abr 18 2010

“ESSA FRAQUEZA”

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A Globonews colocou no ar, há poucos dias, uma entrevista com o General Newton Cruz, Comandante Militar do Planalto no Governo Figueiredo. Continua com a mesma virulência daquela época, mas trouxe algumas informações importantes. A principal delas, que foi procurado por Paulo Maluf, então candidato derrotado à Presidência da República pelo colégio eleitoral. Segundo Newton Cruz, Maluf foi claro em pedir o assassinato de Tancredo Neves, o candidato vitorioso.

II
Sobre Maluf, o jornalista Paulo Henrique Amorim conta uma história. Diz que, há algum tempo, tomou um táxi em São Paulo e o motorista começou a falar bem do Maluf e a dizer que o que falta para São Paulo era o seu retorno à prefeitura ou ao governo. Paulo Henrique Amorim argumentou: “Mas amigo, o Maluf é ladrão.” E o motorista: “É, ele tem essa fraqueza”.

11 respostas até o momento

11 Respostas em ““ESSA FRAQUEZA””

  1. Roberto Haddadem 19 abr 2010 �s 00:38

    Bom dia Dr. Maia,
    pelo que estamos vendo hoje em dia e principalmente em Brasília, após aquelas denuncias do mensalão e mensalinhos, dinheiro nas cuecas, nas meias, avião cheio de malas com dinheiro e outros coisas mais, o motorista do táxi deveria ter dito ao jornalista Paulo Henrique Amorim: “e quem não é”??? (ressalvando-se algumas exceções, é claro)

  2. carlos irmãoem 19 abr 2010 �s 11:33

    “Essa fraqueza” quase que generalizou-se em muitos segmentos de nossa sociedade. Uma lástima para um país que pretende ser grande, que tem tudo para ser uma potência mundial. “Essa fraqueza” corrompe, corroi valores e causa danos irreparáveis a todo sistema.

  3. genymattosoem 19 abr 2010 �s 12:07

    Não sei bem porque a Globo trouxe a tona esse panacão do cruz..
    Ele é um bandido fala como um nazista e nada nos acrescenta.
    So veio lembrar aquele dia fatídico e trágico.
    Cruz e Maluf bem poderiam ser colocados num saco de estopa e jogados ao mar..
    Bem abraçadinhos.

  4. HILTONem 19 abr 2010 �s 12:19

    Meu único consolo é que apesar de ter o corpo fechado,grande capacidade de sobrevivência e ser um arquivo pleno,e daí sua “inocência eterna”,esse canalha já entrou para a história ,até de meus netos,como um GRANDE CORRUPTO E LADRÃO.Dia virá em que os livros só se referirão a ele como “UMA GRANDE PRAGA”que corroeu a nação.

    HONRA E CORAGEM

  5. Petraem 19 abr 2010 �s 12:51

    Sofrer desta ” fraqueza ” aqui no Brasil é muito recompensador , em países asiáticos , ou ganha-se uma bala na cabeça que será paga pela família , ou quando se tem um pouquinho de” vergonha na cara ” comete-se suicídio .
    Aqui , infelizmente , nem um nem outro …
    Beijinhos carinhosos .

  6. Felippelloem 21 abr 2010 �s 09:56

    São esses caras que vão votar nas eleições. Para eles essa fraqueza não representa nenhum perigo, é o rouba mas faz. E pelo andar da carruagem, vamos ter que aturar esse governo por mais tempo. E tome bolsa família. Vamos nos candidatar a essa esmola também!!!!

