ago 20 2010

A NOTÍCIA É BOA

Postado por at 21:48 sob Uncategorized

A notícia da decretação da falência boa. Inferno é o que estava sendo suportado até agora: nada acontecia, nem o julgamento da defasagem tarifária, nem evoluía a proposta de acordo com o governo.

II
Em vários momentos as autoridades do governo referiam que a não decretação da falência era um empecilho ao desenvolvimento congruente de qualquer proposta. A rigor, entendiam que o fato de estar a empresa em recuperação judicial dificultava a construção da saída negocial.

III
Do ponto de vista da direção política, portanto, entende que é possível aprofundar a construção do acordo. Na área jurídica, de outra parte, também a situação passa a ficar mais clara. Agora, é a vez do rateio e realização efetiva do ativo econômico-financeiro da massa falida.

IV
De outra parte, nesta última semana foi publicada a decisão do Desembargador Federal que aceitou a convolação – já que todos gostaram da palavra – do agravo de instrumento em retido. A rigor, em pouco tempo – pouquíssimo, mesmo – é possível que tenhamos o julgamento da ação civil pública na 14ª Vara Federal.

V
A decretação da falência não foi ruim. Ao contrário, já estava efetivamente falida, faltando apenas quem removesse o cadáver da sala. Agora, decretada formalmente a falência, as coisas tomarão seu rumo. O terrível era a situação como estava: falida de fato, mas os credores fazendo de conta que acreditavam na recuperação. Por último, o Aerus se mantém como credor absolutamente privilegiado.

VI
A notícia, portanto, não é ruim. Ao contrário, abrem-se várias portas e se assume publicamente que o primeiro grande caso de recuperação judicial no Brasil, com toda a lesão imposta aos trabalhadores e aposentados, foi um gigantesco fracasso. E esse fracasso deve ficar evidente, à luz de todos, para que as autoridades ajam com mais seriedade ao tratar dos interesses de trabalhadores e aposentados.

81 respostas até o momento

81 Respostas em “A NOTÍCIA É BOA”

  1. Henriqueem 20 ago 2010 �s 22:08

    UFA! Que alívio! Ainda bem que temos o Dr.Maia como nosso anjo protetor (se não me engano foi nossa musa Petra quem usou este termo). Quando li a notícia da falência da Varig tremi na base. Tudo de ruim me veio à cabeça. Imaginei o pior. Agora com os esclarecimentos do nosso protetor fiquei um pouco mais calmo. Digo um pouco porque é dificil confiar neste governo. Mas com Dr.Maia na nossa frente de batalha que venham nossos inimigos Lula, Dilma,Toffoli, Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, etc.
    Como diz sempre o S.G. Pinheiro: “nós vamos conseguir”

  2. paizoteem 20 ago 2010 �s 22:36

    Prezado Dr. Maia;
    Ouso, educadamente discordar parcialmente . E o faço, mantendo o respeito que aprendi a ter pelo amigo.
    Sei que a possível evolução no campo jurídico tão bem encaminhada pelo sr. pode ter uma solução breve. Seja ela qual for!
    O que discordo é da possível solução política , que agora beiraria uma um ato ilegal se fosse apresentada.
    Nenhum governo , em sã consciência , proporia um acordo até que haja mais clareza dos vários pontos de vista legais.
    Em caso de acontecer acredito que seria necessário adaptar a proposta dos sete pontos, já que a mesma encontraria barreiras entre o QGC.
    Concordo que o Aerus se mantém como credor privilegiado , há uma decisão da assembleia de credores e a posterior homologação judicial neste sentido.
    Ainda que não houvesse, seguida fosse rigorosamente o que prevê a lei das falências no capítulo das prioridades na classificação dos créditos e da especial questão social que representa este credor , o mesmo seria contemplado.
    Então com todo respeito e admiração, ouso discordar e o faço apenas no que tange a possível facilitação de acordo político e de que esta notícia seja boa.
    Ao meu entendimento ,na melhor das hipóteses nos mantém na mesma situação.
    Desculpe-me por não poder concordar 100%, baseado com as informações que disponho, salvo se…
    Abraços, e saúde, que quer acreditem ou não alguns criticos , ainda acho que é mais importante que tudo, até que receber do que o meu. (Podem começar a atirar as pedras!)

  3. S.G.Pinheiroem 20 ago 2010 �s 23:14

    .

    Dr.

    Parabens !
    … como sempre, alimentando a chama, quando a mesma
    está prestes a se apagar.

    Continuo dizendo : ” Nós vamos conseguir !!! ”

    .

  4. Renato Ribeiro Rochaem 21 ago 2010 �s 02:24

    Mestre Paizote…

    Pelo adiantado da hora, não seria eu a “atirar a primeira pedra”, você não merece, e eu não seria capaz disto… mas continuo concordando o o DR. MAIA, em tudo o que nos foi dito, pois, os rumos agora estão melhor delineados , favorecendo um leque maior de alternativas; apesar de todo o otimismo, relembro que para serem calculados o ativo e o passivo da nossa co-irmã VASP, jà se passaram quase dois anos, desde a decretação da falência no final de 2008, ( outubro, se não me engano ), então resta-nos acreditar com muita fé, nas ditas soluções negociadas…
    Um grande abraço fraterno e respeitoso em seu coração forte !

  5. Petraem 21 ago 2010 �s 07:03

    Bom dia , Dr. Maia !

    Ontem ao ler a notícia da falência da Varig pela primeira vez , fiquei triste , o lado emocional prevaleceu . Logo depois a parte racional entrou em ação e a figura que vi à minha frente foi um gigantesco quebra-cabeça chamado Aerus , encaixar mais uma peça fundamental , para que ele fosse completado o mais breve possível .
    Ainda faltam algumas peças , mas a de ontem era uma das principais que permitem finalizá-lo com mais rapidez .
    Para mim sempre foi claro que sem a decretação da falência da Varig , não haveria celebração de acordo nenhum . Sendo que já havia sido dito pelo presidente Lula em várias ocasões que não seria injetado um tostão na Varig . O que ele sinalizou sim , nos últimos anos , foi uma tentativa de salvação do nosso Aerus .
    Então , para o lado emocional a notícia de ontem foi triste , mas como eu disse para vários amigos , se fechava um caixão com um morto há anos , que assim poderia ser sepultado dignamente . Por isso , ri com a sua explicação de se tirar o morto da sala , é mais ou menos a mesma coisa , não é ?
    Sendo assim , acho que agora em breve poderemos pensar em botar fogo nas churrasqueiras e S G Pinheiro , trate de encomendar logo as nossas lagostas …
    Renato Ribeiro , concordo com você quanto ao nosso mestre Paizote .
    Paizote , não acredito que a solução política da celebração de um acordo beire a ilegalidade , pois ilegalidade sim , foi a celebração patrocinada pelo SPC dos empréstimos do Aerus á Varig , não é ?
    De qualquer maneira Dr. Maia , agradeço muito as suas explicações que como sempre foram cruciais e vieram na hora certa , para nos tranquilizar .
    Agora para relaxar , vamos a mais uma crônica saborosa do Stanislaw ;

    “ As razões de ordem técnica “

    A moça viajou no ônibus em que viajava este que ora batuca , intimorato e altivo , as teclas macias de sua Remington semiportátil , todas recentemente azeitadas para novas campanhas . Não somos de viajar nesses incômodos coletivos . Stanislaw é uma vítima contumaz de táxi e não teria se rebaixado a freguês da Copanorte se não estivesse de caixa baixa . Estávamos mais por baixo do que calcinha de nylon .
    Mas – dizíamos – a moça entrou e era o que se poderia desejar em matéria de mulher de qualidade superior . Tanto era , que houve como que um minuto de silêncio respeitoso , no coletivo . Aliás , minuto de silêncio respeitoso , não . Seria mais justo dizer minuto de silêncio para que todos os coleguinhas de viagem pensassem em besteira .
    Depois – pouco a pouco – todos nos acostumaríamos à sua presença . Naquele momento . ela ainda fazia mais sucesso que Vicente Celestino em Barra do Piraí . Todos queriam lhe ceder o lugar . Um velhote , mais ou menos sem dignidade , levantou-se do banco e quis ser cavalheiro . Ela recusou com altivez das que têm noivo .
    O velhote desistiu e sentou . Havia um bonitão no ônibus . Como , minha senhora ? Se o bonitão éramos nós ? Não , senhora , era outro . A senhora desculpe . Havia dois bonitões , nós e o outro . Foi o outro que se levantou e disse , com voz de locutor da Rádio Nacional ( programação matinal ):
    – Queira sentar , senhorinha .
    O senhorinha soou falso como borderô de companhia de revistas musicais . Mas todos esperamos pelo êxito do bacano . Não foi bem sucedido , porém . Ela sorriu agradecida e respondeu :
    – Não se incomode .
    Era difícil a gente não se incomodar com aquele monumento ali na nossa frente , balançando no corredor do ônibus . Depois , foi saindo gente e os que estavam em pé iam sentando . Mas , antes , ofereciam a vez à bonitona . Ela sorria , agradecia e continuava em pé .
    Chegou o momento , porém , em que o número de lugares era maior que o número de passageiros . Mesmo assim , ela ficou firme , viajando em pé .
    Foi aí que , com aquela timidez que é o nosso maior sucesso com mulher , pigarreamos legal e perguntamos à distinta :
    – Você não quer sentar ?
    E ela respondeu :
    – Não .
    E nós :
    - Por quê ?
    E ela :
    – Furúnculo .

