o edifício mais alto do mundo. Foi inaugurado junto com a posse de Roosevelt. Wall Street foi enquadrado em uma porção de defesas, protegendo os investidores de verdade, os únicos que jamais ganhavam, perdiam sempre.

    Como o “mercado” é de oferta e procura, quando os grandes empresários davam “ordens de compra”, os corretores compravam primeiro para eles. Quando mandavam vender, vendiam antes. Introduziram o “relógio” para fixar a hora da ordem e impedir a jogatina. Só adiantou no início.

    Proibiram os corretores de jogarem, mas os donos da corretoras podiam comprar e vender, desde que provassem que na hora da operação tinham no banco o dinheiro equivalente. Mas tudo foi burlado, desprezado, abandonado, e em 2008 o distante 1929 se repetiu, com mais capital, mais jogadores e agora um parceiro novo: os bancos imobiliários, que eram mais de mil e “emprestavam” sem nenhuma garantia, o importante era garantirem “seus” lucros.

    Trilhões de dólares foram jogados no “mercado”, oficialmente para “salvar a economia”, mas na verdade para salvar e reativar o “mercado de dinheiro”. Disseram que TODOS ESSES TRILHÕES SERIAM DEVOLVIDOS, enganação geral. Uma parte é possível que volte, até agora não voltou.

    E Obama, com toda a carga de esperança, usa de linguagem amável e dócil Com esses aventureiros, que não atendem ninguém. Além de reforçar a fiscalização, Obama devia ser drástico e incisivo, deixando de proteger, direta e indiretamente, esses capitalistas sem capital mas que se capitalizam a vida inteira, com o dinheiro dos outros.

    ***

    PS – Obama devia tomar como ponto de partida, o Goldman Sachs, que “fiscaliza” e dá notas (boas ou más) para outros bancos, mas vai ele mesmo à falência.

    PS2 – Esse Goldman (nada a ver com o sobrenome do ex-stalinista, “governador” de SP), deveria ser PROIBIDO de funcionar, OBRIGADO a reembolsar os PREJUÍZOS de uma vida.

    Helio Fernandes | Artigo do dia | Comente |

  8. carlos irmãoem 26 abr 2010 �s 10:08

    Dr. Maia, sua síntese é perfeita. No entanto, cansamos de ouvir o vice-presidente José Alencar e a própria ex-ministra Dilma afirmarem que a solução para o caso Varig deveria ser a de mercado. O governo não deveria se envolver nisso. Pôncio Pilatos – “lavo as mãos”. Deu no que deu quando a Varig poderia estar voando e ter sua dívida alongada. Ora, tivemos recursos em abundância recentemente distribuidos a bancos, montadoras etc e tal. Cadê a solução de mercado ??? Paradoxal, não é ???

    Ah ! Por outro lado envio um artigo do Carlos Chagas publicado no Tribuna de Imprensa onde chamo a atenção para o 5º parágrafo.

    segunda-feira, 26 de abril de 2010 | 07:00
    “Quem defende essa porcaria de governo?”
    Carlos Chagas

    Mais do que famosas, estão ficando perigosas as sessões das manhãs de sexta-feira, no Senado. Famosas por popularizarem os senadores que as freqüentam habitualmente, liderados pelo Mão Santa. E perigosas para o governo, metralhado todas as semanas com invulgar poder de fogo de seus adversários, sem que apareça um único líder ou simples companheiro para fazer o contra-ponto.

    Na última sexta-feira o singular representante do Piauí, sempre na presidência dos trabalhos, chegou a uma exortação mesclada de provocação. Depois de Pedro Simon, Cristóvan Buarque, Mozarildo Cavalcanti e outros desancarem o Executivo e a equipe econômica, denunciando e cobrando providências variadas, indagou o Mão Santa: “Quem vem defender essa porcaria de governo, aqui no plenário?”

    Ninguém se apresentou, porque não havia ninguém das bancadas oficiais, como acontece há anos. A estratégia do PT e aliados é de ignorar essas sessões, fingindo que não existem e não tem importância pelo fato de não serem deliberativas.

    Ledo engano, porque a TV Senado envia suas imagens para todo o país, liderando os índices de audiência e superando os desenhos animados, os programas infantis de auditório e as pregações de bispos e pastores ávidos pelas contribuições financeiras de seus rebanhos.

    Por exemplo: não apareceu um único senador governista para rebater a acusação de Simon contra a farra dos Fundos de Pensão, uma excrescência que coloca bilhões de reais à disposição dos detentores do poder para aplicação onde bem entendam, ou seja, em empresas descapitalizadas e em projetos duvidosos, por simples ato de vontade. Desde as privatizações dos tempos de Fernando Henrique até a formação do consórcio para a construção da usina de Belo Monte, os governos jogam com as economias de funcionários da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e de outras estatais como se fosse dinheiro da sogra.

