Archive for junho, 2010

jun 01 2010

“EXIGÊNCIA DE ISRAEL PARA BRASILEIRA DETIDA É ‘ABSURDA’, DIZ AMORIM”

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De O Globo –
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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou como “absurda” a exigência do governo de Israel de que os detidos durante o ataque de segunda-feira assinem um termo admitindo terem invadido o país.

A cineasta brasileira Iara Lee, que participava da expedição humanitária à Faixa de Gaza, disse ao Itamaraty que sua liberdade estava condicionada à assinatura desse documento.

“A versão que obtivemos é de que a brasileira não poderia ser liberada logo porque ela não quis assinar um documento dizendo que entrou em Israel ilegalmente, o que é um absurdo, porque ela foi presa em águas internacionais”, disse o chanceler, depois de participar nesta terça-feira de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Na madrugada de segunda-feira, cerca de 700 ativistas tentaram furar o bloqueio imposto por Israel a Gaza para levar cerca de 10 mil toneladas de ajuda humanitária quando foram atacados por militares israelenses em águas internacionais. Pelo menos dez ativistas foram mortos na operação.

O ministro acrescentou ainda que a Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu a libertação “incondicional” de todos os detidos.

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jun 01 2010

UM ESTADO ASSASSINO

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Postei a notícia abaixo, de 2003, para ilustrar a conduta homicida do Estado de Israel. É crescente o repúdio da população civil aos massacres que vêm sendo praticados. Ainda no passado, assistimos a bomardeios de escolas e hospitais, em matança deliberada.

Israel é o único país do oriente médio que possui a bomba atômica. Não possui petróleo e, justamente por isso, instrumentaliza os Estados Unidos para agir em seu favor, inclusive na invasão de países como o Iraque e, agora, de acordo com o que vem sendo preparado, também do Irã.

O Estado de Israel usa o terrorismo como política de estado, e o assassinato em massa como política cotidiana. É um estado criminoso, terrorista, que sobrevive do controle da mídia e da instrumentalização dos meios de comunicação contfa os povos árabes.

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jun 01 2010

AINDA EM 2003, A RECUSA DE ATACAR POPULAÇÕES CIVIS

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A notícia é ainda de 2003. À época, foi publicada na Carta Capital. Consegui localizar no Centro de Mídia Independente.
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Em 2003 –
Órgãos da imprensa de Israel informaram que o comandante da Força Aérea do país israelense puniu e ameaçou prender e expulsar um grupo de pilotos de combate que se recusaram a participar de missões de bombardeio contra alvos palestinos.
De acordo com relatos, o comandante Dan Halutz teria emitido uma ordem suspendendo os vôos de nove pilotos que se recusaram a atacar os palestinos, segundo a página do jornal Haaretz na internet.

Esses pilotos fazem parte de um grupo de 27 militares (os outros não estão na ativa) que divulgaram uma declaração se recusando a executar os ataques.

Segundo o Haaretz, o comandante Halutz também os ameaçou de expulsão e prisão se eles não se retratassem publicamente.

CIVIS

A declaração dos pilotos, alguns dos quais realizam missões de combate regularmente, foi condenada por líderes militares israelenses.

Israel lança com freqüência bombardeios aéreos com o objetivo de matar militantes palestinos na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Palestinos e grupos de defesa dos direitos humanos condenam esses ataques e dizem que muitas vezes eles levam à morte de civis inocentes.

O general Halutz disse ao jornal Haaretz que os pilotos seriam tratados da mesma forma que os soldados que se recusaram a servir na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, sugerindo que eles serão excluídos da vida militar e, possivelmente, presos.

Os pilotos receberam ordem para se retratar, sob o risco de serem punidos.

Em declaração conjunta divulgada na quarta-feira, os militares disseram: “Nós, pilotos veteranos e na ativa, nos opomos a cumprir ordens para ataques imorais e ilegais do tipo que Israel realiza nos territórios”.

Eles acrescentaram: “Nós nos recusamos a continuar a atacar civis inocentes”.

A estação de televisão de Israel Canal 2 noticiou que os pilotos também estavam se recusando a transportar soldados da infantaria para os territórios palestinos com o objetivo de realizar ataques.

SHARON

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, também advertiu os pilotos contra sua posição.

“Esse é um caso muito grave, que será resolvido logo e de maneira apropriada”, disse Sharon, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Um dos pilotos rebeldes disse ao jornal Yediot Ahronot que ele se sentiu como se tivesse se voltado contra a própria família.

“Eu tinha orgulho de pertencer a uma organização chamada Força Aérea de Israel, e hoje tenho vergonha”, disse um piloto de helicóptero Blackhawk chamado Alon.

“Esta é uma organização que pratica ações que, na minha visão são imorais e claramente ilegais.”

Centenas de reservistas israelenses preferiram ir para a prisão a prestar serviço militar nos territórios palestinos nos últimos três anos de violência envolvendo israelenses e palestinos.

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jun 01 2010

CARTA DE IARA LEE

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Abaixo, publico a carta da brasileira Iara Lee, cineasta, que estava na “Flotilha da Liberdade”, um grupo de 6 navios que transportava 750 pessoas e ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
As informações foram retiradas do Blog do Luiz Nassif.