    ___________________________________________________________________

    Dr. Maia lhe desejo um sábado de paz , muuuuita saúde , carinho , muito cafuné na rede , música gostosa como mais esta preciosidade desenterrada na poeira do tempo .

    http://www.youtube.com/watch?v=9ZcA3kiaQb0

    Beijinhos carinhosos .

  6. Brunoem 21 ago 2010 �s 08:00

    Concordo plenamente com o Paizote 22.36. No juridico vai seguir em frente, agora no politico….. afe Maria. Vão alegar que apesar do cadaver sair da sala êle continua insepulto. A solução talvez, quem sabe o crematório? Mas… ainda assim vão alegar que sobraram as cinzas. Dr. Maia tenho total confiança no senhor, mas a corja está com toda força para nos embarreirar.

  7. Edsonem 21 ago 2010 �s 08:24

    Caro Dr Maia,

    Na minha modesta opinião as noticias seguem um planejamento macabro, vamos a sequencia de fatos ocorridos e suas “coincidencias”.

    1- “Trabalhadores vão colocar dinheiro na VARIG via AERUS” Dias depois: AERUS liquidado.

    2- Recuperação judicial da VARIG fez com que a grande massa de trabalhadores não pedissem as contas o que inviabilizaria a transferencia do lado bom da pioneira para o Chines. Por que razão naquela hora não se pediu a falencia? Pois poderia haver empresas de verdade(Lan Chile era uma delas) interessadas em comprar a VARIG mesmo falida, pois teria grande participação no mercado nacional e internacional.

    3- “Julgamento da defasagem tarifária será amanhã”. Na véspera é cancelado o julgamento a “pedidos” da VARIG, AERUS, SNA, para se tentar um acordo.

    4- “Prazo para entrar com ações trabalhistas será até o dia 30 de Julho de 2010 (site do SNA)” Dias depois: “Falencia da VARIG”

    5- Quem não gostar de receber e se receber 150 salários mínimos que entre na justiça…. ih não dá mais!

    6- Próxima notícia e será em breve (quer apostar?) Marcada finalmente a data para julgamento da defasagem tarifária.

    7- Resultado dela (se benéfico for) gerará não mais que uns 70 mil reais para quem teria 5x mais. Bom negócio, boa coincidencia, não acham?

    8- É triste ver o judiciário trabalhar de mãos dadas com pessoas que, certamente, estão nesse momento brindando a desgraça de ativos e aposentados ambos vítimas de uma chacina moral.Vale lembrar que um dos nossos defensores no STF Exmo Sr Eros Graus acaba de se aposentar e não estará com seu voto nos favorecendo em breve.

    9- Dr Maia o Sr está fazendo o que pode, temos de reconhecer, aliás está fazendo acima de seus próprios limites, espero que o futuro mostre que o cidadão brasileiro continua sendo refem daqueles que deveriam nos defender.

    10- Sorte a todos!!! (melhor sorte da próxima vez)

  8. Paulo Mauricioem 21 ago 2010 �s 09:39

    Confesso que não sei o que pensar. Prefiro pensar que tenha sido boa a decretação da falência mas não tenho muita certeza disto. Como já foi dito, até hoje nem a Panair nem a Transbrasil nem a Vasp pagaram o que deviam a todos seus credores.

    No meu otimismo quase pueril penso que com a Varig será diferente. E estarei aguardando que a Justiça deste país me avise onde e quando devo ir receber meu cheque.

  9. DORNÉLIO LIMAem 21 ago 2010 �s 10:41

    DR. MAIA

    GOSTARIA QUE O SENHOR DESSE UMAS EXPLICAÇÕES JURIDICAS QUANTO AO CASO
    DA FALÊNCIA DA VELHA VARIG TAIS COMO:
    O QUE PODE ACONTECER COM OS DIREITOS
    TRABALHISTAS E O PRÓPRIO AERUS. UM BOM
    FINAL DE SEMANA.
    OBRIGADO.

  10. Amaury A. Guedesem 21 ago 2010 �s 10:46

    O Supremo
    A propósito da reportagem ”Data venia, o Supremo” publicada na edição de piauí que está nas bancas, a 47, a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal esclarece que, embora tenham sido condenados em primeira instância, tanto o ministro Eros Grau quanto o ministro Antonio Dias Toffoli recorreram das condenações e foram absolvidos em segunda instância. O processo contra Grau foi arquivado.

    amaury.guedes@gmail.com
    Vai dar tudo certo! Nós vamos consguir!

  11. mariaem 21 ago 2010 �s 11:35

    E continua a mesma coisa!!!!

  12. Observadorem 21 ago 2010 �s 12:37

    (REPASSANDO)
    Nota emitida na noite de 20/08/2010:

    Prezados.

    Acredito que todos estejam preocupados com a noticia sobre a decretação da falência da Varig no dia de hoje pela Dra. Márcia Cunha, juíza da vara empresarial do Rio.
    A noticia pegou todos de surpresa visto que nenhum dos credores até o momento havia feito tal solicitação.

    Até onde apuramos, foi o administrador judicial que, no decorrer do ultimo mês, elaborou relatório das atuais condições financeiras das empresas em recuperação e, de certa forma, decretou a auto falência conforme previsto na lei de recuperação.

    O ministério publico acompanhou a posição devido as circunstâncias .
    Os nossos advogados estão analisando a sentença que decretou a falência, assim que tivermos os detalhes comunicaremos a todos …

    Algumas avaliações preliminares :

    Esta situação afasta a tese de que a Fazenda (tributos devidos pela Varig) teriam prioridade em caso de sucesso na ação de defasagem tarifaria/acordo. Este era um dos fantasma que enfrentávamos, também não houve convolação de falência. Portanto, as prioridades em caso de acordo ou execução da sentença são:administrador judicial, passivo trabalhista até 150 salários e créditos com garantias reais, – (leia-se Aerus)

    Enfim, agora a situação esta definida, portanto, continuamos insistindo que o acordo é urgente,

    abraços a todos
    Graziella

  13. carlos augusto fadel santosem 21 ago 2010 �s 14:07

    muito bem! parece que situações foram definidas, faltando agora que agilizem as ações, tanto no que se refere ao acôrdo, como no julgamento d ação de defasagem tarfária. a pergunta que se faz necessária, sobre a ação da defasagem tariária é a seguinte:se o stf julgar a causa favorável a nós, esses valores estarão sujeitos a precatórios?????????? obrigado e por favor, ficaría muito agradecido se pudesse responde a essa questão, grato fadel santos.

  14. carlos augusto fadel santosem 21 ago 2010 �s 14:12

    em tempo: me lembro muito bem que no julgamento do agravo interposto pelo senhor no stf, os ministros afastaram a possibilidade do precatório naquela ação, sobre a ação da defasagem, não me lembro de ter ouvido nada, grato fadel santos

  15. Nomadogem 21 ago 2010 �s 14:18

    Jornalista é condenada a indenizar juiz LR Ayoub
    Por Maurício Cardoso /Leiam a excrescência jurídica no final
    A jornalista Eliane Cantanhêde e o jornal Folha de S. Paulo foram condenados a pagar R$ 35 mil de indenização por danos morais ao juiz Luiz Roberto Ayoub, titular da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a quem coube julgar o processo de falência e recuperação judicial da Varig. A decisão é do juiz André Pinto, da 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Ayoub foi à Justiça com pedido de reparação por ter se sentido ofendido por artigo publicado pela jornalista, onde é chamado de “juiz de quinta”.

    No texto “O lado podre da hipocrisia”, Eliane Cantanhêde, que assina uma coluna diária na Folha, reproduz uma afirmação que atribui à ministra-chefe da Casa Civil: “O governo não vai se submeter à decisão de um juiz de quinta”, referindo-se ao desempenho de Ayoub no caso Varig. Em seguida a colunista tira suas próprias conclusões: “Já que a lei não vale nada e o juiz é ‘de quinta’, dá-se um jeito na lei e no juiz. Assim, o juiz Luiz Roberto Ayoub aproximou-se do governo e parou de contrariar o presidente, o compadre do presidente e a ministra. Abandonou o ‘falso moralismo’ e passou a contrariar a lei”. O juiz entendeu a afirmação como uma imputação de prevaricação e parcialidade.

    A defesa afirmou que a jornalista “se limitou a, no exercício das liberdades de expressão e de crítica, analisar fatos que já haviam sido noticiados, emitindo sua opinião acerca da atuação do Governo Federal”. Diz ainda que, quem chamou Ayoub de “juiz de quinta”, não foi a jornalista mas a ministra.

    O juiz André Pinto rejeitou os argumentos da defesa. “Não se trata de mera opinião proferida com base na liberdade de expressão, como pretendem fazer crer as rés, mas de grave acusação contra o magistrado, onde lhe é imputado a prática de ato ilícito e de cunho extremamente lesivo à personalidade”, sustentou.