    O escândalo da impunidade também é tema permanente dos pronunciamentos do representante do Rio Grande do Sul, assim como o descaso das autoridades diante da infância e da juventude tornou-se tecla acionada permanentemente por Cristóvan Buarque. Ainda agora ele lembrou a existência das Secretarias da Mulher, da Igualdade Racial, a promessa da criação da Secretaria dos Deficientes Físicos, mas nenhuma sugestão para o Ministério da Criança.

    Em suma, o governo come mosca em não se defender de críticas pontuais e necessárias, como se os freqüentadores das sessões de sexta-feira fossem fantasmas desimportantes e inócuos. Só que as eleições vem aí…

  9. Aparecidoem 26 abr 2010 �s 13:41

    Caro Dr. Maia,

    concordo com a sua bem elaborada síntese sobre o papel do Estado na economia.
    Parabéns pela excelente defesa.
    Vejo, com alegria, que a sua saúde está cada dia melhor.
    Abraços,
    Aparecido.

  10. jose sauloem 26 abr 2010 �s 16:30

    Valeu!
    Os comentários têm se tornado tão interessantes quanto os posts do Dr Maia.
    Embora nada sobre o Aerus, porem um verdadeiro baú preciosidades.
    Estes foram 10.
    Abçs

  11. Fernandesem 27 abr 2010 �s 10:41

    Dr. Maia
    Paradoxalmente ao que o senhor escreveu, é o próprio PT (pretenso governo do povo) que faz a efetiva ação neoliberal do Estado.
    Sua forma de governo cada vez mais se coloca a serviço dos grandes empresários e distancia-se das necessidades da população.
    Como exemplo, cito a causa dos aposentados.
    E o investimento em educação básica, hein?
    Pra encerrar vamos fazer mais sexo pra diminuir a pressão alta.
    Resta saber qual é o melhor.
    Ter pressão alta ou adquirir uma AIDS?
    Até,

    Resposta – Talvez, para esses fins médicos, possa ser com a própria esposa, mesmo. Ou com preservativo.

  12. carlos irmãoem 27 abr 2010 �s 10:46

    Dr. Maia, parece-me que no Brasil só se consegue governar fazendo coalizações com
    partidos e grupos econômicos.
    Para esses são feitas concessões e mais concessões mas para o povo…..
    Se o presidente veta tudo que possa fazer justiça aos aposentados – não beneficiar – imagine o que acontece quanto ao possível acordo AGU/Aerus???
    Cadê a prometida reunião entre ele a ex-ministra Dilma , AGU e Aerus???

    Veja a matéria do Carlos Chagas noTribuna de Imprensa de hoje(27/4).

    terça-feira, 27 de abril de 2010 | 07:00
    Abuso de popularidade
    Carlos Chagas

    Há que começar pelo óbvio, ou seja, reconhecer a imensa popularidade do presidente Lula. Tanto faz se pelo bolsa-família, por suas origens operárias, seus improvisos, sua presença permanente nos estados, a máquina espetacular de propaganda posta a serviço do governo, as benesses espalhadas à máquina partidária que o apóia, com os companheiros à frente, sua política econômica neoliberal, a boa vontade dos banqueiros…

    A verdade é que o homem ultrapassa todos os limites, nas pesquisas. Importa, porém, atentar para o reverso da medalha. O saco de bondades tem sido tão grande que pouca gente se dá conta do crescimento do saco de maldades.

    Só nos últimos dias o presidente Lula decidiu negar o reajuste de 7.7% aos aposentados que recebem pouco mais do que o salário mínimo. Fincou pé e o Congresso só aprovará 6%. Insurgiu-se também o primeiro-companheiro contra o projeto extinguindo o fator previdenciário, única forma de evitar que em poucos anos todos os aposentados sejam nivelados por baixo, isto é, pelo salário mínimo. Menos alguns privilegiados das “carreiras de estado”. Negou-se a suprimir o desconto para a Previdência Social pago pelos aposentados que continuam trabalhando. Sem esquecer sua intransigência em manter o corte de parcelas dos vencimentos de professores universitários, como no caso da UNB, em Brasília.

    Em paralelo, ainda por conta da popularidade olímpica, comporta-se o chefe do governo como monarca absoluto, em matéria política. Impôs Dilma Rousseff ao próprio partido, exige a candidatura única, jogou Ciro Gomes às feras e estimula o PT a quebrar acordos nos estados onde a prevalência seria para outros partidos.

    Todo esse comportamento exprime abuso de popularidade. Há quem preveja um furo no balão.

