jun 27 2010
APROVEITANDO O TEMPO
Também eu venho aproveitando a época da Copa do Mundo para colocar em dia algumas questões pessoais, das quais já dei conhecimento por aqui. Daí a escassez de notícias, de um lado, o que não significa que as coisas estejam paradas. A matéria abaixo é só uma pitada do que anda acontecendo por aí.
Com toda sinceridade…
Seus “assuntos pessoais” também nos preocupam.
Saúde em primeiro lugar.
ABCS!
Dr. Maia !
Com tanta torcida a favor , com tantos pedidos e orações , com tantas velas acesas , com tantos pensamentos positivos , com tantos amigos/as ao seu lado , alguém tem dúvida de que tudo dará certo e acabará bem ?
Não , não me refiro nem estou falando da nossa Seleção ou da nossa torcida na Copa , mas sim , em relação á sua saúde , Dr. Maia .
E como Paizote mais uma vez bem disse , seus ” assuntos pessoais ” também são ” nossos assuntos pessoais ” , assim é amizade e bem querer .
As ” nossas ” vitórias estão próximas , tenho certeza disso !!!!
Dito isto , vamos ao Veríssimo do dia ?
” Lições de alemão ”
A vitória da Alemanha sobre a Inglaterra foi uma aula para todo mundo . A começar pelos comentaristas , incluindo modestamente , eu , que tinham visto na derrota dos alemães para a Sérvia , depois de arrasar com a Austrália , um alerta contra primeiras impressões enganosas . Lição : a primeira impressão é que estava certa . A lição para a Inglaterra foi que não se forma um time em torno de dois jogadores de meio- campo , no caso Gerrard e Lampard , que não tem mais pernas para voltar quando perdem a bola . Dois dos quatro gols da Alemanha nasceram de bolas perdidas na intermediária alemã por um meio-campo sem poder de recuperação . Gerrard e Lampard foram grandes , ainda chutam como ninguém , mas começam a sofrer de velhice , uma condição que cedo ou tarde afeta todos no mundo , mas é fatal para volantes com ambições de atacantes . Lição para todos foi o futebol enxuto da Alemanha , de poucos e precisos passes , que dá ao adversário a ilusão de ser o dono do jogo , mas o liquida com quatro estocadas certeiras . Em linguagem econômica , a seleção alemã foi um exemplo de relação custo – benefício , ou volume de jogo e bola na rede adversária , perfeita . E lição para a Fifa , é que todo mundo espera , foi o grosseiro erro de arbitragem naquela bola chutada pelo Lampard que bateu no travessão e entrou pelo menos meio metro dentro do gol . O juiz não viu e o bandeirinha presumívelmente , estava comentando o jogo com alguém na arquibancada . Com tantos recursos técnicos à sua disposição , só por conservadorismo incrustado ou birra , a Fifa não toma providências para que isto não aconteça mais . E , além de todas estas lições , ainda tivemos aulas particulares de futebol objetivo dadas por Arne Friedrich , Sami Khedira , Bastiam Schweinsteiger , Mesut Özil e Thomas Müller .
Já a única lição sobre como ter sucesso no futebol da vitória da Argentina sobre o México foi : reze para nascerem um Messi e um Tevez na mesma geração , no seu país . Alemanha e Argentina não vai ser um jogo entre escolas diferentes , vai ser um jogo entre o método e a boa forma genética .
Estamos vendo ótimos jogos de futebol nesta segunda fase . Mas , infelizmente , péssimas arbitragens . No primeiro gol , em claro impedimento , da Argentina houve outro erro grosseiro . Dessa vez o bandeirinha talvez estivesse atendendo o seu celular .
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Abraços e beijinhos muito carinhosos , recheados de muitos gols ( nossos , é claro ) , vitórias , saúde ( muita saúde ) , carinho e uma excelente semana !!!!
http://www.youtube.com/watch?v=dPgbMAdAsbI
O Globo 27/02/2010
A volta da Varig
Ancelmo Gois
No Centro de Manutenção em Confins (MG), a Gol está pintando um avião com as cores da Varig, o que não fazia há anos.
Outros três Boeings ganharão o mesmo banho de tinta da marca que pousou definitivamente no coração dos brasileiros.
Segue…
Sem muito alarde, a Gol retoma a marca em voos internacionais.
Em outubro de 2009, a Varig só voava para Colômbia, Argentina e Venezuela.
Hoje, sua estrela aparece também em Aruba, Barbados, República Dominicana e Antilhas Holandesas.
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Beijinhos carinhosos .
Petra e colegas:
Espero que essa operadora que comprou o nome da Varig possa se recuperar e manter no emprego os tantos ex-colegas e parentes que ainda estão na batalha, resistindo por lá. Me preocupa o fato de o dono estar ameaçado de prisão e que seus negócios possam não sobreviver a isto.
Abs
Fernando , adorei o nome que voce encontrou para a Gol , perfeito : operadora …
Fiquei na dúvida se deveria postar o comentário , pensei nos colegas que ainda estão por lá e aí sim , encontrei razão para a postagem e motivo para me alegrar ( um pouquinho ) com a notícia em si .
Na verdade , acho toda aquela ” venda ” para a Mattlin Patterson e consequente ” compra ” pela Gol um verdadeiro negócio da China .