    Para o juiz, a liberdade de imprensa tem limites e não se sobrepõe a outros princípios constitucionais: “Apesar do direito à liberdade de expressão do pensamento ser garantido constitucionalmente, ele encontra limite ao esbarrar no direito da privacidade, do nome, da imagem de outrem, também assegurado constitucionalmente”.

    Quanto à matéria de direito, o processo que gerou as notícias e o texto condenado entrou para os anais da jurisprudência brasileira pelas suas virtudes. Foi o primeiro teste da Lei da Recuperação Judicial. Caso se permitisse que a justiça trabalhista pudesse penhorar os ativos da empresa em recuperação, a lei seria inviabilizada e aniquilada qualquer tentativa de recuperar empresas em dificuldades financeiras. O entendimento de Ayoub foi sustentado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. O então integrante do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Falcão, o chamou de “viabilizador do futuro” pela sua decisão. O juiz foi também distinguido com o Prêmio Innovare, que reconhece as boas práticas no sistema judicial brasileiro. (COMO???)

    Quanto ao caso concreto, a Varig não chegou a ser, propriamente favorecida, como se divulgou. Até ser vendida para a Gol, o governo atuou intensamente no sentido de repassar suas linhas para a concorrência. Com o apoio do Judiciário e da Imprensa, os sócios brasileiros do negócio teriam desviado a maior parte dos recursos aportados no Brasil para recuperar a empresa. O fundo investidor americano foi escorraçado.

  16. Levioem 21 ago 2010 �s 15:20

    Amigos
    (com a devida venia)
    É extremamente difícil discordar de opiniões técnicas de qualquer profissional quando somos leigos no assunto, lembremos que nem mesmo a assiduidade em bancos de universidades durante anos, nos garante firmeza de opiniões, antes de adquirirmos a experiência dos veteranos.
    Certamente, o profissional que nos representa, além da experiência, possui suficiente senso de humanidade e respeito, a incitar que “convolemos”.
    Abraços
    Levio Oliveira

  17. Neusa Allemandiem 21 ago 2010 �s 16:53

    Dr. Maia,
    acreditando em suas afirmações, e mais uma vez parabenizando-o pelo seu exaustivo e competente trabalho, fiquei pensando em várias coisa, como, por exemplo: com a decretação da falência, e não havendo acordo entre a União e o Aerus, como podemos ter esperança em que a divisão da massa falida, com toda a burocracia e exigências legais, e com um judiciário tão lerdo, possa ser célere, se há falências ainda não resolvidas a mais de vinte anos?
    Abraços,
    Allemandi

  18. Lucianoem 21 ago 2010 �s 17:48

    Dr Maia,decretada a falência,a ação tarifaria irá para massa falida? houve ,agora inversão de prioridades neste recebimento de indenizações?Att Luciano

  19. Petraem 22 ago 2010 �s 07:05

    Bom dia , dr. Maia !

    Amanhecendo um lindo domingo de sol aqui no Rio , espero que um pouco mais calmo do que ontem em São Conrado e Zona Sul ( tiroteios e invasões de hotel , carros de polícia correndo enlouquecidamente aqui pelo Leblon , que nem baratas tontas …).
    Mas , hoje como é domingo , dia de … feira na Barra com Papi , e pastel de queijo com caldo de cana .
    Na Vejinha ontem tinha uma receita de cassoulet de pato , mas não achei muito convincente achei melhor evitar a postagem . Na própria Veja também não encontrei nada que merecesse menção . Não era semana de crônica de Lya Luft …
    Mas , vai a crônica de Stanislaw Ponte Preta , para não dizer que não comentei nada ;

    “ O Homem da Pasta Preta “

    Sobraçando uma enorme pasta preta , o homem chegou-se para perto da nossa mesa e esperou que levantássemos a cabeça . Fingimos não dar pela sua presença , mas a situação foi ficando meio velhaca e fomos obrigados a perguntar se desejava alguma coisa . ora se .
    Bastou dar a deixa para ele explicar que era um emissário do saber , da cultura , da ilustração . Representante dos mais famosos editores , o homem de indisfarçável sotaque espanhol pôs-se a oferecer livros e mais livros , tudo a preços de ocasião . com descontos formidáveis , com facilidades de pagamento .
    – O senhor precisa aproveitar El momento que es oportuno . Lãs livrarias fazem um desconto especial ahora .
    Para ganhar tempo , perguntamos porque as livrarias estão fazendo desconto especial agora . Ele , muito naturalmente , explicou :
    – Junho !
    Não sabemos porque Balzac é mais barato em junho e jamais saberemos , pois o homem não é de dar tempo para pensar . Ali estava , sobre a mesa , toda a Comédia Humana , mais barata á vista , com um pequeno acréscimo para as tais suaves prestações mensais .
    Ficou absolutamente bestificado quando soube que Balzac não interessava . E o Anatole France de bolso , também não ? Mas isso era desconcertante ! Um cavalheiro com a nossa cultura , com a nossa posição social …E perguntou :
    – O amigo , naturalmente , tiene su posición dentro do café society ?
    – Jogamos na defesa .
    Ele achou a resposta de fino humor . Grande espírito . E aproveitou para sapecar Eça de Queiroz inteiramente revisto pelo filho do próprio . Inclusive – garantiu – com notas muito oportunas . Explicamos que já tínhamos o Eça lá em casa . O Eça , o Ramalho , O Camilo , O Fialho , O Antero . Em matéria de literatura portuguesa , lá em casa , vamos bem .
    Subiu a Península Ibérica e abriu um folheto que demonstrava e provava que nunca , em nenhum país do mundo , se fez – numa só edição – um apanhado tão completo da obra de Cervantes . Já impacientes , declaramos :
    – Cervantes dá azia !
    Não sabemos se azia em espanhol é diferente . O fato é que não entendeu . Fechou o folheto e abriu outro . Este elucidava os interessados numa coleção de enciclopédica . Eram vinte volumes que condensavam curiosidades matemáticas , as chamadas maravilhas da natureza e outros alicerces do saber . O homem que lesse com atenção a obra toda poderia fazer um figurão , respondendo perguntas nos programas de televisão .
    Um a um , fomos recusando poetas e prosadores , biógrafos e historiadores , gramáticos , metafísicos , astrônomos e astrólogos . Da fina-flor da literatura passou a meros catálogos . O senhor tem disco ? É amante da pesca ?
    – Quem nos dera ter amante !
    Nem sequer sorriu . Gosta de fotografias ? Quer aprender a desenhar? Deseja ser mecânico de rádio em 20 lições ? A arte da decoração. O nosso corpo . O mar que nos cerca . A vida no subsolo . No mundo das bactérias . A culinária de todo mundo .
    Nesta última oferta apelamos para o ofendido . Imediatamente pediu desculpas . Realmente , um homem do nosso trato não iria cozinhar nunca . Por fim , esgotado o estoque , sentindo que não venderia coisa nenhuma , apelou para a ignorância . Olhou para os lados , certificou-se de que estávamos a sós e , segredou :
    – Tengo aqui umas coisas mui lindas . Para leitura íntima …
    E mostrou um livro com uma mulher nua na capa . Nem assim …

    ___________________________________________________________________

    Dr. Maia , abraços e beijinhos carinhosos recheados de sol , força , mais cafuné ( nunca é demais) , saúde , saúde e mais saúde , paz !!!!
    Bom domingo á todas/os !

  20. paizoteem 22 ago 2010 �s 10:09

    Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:

    I – os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento e cinqüenta) salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho;

    II – créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;

    III – créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de constituição, excetuadas as multas tributárias;

    IV – créditos com privilégio especial, a saber:

    a) os previstos no art. 964 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002;

    b) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei;

    c) aqueles a cujos titulares a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia;

    V – créditos com privilégio geral, a saber:

  21. paizoteem 22 ago 2010 �s 10:12

    Da Classificação dos Créditos

    Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:

    I – os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento e cinqüenta) salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho;

    II – créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;

    III – créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de constituição, excetuadas as multas tributárias;

    IV – créditos com privilégio especial, a saber:

    a) os previstos no art. 964 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002;

    b) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei;

    c) aqueles a cujos titulares a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia;

    V – créditos com privilégio geral, a saber:

    a) os previstos no art. 965 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002;

    b) os previstos no parágrafo único do art. 67 desta Lei;

    c) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei;

    VI – créditos quirografários, a saber:

    a) aqueles não previstos nos demais incisos deste artigo;

    b) os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao seu pagamento;

    c) os saldos dos créditos derivados da legislação do trabalho que excederem o limite estabelecido no inciso I do caput deste artigo;

    VII – as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas, inclusive as multas tributárias;

    VIII – créditos subordinados, a saber:

    a) os assim previstos em lei ou em contrato;

    b) os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício.

  22. Petraem 23 ago 2010 �s 07:25

    Bom dia , dr. Maia!
    Mais um lindo dia de sol amanhecendo aqui pelo Rio . Já andei com Sophie e como a minha grande amiga mexicana Sonia chegou para a sua temporada anual de Leblon ( 6 meses entre México e Nova York) e 6 meses de Leblon , começa a minha temporada de emagrecimento através das andadas diárias no calçadão . Hoje é o início de uma destas temporadas . Mas o que poderia se tornar algo chato e desagradável , na companhia de Sonia é algo divertido e prazeroso . Vamos conversando , colocando os assuntos dos últimos meses em dia , cumprimentando velhos conhecidos e aproveitando a beleza da praia e do mar . Depois ao final , sentamos no nosso quiosque com vista para o Cristo Redentor e dá-lhe água de côco . Depois volto para casa , tomo banho e o dia pode começar .