  13. Amaury Antunes Guedesem 27 abr 2010 �s 12:48

    Aproveitando o gancho meu caro Carlos irmão…

    Prezados Jornalistas,
    Este sistema de governo está viciado, é como uma infecção cronica inespecífica. Notem como os parlamentares se comportam depois que se elegem, ficam alienados nas mãos dos partidos, tenho postado este texto por email para vários jornalistas, mas, se quer se dignam acusar recebimento!

    fico indignado quando comentam sobre política, vote em Fulano, vote em Ciclano ou em Beltrano, como que isso fosse resolver alguma coisa para os aposentados! Seja quem for o eleito, vai fazer a mesma coisa que o LULA faz, (ratear-lotear) os Ministérios em troca de apoio, (base aliada) Presidência do Senado (Sarney) Presidência da Câmara (Michel Temer) assim por diante. O nosso VOTO não tem VALOR! É mera moeda de troca por cargos. Eu me sinto um palhaço! E ainda ouvindo no rádio essas balelas. O que realmente está acontecendo com os nossos votos?! Vejam o caso Varig, caso Aerus, estamos acéfalos nas mãos dos partidos, que trocam apoio ao “governo” por cargos. O aposentado nunca vai ter seus direitos respeitados, o Fator Previdenciario vai morrer na casca, não vai ser aprovado porque a base aliada não deixa! É alienada do Governo e tem maioria na Câmara e no Senado. Pensem! Por favor! REFORMA POLÍTICA JÁ! !! Ou, nossos votos vão continuar sendo moeda de troca dos nas mãos dos Partidos. Em tempo: Justiça aos Senadores que já aprovaram por unanimidade o redutor previdenciario. Mas, até quando ficará trancado na Câmara nas mão dos (alienados-marionetes do Governo) que não quer dar aumento coerente e merecido 7,74% aos aposentados?!! Cordialmente, Amaury Antunes Guedes RG 4.330.775-9 SSP/SP

  14. Petraem 27 abr 2010 �s 14:54

    Quanto a Sexo X Pressão alta , gostei da sua resposta Dr. Maia e devo ressaltar que o ministro Temporão também lembrou que se deve usar preservativo , além de recomendar sexo 5 vezes por semana !!!!!
    Até passei a gostar do ministro Temporão, espirituoso e com receitas caseiras …

    Beijinhos carinhosos .

    Resposta – Se você for convidada para um grupo de autocontrole de pressão alta, melhor olhar direitinho o que quer dizer o convite…

  15. Petraem 27 abr 2010 �s 15:25

    Well, well , Dr. Maia , infelizmente o meu cardiologista apesar de ser amigo do ministro Temporão tem mantido a minha pressão em patamares saudáveis com uso de remédios , mas vale pensar se não é hora de trocar de cardiologista , novas idéias , novos prescrições etc… ( brincadeirinha , não troco Dr. César por nenhum outro , jamais ) .
    Infelizmente ainda não surgiram convites para participar de sessões ou festas para o autocontrole da pressão , mas ficarei atenta daqui para frente … devem ser sessões bem divertidas e interessantes ( rs,rs,rs ) .
    Fico feliz em constatar que que apesar de todos os problemas , não perdemos a alegria , o humor e o deboche tão essenciais para continuarmos vivos e de pressão baixa !!!!
    Beijinhos carinhosos.

  16. Petraem 27 abr 2010 �s 18:25

    Me esqueci de anexar ncomentário acima o beijinho carinhoso musical de hoje , a música é a mesma de ontem , ontem foi na voz de Tina Turner , hoje é retirada de um show sensacional de Etta James chamado ” Etta James and The Root´s Band / Burning down the house ” , recomendo o DVD a todos que gostam de blues .
    Durmam bem ;

    http://www.youtube.com/watch?v=IxnR0TLp0o0

  17. paizoteem 27 abr 2010 �s 19:58

    .
    Assunto: Instituto Aerus – Comunicado 004/10

    Prezados (as) participantes, assistidos e pensionistas credores,

    Para conhecimento, foi publicado no site do Aerus o Comunicado 004/10, que traz informações sobre os Leilões de Imóveis e o rateio de valores por Plano de Benefícios.

    Atenciosamente,

    Instituto AERUS de Seguridade Social (Sob Intervenção)

  18. paizoteem 27 abr 2010 �s 19:59

    Assunto: Instituto Aerus – Comunicado 005/10

    Prezados (as) participantes, assistidos e pensionistas credores do Plano I Varig,
    Para conhecimento, foi publicado no site do Aerus o Comunicado 005/10, que traz informações sobre o novo calendário de antecipações de rateio de crédito.
    Atenciosamente,
    Instituto AERUS de Seguridade Social (Sob Intervenção)
    Veja aqui o Comunicado e o Calendário