  7. Observadorem 21 abr 2010 �s 15:29

    Brasília 50 Anos. Coria os anos cinquenta. A população paulista, junto com imigrantes nordestinos envolvidos na construção da grandeza da paulicéia, declaravam-se apolíticos de carteirinha e deixavam o poder público entregue nas mãos dos profissionais do ramo, pois disso nada entendiam. Dentre esses se destacava Adhemar de Barros, popularmente conhecido e aceito como o “rouba mas faz”.
    Agindo sem meias medidas, foi eleito e reeleito até que um dia apareceu uma vestal de honestidade. Professor de português, bem esperto, trepava nos ombros da massa açulada por megafones, tornando-se figura popular pelo terno preto e boné de motorneiro que ostentava. Era o folclórico Janio Quadros. Em manifestações públicas, fazia questão de conservar abundante caspa sobre surrado paletó escuro, a fim de parecer “gente do povo”. Exatamente daquele povo que ele queria “aprisionando ladrões” na gaiola que exibia nos comícios. Em torno de tal espetro, estava uma população completamente despolitizada.
    Enquanto isso, empresários conservadores paulistanos sabiam o que queriam. Na paulicéia desvairada, Jânio fez carreira meteórica. No combate a Adhemar, foi vereador, deputado e, finalmente, Presidente da República. Empossou-se em 1961. Agora, sua meta era combater Juscelino, a quem chamava de ladrão-mór. Mais tarde JK foi vilipendiado e cassado pelo simples crime de haver construído Brasília e ter interligado o litoral brasileiro à região amazônica, propiciando, assim, o surgimento de centenas de cidades onde só havia selva bruta. Eram candangos e migrantes de todas as paragens que logo encontravam trabalho e um lugar ao sol e um amanhã para os seus filhos. Jânio Quadros assumiu a presidência em 31-01-1961. Governou por nove meses, findo os quais renunciou. A imprensa focou-o de pernas trôpegas pela ação do álcool, preste a embarcar no antigo aeroporto de Cumbica. Sob a alegação de “forças ocultas”, havia bolado reassumir nos braços do povo. Embora fosse adversário de Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, este ofereceu-lhe o solo gaúcho para exercer o seu múnus político. Não respondeu. Até porque já era tarde: O conservadorismo paulista, liderado pelo ínclito paulista Auro de Moura Andrade – presidente do Senado – já havia declarado vaga a Presidência da República. Após acenar com ensaios reformistas, o vice João Goulart foi deposto pela Redentora. O resto da história todos bem conhecem.
    Jânio passou a dedicar-se a freqüentes visitas a Londres, em luxuosos transatlânticos, cidade eleita como de sua predileção maior. Poder-se-ia indagar: Com que dinheiro? Dizia que era o produto da famosa gramática que escrevera, com a frase “Fí-lo porque quí-lo?”. Atribuem a Jânio a seguinte frase: “Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia. ”
    Se desonesto, J.Q. foi ingênuo diante de seu adversário Paulo Salim, Daniel e tantos outros nomeados pela imprensa, ainda imunes perante as leis penais.
    Contra JK, nada foi apurado. A não ser o fato de se ter juntado a Niemayer e outros e legado novos horizontes às gerações de brasileiros que advieram. Se o crime se alastrou em âmbito nacional e, nos dias de hoje, atinge as entranhas da terra do piedoso Dom Bosco, valem reflexões nesta data histórica !…

  8. Observadorem 21 abr 2010 �s 15:32

    Brasília 50 Anos. Corria os anos cinquenta. A população paulista, junto com imigrantes nordestinos, envolvidos na construção da grandeza da paulicéia declaravam-se apolíticos de carteirinha e deixavam o poder público entregue nas mãos dos profissionais do ramo, pois disso nada entendiam. Dentre esses se destacava Adhemar de Barros, popularmente conhecido e aceito como o “rouba mas faz”.
    Agindo sem meias medidas, foi eleito e reeleito até que um dia apareceu uma vestal de honestidade. Professor de português, bem esperto, trepava nos ombros da massa açulada por megafones, tornando-se figura popular pelo terno preto e boné de motorneiro que ostentava. Era o folclórico Janio Quadros. Em manifestações públicas, fazia questão de conservar abundante caspa sobre surrado paletó escuro, a fim de parecer “gente do povo”. Exatamente daquele povo que ele queria “aprisionando ladrões” na gaiola que exibia nos comícios. Em torno de tal espetro, estava uma população completamente despolitizada.
    Enquanto isso, empresários conservadores paulistanos sabiam o que queriam. Na paulicéia desvairada, Jânio fez carreira meteórica. No combate a Adhemar, foi vereador, deputado e, finalmente, Presidente da República. Empossou-se em 1961. Agora, sua meta era combater Juscelino, a quem chamava de ladrão-mór. Mais tarde JK foi vilipendiado e cassado pelo simples crime de haver construído Brasília e ter interligado o litoral brasileiro à região amazônica, propiciando, assim, o surgimento de centenas de cidades onde só havia selva bruta. Eram candangos e migrantes de todas as paragens que logo encontravam trabalho e um lugar ao sol e um amanhã para os seus filhos. Jânio Quadros assumiu a presidência em 31-01-1961. Governou por nove meses, findo os quais renunciou. A imprensa focou-o de pernas trôpegas pela ação do álcool, preste a embarcar no antigo aeroporto de Cumbica. Sob a alegação de “forças ocultas”, havia bolado reassumir nos braços do povo. Embora fosse adversário de Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, este ofereceu-lhe o solo gaúcho para exercer o seu múnus político. Não respondeu. Até porque já era tarde: O conservadorismo paulista, liderado pelo ínclito paulista Auro de Moura Andrade – presidente do Senado – já havia declarado vaga a Presidência da República. Após acenar com ensaios reformistas, o vice João Goulart foi deposto pela Redentora. O resto da história todos bem conhecem.
    Jânio passou a dedicar-se a freqüentes visitas a Londres, em luxuosos transatlânticos, cidade eleita como de sua predileção maior. Poder-se-ia indagar: Com que dinheiro? Dizia que era o produto da famosa gramática que escrevera, com a frase “Fí-lo porque quí-lo?”. Atribuem a Jânio a seguinte frase: “Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia. ”
    Se desonesto, J.Q. foi ingênuo diante de seu adversário Paulo Salim, Daniel e tantos outros nomeados pela imprensa, ainda imunes perante as leis penais.
    Contra JK, nada foi apurado. A não ser o fato de se ter juntado a Niemayer e outros e legado novos horizontes às gerações de brasileiros que advieram. Se o crime se alastrou em âmbito nacional e, nos dias de hoje, atinge as entranhas da terra do piedoso Dom Bosco, valem reflexões nesta data histórica !…