    Repassando;

    O blog Aviões Abatidos gravou uma entrevista com o Aposentado da Varig, Carlos Henke, coordenador da Comissão dos Aposentados Aerus do Rio Grande do Sul, grupo que se reúne semanalmente em Porto Alegre para manter os aposentados informados e discutir o andamento do Caso Aerus na justiça.

    IMPORTANTE: O vídeo abaixo – além de clamar por justiça (mais uma vez, e sempre é bom reforçar, já que o Governo parece não escutar) – contém muita informação para os Aposentados Aerus sobre as ações que movem o caso na justiça.

    http://www.youtube.com/watch?v=KK_gdFb_KRw&feature=player_embedded

    ___________________________________________________________________

    Vamos á crônica de Stanislaw , do dia ?

    “ Vamos acabar com esta folga “

    O negócio aconteceu num café . Tinha uma porção de sujeitos , sentados neste café , tomando umas e outras . Havia brasileiros , portugueses , franceses , argelinos , alemães , o diabo.
    De repente , um alemão forte prá cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro . Houve a surpresa inicial , motivada pela provocação e logo um turco , tão forte como o alemão , levantou-se de lá e perguntou :
    – Isto é comigo ?
    – Pode ser com você também – respondeu o alemão .
    Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão . Vai daí o alemão repetiu que não havia homem aí dentro pra ele . Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco . Queimou-se e não conversou . Partiu pra cima do alemão e não teve outra sorte . Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos .
    O alemão limpou as mãos , deu mais gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo . Não havia homem para ele ali naquele café . Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem . E depois do inglês foi a vez de um francês , depois de um norueguês etc.etc . Até que , lá do canto do café , levantou-se um brasileiro magrinho , cheio de picardia para perguntar , como os outros :
    – Isso é comigo ?
    O alemão voltou a dizer que podia ser . Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio gingando assim pro lado do alemão . Parou perto , balançou o corpo e … pimba ! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro .
    Como , minha senhora ? Qual é o fim da história ? Pois a história termina aí , madame . Termina aí que é pros brasileiros perderem esta mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros .

    ___________________________________________________________________

    Dr. Maia , abraços e beijinhos carinhosos , início de uma semana repleta de notícias boas , esclarecimentos em relação ao que vai acontecer agora aos trabalhadores ex.ativos da Varig , enfim , muitas respostas para tantas perguntas .
    Lhe desejo saúde , carinho , trabalho e paz .

  23. Petraem 23 ago 2010 �s 09:47

    Valor Econômico
    Gol pode ser acionada por credores da Varig
    Alberto Komatsu e Zínia Baeta, de São Paulo
    23/08/2010

    Sem opções diante da decretação da falência da “Varig velha” (hoje Flex) na sexta-feira pela Justiça do Rio de Janeiro, os credores da empresa podem voltar novamente seus esforços para a Gol Linhas Aéreas – que adquiriu parte da companhia em 2007. Segundo representantes de credores, boa parte deles deve continuar a bater na tecla, perante o Judiciário, da responsabilidade da Gol pelas dívidas da Varig. A companhia teria adquirido praticamente a totalidade do negócio e não apenas uma unidade produtiva isolada, como prevê a Lei de Falências. “Se há consistência jurídica ou não, é algo a se avaliar. Mas, com certeza, a Gol continuará a sofrer dor de cabeça com os credores da Varig”, afirma um advogado da área que prefere não se identificar.

    Ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha julgado no ano passado que não ocorre sucessão de dívidas trabalhistas na compra de ativos de empresas em recuperação judicial ou em processo de falência, especialistas da área afirmam que há inúmeros pontos e possíveis irregularidades do processo de recuperação da Flex que podem ser questionados, assim como a própria aplicação do julgamento do STF em casos concretos. “A quebra da Varig significa que a discussão sobre a responsabilidade da Gol vai continuar e aumentar, pois as pessoas querem receber”, afirma outro advogado.

    A falência da Flex foi decretada na sexta-feira pela juíza Márcia Cunha de Carvalho, em exercício na 1ª Vara Empresarial do Rio, e de duas outras empresas do grupo: Rio Sul Linhas Aéreas e Nordeste Linhas Aéreas. Segundo a Justiça do Rio, a decisão foi tomada em razão de pedido do próprio administrador e gestor judicial da companhia, que informou que as companhias em recuperação judicial desde 2005 não teriam como quitar seus débitos. A Varig, primeira a pedir recuperação judicial no país, saiu do procedimento em setembro do ano passado, sem ter solucionado suas dívidas, que no início do processo correspondiam a cerca de R$ 7 bilhões.

    A Fundação Ruben Berta, dona de 87% dos papéis da Flex, discute com seus advogados a possibilidade de contestar judicialmente a falência. “Foi um crime a destruição do maior patrimônio desse país relacionado ao setor aéreo”, afirma o presidente do conselho de curadores da entidade, Cesar Curi. Em 15 de dezembro de 2006, a Fundação Ruben Berta foi afastada judicialmente do comando da empresa ao tentar retirar a companhia do processo de recuperação judicial.

    No ano passado, quando foi decretado o fim da recuperação judicial da Flex, a Fundação Ruben Berta poderia ter retomado o comando da empresa, mas não o fez. “Não houve recuperação judicial”, justifica Curi. Ele afirma que a Gol, que comprou a “parte boa” da Varig, sem dívidas, por US$ 320 milhões em março de 2007, deveria ser responsabilizada pelo pagamento dos débitos aos credores.

    Já o advogado de acionistas minoritários da empresa, Fabrício Scalzilli, afirma que a falência da Flex deveria ter sido decretada há pelo menos dois anos. De acordo com ele, a demora da Justiça para tomar a medida elevou a dívida da companhia para algo como R$ 10 bilhões. “Foi uma medida extremamente positiva. Agora, serão destravados os procedimentos para a venda de bens que possibilitem o pagamento aos credores”, afirma ele, representante de acionistas que reúnem em torno de 10% do capital da antiga Varig.

    Scalzilli afirma que vai recorrer a um dispositivo da lei de recuperação judicial para tentar obter mais recursos para os credores. Ele confirmará o período que a Justiça fixará como termo legal da falência. O advogado diz que se trata de um intervalo de tempo retroativo à decretação da falência, com o objetivo de apurar atos ou negócios realizados durante a reestruturação da Flex que podem ser anulados, caso fique comprovado prejuízos aos credores.

    O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, diz que não ficou surpreso. “A falência era mais do que esperada.”

    A empresa aérea regional Trip Linhas Aéreas confirmou interesse em assumir a operação de rádio da Flex de cinco aeródromos, mas que a decisão final só será anunciada até a próxima semana. “No presente momento, a TRIP Linhas Aéreas analisa o equilíbrio econômico e compatibilidade do negócio dentro de suas operações, que pode ocorrer tanto com a incorporação das estações de rádio já habilitadas, quanto por meio da solicitação de estações próprias”, afirma em nota.

    Procurada pelo Valor, a Gol informou que “não tem vínculo, ligação societária ou relação de qualquer natureza com as empresas Viação Aérea Rio-Grandense S.A. (Varig), a Rio-Sul Linhas Aéreas S.A. ou a Nordeste Linhas Aéreas S.A”.

    ___________________________________________________________________

    Beijinhos carinhosos , tomara que dêem uma boa apertada e incomodem a Gol !!!!!

  24. carlos irmãoem 23 ago 2010 �s 09:49

    Prezados .

    Acredito que todos estejam preocupados com a noticia sobre a decretação da falência da Varig no dia de hoje pela dra Márcia Cunha ,juíza da vara empresarial do Rio

    A noticia pegou todos de surpresa visto que nenhum dos credores até o momento havia feito tal solicitação ..

    Até onde apuramos, foi o administrador judicial que no decorrer do ultimo mês .elaborou relatório das atuais condições financeiras das empresas em recuperação e de certa forma decretou a auto falência conforme previsto na lei de recuperação .

    O ministério publico acompanhou a posição devido as circunstancias .

    Os nossos advogados estão analisando a sentença que decretou a falência ,assim que tivermos os detalhes comunicaremos a todos .,.

    Algumas avaliações preliminares :

    Esta situação afasta a tese de que a Fazenda (tributos devidos pela Varig )teriam prioridade em caso de sucesso na ação de defasagem tarifaria /acordo .,este era um dos fantasma que enfrentávamos .,também não houve convolação de falência ,portanto as prioridades em caso de acordo ou execução da sentença são :administrador judicial,passivo trabalhista até 150 salários e créditos com garantias reais (leia-se Aerus ) .

    enfim agora a situação esta definida ,portanto continuamos insistindo que o acordo é urgente ,

    abraços a todos

    Graziella

    email da Graziela ………

    Prezados .

    Acredito que todos estejam preocupados com a noticia sobre a decretação da falência da Varig no dia de hoje pela dra Márcia Cunha ,juíza da vara empresarial do Rio

    A noticia pegou todos de surpresa visto que nenhum dos credores até o momento havia feito tal solicitação ..