    Maio – 04/05/2010 – Terça-feira

    Junho – 02/06/2010 – Quarta-feira

    Julho – 02/07/2010 – Sexta-feira

    Agosto – 03/08/2010 – Terça-feira

    Setembro – 02/09/2010 – Quinta-feira

    Outubro – 04/10/2010 – Segunda-feira

    Novembro – 03/11/2010 – Quarta-feira

    Dezembro – 02/12/2010 – Quinta-feira

    Janeiro/2011 – 04/01/2011 – Terça-feira

    Fevereiro/2011 – 02/02/2011 – Quarta-feira |

  19. Souzaem 27 abr 2010 �s 20:20

    Pra aumentar a injustiça e a desgraça, aí vai relacionado o percentual de cada plano.
    Eu faço parte do plano único (roubado para construir falsos planos), por isso não mudei, e agora vem o interventor (representante do governo no AERUS) dá mais este tapa na cara de quem era mais antigo e fundador do AERUS, aqueles os quais o direito adquirido não é respeitado, e a nossa justiça custa a reconhecer.
    É sem dúvida um escarro à justiça desse país.

    Participação de cada Plano de Benefícios na Venda de Imóveis
    Plano de Benefícios Part.(%) Valor Venda R$
    Varig – Plano1 12,223670% 15.352.464,48
    Varig – Plano 2 45,971380% 57.738.304,34
    Transbrasil – Plano1 4,711070% 5.916.924,69
    Transbrasil – Plano2 4,659260% 5.851.853,30
    Rio Sul – Plano 1 3,582340% 4.499.282,75
    Rio Sul – Plano 2 2,697710% 3.388.221,13
    Sata – Plano 1 1,037880% 1.303.537,79
    Sata – Plano 2 2,265250% 2.845.067,82
    Aerus – Plano 1 0,115430% 144.975,69
    Aerus – Plano 2 0,869370% 1.091.895,65
    Nordeste – Plano 1 0,328520% 412.608,62
    Nordeste – Plano 2 0,670610% 842.260,65
    SNEA – Plano 1 0,047420% 59.557,72
    SNEA – Plano 2 0,443640% 557.194,96
    FNTTA – Plano 1 0,072050% 90.492,06
    SNA – Plano 1 0,144760% 181.813,05
    Grupo Aeromot – Pla1 0,036920% 46.370,12
    Grupo Aeromot – Pla2 0,406940% 511.101,16
    Aeroelet – Plano I 0,021820% 27.405,09
    Aeroelet – Plano II 0,298130% 374.439,94
    Equant Brasil – Pla2 0,006020% 7.560,89
    Equant Services – P2 0,008330% 10.462,16
    Aeroclube – Plano 1 0,027990% 35.154,38
    Aeroclube – Plano 2 0,007310% 9.181,08
    Interbrasil – Plano2 0,075950% 95.390,31
    FRB – Plano 2 1,399930% 1.758.258,82
    IATA – Plano 2 0,055320% 69.479,82
    GE – Plano 2 0,598100% 751.190,85
    Amadeus – Plano 2 0,321360% 403.615,93
    Varig Log – Plano 2 2,672640% 3.356.734,16
    Grupo Tropical – Pl2 0,137880% 173.172,03
    Vem – Plano 2 14,085020% 17.690.224,15
    100,000000% 125.596.195,59

  20. paizoteem 27 abr 2010 �s 20:25

    Em relaçõesaos valores dos leilões…
    Cabe uma pergunta crucial, se estão sendo liquidados os planos ,ou seja não mais serão investidos os valores apurados ,eles descapitalizarão-se.
    Porque não entregar de uma única vez à quem de direito?
    Resolveria algum problema mais urgente. Ou Não?

    PS.: Encaminhei esta pergunta aos Srs. Aubiérgio e José crespo, fico no aguardo.

  21. mauraem 28 abr 2010 �s 08:19

    Paizote

    Bom dia, já enviei esta pergunta várias vezes e não obtive respostas.
    Praticamente fiz a mesma pergunta que a sua.
    Tambem estou no aguardo, quem sabe todos perguntando ele resolva responder.

  22. lucia paesem 28 abr 2010 �s 09:15

    Resumindo, este país, não é um país sério, não sei se rasgaram a constituição mas sei que não tem justiça, talvez é chegada a hora de se pegar nas armas como a maioria deste governo fez no passado.

  23. Goianoem 28 abr 2010 �s 09:51

    Bom dia a todos, com relação ao comentário de paizote e maura, não acredito que o Aerus irá responder, pois perdi o pgto. deste mês por erro involuntário meu no recadastramento e tem quinze dias que passo e-mail para eles e nem resposta, parace que eles não nos devem nada, e não tem nada conosco, estes são a tónica da administração desse governo, são muito autoritários, nós é que se lixem, basta ver o que esta acontecendo com os aposentados, 1% de aumento para nos vai quebrar a prevedencia, mas quanto as decolagens que o aerolula faz não quebra ninguém pois nós é que pagamos.

