jul 18 2010
O “INVESTIMENTO” DO ESTADÃO
Pois o conservador “O Estado de São Paulo”, o jornal do baronato paulista, está em franco investimento, o que deveria ser bom. É a nossa “imprensa livre”, ainda que do baronato, a se modernizar.
II
Paulo Henrique Amorim chama a atenção, hoje, para o fato. É o mesmo Estadão que resolve criticar a construção da usina de Belo Monte em editorial intitulado “A Estatal Belo Monte”. Critica o dinheiro público que lá será investido.
III
E aí está a curiosidade: é que na “ampliação de investimento” do Estadão, tão festeja,da há 19,8 milhões de reais obtidos via FINEP – Financiadora de Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia. Ou seja, o investimento do Estadão é feito com o tão abominável dinheiro público.
IV
Para aposentados, não. Para uma hidrelétrica que irá impedir um novo apagão, não. Para levar a internet de alta velocidade a todo o Brasil, não. Para o trem bala, não. O Estadão é contra tudo isso. Só não é contra dinheiro público no seu “investimento”.
Bom dia , Dr. Maia !
O artigo da Aeroconsult está primoroso , verídico e leal aos fatos e história .
Aquilo que eu sempre disse , pior do que a negligência do governo em salvar a Varig , foi os próprios funcionários que nela trabalhavam ( Fundação Ruben Berta ) tê-la colocado de tal maneira , que uma salvação se tornou práticamente impossível . Todas as tentativas foram rechaçadas , anuladas , não aceitas , tudo foi feito para que ela não mais se recuperasse , para que ela acabasse , para que os podres , os saques os segredos desaparecessem junto com ela …
Isto é o que eu penso , não falo por ninguém , só por mim…
” OS PIORES INIMIGOS DA VARIG ESTAVAM NA CASA ” ?
Pergunta difícil de responder, mas não há duvidas de que ,quando uma organização é controlada por grupos ou indivíduos em luta pelo poder, a sua história raramente acaba bem. A união faz a força de uma empresa e a escolha de chefias competentes e fieis é o primeiro passo para garantir o seu sucesso. Os maiores problemas surgem quando essa união é só aparente, e uma grave crise oferece a elementos ambiciosos a ocasião que procuravam para tentar a escalada ao poder. Eis que, não havendo mais soluções fáceis, a falta de união acaba ficando devastadora para a sobrevivência da empresa. Como aconteceu na Varig.
Havia, no final da década de 80 e ao longo do período seguinte – que praticamente se encerrou com a falência virtual da aérea – vários grupos que queriam assumir o poder, atribuindo á incompetência da administração legalmente eleita a responsabilidade pela crise. Havia a Fundação Ruben Berta, já em posição de comando, pelo fato de ter adquirido naqueles anos funções de supervisão técnico-operacional que o seu fundador nunca pensou de conferir-lhe, quando a criou visando apenas garantir aos funcionários mais modestos apoio e assistência. Um seu presidente chegou a assumir a presidência da Varig. Em seguida, com os candidatos da casa desacreditados, foi a vez de figurões de fora, chamados para assumir a chefia não por sua capacidade específica, mas supostamente para melhorar a imagem da empresa. E havia a Apvar, a associação de pilotos da Varig, que no começo tomou iniciativas construtivas e de assessoramento á administração legal, para depois, com nova diretoria , imaginar que poderia chegar ao poder e até ser dona da empresa. Havia também diretores e altos funcionários, que queriam a todo custo derrubar Rubel Thomas, lhe atribuindo a culpa pela desastrosa situação financeira da empresa. Eles haviam esquecido o apoio que antes, em reuniões de diretoria, haviam dado aos planos de crescimento da Varig, cuja realização dependia da ampliação da rede e da modernização da frota, através de gastos que incluíam contratos de leasing milionários.