    Até onde apuramos, foi o administrador judicial que no decorrer do ultimo mês .elaborou relatório das atuais condições financeiras das empresas em recuperação e de certa forma decretou a auto falência conforme previsto na lei de recuperação .

    O ministério publico acompanhou a posição devido as circunstancias .

    Os nossos advogados estão analisando a sentença que decretou a falência ,assim que tivermos os detalhes comunicaremos a todos .,.

    Algumas avaliações preliminares :

    Esta situação afasta a tese de que a Fazenda (tributos devidos pela Varig )teriam prioridade em caso de sucesso na ação de defasagem tarifaria /acordo .,este era um dos fantasma que enfrentávamos .,também não houve convolação de falência ,portanto as prioridades em caso de acordo ou execução da sentença são :administrador judicial,passivo trabalhista até 150 salários e créditos com garantias reais (leia-se Aerus ) .

    enfim agora a situação esta definida ,portanto continuamos insistindo que o acordo é urgente ,

    abraços a todos

    Graziella

    Prezados .

    Acredito que todos estejam preocupados com a noticia sobre a decretação da falência da Varig no dia de hoje pela dra Márcia Cunha ,juíza da vara empresarial do Rio

    A noticia pegou todos de surpresa visto que nenhum dos credores até o momento havia feito tal solicitação ..

    Até onde apuramos, foi o administrador judicial que no decorrer do ultimo mês .elaborou relatório das atuais condições financeiras das empresas em recuperação e de certa forma decretou a auto falência conforme previsto na lei de recuperação .

    O ministério publico acompanhou a posição devido as circunstancias .

    Os nossos advogados estão analisando a sentença que decretou a falência ,assim que tivermos os detalhes comunicaremos a todos .,.

    Algumas avaliações preliminares :

    Esta situação afasta a tese de que a Fazenda (tributos devidos pela Varig )teriam prioridade em caso de sucesso na ação de defasagem tarifaria /acordo .,este era um dos fantasma que enfrentávamos .,também não houve convolação de falência ,portanto as prioridades em caso de acordo ou execução da sentença são :administrador judicial,passivo trabalhista até 150 salários e créditos com garantias reais (leia-se Aerus ) .

    enfim agora a situação esta definida ,portanto continuamos insistindo que o acordo é urgente ,

    abraços a todos

    Graziella

  25. carlos irmãoem 23 ago 2010 �s 10:57

    Jurídico – Valor ONLINE
    23/8/2010

    Gol pode ser acionada por credores da Varig
    Alberto Komatsu e Zínia Baeta, de São Paulo

    Sem opções diante da decretação da falência da “Varig velha” (hoje Flex) na sexta-feira pela Justiça do Rio de Janeiro, os credores da empresa podem voltar novamente seus esforços para a Gol Linhas Aéreas – que adquiriu parte da companhia em 2007. Segundo representantes de credores, boa parte deles deve continuar a bater na tecla, perante o Judiciário, da responsabilidade da Gol pelas dívidas da Varig. A companhia teria adquirido praticamente a totalidade do negócio e não apenas uma unidade produtiva isolada, como prevê a Lei de Falências. “Se há consistência jurídica ou não, é algo a se avaliar. Mas, com certeza, a Gol continuará a sofrer dor de cabeça com os credores da Varig”, afirma um advogado da área que prefere não se identificar.

    Ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha julgado no ano passado que não ocorre sucessão de dívidas trabalhistas na compra de ativos de empresas em recuperação judicial ou em processo de falência, especialistas da área afirmam que há inúmeros pontos e possíveis irregularidades do processo de recuperação da Flex que podem ser questionados, assim como a própria aplicação do julgamento do STF em casos concretos. “A quebra da Varig significa que a discussão sobre a responsabilidade da Gol vai continuar e aumentar, pois as pessoas querem receber”, afirma outro advogado.

    A falência da Flex foi decretada na sexta-feira pela juíza Márcia Cunha de Carvalho, em exercício na 1ª Vara Empresarial do Rio, e de duas outras empresas do grupo: Rio Sul Linhas Aéreas e Nordeste Linhas Aéreas. Segundo a Justiça do Rio, a decisão foi tomada em razão de pedido do próprio administrador e gestor judicial da companhia, que informou que as companhias em recuperação judicial desde 2005 não teriam como quitar seus débitos. A Varig, primeira a pedir recuperação judicial no país, saiu do procedimento em setembro do ano passado, sem ter solucionado suas dívidas, que no início do processo correspondiam a cerca de R$ 7 bilhões.

    A Fundação Ruben Berta, dona de 87% dos papéis da Flex, discute com seus advogados a possibilidade de contestar judicialmente a falência. “Foi um crime a destruição do maior patrimônio desse país relacionado ao setor aéreo”, afirma o presidente do conselho de curadores da entidade, Cesar Curi. Em 15 de dezembro de 2006, a Fundação Ruben Berta foi afastada judicialmente do comando da empresa ao tentar retirar a companhia do processo de recuperação judicial.

    No ano passado, quando foi decretado o fim da recuperação judicial da Flex, a Fundação Ruben Berta poderia ter retomado o comando da empresa, mas não o fez. “Não houve recuperação judicial”, justifica Curi. Ele afirma que a Gol, que comprou a “parte boa” da Varig, sem dívidas, por US$ 320 milhões em março de 2007, deveria ser responsabilizada pelo pagamento dos débitos aos credores.

    Já o advogado de acionistas minoritários da empresa, Fabrício Scalzilli, afirma que a falência da Flex deveria ter sido decretada há pelo menos dois anos. De acordo com ele, a demora da Justiça para tomar a medida elevou a dívida da companhia para algo como R$ 10 bilhões. “Foi uma medida extremamente positiva. Agora, serão destravados os procedimentos para a venda de bens que possibilitem o pagamento aos credores”, afirma ele, representante de acionistas que reúnem em torno de 10% do capital da antiga Varig.

    Scalzilli afirma que vai recorrer a um dispositivo da lei de recuperação judicial para tentar obter mais recursos para os credores. Ele confirmará o período que a Justiça fixará como termo legal da falência. O advogado diz que se trata de um intervalo de tempo retroativo à decretação da falência, com o objetivo de apurar atos ou negócios realizados durante a reestruturação da Flex que podem ser anulados, caso fique comprovado prejuízos aos credores.

    O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, diz que não ficou surpreso. “A falência era mais do que esperada.”

    A empresa aérea regional Trip Linhas Aéreas confirmou interesse em assumir a operação de rádio da Flex de cinco aeródromos, mas que a decisão final só será anunciada até a próxima semana. “No presente momento, a TRIP Linhas Aéreas analisa o equilíbrio econômico e compatibilidade do negócio dentro de suas operações, que pode ocorrer tanto com a incorporação das estações de rádio já habilitadas, quanto por meio da solicitação de estações próprias”, afirma em nota.

    Procurada pelo Valor, a Gol informou que “não tem vínculo, ligação societária ou relação de qualquer natureza com as empresas Viação Aérea Rio-Grandense S.A. (Varig), a Rio-Sul Linhas Aéreas S.A. ou a Nordeste Linhas Aéreas S.A”.

  26. Petraem 23 ago 2010 �s 12:18

    REPASSANDO

    GOSTARIA DE COMUNICAR QUE A MISSA DE 7º DIA DO DO EX COMISSÁRIO LUIZ ALBERTO SERÀ, HOJE, DIA 23 DE AGOSTO, SEGUNDA FEIRA, ÀS 17:30 NA IGREJA SANTA MONICA, SITUADA À AV. ATAULFO DE PAIVA ESQUINA COM JOSÈ LINHARES, LEBLON. POR FAVOR QUEM PUDER AVISAR A OUTRAS PESSOAS , FICARIA MUITO GRATA,

    MARIBEL

  27. paizoteem 23 ago 2010 �s 16:04

    Alguns agora parecem que tudo sabem, mas calaram nos momentos de decisão,
    e querem convencer através de mensagens que a estratégia de propor um acordo foi apenas um sedutor processo protelatório do governo .
    Procrastinar para reunir elementos que negativem soluções , apenas uma vil burla oficial.
    Esquecem estes que a idéia de acordo partiu do presidente do STF que sugeriu ao vivo.
    O mesmo nada tem a ganhar ou perder com esta ou aquela solução .
    Se não pudermos mais confiar nem no presidente da suprema corte do país,então ….tira o tubo(como dizia Jô Soares!)!