  24. carlos irmãoem 28 abr 2010 �s 10:18

    Dr. Maia, excelente matéria do Pedro Couto – Tribuna da Imprensa de hoje.
    O último parágrafo é bem interessante.
    quarta-feira, 28 de abril de 2010 | 06:37
    Aposentados: Habilidade para impedir veto
    Pedro do Coutto

    Sem dúvida, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza, agiu com habilidade flexibilizando o texto do projeto – originário de Medida Provisória do presidente Lula – que reajusta os vencimentos dos aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo, vejam só, apenas 25% dos 27 milhões de inativos que recebem pelo INSS. A medida provisória propõe um aumento de 6,1% para aquela fração de trabalhadores que pagaram a vida inteira para assegurar seu direito à aposentadoria. A própria base do governo achou pouco 6,1% e emendou o projeto para 7,7%. O ministro Guido Mantega considerou um exagero, mas admitiu 7%. Assim, se a emenda dos 7,7% for aprovada, torna-se provável o veto de Lula, apesar de nos encontrarmos em ano eleitoral.

    Vacarezza então apresentou um substitutivo concedendo os 7,7% aos que ganham até 3 mínimos, mantendo os 6,1% para os demais. Agiu com habilidade, pois nesta altura dos acontecimentos, o importante é garantir a sanção da matéria pelo Palácio do Planalto. O problema do veto porém continua, a menos que o texto final possibilite o corte parcial da proposição. A fórmula seria aprovar tanto os 7,7 ou 7% num trecho e os 6,1% em outra linha. É mais ou menos o que provavelmente Vacarezza tem em mente.

    A hipótese do veto, em qualquer matéria que exija sanção presidencial, é sempre sensível. A boa técnica legislativa sinaliza para fórmulas que permitam o veto parcial, evitando o veto total. Pois o veto total derruba tudo. O parcial, como o próprio nome define, proporciona condições de serem levadas ao presidente duas alternativas. Isso depende da redação final do projeto aprovado.

    Por exemplo: se o Congresso decidir substituir integralmente os 6,1% pelos 7,7%, aplicado o veto não haverá reajuste algum e o governo ainda por cima culpará o Legislativo. Ao contrário, se a redação for flexível, o que é algo bastante fácil, deixará o presidente à vontade, mas garantirá pelo menos os 6,1%. Creio que Cândido Vacarezza conheça o assunto de forma suficiente para não radicalizar a decisão final da Câmara, uma vez que o Senado já aprovou os 7,7%. Estou escrevendo este artigo para pedir atenção dos parlamentares a respeito do assunto. Antigamente, tal alto era o nível das Casas do Congresso, esta iniciativa seria desnecessária. Mas hoje não temos mais Afonso Arinos de Melo Franco, Santiago Dantas, Carlos Lacerda, Aliomar Baleeiro, ausências causadas pelo tempo das quais o Parlamento se ressente. O nível do quadro atual, infelizmente, desceu muito.

    Por exemplo: o projeto do senador Raimundo Colombo que isenta de contribuírem para o INSS os aposentados que permanecem trabalhando. Como pode haver dúvida em torno de matéria tão clara? O que é a aposentadoria? É um seguro social cuja apólice vence em decorrência da liquidação das prestações. Se alguém já pagou por esse direito, tem que lhe ser resgatada a apólice. Cobrar mais por um direito já assegurado representa nitidamente a figura do confisco, proibido pela Constituição do país. Pois para toda contribuição há que corresponder uma prestação de serviço ou um direito adicional. No caso da contribuição dos aposentados , não ocorre nem uma coisa, nem outra. Trata-se de um confisco total. Extinguir a contribuição, como propõe Raimundo Colombo, é algo totalmente legítimo.

  25. paizoteem 28 abr 2010 �s 12:36

    Repassando resposta do Aerus sobre pergunta postadaq dia 27 abr 2010 20:25;

    Prezado

    Senhor

    Os valores obtidos com a alienação dos imóveis e participações (ativo não liquido) foram investidos em fundos de renda fixa (ativo liquido), ou seja, continuam sendo remunerados (capitalizados).

    Quanto a entregar de uma única vez a quem de direito, informo que o Quadro Geral de Credores dos planos VARIG I e II, ainda não são definitivos, pois quando da liquidação dos planos houveram muitas impugnações ( total de 2.022 impugnações) por parte de credores (participantes ativos, inativos e quirografários) que vêm sendo avaliadas caso a caso pelo AERUS e posteriormente encaminhadas para a PREVIC para decisão final.

    Após a avaliação/decisão sobre todas as impugnações teremos um Quadro Geral de Credores Definitivo – QGCD e daí todos saberão de fato a quem de direito cabe os valores a serem distribuídos.