Essas personagens, que nas décadas anteriores haviam em maioria adulado Rubem Berta, tolerado Erik de Carvalho e detestado Robert Gate, permitindo que em São Paulo existisse uma inconformada diretoria de rotas domésticas, eram movidas por ambições pessoais. Muitos deles achavam que havia chegado o tempo de ter na presidência um representante do núcleo riograndense, vindo do Sul onde a Varig havia nascido, fruto de complexo conúbio inicial entre a Lufthansa e seus fieis da Condor Syndicat. Ninguém admitia que no núcleo de Porto Alegre faltava um executivo, bilíngüe ou não, para chefiar uma empresa aérea com os problemas e o tamanho da Varig. Havia a convicção de que lá se encontrava a salvação e, já nas cenas finais, o grupo de POA forçou a barra e conseguiu nomear um de seus diretores para se instalar como presidente no edifício da chefia, próximo do aeroporto Santos Dumont. E o que se viu no curto período de gestão, ainda arrepia quem esteve presente.
Supostamente, naqueles anos a empresa poderia dispensar qualquer outro presidente, inclusive o mais bem preparado, pois para ela sobreviver o problema a ser resolvido consistia em um acerto de contas com as empresas de leasing em primeiro lugar, mas também com todos os credores nacionais e estrangeiros. Com a indispensável ajuda do governo e de posse dos fundos necessários para sair da crise, a Varig deveria se redimensionar, reduzir suas rotas, devolver ás empresas de leasing os equipamentos a mais, receber um financiamento adequado de parte do BNDES, renovar a maioria de suas diretorias. Mas já não havia mais tempo para reuniões produtivas, tudo era conspiração. Um dos últimos esforços aconteceu em 1996, quando tomaram posse Fernando Pinto e seus fieis, atualmente em Lisboa, mas foi frustrado por um Conselho de Administração cujo presidente e vice conspiravam para realizar a virada riograndense.
Vale lembrar que, história oficial a parte, a Varig atravessou muitos períodos difíceis antes de chegar á tragédia final. Coube a Otto Ernst Meyer a sua fundação, apoiado por cerca de 550 acionistas, todos residentes em Porto Alegre. Mas seu destino por longos anos ficou nas mãos do governo do Estado, que acabou sendo seu maior acionista depois de intervir, em 1935, abrindo seus cofres para que a empresa conseguisse comprar mais dois aviões e para pagar a seus credores oito anos de vultosos prejuízos. Com a segunda guerra mundial, a partir de 1939, a empresa ficou congelada, pela suspeita de que poderia haver em sua estrutura infiltração alemã com capacidade para antagonizar o esforço aliado, ao qual o presidente Vargas se uniu depois de muitas dúvidas. A ascensão teve início somente depois do conflito , quando incorporando também os DC-3 sobras de guerra, adquiridos dos americanos, Ruben Berta deu á Varig o impulso que precisava. Figura quase lendária ele ligou seu nome ao real nascimento de uma empresa aérea dinâmica, audaz, agressiva, que em poucos anos oferecia o melhor serviço de bordo e que em 1955, depois da inauguração da rota para Nova York, começou a figurar entre as melhores do mundo. Mas havia um preço a pagar . Para manter essa posição, a empresa precisava acompanhar a evolução da técnica, operando aviões a jato, a começar pelos Caravelle e os Boeing 707, para chegar nas décadas de 70 e 80 aos DC-10 e aos 747 jumbo, além de outros cujos preços cresciam a cada novo lançamento. Quando faleceu, Berta deixou uma herança magnífica, mas difícil de ser administrada numa conjuntura como aquela que o Brasil atravessou até conseguir consolidar as suas finanças com uma nova moeda, o real. Todavia, para crescer a Varig devia investir em novas aeronaves, rever a sua estrutura de vendas , e precisava de financiamentos ou de receitas adequadas para enfrentar os custos em milhões de dólares.Nada disso lhe foi propiciado ao longo de décadas pelos governos: somente planos e mais planos econômicos fajutos, inflação anual de vários dígitos e até congelamento de tarifas aéreas, ideado entre um tango e outro. Somando-se ao restante, o congelamento foi para a Varig um golpe mortal, pois tudo era pago em dólares e era muito difícil junta-los, enquanto as receitas em moeda nacional iam á deriva.
E as dividas se acumularam, para estourarem nas mãos do último presidente. Sem dinheiro vivo, todas as providências de contenção das despesas tinham escassa eficácia prática, mas semearam milhares de desempregados, atingiram quem mais acreditava na empresa, poupando quem soube com antecedência como garantir o seu pecúlio. E as forças ocultas, internas e externas, conseguiram destruir um patrimônio construído em mais de 70 anos, até o epilogo digno de opera bufa, que viu a 26ª companhia aérea do mundo ser leiloada por aventureiros chineses por duas dezenas de milhões de dólares furados, e depois repassada por centenas a uma empresa aérea da casa, principiante em vôos internacionais.