Me lembrei daqueles nossos meses finais , a agonia , as angústias , a Copa rolando na Alemanha , a pedido de uma colega que escreveu um livro ( ainda não publicado ) relatei os últimos dias vividos por mim e pelos colegas que voavam naquela época de trevas .
Transcrevo o meu relato :
Últimos anos , meses e dias …
Sabíamos que o fim da empresa como a conhecíamos estava próximo , mas sempre acreditávamos que algo aconteceria ou alguém surgiria para evitar o fim que se delineava.
Era uma sensação das mais estranhas , saíamos para os vôos com todas as informações terríveis na cabeça dos últimos noticiários e aí , assim que o avião decolava , entrávamos em uma espécie de bolha no tempo , o avião era o que nós voávamos a anos , aviões lotados ( como sempre) , na ida do vôo ( saindo do Galeão ou Guarulhos ) faltavam mantimentos como café , leite evaporado , açúcar , possivelmente , pela falta de pagamento aos fornecedores.
A manutenção de interiores já não tinha mais peças para reposição e conserto de luzes de leitura , reclíneo de poltronas , conserto de fornos e boilers de água quente , descansa pés da classe executiva e primeira classe .
Fazíamos o possível e impossível para amenizar estas dificuldades todas e evitar transtornos maiores para os passageiros .
Trocávamos fornos madrugada adentro , tentávamos servir os alimentos e bebidas da melhor maneira possível .
Usávamos café , açúcar e leite evaporado e copos plásticos que trazíamos de casa , itens recolhidos do último vôo para serem usados na saída do próximo vôo , várias vezes comprei café solúvel nos Free Shops do Galeão e Guarulhos com o meu dinheiro para poder servir um café da manhã decente aos passageiros , que não tinham nada a ver com a crise pela qual a companhia passava , pois eles haviam pago pela sua passagem.
Isto tudo fazíamos mesmo sem termos recebido o salário por meses.
Os passageiros que decolavam conosco para fora do Brasil eram compreensivos e parceiros , sabiam através da imprensa um pouco pelo que estávamos passando , na maioria das vezes levavam tudo com muito bom humor.
Na volta do vôo a história era diferente , alguns passageiros sabiam das condições em que a empresa trabalhava e davam um desconto por sentirem a nossa dedicação em relação a eles , mas a grande maioria estrangeira , ou que não voava com a Varig a muito tempo , reclamava e com razão quando via que sua luz de leitura não acendia , seu apoio para os pés não fixava e que sua poltrona não abaixavaou fixava .
Itens de alimentação não faltavam nas bases do exterior , e os itens que sobravam nos vôos da volta eram levados para casa por toda a tripulação para posterior uso na saída do próximo vôo.
Eu estava praticamente fixa na rota de Frankfurt , esta base quase sempre providenciava o que necessitávamos para atendermos nossos passageiros da melhor maneira possível , a nossa equipe de terra e catering em Frankfurt era conhecida como “ Top Line “ do mundo todo , eles faziam o impossível para amenizar as dificuldades pelas quais passávamos.
Nos últimos meses , uma das minhas preocupações como Chefe de equipe era em relação a minha tripulação , a insegurança de não saber se haveria avião para que pudéssemos voltar no caso da quebra da empresa , assim contei com o apoio de uma amiga e colega que já estava aposentada , Gabriela de Kvassay , ela ligava para a escala de vôo na noite em que o avião em que deveríamos voltar decolava do Galeão para Frankfurt , checava a que horas ele havia decolado , e de posse destas informações ela me ligava para Frankfurt passando estas informações e assim eu tranqüilizava a minha equipe informando de que o vôo sairia sem problemas no dia seguinte , pois o avião para a nossa volta já estava a caminho.
Devo ressaltar o empenho e fantástico trabalho do nosso gerente em Frankfurt “ Gullermo Santandreu “ e de toda a sua equipe nos últimos dias , pois milhares de passageiros estavam na Alemanha trazidos pelas asas da Varig para a Copa do Mundo de 2006 , milhares de pessoas que estavam apreensivos em como voltariam para o Brasil caso fosse pedida a falência da companhia .
É , foram tempos para espíritos fortes , e emoções não faltaram.
Alguns dias depois todos fomos agraciados com a demissão via telegrama , não adiantaram 30 anos de vôo , nem a dedicação total : o fim havia chegado.
Mas a sensação e o orgulho de dever cumprido até o último momento , estes permanecem para sempre.
Petra Ferter
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Então Fernando , vamos combinar de que de Varig , a ” operadora ” não tem quase nada , por isso ela também é conhecida como ” genérica ” …
Se ela tem um pouquinho de sangue variguiano nas veias , é graças aos colegas que trabalham por lá .
Mas , mesmo assim , continuo desejando que ” bons ventos os levem e os tragam de volta a salvo ” .
É como dizem : ” Happy landing ” !!!!
Beijinhos carinhosos .
PETRA QUERIDA LÍ UMA VEZ ALGUMA COISA QUE VOCÊ ESCREVEU SOBRE A ESQUINA ONDE VOCÊ MORA HÁ TANTOS ANOS E DE ENTÃO NÃO ME SÁI DA CABELA QUE EU PRECISO SABER MAIS DAQUELE PEDACINHO DO LEBLON
APROVEITO PARA LHE PARABENIZAR PELA EXPRESSÃO CLARA E PERFEITA
EM TUDO QUE ESCREVE.
ABÇOS.
SAUDADES
GLACI