    Atenciosamente

  26. Goianoem 29 abr 2010 �s 11:50

    Bom dia Dr. Maia, espero que o Sr. esteja bem melhor de saúde,é o desejo meu e de muitos outros. Hoje ao abrir o pc deparei-me com mais uma notícia desagradável e muito triste , que foi a morte de mais um colega comte., não o conheci mas fiquei muito sentido, e pior é que não se lê nada aqui dos outros colegas que estão vivos e recebendo pelo plano ll , pq será hein,? acredito que estão se lixando, não é? pq de 8 a 10 mil aposentados do Aerus sómente uma 6 duzia de gatos pingados vão as manifestações, isso é o que tenho visto nas fotos e videos que o pessoal tem postados, e acredito que 90º são do plano l. obrigado e confio em Deus e na sua melhora.

  27. Gabrielaem 29 abr 2010 �s 13:23

    Estou querendo chorar e muito, mas não consigo mais. NÃO AGUENTO MAIS, estou que nem o Paizote, abro somente procurando a resposta POSITIVA do Aerus, que será dado pelo Dr. Maia.
    Vejo o grande carinho que a Petra está tendo com todos nós, sendo sempre muito otimista e positiva com que está postando aqui no blog, e também sei que seus dias estão sendo bem duros como cada um de nós.
    Goiano , eu gostaria de ser mais um gato pingado nas manifestações, só não tenho dinheiro para pagar uma passagem de Lorena/ Rio/Lorena 4 horas de bus ida e mais 4 horas volta. Eu tenho que planejar muito bem, pois também tenho amigos que gostaria de estar com eles também. Não é facil não!!! Sabe que as vezes é dificil ter dindin para comer e não se tem para uma passagem. A vida da gente mudou muito devido esse grande r….. . E a gente se sente muito mal.
    Desculpem o desabafo
    Gabriela

  28. paizoteem 29 abr 2010 �s 15:02

    Os que mais foram prejudicados com a divisão dos planos ,estão quietos.

    O plano I foi prejudicado com a CRIAÇÃO do plano II, quando a maioria dos que estavam na ativa ,portanto contribuindo ainda, foram “convidados” a ingressar no plano II.

    Praticamente esvaziou o plano I, vide números de aposentados de cada plano.

    Ficaram no Plano I a grande maioria dos que já estavam aposentados e já recebendo proventos, portanto sem contribuições pessoais no momento da intervenção, e com as empresas sonegando a contribuição, principalmente a Varig ,o fluxo de caixa teve mão única.

    No plano II que sobreviveu mais um pouco ainda ingressavam contribuições (sendo parte destas contribuições apenas contratos ou participações em imóveis), pois haviam poucos aposentados para o mesmo até então.
    O Aerus pouco despendia com este plano, até pouco antes da crise.

    Os funcionários que ficaram até o “apagar das luzes”, e que não tinham tempo de contribuição para aposentar-se , tiveram suas contribuições descontadas até o último momento.
    Estes nada receberam ou recebem, pois se não entrar a verba da RE 571969 ,eles não são contemplados pelas leis de recuperação judicial (ou antiga falência).

    Estes já impetraram pedido de liminar impugnando pagamentos , tiveram seu pedido negado , pois são classificados como credores quirografários (que não possuem qualquer preferência ou garantia em relação ao seu crédito; isto é, aqueles cujos créditos não têm garantia real.), acordo lei n°11.101, e entendimento do juiz da 1 vara empresarial do RJ ,DR Ayub.

    Também não é verdade que a maioria dos aposentados do plano II recebem valores elevados,. Fiz uma pequena pesquisa entre conhecidos e a média foi de R$487,00.
    Existem alguns que recebem mais , porém são minoria .
    E são casos principalmente daqueles que conseguiram se aposentar nos últimos estertores da ” estrela” e com “opções” de contribuições mais elevadas.

    Portanto todos são ou foram prejudicados, o principal prejuízo do plano I foi causado pelo governo quando autorizou criação de novos planos e que as pessoas que ainda contribuíam saíssem com suas poupanças, .praticamente só ficaram no plano I aqueles que não mais contribuíam , ou por heroísmo recusavam-se a mudar de plano ou de valores de contribuição.
    A criação de novos planos esvaziando os originais é o fato considerado ilegal, e que deve ser contestado.

    A divida da Varig com o Aerus , portanto com os aposentados e demitidos é (obviamente!) proporcional ao número dos mesmos em cada plano, sendo que aqueles que não conseguiram aposentar-se tiveram seus recursos presos ao plano que pertenciam ,Plano II.

    Os valores disponíveis no Aerus permitiriam pagar melhor (opinião pessoal), se por força de lei e das impugnações feitas (legais) , não tivesse que reservar verbas aguardando definição legal das mesmas , até fechamento definitivo de quadro de credores..

    O que devemos lutar é para que todos-TODOS MESMO!-recebam o que é seu de
    direito.
    E isto eu só acredito ,se houver vitórias em uma das duas ações em curso.

    Isto se ainda houver justiça neste país !!! ????