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Abraços e beijinhos carinhosos recheados de saúde , carinho e muito trabalho .
Para começar realmente bem a semana , que tal um pouco de Barbra Streisand ?
http://www.youtube.com/watch?v=vQWqmiHK-WE
E para ter certeza de que a semana inteira será realmente fantástica , vai um pouquinho de Shirley Bassey ;
http://www.youtube.com/watch?v=d3KdY_rm1SE&a=UD2p0s1TYC0&playnext_from=ML
A quem interessa este artigo da aerocunsult?
Quem assina?
Apesar da lucidez em que é explanada a crise diretiva da Varig ,quando
dos seus estertores ,e do óbvio acompanhamento privilegiado de quem
criou este artigo , temo não ter gostado.
E não gostei por saber que , em sendo verdade tudo aqui descrito , (E
Lamentavelmente quase tudo … é!), servirá ,neste momento em que
buscamos apoios para convencer ainda mais, aqueles reticentes que a
“derrocada” da Varig , e a falta de auxilio dos governantes foi
justificada.
Não nos ajuda enquanto buscarmos reparo pelos prejuízos para a grande
maioria não votante em deliberações internas,
o reconhecimento da auto flagelo de pares gananciosos e sem
escrúpulos que buscaram tirar partido da desgraça comum.
Como ajudar uma empresa que se auto destruiu numa ganância de poder
de.seus líderes?
Num momento político de definições , como responsabilizar candidatos
por terem colaborado numa medida que buscava sanar uma empresa e
livrando-a de seus próprios e íntimos algozes, enquanto intitulavam-se
salvadores numa luta fratricida pelo poder?
Ao citar que a Varig para crescer devia investir em novas
aeronaves, precisava de financiamentos ou de receitas adequadas
para enfrentar os custos em milhões de dólares, e reconhecendo que
nada disto foi propiciado ao longo de décadas pelos governos, somente
planos econômicos fajutos, inflação de vários dígitos e até , e,
principalmente, o congelamento de tarifas aéreas, reconhece o autor
uma causa política na tragédia anunciada .
Em tendo conhecimento da grande e decisiva responsabilidade de
governos, aliando a enorme crise social criada junto aos funcionários
e seus familiares, o autor teria prestado um melhor serviço à causa
daqueles que sem posições de comando e sem interesses políticos foram
os maiores prejudicados, se tivesse direcionado o artigo para busca de
soluções neste sentido.
Reconheço ser o artigo de excelente qualidade , um brilhante texto,
um autor culto e esclarecido, mas temo ser -mais um – tiro no pé
suicida.
Resposta – Achei interessante o texto porque ajuda a trilhar um caminho de equilíbrio. Essa história ainda tem muitas falhas, mas sem dúvida a Varig foi vítima, também, da tal “é preciso que o Estado não intervenha na economia”. Já vimos que os estados espanhol e português resolveram intervir aqui na nossa, na telecomunicação. Na verdade, a proposta que deveria ter vingado era a de estatização da Varig. Tudo indica que o governo ficou com medo de que isso rendesse outra ação indenizatória assemelhada à de defasagem tarifária. O resultado foi a perda brutal de patrimônio. Se fosse hoje, ou seja, no pós-mensalão, quando o governo Lula se libertou dos seus novos amigos neoliberais, a história seria diferente. Só que já se foi o boi com a corda.
Afastar do estado seu amigos neoliberais buscando um caminho próprio para minimizar as crises , com a recuperaçao de empresas estratégicas e a manutenção de canais de recursos financeiros exercendo medidas preventivas e saneadoras faria de qualquer governo um aliado de seu povo com conotações sociais impactantes.
No entanto o que se observa é que com ou sem neo-liberalismos (embora de neo nada tenha, portanto torna-se pejorativo) os governos em geral protagonizam a personificação oficial de interesses pessoais ou partidarios do grupo que chega ao poder.
A ajuda na manutençaõ de capital nacional restrigindo a participação “alienígena”, preservando o emprego e os interesses das camadas populares, parece ser considerado uma forma absoleta de governar ou assim entendem os políticos de hoje.
