jul 16 2010

DNA

Postado por Maia at 00:20 sob Uncategorized

Para quem ainda não viu, vale a pena conferir. É o blog do Brizola Neto, que tem o título “tijolaço”. É o mesmo títulos das matérias pagas que o velho Brizola era obrigado a publicar nos jornais para poder expressar sua opinião.
Está lá, no blog do neto, o DNA do velho Brizola. Para acessar, digite www.tijolaco.com.

7 respostas até o momento

7 Respostas em “DNA”

  1. Petraem 16 jul 2010 �s 09:28

    Sei que não tem nada a ver com o título do Post , mas como o governador Brizola era um grande amigo da Varig , imagino que ele não teria nada contra em se mencionar a Varig num Post em que ele participa indiretamente …
    Esta notícia é da coluna de Ancelmo Gois no Globo de hoje :

    ” Outra da Air France ”

    Faltou , acredite , comida no vôo da Air France que saiu domingo , ás 17:00, de Paris para o Rio . O jantar ficou pela metade e não teve café da manhã .
    SAUDADES DA VARIG .

    ___________________________________________________________________

    Beijinhos carinhosos

  2. paizoteem 16 jul 2010 �s 10:57

    Por alguma razão não consegui acessar o blog citado, tentarei mais tarde.

    Mas aproveito para citar uma das cenas inesquecíveis de minha vida e que me remete ao Brizola (O último politico que teve minha simpatia, por obvias razões).
    Quando da “legalidade” , o Paizote pai, resolveu engajar-se ao movimento e preparou-se para rumar para Porto Alegre, direto ao palacio Piratíni.
    E eis que um piá de calças curtas e tamancos resolve acompanhar toda a família que ia até a faixa onde passavem os ônibus para despedir-se do pai que ia para a “guerra”.
    Não tinha ideia de que “guerra” falavam, mas o orgulho de seu velho era grande ,
    O que ficou na lembrança, e que hoje acho cômico, foi que os equipamentos que seu Paizote levava eram um facão três listras , uma marmita com arroz, feijão, aipim e charque.
    Como abrigo um pala de lã e um pelego de ovelha,
    As mulheres da família choravam , os garotos mais velhos (éramos 11 filhos!), insistiam em armar-se com pedaços de pau , pois ficariam responsáveis pela casa.
    E o pior, e o que nenhum de nós previra ,é que neste dia -por óbvias razões- os ônibus não circularam , e ficamos todos na beira da estrada naquela espera frustrante.
    O Paizote pai, viveu ainda algum tempo , mas sempre lamentando não ter ido apoiar Brizola na guerra , pois não circularam ônibus naqueles dias.
    Nunca soube o Velho era que esta foi uma estratégia usada por alguns para evitar que o povo pobre se deslocasse em apoio a Legalidade.
    Considerava-se em dívida com Brizola até o fim de seus dias, e tinha vergonha disto.
    Saudades de Paizote ( o Pai!) e de Brizola, homens que eu admirei sempre, e que talvez não tenha tido tempo de dizer-lhes.

  3. Petraem 16 jul 2010 �s 12:04

    Grandes lembranças estas suas , Paizote .
    Uma das coisas que me fascinam no Blog do Dr. é como algumas palavras escritas aqui , tem o dom de despertar lembranças a muito esquecidas e fatos serem rememorados .
    Eu tive o prazer de ter tido o ” engenheiro ” ( como ele gostava de ser chamado ) várias vezes como meu passageiro .
    Duas me marcaram , a primeira foi na noite em que ele ganhou a primeira eleição como governador do Rio de Janeiro e foi meu passageiro no vôo para New York .
    Ele sempre brincava comigo , ” Tu és gaúcha , não é , guria ?” E eu sempre respondia , não , sou paranaense , e ele replicava : Não , tu és gaúcha e de Gramado , só tu é que não sabes . E sempre foi assim quando ele entrava a bordo .
    Algumas vezes ele passava a noite na nossa galley comendo tiras do churrasco que havia sido servido no jantar , sempre aos papos com toda a tripulação , ou passava o vôo na cabine de comando com o seu grande amigo Cmte . Silvio .
    O meu segundo vôo inesquecível o tendo a bordo , foi na volta de um vôo de Montevidéo/Buenos Aires para o Rio de Janeiro , e após pousarmos no Rio de Janeiro recebemos a notícia da queda do helicóptero de Ulisses Guimarães , e fui testemunha do quanto o ” engenheiro ” ficou abalado .
    Sua atuação como governador do Estado do Rio de Janeiro deixou muito a desejar , mas o seu carinho e luta para a preservação da Varig foi testemunhada por todos nós , ele foi de todos os passageiros que eu tive aquilo que é de difícil definição , mas é chamado de ” carisma ” .
    Pode-se gostar ou não gostar do seu legado político , mas ele tinha uma gigantesca luz própria .
    Viu Paizote , no que as suas lembranças de Paizote pai se transformaram ?
    Em mais um comentário gigantesco de Petra sobre o ” engenheiro ” .
    Já que voce citou a sua agora ” imortalidade ” pós nascimento de Victória , entendo que voce se referia a sua imortalidade física , pois continuarás vivendo através de Victória , mas acredito também em outro tipo de imortalidade , voce continua vivo enquanto pessoas se lembrarem e falarem de voce e dos seus feitos , ou seja , seu Paizote hoje foi mais uma vez lembrado e isto fez com que ele também continue vivo e seja imortal fisicamente através também da pequena Victoria .