  29. paizoteem 29 abr 2010 �s 19:34

    Apenas para facilitar a compreensão , (alerta ;compreender , não necessariamente concordar!),o quadro no momento da liquidação dos planos varig entre participantes assistidos (recebendo) e ativos (contribuindo) era;

    ……………….ATIVOS….ASSISTIDOS……….Total
    Plano I 1.981 4.975 6956
    Plano II 5.170 2.983 8153

    Isto explicaria porque no momento da divisão houve prejuizo para o plano I, embora o plano II,especialmente os ativos (quirografários) foram os maiores prejudicados pela lei . Pois contribuiam, e são por lei preteridos nos pagamentos.

    E ai vale lembrar o item XI do plano de 7 itens porposto pelo Dr. Maia;”

    “A proposta, portanto, no que se refere à previdência complementar, visou garantir a íntegra dos direitos dos assistidos, a íntegra dos direitos dos trabalhadores ativos, e fez diversas simulações sobre as formas menos onerosas à União. A proposta levou em conta o orçamento federal, os gastos necessários, a sobrevivência das famílias, a proteção dos direitos dos idosos e dos trabalhadores da ativa. Além disso, a proposta trazia alternativas jurídicas e de forma de operacionalização tanto de gestão do Plano quanto em relação ao Plano de Recuperação Judicial.”
    E no item I apontava solução ;”…CISÃO dos Planos de Benefícios em liquidação ”
    ….empregados ativos, a depender do valor atuarialmente calculado, receberiam um Benefício Proporcional Vitalício…

    Seria a solução ideal, desde que verbas suficientes houvessem , ou entrem via processos em andamento.

    Portanto somos todos vitimas, plano I,II e ex-ativos, uns mais outros menos , mas a solução só chegará (repito)com a decisão judicial sobre um dos dois processos.

  30. Goianoem 29 abr 2010 �s 23:15

    Boa noite Srs e Sras. com todo respeito GABRIELA eu tb não tenho dinheiro para ir ao Rio ou SAO e pagar tb estadia em hotel para esses eventos pois moro (ou escondo) no interior de Goiás, fica difícil , mas ir ai no Rio e tb em Sao moram centenas de aposentados do Aerus me desculpe o desabafo, mas muitos só sabem reclamar. Onde moro é uma cidade pequena , como outra qualquer do interior , porém tem uma qualidade de vida razoável, dá para passar a velhice.

  31. Gabrielaem 30 abr 2010 �s 07:36

    Bom dia Goiano, voce tem toda razão. Desculpe se ofendi a sua postagem, não foi isso. Lendo agora o que escrevi, realmente parece uma crítica contra, não foi a minha intenção. Um grande abraço.

  32. Petraem 30 abr 2010 �s 13:40

    Repassando carta da filha do Sampaio que achei muito boa

    PARA MEUS AMIGOS E PRINCIPALMENTE PARA OS PARTICIPANTES DO
    AERUS, ESTOU ENVIANDO
    A CARTA ESCRITA POR MINHA FILHA MARTHA, DESTINADA A VÁRIAS
    PESSOAS, COM RELAÇÃO
    AO JULGAMENTO DO PROCESSO – AERUS – UNIÃO FEDERAL – OCORRIDO EM
    SESSÃO PLENA DO
    SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO DIA 17 DE MARÇO PP.

    VARIG-AERUS – MARÇO 2010

    Estou tentando falar com o supremo deus…..

    Se eu puder falar com Deus, será que ELE ADIA a data de algumas mortes?

    O tempo voa.

    Eles tinham quase 80 anos. Hoje, a maioria tem bem mais de 80. A agonia começou quando a VARIG foi estolada, sabe-se lá por interesse de quem.
    Ops! Muita calma nesta hora.

    Mas não é por isso que estou aqui. Sou publicitária por vocação e empresária do segmento por coragem mesmo. E nada mais. Eu acho.

    Não sei quem devia dinheiro para quem, quem comprou o que de quem, quem ficou com a marca de quem, que deveria repassar quanto e como das tarifas aéreas ao FUNDO DE PENSÃO AERUS e não repassou, quanto valia esta marca VARIG, que passou a não valer absolutamente nada num fração de segundos, como aconteceu um leilão de trocados, onde foi parar o dinheiro, quem estava por
    trás de tudo isso. Juro: não entendo nada destas coisas tão confusas para mim e meu mundinho. Não sei de leis, de tribunais, de superiores, apelações, recursos, acordos, não sei de nada. Não sei nem mesmo como foi que a VARIG tendo sofrido uma má gestão estolou, assim, e caiu. E ponto final. Até hoje não sei.

    Desse emaranhado todo, só uma coisa eu sei: sobrou pra turma que carregou o piano por décadas de trabalho.
    Quero dizer, sobrou para os aposentados da VARIG, os beneficiários do FUNDO DE PENSÃO AERUS.