A indispensável defesa dos mecanismos da participação dos trabalhadores evitaría este trágico destino para a Varig e para aqueles que dela dependiam.
Sejam empresas de aviões ou de telefones , a politica (arghhh!!!) devia ir de encontro a os interesses do povo , e este deveria ser prioritário na administração do capital das mesmas.
Mas aí é utopia diriam alguns, ou pareceres retógrados diriam outros que vão na contra a mão da história chocando-secom os “modernos” conceitos de globalização.
Paizote , voce não acha que toda esta nossa história já não é de domínio público ? Todos estão cansados de saber tudo o que aconteceu nos últimos anos . E nada do que a Fundação possa ter feito de errado exime a União também da sua responsabilidade , culpa e de seus erros .
SE a União fizer um acordo como esperamos que aconteça a justiça estará sendo feita .
Nesta altura dos acontecimentos , não acredito mais que qualquer coisa ainda possa ser um tiro no pé suicida . Quase tudo parece já ter sido dito e feito . O que aconteceu na empresa nos últimos anos não é novidade para ninguém , e também não acho correto querer empurrar toda a culpa do que aconteceu para os governos passados .
Na minha visão foi uma burrice atroz este governo não ter estatizado ( assumido ) a Varig por algum tempo , retirado a Fundação do poder e depois da empresa sanada e em pé, novamente tê-la devolvido (vendido ) a preço justo ao mercado . Burrice , cegueira , tanto dinheiro e vidas perdidas . Mas , não podemos esquecer os interesses obscuros e escusos por trás deste negócio todo ( TAM/GOL ) $$$$$ …
Mas , não acredito que um artigo , infelizmente verdadeiro , escrito de maneira correta mesmo nestas alturas do campeonato possa alterar alguma coisa que já esteja em andamento ou sacramentada .
Beijinhos carinhosos .
…alterar alguma coisa que já esteja em andamento ou sacramentada.
Não também não acredito!
Porém , estando no meio indefinido de negociações em
que um lado busca reponsabilizar e outro eximir-se de reponsabilidades,
Sei não…
Faltou o “S”
Sorry!
Eu havia estava no meio do comentário acima quando fui atender um telefonema que acabou se alongando e ao enviar o comentário ainda não tinha lido a resposta dada pelo Dr. Maia ao primeiro comentário de Paizote . Pensamos de maneira semelhante Dr .
Este governo acabou jogando fora a água do banho junto com a criança , assim é que diz um ditado alemão , que quer dizer o mesmo que o seu boi se foi junto com a corda .
Beijinhos carinhosos .
Boa tarde Dr. Maia
O boi não se foi com a corda. O boi foi empurrado com corda e tudo.
Sobre a historia da derrocada da VARIG, já li mais mil artigos como o citado. Todos com versões muito parecidas. Sra. Petra foi muito feliz em seu comentário dás 13:45.
Se o governo quisesse, teria salvo a VARIG (governo de Fulano e Beltrano) impondo-se à bem da ordem e da justiça, não deixando que uma empresa do porte de uma VARIG, e que, reconhecidamente, representava o Brasil no exterior fosse extinta por simples sentimentos de poder, caprichos e/ou orgulho daqueles que queriam e não souberam se apoderar da marca VARIG. Estatizar por um período, como narrou Petra, teria sido a única saída para manter a empresa voando. Daí, então, cobrar e tomar as devidas providências com os dirigentes que deixaram a VARIG chegar até onde chegou. Se não foi feito é porque havia clara intenção de se beneficiar a TAM/GOL. LAMENTAVELMENTE.
Mas essas historia já não dão mais tiros no pés de ninguém. Uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa. Nossos direitos do AERUS são claros e justos.
Perfeito seu julgamento Roberto Haddad , só me assustei com o formalismo de me chamar de Sra. Petra , menino , envelheci uns 10 anos pelo menos só com este Sra .
Assim também terei que voltar a lhe chamar de Sr. , olha que retrocesso .
Beijinhos carinhosos para os meninos , Dr. Maia , Paizote e Roberto Haddad .
Hoje senti saudades do Sr. Felix ( não do meu pai que também é Félix ) mas do amigo aqui do blog que já faz tempos que não aparece para dar as boas vindas e tomar aquele cafezinho gostoso aqui no bolicho na companhia dos amigos . Tomara que ele apareça em breve .
