jul 10 2010
“COPA E IDH”
Enviado por: Valdenor de Oliveira Monteiro
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COPA DO MUNDO E O IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)
I
O Futebol já faz parte de nossa vida. Há quem o considere, ainda, (de forma antiguada) uma espécie de “circus” programado pelos governantes para acariciar os “egos” das massas sofridas e oprimidcas (hoje, são chamadas de injustiçados sociais); como, também, faz parte do entretenimento sócio-esportivo, empreendimento empresarial… etc. da maioria das populações do mundo. Também, trazem momentos de relaxe, de lazer, interrompendo o estresse e sugerindo paliativos para defendermo-nos das violências, inclusive das que os governos, politicamente, cometem contra seus povos.
II
Além disso, um significado maior vem aparecendo com a realização das copas mundiais de futebol, desde que se incluiram países emergentes, mesmo com precárias condições de abrigar eventos de tão larga estrutura.
III
A África do Sul acabou de se expor ao mundo e provar sua competência. E não procurou “encobrir com a peneira” sua perversa DESIGUALDADE; seus alarmantes níveis de miséria, aids, resíduos do “apartheid”, concentrados na falta de emprego, falta de benefícios sociais, mega dificuldades em todas as áreas do desenvolvimento humano. Promessas que algum dia ainda advirão, se os muros tiverem eco e os homens, consciência e razão. E, paralelamente, a mega concentração de renda, de capital, de poder, num sistema econômico construido nos alicerces de um passado tingido pelo sangue das almas e pela eterna escuridão. É o Capitalismo Desumano que não deixa poeira nem rastro pelo chão, que deixa na mesma cova do tempo o culpado e o inocente; e deixa as vozes das minas, dos diamantes, dos tesouros, sem direito de agonia. Os chutes da “jabolane” ainda entoam nas vuvuzelas pelas asas da memoria.
IV
No ano 2014 será a nossa segunda vez. Serão 64 anos passados desde a primeira, ainda, não absorvida pelo tempo, que continuou machucando a todos e escolhendo individualmente alguns para o maior sacrifício. O saudoso goleiro Barbosa, sem culpa, mas com o amor, o respeito e a admiração de todo brasileiro, assumiu para si o resultado maldito de 2 x 1, pela honra e dovoção que tinha ao futebol brasileiro. Não se compara ao também maldito 2 x 1 de hoje… os sentimentos da época eram diferentes. Mas é um exemplo de sentimento que deve ser respeitado. Eu tinha 18 anos e ouvia o jogo pelo radio de uma família amiga. Motivos, agora, não faltam para um grande e vitorioso espetáculo. É bem verdade que uma boa parte desse tempo foi absorvido pela Nação, transformanda em seu legado histórico para ensinamentos e experiência no futuro.
Futebol para mim, ainda, é arte, habilidade, criatividade, vigor, fantasia, alegria e desejo de vencer… lutar até vencer!!!!!. O futebol brasileiro tem suas caracteríticas intrínsecas ao seu fenótipo etnico. Foge do racional quadrado que executa com precisão o plano tático do jogo, que nem sempre finaliza com êxito. Ultimamente, incorremos no risco de tendência para seguir essa racionalidade como modelo mais produtivo. É a influência do poder econômico na transformação do futebol arte em futebol resultado. Se aceitarmos, logo seremos os série B no contexto mundial. Isto já foi observado nesta Copa, no 2º tempo de Hol 2, Bra 1. Mas não houve comentário nesse sentido. A diferença de estilo ficou marcada por uma tentativa de péssima imitação do modelo do adversário. Que será que vamos ” tapar com a peneira”! Não vale a pena se estressar antes.
Melhor é falar do nosso futebol para ver essa desagradável surpresa ser mais rapidamente aceita e descer sem arranhar tanto.
Vamos esperar para ver.