    Beijinhos carinhosos e que mais boas lembranças como estas sejam ” detonadas ” pelos Post´s de Dr. Maia .

  4. paizoteem 16 jul 2010 �s 12:12

    Petra, desista!
    Homem não chora!
    Snif!!Snif!!Snif!!

  5. Petraem 16 jul 2010 �s 12:29

    Chora sim, e como é bom chorar , de alegria , de saudades , de alívio , de emoção .
    Choremos juntos , pois .

    Beijinhos carinhosos com gosto de lágrimas , de alegria e emoção !!!!!

  6. Amaury A. Guedesem 16 jul 2010 �s 12:38

    Parabéns, pegando carona do Paizote, vou dar o meu testunho.

    Era eu, na época, rádio operador de vôo (telegrafista), quando houve a renúncia do Jânio e não quiseram deixar o Jango assumir. Foi, então, que o Brizola (governador do RS), com apoio do General Machado Lopes, fez o movimento (legalidade) para que o Jango tomasse posse como Presidente. A Varig colocou três aviões Curtiss Comander para escoltá-lo. Eu estava numa das tripulações. Foi uma grande emoção, me sentia orgulhoso, fazendo parte da história do Brasil neste episódio.
    O desfecho, foi feito um acordo para o Parlamentarismo e seguido de um plebiscito para presidencialismo e não foi preciso escolta-lo até Brasília. O telegrafista era valorizado, hoje a comunicação, é feita on line atravez do computador. É a tecnologia (orkut, email, blog, tweeter, msn etc.)

    Cordialmente, Amaury Antunes Guedes
    amaury.guedes@gmail.com

  7. Petraem 16 jul 2010 �s 13:57

    Crônica de Nelson Motta do Globo de hoje ;

    ” Ironias Revolucionárias ”

    Enquanto a ditadura cubana solta presos políticos, o Congresso dos Estados Unidos debate a lei que libera os americanos para viajar à disneylândia socialista. O momento histórico não é só dramático, também é muito irônico.

    Há 51 anos, um dos orgulhos míticos da Revolução é ter livrado Cuba de ser “um bordel dos americanos”. Com a liberação das viagens aos vizinhos, hordas de turistas mal educados e cheios de dólares invadirão a ilha, e serão muito bem vindos, como uma salvadora fonte de divisas para a indigente economia da ilha. Será o encontro feliz do consumismo com o comunismo.
    Mesmo com a proibição, mais de 100 mil americanos viajaram para Cuba no ano passado, via México, se arriscando a multas e chateações judiciais. Imaginem liberando geral. Não haverá rum para tanta gente.
    Viagens baratas, de pouco mais de meia hora de vôo, levarão o melhor e o pior dos turistas americanos a Cuba, em busca de sol e mar, mas também de diversão, negócios, aventura e, naturalmente, sexo.
    Com o agravamento da crise econômica e sem perspectiva de trabalho, jovens cubanos de todos os sexos e formações estão se prostituindo para sobreviver. Fidel fez piada, dizendo que em Cuba até as putas são universitárias, mas a ironia da história é que, em volta dos hotéis, dos bares e boates, Havana se tornou um bordel a céu aberto. Mas não só de americanos.
    Como não há nada mais conservador do que a revolução cubana, só Fidel e a velha guarda do partido ainda continuam odiando e esperando a agressão dos “yankis”. As novas gerações os chamam, com simpatia, de “yumas”, admiram suas qualidades e sonham consumir as maravilhas que eles produzem com liberdade e tecnologia. Estão loucos para trocar idéias com eles. E, se possível, ganhar algum dinheiro, porque, apesar do salário de 20 dólares mensais, há cada vez mais desempregados.
    Pior: ultimamente só foram criados empregos de fiscais, para tentar conter o roubo sistêmico nas fábricas e empresas estatais. Diz um amigo cubano que endureceu sem perder o humor: “O que vai mudar é que agora os que roubam para sobreviver vão ter que rachar com os fiscais”.

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