Dr. Maia.
Haddad, concordo plenamente contigo qto aos nosos direitos do AERUS. Acho muito errado a cada vêz que o assunto AERUS é abordado, ser relacionado diretamente com a VARIG, seus eventuais descontrôles administrativos, etc…etc….Na realidade nós estamos nessa situação porque o Ministério da Previdência, através da SPC, autorizou a meterem vergonhosamente à mão no nosso bôlso. Tinha obrigação de freiar a VARIG, o AERUS, os acôrdos entre ambos, e não o fêz. Essa misturada com a VARIG faz com que o cerne do assunto AERUS geralmente perca o foco, permitindo uma farta distribuição de culpados, que não à União. O que não nos ajuda em nada. Dr. Maia, se cuide. Abç.
Concordo com todos mas o Paizote tem razão no “sei não”. Tudo o que é colocado em evidencia mesmo em sendo coisas passadas, se são verdadeiras tornam-se meia/nova notícia. Flutuam, sobem à tona para qualquer um que queira justificar uma opinião negativa, te-la com respaldo e sem contestação por parte de ninguem uma vez que é a pura (parte) verdade. abçs
Oi Petra,
Foi sem quer, me perdoe. O pior é que eu havia escrito “Dra.” ai corrigi pra Sra. kkk.
Haddad
Interessante, mas toda vez que estamos caminhando, surgem fatos para confundir.
Isso é hora de revolver essa história? Tá me parecendo coisa plantada, pra mim esse assunto já morreu.
É isto ai´…
E que me perdoe a Dna. Zélia (lá do céu dos comunistas, onde deve estar. ) pelo trocadilho, mas…
Ainda bem que existe um anarquista , graças à Deus!
Lendo os comentários anteriores dos colegas e do Dr. Maia eu lembro que essa falta de atitude do governo do PT e sua opção por não salvar a Varig têm muito a ver com o fato de a pioneira ter, no passado, se aliado ao governo militar e participado da ditadura, aproveitando dessa ligação para ser privilegiada durante décadas.
Quando o governo Lula entrou no poder muitos dos seus participantes guardavam (e ainda guardam) mágoas pelo que aconteceu com eles durante os anos de chumbo. Vejam a tentativa recente do PT para anular a lei da anistia: eles ainda querem se vingar.
Eu até compreendo a mágoa, pois muitos foram os que sofreram torturas e humilhações nos porões do governo militar. Eu só não compreendo e não aceito é que a vingança só atinja gente que não tinha nada com isso, ou seja, funcionários da Varig. Que na maioria não tinha nem nascido ainda.
Abs.
Dr. Maia , boa tarde !
Um abraço e beijinho carinhosamente especial para o Sr. e todas/os as/os
amigas/os pelo dia do amigo , que comemoramos hoje !!!
A música só podia ser esta ;
http://www.youtube.com/watch?v=wftbahypdAA
O artigo é interessante embora nada acrescente ao que já sabíamos. Portanto, tenho dúvidas sôbre o que motivou a publicação neste momento. Concordo que não nos ajuda em nada e que eventualmente pode sim até atrapalhar. O nosso FOCO tem que ser exclusivamente as nossas suplementações interrompidas e, na falta de novidades, podemos ouvir as músicas postadas neste forum.
Frequentemente, alguem sugere que…”o Governo deveria ter ajudado a Varig com dinheiro do BNDES ou, até, estatizado”, ou seja, socializar o prejuízo dos capitalistas mal sucedidos. Só para avivar a memória de alguns colegas, em 1995 a Varig já era uma empresa aérea economicamente inviável. Se era para fazer mais “aventuras” com o dinheiro público (meu, seu, nosso dinheiro), o govêrno de então poderia fazê-lo. Por que não fez?
Acho que o Governo atual cometeu muitos êrros, mas colocar dinheiro na Varig falida e ainda sob o comando da FRB seria, no mínimo, uma total insanidade.
Bom dia , Dr. Maia !
Nada como começar bem o dia , com Mario Quintana :
” O LAÇO E O ABRAÇO ”
Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando…
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
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Abraços e beijinhos carinhosos recheados de saúde , trabalho e muita paz !!!