  9. Petraem 21 abr 2010 �s 17:15

    A lembrança que tenho de Jânio Quadros é no Jumbo 1° classe , de lhe servir e ele acabar com uma garrafa inteira de vinho do Porto entre São Paulo e Rio de Janeiro na conexão que fazíamos para o vôo de New York antes da construção de Guarulhos/Cumbica , quando os vôos internacionais sómente decolavam do Galeão !!!!!
    Para minha surpresa , ao sair do avião ele parecia ter tomado água .
    Inteiraço !!!
    Para o trecho Rio/New York , embarcavam 4 garrafas de vinho do Porto exclusivamente na 1º classe para ele …
    Não sei quantas ele conseguia consumir neste trecho maior …
    Cheeers !!!!

  10. Tatianaem 22 abr 2010 �s 15:31

    Tô rindo até agora imaginando o diálogo…rs
    Estamos num buraco de lama tão fundo, mas tão fundo que o slogan favorito do paulista em tempos de Maluf “rouba, mas faz” fica parecendo normal, “bom”, “aceitável”. É desprezível! Entretanto, não posso deixar de pontuar que, nos tempos de hoje, nem este tipo de “desempenho” dos nossos políticos temos. Isso é muito triste! Eles simplesmente roubam, nada fazem e não temos a quem recorrer, pois todas as leis foram feitas por ladrões, para ladrões. E quem podia, num rompante de coragem e patriotismo, tentar nos ajudar, não bate de frente com os parasitas por medo que um dia possa precisar do seu auxílio.
    Pra mim não adianta ser “bom político, honesto” moderadamente, nos bastidores. Não! Está na hora dos legisladores se posicionarem abertamente, custe o que custar, e etá na hora do povo deixar de ser tão sem-vergonha e parar de votar em candidatos de passado (e presente) duvidoso. Se o povo se interessasse mesmo, não haveria tramitação longa que fosse impedir isso na prática. É só não votar nos caras!! A resposta vai nas urnas. A menos, é claro, que o nosso voto eletrônico posa ser fraudado… Eu, particularmente, acho que absolutamente qualquer coisa informatizada pode ser violada (até o pentágono, por um menino de 10 anos numa garagem em casa). Sei lá…estou é ficando cada vez mais desgostosa e desanimada… Sou bem pragmática em relação ao futuro do Brasil, principalmente por causa da minha fé: realmente acho que o Brasil e o mundo só vão daqui pra pior pq está profetizado assim na Bíblia. Vai acontecer e pronto! O cenário está se armando e os governos (e os governos dos governos) vão deixar a cosia chegar a um ponto insuportável tal, que a população mundial clame por um “salvador”. Estamos quase lá. é nesse ponto que o anticristo se mostrará, a aprincípio como “a salvação da lavoura”, mas depois mostrará suas garras. Espero não estar mais por aqui…

  11. Roberto Haddadem 24 abr 2010 �s 14:05

    Bom dia Dr. Maia, corroborando com o texto de Petra 19/04 12:51.
    (Por motivos óbvios,não direi o nome. Entretanto, tenho certeza quem alguém há de lembrar).
    Fato verídico ocorrido com um funcionário em férias em um país asiático. Resolveu ir a praia. lá chegando e após ter armado sua barraquinha, quis dar um mergulho. Problema: o que fazer com a filmadora, enquanto dava um mergulho???. Foi aí que avistou um posto de “salva-vidas” e se dirigiu a um deles pedindo que tomasse conta da filmadora enquanto dava sua mergulhada. Com muito espanto, o funcionário do posto lhe perguntou por que não deixava na sua própria barraca???. Tenho medo que alguém a roube. disse ele. Então, o tal salva-vidas olhou para os lados e perguntou ao turista (nosso colega da VARIG), esta vendo algum maneta por aí???
    FIM
    Claro que nem tanto ao mar e nem tanto a terra. Mas as nossas leis deveriam ser cumpridas “CQC” (custe o que custar) e sem nenhum beneficio pós, ter bom comportamento é fato primário e inerente em qualquer cidadão. Bom comportamento deveria ser igual à: “cumprir a pena integralmente”. Mau comportamento: dependendo de qual fosse, a pena seria sempre estendida.
    Minha opinião.
    Roberto Haddad

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