Atualização:
Enviado por: Clarinha
Esta sendo deportada..
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Por que vou a Gaza

Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.

Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza.

O cerco à Faixa de Gaza pelo governo israelense tem origem em 2005, e vem sendo rigorosamente mantido desde a ofensiva militar israelense de 2008-09, que deixou mais de 1.400 mortos e 14.000 lares destruídos. Israel argumenta que suas ações militares intensificadas ocorreram em resposta ao disparo de foguetes ordenado pelo governo Hamas, cuja legitimidade não reconhece. Porém, segundo organizações internacionais de direitos humanos como Human Rights Watch, a reação militar israelense tem sido extremamente desproporcional.

O cerco não visa militantes palestinos, mas infringe as normas internacionais ao condenar todos pelas ações de alguns. Uma reportagem publicada por Amnesty International, Oxfam, Save the Children, e CARE relatou, “A crise humanitária [em Gaza] é resultado direto da contínua punição de homens, mulheres e crianças inocentes e é ilegal sob a lei internacional.”

Como resultado do cerco, civis em Gaza, inclusive crianças e outros inocentes que se encontram no meio do conflito, não têm água limpa para beber, já que as autoridades não podem consertar usinas de tratamento destruídas pelos israelenses. Ataques aéreos que danaram infraestruturas civis básicas, junto com a redução da importação, deixaram a população em Gaza sem comida e remédio que precisam para uma sobrevivência saudável.

Nós que enfrentamos esta viagem estamos, é claro, preocupados com nossa segurança também. Anteriormente, alguns barcos que tentaram levar abastecimentos a Gaza foram violentamente assediados pelas forças israelenses. Dia 30 de dezembro de 2008 o navio ‘Dignity’ carregava cirurgiões voluntários e três toneladas de suprimentos médicos quando foi atacado sem aviso prévio por um navio israelense que o atacou três vezes a aproximadamente 90 milhas da costa de Gaza. Passageiros e tripulantes ficaram aterrorizados, enquanto seu navio enchia fazia água e tropas israelenses ameaçavam com novos disparos.

Todavia eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise.

Com a partida dos nossos navios, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy mandou uma carta de apoio aos palestinos para o governo de Israel. “Eu me considero um amigo de Israel e simpatizante do povo judeu” escreveu, acrescentando: “mas por este meio, e também no Senado, expresso minha simpatia a este movimento completamente pacífico…Os oito navios do Free Gaza Movement (Movimento Gaza Livre) levarão comida, roupas, materiais de construção e a solidariedade de povos de várias nações, para que os palestinos possam reconstruir suas casas e criar um futuro novo, justo e unido.”

Seguindo este exemplo, funcionários públicos e outros civis devem exigir que sejam abertos canais humanitários a Gaza, que as pessoas recebam comida e suprimentos médicos, e que Israel faça um maior esforço para proteger inocentes. Enquanto eu esteja motivada a ponto de me integrar à viagem humanitária, reconheço que muitos não têm condições de fazer o mesmo. Felizmente, é possível colaborar sem ter que embarcar em um navio. Nós todos simplesmente temos que aumentar nossas vozes em protesto contra esta vergonhosa violação dos direitos humanos.

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jun 01 2010

MAIS ASSASSINATOS EM MASSA

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O que houve em Israel, ontem, foi chacina pura e simples. Navios desarmados, em missão de paz, foram AFUNDADOS EM ÁGUAS INTERNACIONAIS. Não estavam em água territoriais israelenses, mas em água internacionais.

Foi assassinato à luz do dia, à luz de toda a comunidade internacional.

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jun 01 2010

MENOS EMBAIXADAS, MAIS HOTÉIS?

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A manchete do Correio Braziliense de ontem é: GDF quer mudar destinação de terras de embaixadas para hotéis. GDF é o Governo do Distrito Federal. E o que o GDF quer fazer é alterar, mais uma vez, a destinação de terras de Brasília. Parte das terras destinadas a abrigar embaixadas seriam destinadas à construção de hotéis.

II
É mais uma prova da insanidade de se ter um Distrito Federal com autonomia político-administrativa. O Distrito Federal é a casa da União, é a União quem deve mandar aqui. Como ficará, então, se o GDF, ou a Câmara Distrital, aprovar a mudança dessa destinação? É uma loucura completa, um absurdo: o País enfrentando um problema internacional de falta de lugares para novas embaixadas porque o governozinho local resolveu ceder, como sempre cede, ao cartel imobiliário de Brasília.

III
É preciso acabar JÁ com a autonomia político-administrativa de Brasília. Os habitantes de Brasília devem eleger deputados federais e senadores, e só. A Câmara Legislativa deve acabar e a Câmara dos Deputados deve criar, regimentalmente, uma comissão para tratar de assuntos do DF. O Tribunal de Contas do DF deve simplesmente ser extinto, já que as contas seriam fiscalizadas diretamente pelo TCU.

IV
Essa insanidade já foi longe demais. Só defendem a permanência da “autonomia” do DF aqueles que têm interesse econômico na permanência dessa insanidade.

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