  28. helenaem 23 ago 2010 �s 19:40

    Me parece que a sugestão do presidente do STF foi usada para retardar a decisão, fosse ela qual fosse, e aguardar este desfecho, que em um futuro bem próximo saberemos a quem convinha. Saude Dr Maia

  29. jose oliveira dos santos fiçlhoem 23 ago 2010 �s 22:47

    boa noite. pelo que entidí sobre todos os comentários exposto finalmente parece que vamos tirar acorda do pescoço . só espero não morrer antes ou pior que isso , que me tomem o único bem que possuo e que estou pagando a duras penas que é a minha casa financiada pela cef e que o itau e banco do brasil me cobrem juridicamente os empréstimos que os devo. acho que as pessoas que comentaram a respeito do que Dr. Maia comunicou hão de ficar chocados com o que estou escrevendo pois não fiquem. verdade é que eu esperava muito mais honestidade dessa elite brasileira(governo) pelo dinheiro alheio que foi conseguido com luta e suor e que foram pagos os tributos devidos religiosamente mes a mes ano a ano. è triste e vergonhoso a gente ver todos os dias um monte de dinheiro indo parar em mãos inescrupolosas e ver essa elite(governo) dar as costas deliberadamente aos brasileiros que hoje velhos e cansados ainda teem que engolir guela abaixo um problema a parte importantíssimo que é o aerus e outros ; será que em outros países a coisa tambem é assim?… se assim for então senhores mil desculpas e só nos resta nos conformamos , será que temos que nos conformarmos mesmo?… eu particulamente não consigo embora nada possa fazer pois, nem o direito de reaver ( individualmente ) juridicamente o meu dinheiro é negado através de um monte de leis , artigos , parágrafos e por aí se vai e eu tambem indo pro desespero. perdoem pelos erros gramaticais etc.. Dr. Maia caso ache tudo isso bobagens (acho que tem muito aposentados aerus) pensando a mesma coisa, não ficarei aborrecido caso não seja divulgado. e muito obrigado por essa notícia. Deus o guarde . oliveira.

  30. Amaury A. Guedesem 24 ago 2010 �s 00:11

    Meu tributo.

    http://www.youtube.com/watch?v=FwKGWu4QcKI

    amaury.guedes@gmail.com
    Vai dar tudo certo! Nós vamos conseguir!

  31. Clovis Luis Marcolinem 24 ago 2010 �s 10:14

    O fim da VARIG não é de se estranhar, só lamentamos a difícil situação em que estão seus ex-trabalhadores porque a forma de se fazer as coisas em política sempre é a pior possível, e dela se tem por resultado o sofrimento inútil de muitas pessoas.

    Se o compromisso do Governo era desnacionalizar o setor aéreo brasileiro, o trabalho está feito, e agora também nesse segmento de transporte, tão importante para o trânsito de cargas, principalmente, internacional, e até de passageiros, dependemos de decisões tomadas em sede e interesse de estrangeiros, tal qual hoje ocorre com o ssitema de telefonia nacional, as políticas de extração mineral, etc.

    Reparar os prejuízos financeiros dos ex-empregados é o mínimo que o Governo deverá realizar para que politicamente seja imputadas à própria VARIG a culpa pelo seu triste final, e assim, de certa forma, encobrir o real propósito da arquitetura do feito que culmina com a venda da TAM, a falência da VARIG, e em breve da propria GOL, e que se transformou em processo idealizado para entregar o controle do trafego aéreo brasileiro a empresas sediadas em terras imperialistas.

    Inimaginável que uma economia do porte da brasileira não comporte, para sua sobrevivência e adequado funcionamento, sequer uma empresa aérea nacional do porte e importância assemelhadas ao que era a VARIG. Dessa forma, em breve deixaremos de ter nossa empresa fabricante de aviões, esse é o risco que segue na mesma toada que derrubou a maior e melhor empresa aérea que já tivemos.

  32. Jorge Rosaem 24 ago 2010 �s 12:14

    Dr.Maia

    O Jornal do Turismo de sexta,20de agosto,em materia assinada pelo jornalista Claudio Magnavita,publica materia sob o título “A falência de uma recuperação atrapalhada.”

    A materia está reproduzida no AeroClipping de hoje,24 de agosto, no link do Sindicado dos Aeronautas, no site AERUS on line.

    Fala muita coisa já sabida por todos,porém,o último parágrafo chamou a atenção e transcrevo,se for o caso para comentários.

    “Com a falência, o AERUS passa para o fim da fila,ou seja,serão priorizadas as dividas tributárias,as trabalhistas e só depois os credores privados. Essa etapa abre um processo doloroso de ajuste de contas e caberá a cada protagonista explicar porque o plano de recuperação não deu certo.E também q uestiona-se: quem será o síndico da massa falida? Como ficarão os encontros de contas das ações do ICMS e da defasagem tarifária? Não só os acionistas afastados esperam uma rsposta,mas os milhares de associados do AERUS,que foram levados a acreditar nas promessas realizadas nas emocionantes assembléias de credores. Essas falências não assinalam o fim,mas o começo de uma história que precisa ser explicada. E muito bem explicada!”

    Claudio Magnavita

    É isso colegas de infortúnio! Pelo visto muitas luas passarão,muita água rolará por baixo da ponte…e nós?

    Saúde Dr.Maia, confiamos no seu trabalho e de todos que se empenham por nós.

    Jorge Rosa

  33. carlos augusto fadel santosem 24 ago 2010 �s 13:11

    prezado jorge rosa, a reportagem do sr.claudio magnavita, na parte em que se refere a ordem de recebimento dos créditos, está equivocada, aqui mesmo o coléga Paizote, mostra a matéria, onde consta a ordem de distribuição dos credores, basta vc obesrvar que tá bem claro. acho que a reportagem do sr, magnavita, refere-se a leia de falencia antiga, há uma nova, salvo se estou enganado, abraços fadel santos

  34. carlos augusto fadel santosem 24 ago 2010 �s 13:18

    caro jorge rosa, só para lembrar, o aérus figura como credor com garantia real, pois é parte do processo da defasagem tarifária, o jornalista está bem equivocado e lamentavelmente, publica reportagens, com, esse cunho de complicar mais a vida de todos nós, espero que o dr.castngnha maia esclareça isso, obrigado fadel santos

  35. SILVAem 24 ago 2010 �s 13:37

    Boa Tarde:

    Referente a postagem do Sr. Jose Oliveira dos Santos Filho,
    de 23 AGO 2010 – 22:47 no trecho abaixo:

    …”nem o direito de reaver (individualmente) juridicamente o meu dinheiro é negado
    através de um monte de leis”…

    É isso mesmo ? Sem duvidar do Sr. José. É verdade ?

    Agradeço a colaboração. Abraços.

  36. Consuelo Maria Troncoso Di Marcoem 24 ago 2010 �s 16:24

    Caro Senhor Jorge Rosa, basta o Senhor,pesquisar no Google a Lei 11101/2005 no seu Art: 83 ( como já escrito pelo Paizote), que o Senhor poderá pessoalmente, verificar, que o jornalista Claudio Magnavita se equivocou. A sequencia correta é a descrita pela Grazziela em seu E-mail, pois os primeiros são os Gestores da Flex e funcionários, depois os trabalhadores da antiga Varig, limitados a 150 salários mínimos, e em sequida os com Garantia Real, ou seja o Aerus. A Varig, se lembre confessou uma divida de tres bilhões com o Aerus, se não me engano em cartório, tornando-o “CREDOR COM GARANTIA REAL, ATÉ O LIMITE DO CREDITO”. Essa é a nova Lei de Falencias. Agora é hora de esperarmos que a União “FAÇA O ACORDO”, porque Tributos só serão pagos apos cumprida essa sequencia. Lembre-se sempre antes de se desperar pesquise.Desculpe qualquer coisa.

  37. Alamem 24 ago 2010 �s 17:03

    O governo quis acabar com a VARIG, o que acabou acontecendo.

    Após quase 8 anos, podemos dizer que o governo acabou com toda a aviação brasileira pois os aeroportos estão um lixo, a GOL praticamente é uma subsidiária da empresa SOUTHWEST , a WEBJET está sendo vendida para a empresa RYANAIR, a AZUL pertence ao David Neeleman da JET BLUE e agora, a TAM passou a pertencer aos chilenos da LAN CHILE.

    Isso é que é trabalho bem feito. O governo acabou com a aviação brasileira.

  38. paizoteem 24 ago 2010 �s 17:15

    LEI 11-1/2005
    Art.39- § 2o As deliberações da assembléia-geral não serão invalidadas em razão de posterior decisão judicial acerca da existência, quantificação ou classificação de créditos.

    § 3o No caso de posterior invalidação de deliberação da assembléia, ficam resguardados os direitos de terceiros de boa-fé, respondendo os credores que aprovarem a deliberação pelos prejuízos comprovados causados por dolo ou culpa.

    Art. 74. Na convolação da recuperação em falência, os atos de administração, endividamento, oneração ou alienação praticados durante a recuperação judicial presumem-se válidos, desde que realizados na forma desta Lei.

    Art. 80. Considerar-se-ão habilitados os créditos remanescentes da recuperação judicial, quando definitivamente incluídos no quadro-geral de credores, tendo prosseguimento as habilitações que estejam em curso.

    ………………………………………………………………
    INSTRUMENTO PARTICULAR DE PENHOR DE CRÉDITOS
    (recortes)
    5. O Aerus é titular de créditos concursais contra as Companhias em Recuperação, conforme descrito no Quadro Geral de Credores (“Créditos do Plano de Recuperação”).

    10. . Em virtude da constituição do penhor aqui previsto, os créditos detidos pelo Aerus, com referência no valor da dívida das Companhias em Recuperação com garantia real sobre a Ação da Defasagem Tarifária, terão prioridade sobre o recebimento do produto da realização futura e eventual dos valores
    decorrentes da Ação da Defasagem Tarifária.

    ………………………………………………………………………………………………………………

    Portanto….
    Mas como lei é uma questão de interpretação antes de tudo , pode ocorrer de aparecer um douto que prove que não vale o escrito.