    Essa turma, do alto de seus setenta e muitos anos, gozava de sua aposentadoria, através do Plano de Previdência
    Privada – AERUS – para o qual haviam contribuido, COM O PRÓPRIO SALÁRIO, por uma vida inteira de trabalho prestados à Companhia. Aliás, desta parte eu entendo bem: é a União, sim, através da Secretaria de Previdência Complementar, o agente fiscalizador dos Fundos de Pensão. (Questão de lei. Coisa séria). Não bastasse isso, neste caso, como Interventor Federal, a União foi responsável por todo o acordo envolvendo a VARIG e o tal Fundo de Pensão. Que foi pro espaço.

    De lá pra cá, vai para tribunal, vem de tribunal, o avião corre na pista, o tempo voa e a agonia se eterniza.

    Depois que o Tribunal Regional Federal da 1a Região determinou que a União pagasse a conta, a União, alegando que havia risco de lesão à ordem e à economia pública, recorreu ao Supremo Tribunal Federal.

    Aí sim. Então, eu não entendia mais nada mesmo. Tá certo que é informação demais: jornais diários, revistas, internet, trabalho em excesso, filhos pré-incandescentes crescendo, uma vida, tantas coisas, a caminhada, a dieta, o super, a concorrência,a empresa, o jazz da filha, o futebol do filho, a familia!!!!, o pediatra, a atualização profissional, onde eu me perdi?!

    Como assim risco de lesão à ordem e a economia pública?! …..Será que perdi alguma coisa no caminho? Alguma aula? Lição? Será que deixei de ler algum livro? Olha só: tem mensalão, tem olimpíadas, tem copa do
    mundo,tem haiti, – vaccari – o mensalão parte dois, tem imprensa na prensa, dinheiro para Cuba, fortunas espúrias escondidas e acumuladas em bolsos e recantos sublimes, arrudas,
    quadrilhas, filhos, afágos ditatoriais, estado inchado em milhares de milhões, impunidade à solta. Um show e
    tanto! Digno de platéia. E tudo, todos lá. Livres, lights, sorrindo a doce liberdade. É, efetivamente, devo ter perdido algo pelo caminho.

    Mas a questão em foco é manter a ordem e a economia intactas.
    Tá certo.

    Então, humildemente, fé no Supremo. Fé nas leis. Na ordem. No que é de direito. Não há dúvida que o justo vence.

    Então, a União recorre. O Supremo vota. E a turma fica como está: a ver navios…

    Na quinta-feira, 17 de Março último, o Supremo Tribunal Federal votou o recurso da União referente ao AERUS.

    Resultado: o AERUS perdeu por dois votos de diferença. O Supremo ADIOU o pagamento do AERUS aos aposentados da VARIG. Tudo bem. Eles, os Srs. Ministros, devem saber o que fazem. São do STF. Estudaram
    para isto. São do bem.

    Já eu, como disse, sou publicitária por vocação e empresária por coragem. No mais, devo ter perdido, ou não aprendido algo pelo caminho.

    Deixo aqui meu apreço e respeito aos pares do STF Srs. Ministros Eros Grau – “… um excesso de lavar as mãos diante de um problema social monumental…”, Celso de Mello, quando clamou pelos – ” … dramas humanos tão pungentes…”, Ayres Brito e Marco Aurélio que, mostrando a face da sensibilidade e da justiça, votaram pelo que é de direito, reconhecendo e legitimando a magnitude do problema social e a efetiva responsabilidade da União nesta questão do AERUS.

    Excelentissímos, sou mãe por alma, sangue e coração. Também sou filha. Por alma,sangue e caração.

    Aos senhores Ministros do STF, que silenciaram e/ou votaram a favor da União e contra os aposentados pelo AERUS: Sras. Ellen Gracie e Carmem Lúcia, Srs. Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, os quais certamente também são feitos de alma, sangue e coração, deixo uma pergunta franca: se pudessem falar com Deus, no momento oportuno, pediriam a Ele para ADIAR a data de sua morte??

    Insisto na única verdade, acima de todos os meandros da lei: o tempo voa.

    Sou filha, sim, de todos os aposentados da VARIG.
    Muitos dos quais a agonia já levou.

    Caríssimos, a vida não perdoa ADIAMENTOS.

    ESPECIALMENTE DEPOIS DOS 80.

    – PARA VOCÊS ,UM ABRAÇO AMIGO DO SAMPAIO-

  33. Gabrielaem 01 mai 2010 �s 10:03

    Sampaio, você é o flight que mora em POA ou nos arredores? Que vestia pijama para dormir no sarcófago do Jumbo? Você queria ser discreto , mas alguém sempre te pegava, estou rindo desta lembrança que se guarda.
    Um grande abraço
    Gabriela Kvassay
    P.S. Desculpe pela indiscrição, agora todos sabem.

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