  39. paizoteem 24 ago 2010 �s 17:17

    OPS!
    o Correto é

    LEI 11101/2005

  40. Renatoem 24 ago 2010 �s 17:24

    Srs, Veja o texto que se segue:

    17) Direito de prioridade de recebimento de crédito diante de um processo de falência. Os créditos extraconcursais não concorrem com os créditos concursais quando é declarada a falência. Assim, do ponto de vista prático, num primeiro momento são pagos os créditos extraconcursais e depois os créditos concursais. Logo, temos a seguinte ordem de pagamento.

    Créditos extraconcursais: 1º.- Terão prioridade de recebimento os créditos extraconcursais, por ex. adiantamento de contrato de câmbio.

    Créditos concursais: 2º.- Em segundo lugar ( ou primeiro sob o ponto de vista concursal e assim por diante), vêm o crédito derivado da legislação do trabalho, limitado a 150 salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidente de trabalho. 3º.- Em terceiro lugar o crédito com garantia real, limitado até o valor do bem gravado. 4º.- Em quarto lugar o crédito tributário, independentemente de sua natureza e tempo de constituição, exceto as multas tributárias. 5º.- Em quinto lugar o crédito com privilégio especial. 6º.- Em sexto lugar o crédito com privilégio geral. 7º.- Em sétimo lugar o crédito quirografário, incluídos como novidades: o saldo dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao seu pagamento, como ocorre com o crédito com garantia real; os saldos dos créditos derivados da legislação do trabalho que excederem o limite de 150 salários-mínimos; as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas, inclusive as multas tributárias e os créditos trabalhistas cedidos a terceiros. 8º.- Por último, o crédito subordinado.

    Para ver todo o texto basta digitar: creditos concursais e extraconcursais no google, depois clicar no primeiro item. Espero ter ajudado e sorte a TODOS!!!

  41. paizoteem 24 ago 2010 �s 18:47

    Cadê a Petra que tava aqui?
    O gato comeu?

  42. paizoteem 24 ago 2010 �s 19:07

    Sobre o assunto em que vários estão palpitando (inclusive eu , mesmo tentando ter cuidado de nãor omitir uma opinião pessoal, tentando manter-me na colagens de assuntos referidos ao que em pauta, e os usando como informação), o mais recente comunicado do SNA e a posição do Aerus informada seguem ambos na mesma direção. É com certeza a mais equilibrada , independente do que qualquer um, inclusive os mesmos já tenham manifestado, ou divulgado.

    “Enquanto não for publicado a decisão e analisada pelos juridicos , qualquer interpretação pode ser prematura.”

  43. paizoteem 24 ago 2010 �s 19:14

    REPASSANDO;

    Justiça decreta falência da antiga Varig

    > No último dia 20 de agosto, a justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da antiga Varig, que atualmente operava com a bandeira Flex. A sentença da juíza Márcia Cunha de Carvalho, em exercício na 1ª Vara Empresarial do Estado, abrange outras duas empresas do grupo: Rio Sul Linhas Aéreas e Nordeste Linhas Aéreas, inoperantes.

    > A decisão ocorreu após pedido do próprio gestor judicial da companhia. Ele informou que, apesar dos esforços empreendidos durante o período, as empresas não possuíam mais fôlego financeiro para sua manutenção e, como consequência, para gerar caixa e quitar os salários dos funcionários atuais, assim como as dívidas.

    > Desde o início do ano, o único avião da Flex já não voava, sinal de que a falência estava próxima. Além disso, a negociação das ações na Bovespa foi suspensa por atraso na divulgação dos balanços financeiros.

    > Com a decisão, os ativos da antiga Varig serão liquidados para pagar credores, respeitando o que é previsto na Lei n.11.101 de recuperação judicial em seus artigos 83 e 84. Clique aqui para ler.

    > O centro de treinamento de aeronautas, que já foi considerado uma referência mundial e fica na Ilha do Governador será mantido em funcionamento até a sua alienação judicial, para não causar desvalorização dos ativos e nem prejuízos a terceiros e ao público consumidor de transporte aéreo.

    > As estações de rádio operadas pela antiga Varig para orientação de pousos e decolagens de várias empresas serão transferidas à Trip, única empresa que se interessou, após a negativa do Decea em incorporar a atividade. Nas próximas duas semanas, por determinação da juíza, esses serviços continuarão sendo operados pela antiga Varig, para que não haja interrupção do tráfego aéreo e, como consequência, a desvalorização dos ativos.

    > Com dívidas estimadas em R$ 18 bilhões, o grupo Varig foi o primeiro do país a pedir recuperação judicial, em junho de 2005, quatro meses após a promulgação da Lei de Falências. A empresa foi dividida em duas: a nova Varig, que, conforme edital especifico da justiça, ficou com a marca e sem dívidas, foi vendida em julho de 2006 para a VarigLog, que a revendeu à GOL em 2007; e a antiga Varig, que assumiu a dívida, passou a se chamar Flex em 2008, e seguiu em recuperação judicial. Sem gerar receita suficiente, o administrador judicial nomeado pelos juízes da recuperação protocolou relatório declarando a autofalência. O relatório foi acompanhado pelo mesmo parecer do Ministério Publico e, por fim, sentenciado pela juíza Márcia Cunha.

    > Esta decisão da Vara Empresarial ainda não foi publicada. Os advogados do SNA irão analisar o conteúdo na íntegra para que possamos informar a todos os interessados.

    > Hoje foi realizada uma reunião no Centro de Treinamento da Varig, com a participação do administrador judicial, sua equipe e vários credores. O SNA esteve presente. Após uma sabatina junto ao administrador judicial, a conclusão é de que ainda existem dúvidas que deverão ser dirimidas com o próprio judiciário assim que a decisão for publicada e que for aberto o prazo para manifestação. Fiquem atentos!!!

    > O SNA espera que haja um desfecho rápido das dúvidas e desdobramentos jurídicos, para que os trabalhadores da ativa e os participantes do Aerus possam definitivamente reaver o que lhes é de direito.

    > Estamos no aguardo, ainda, do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do recurso com relação ao congelamento de tarifas (ação de defasagem tarifaria). Enquanto isso, insistimos em um acordo por parte da União a fim de antecipar e satisfazer definitivamente os interesses dos trabalhadores. Não podemos esmorecer!

    > A diretoria

  44. Petraem 24 ago 2010 �s 20:39

    Boa noite , dr. Maia e Paizote !

    Não , Paizote , infelizmente o gato não me comeu ( rs,rs,rs) .

    Estive acompanhando uma grande amiga que está internada após uma trombose violenta .
    Com isto não mandei notícias hoje .

    Abraços e beijinhos carinhosos , mas não os esqueci !

  45. paizoteem 24 ago 2010 �s 21:22

    Ufa!!!

  46. Petraem 25 ago 2010 �s 05:51

    Paizote , você diz ” Ufa ” !!! e eu digo : Que peeena ” … (rs.rs,rs,) brincadeirinha .
    Estou precisando rir um pouco depois das últimas 48 horas que passei .

    Dr. Maia , abraços e beijinhos carinhosos , recheados de saúde , carinho , trabalho e paz.
    Não consegui ainda nem ler o jornal de ontem então nem sei se havia algo de interessante que merecesse ser mencionado .

    Beijinhos carinhosos .

  47. Gabrielaem 25 ago 2010 �s 08:20

    Muito em breve vocês saberam por quem estas pessoas maravilhosas, Petra e Yara Maria passaram em claro a noite anterior . As duas foram fantásticas. Graças as duas esta está numa UTI de um hospital e não no chão de sua casa, como elas a encontraram.
    Obrigada meninas.
    Beijos carinhosos as duas

  48. paizoteem 25 ago 2010 �s 09:18

    Só espero que não seja a “tia” Alice, depois de saber da falência da RG.

  49. Petraem 25 ago 2010 �s 10:10

    Paizote , infelizmente voce acertou .
    Beijinhos,

  50. Jorge Rosaem 25 ago 2010 �s 12:07

    Olá Petra

    As notícias chegam e relembramos momentos. Embora não tenha sido do grupo de
    vôo, privei de muitos bons contatos com a ALICE, será que é quem estou pensando?
    Se for, eu muitos agradecerão seu gesto e o da Yara Maria. Vocês ajudaram a uma pessoa que é a cara da NOSSA VARIG.

  51. Petraem 25 ago 2010 �s 12:47

    Sim , Jorge é a ” nossa Dna. Alice ” e a ” Tia Alice da Marinha e da Aeronáutica ” .
    Eu havia falado com ela no domingo á noite e combinei de passar na sua casa as 16:00 hs de segunda-feira para fazer uma ” limpeza” no seu PC . Como havia a missa de sétimo dia de Luiz Alberto ás 17:30 aqui na igreja na frente da minha casa , comecei a ligar para a Dna. Alice as 3 da tarde para adiantar a minha visita para dar tempo de ir na missa .
    Ela não atendia a nenhum dos telefones , fiquei muito preocupada pois quem a conheceu sabe que ela se atrasaria sómente por um motivo muito sério . Como eu tinha as chaves do seu apto . para uma emergência , pedi á Yara Maria que também era muito sua amiga que me acompanhasse para vermos o que acontecera . A encontramos inconsciente no chão ao lado da cama e respirando com muita dificuldade . Imediatamente chamamos os Bombeiros que vieram em tempo récord , e ela foi internada no Hospital Miguel Couto . Ás 3 e meia da noite ela foi transferida para o Hospital Balbino em Olaria onde ela se encontra na UTI inconsciente , e o diagnóstico provável é que ela tenha sofrido uma trombose cerebral .
    A família já veio do sul , e ela está sendo cuidada com todo o carinho .
    Mais um episódio terrívelmente triste para quem a conhece , a respeita e gosta dela
    .
    Beijinhos carinhosos .

  52. Petraem 25 ago 2010 �s 15:31

    Notícia que recebi neste momento : que a Dna. Alice estaria saindo lentamente da inconsciência . Quem sabe é o início de sua recuperação ?
    Tomara e quem conhece a sua determinação e vontade férrea sabe que isto é possível .

    Beijinhos carinhosos .

  53. Petraem 25 ago 2010 �s 20:26

    Acabo de falar com a irmã de Dna. Alice que acaba de chegar do hospital , ela me contou que Dna. Alice recobrou a consciência , saiu do coma , está com os olhos abertos , entende tudo o que se fala , só não fala e tem os movimentos do lado direito um pouco comprometidos . Assim que se passarem 72 horas do ocorrido , novos exames serão feitos para a avaliação das lesões . Eu acredito que ela sairá bem dessa !
    Estou feliz e vamos aguardar o desenrolar dos fatos . Yara Maria e eu iríamos visitá-la amanhã , mas como mais membros da família chegarão de Porto Alegre e existe uma limitação de visitas na UTI , deixaremos a visita para um outro dia . O que interessa e é o principal é que ela está evoluindo muito bem .
    Dr. Maia , beijinhos carinhosos e uma boa noite !!!

  54. Petraem 25 ago 2010 �s 20:29

    Um agrado de fim de noite;

    Diário deTeresópolis 17/8/10

    COLUNA DE ISIS MÜLLER ”

    Acho facílimo voltarmos no tempo para felizes recordações. Na ‘era’ da VARIG nunca vimos a balbúrdia que hoje se distribui por todos os grandes aeroportos do país. Lembro-me que junto à VARIG trabalhavam a Cruzeiro ( que saudades), a VASP e a Transbrasil. Chegávamos no embarque, tranquilamente, aproveitando os momentos de expectativa para deliciosos dias de férias. É verdade: essas começavam até mesmo antes de entrarmos no avião. A voz doce que falava ao microfone, anunciando a partida dos vôos, preparava os espíritos para as aventuras programadas nos campos ou nas praias, no Brasil ou no exterior.

    Era muito bom!

    Havia uma calma surpreendente, que abrange todas as organizações que cumprem seus deveres, e essa suavidade passava de semblante a semblante de passageiros e tripulantes confiantes e fiéis.

    Era bonito de se ver as aeronaves da VARIG, Transbrasil, Cruzeiro estacionadas nos pátios, embarcando ou desembarcando turistas, senhores e senhoras a trabalho, crianças carregando ursinhos à mão… ( Não esqueçamos a Panair do Brasil!)

    A viagem aérea ainda continha aquele místico aspecto dos anos cinquenta, quando as mulheres colocavam o melhor vestido, óculos com cristais nas hastes, um lenço charmoso, para a época, nos cabelos, os saltos muito altos, a maquiagem impecável, uma frasqueira discreta e belíssima e para finalizar, duas gotas de ‘Chanel’ nos cantos do rosto. Os cavalheiros eram distintos, quase sempre em seus ternos impecáveis, e viviam nas viagens, também, momentos de descontração e prazer . Invariavelmente a tripulação era simpática; trabalhava cumprindo normas de segurança responsável. Acidentes com aeronaves houve em todas as épocas e nós nos lembramos deles como fatalidades recobertas de luto.

    Forçaram a saída da VARIG do mercado; a companhia aérea havia comprado a Cruzeiro, a princípio, e depois de variações na administração, continuou a VARIG sendo a ‘Bandeira do Brasil’, nos aeroportos de todo o mundo. A Transbrasil e a VASP garantiam a circulação e a harmonia na aviação civil brasileira. Mas, implodiram a VARIG em nome da ganância de grupos não comprometidos com a eficiência, segurança, humanidade e tradição.

    À época muitos funcionários que, de repente, se viram desempregados de uma atividade absolutamente específica, entraram em desespero; tinham família para sustentar. O que fazer? Um grupo deles, uniformizados, foi a Brasília e ao encontrar a Ministra Chefe do Gabinete Civil, Dilma Roussef, suplicaram os tripulantes àquela senhora, primeira pessoa de decisões no governo Lula, que interviesse no desastroso desmoronamento, pois a situação era urgente, angustiante e agressões pela falta de opção já se verificavam em vários estados do Brasil.

    Nunca nos esqueceremos da forma como andava Dilma Roussef à frente daqueles trabalhadores, com a cabeça erguida e repleta de soberba (soberba daqueles que tem tudo e não dão nada a ninguém). Nela não se via um olhar de piedade e dizendo que a VARIG era ‘devedora’ não faria absolutamente coisa alguma, para tentar contornar a situação dos novos desempregados brasileiros. ( Vide as gravações televisivas dos jornais da época).

    Os funcionários além de ‘ no olho da rua’, assistiram sua previdência ser confiscada. A ‘Aerus’, que recebeu durante tantos anos suas contribuições mensais, não lhes daria mais nenhum centavo.

    Como esses profissionais continuariam a viver?
    Alguns se suicidaram! Alguém, um dia, vai pagar por isso! Outros vivem na mais absoluta pobreza! Pouquíssimos conseguiram emprego em outras companhias de aviação! Muitos não puderam fazer mais nada, pois pilotar aviões é uma atividade que nos currículos enviados a empresas de outro gênero, não se enquadra em nenhum setor. Hoje, encontramos com facilidade pilotos e comandantes, repletos de experiência, abandonados por aí.

    E diante desse enorme absurdo brasileiro vimos a entrada nesse mercado, das novas companhias, a TAM e a GOL. Aí, então, instalou-se o caos.

    Nunca mais os aeroportos voltaram a ser como antes.

    Os vôos jamais têm horários confiáveis. As filas são imensas para o chek-in e o desconforto leva os passageiros ao desespero. Dorme-se pelo chão, ninguém sabe informar coisa alguma, inventam-se mil desculpas idiotas para a justificativa dos atrasos. Isso não tem fim, nem nunca terá!

    Acabou-se a era dos sonhos e do romantismo das asas de um avião.
    Empresas aéreas brasileiras, no terceiro milênio, são traduzidas pelo sentimento de horror! Pesadelo! Muito, muito medo! Há poucos dias vimos reportagens nas TVs, de que as tripulações não são respeitadas quanto às indispensáveis observações de horas de vôo, ou seja, os aeronautas quase vivem nos aparelhos, voando muito mais do que deveriam. Do cansaço para tragédias é questão de minutos, ou, talvez, segundos. Entrevistados disseram que faltam pilotos e comandantes.

    Tanto o governo, quanto os proprietários das empresas aéreas não se importam com os perigos iminentes que envolvem seres humanos em desastres aéreos; o dinheiro e o lucro são os únicos resultados que para eles fazem a diferença. Mesmo que seja utópica a minha sugestão, por que não recriar a VARIG, colocando-a a todo vapor no mercado?

    Afinal de contas, bem ou mal ela ainda existe; como um nada, mas ainda existe. Insisto: por que não investem no retorno da segunda bandeira do Brasil, que é a VARIG? Está claro que precisamos de aviões e de tripulação treinada, de veteranos que possam ensinar os mais modernos.

    A quem interessou ou interessa o completo enterro da VARIG?
    Sem a intenção de inventar um milagre, asseguro que essa seria a solução para o caos que se instalou nos transportes aéreos brasileiros; o mundo inteiro já conhece essa nossa situação de décimo mundo!
    Os aeroportos do Rio e de São Paulo nada mais são, hoje, do que a velha Central do Brasil.

    CALOTE EM APOSENTADO É ASSASSINATO

  55. Jorge Rosaem 25 ago 2010 �s 21:46

    Prezada Preta

    Você confirmou o que temia. É mesmo a nossa amiga.A Alice sempre foi forte e determinada,sairá de mais uma
    armadilha. Que felicidade DEUS ter colocado você e a Yara Maria no caminho,possibilitando o socorro necessário. Fico mais aliviado com as notícias que se seguiram. Obrigado! Abraços

  56. Jorge Rosaem 25 ago 2010 �s 22:19

    Olá Petra

    Desculpe ter errado na digitação de seu nome. Abraços

  57. Petraem 26 ago 2010 �s 07:46

    Bom dia , dr. Maia!
    Ontem a noite após ter colocado as últimas notícias aqui no bolicho sobre Dna. Alice , Yara Maria conversou com Dr. Saboya ( médico de Dna. Alice ) que disse a Yara que o relato de Dna. Vera ( irmã) de Dna. Alice feito para mim , é a visão de uma leiga e uma irmã preocupada . Verdade é que Dna. Alice abriu os olhos , tem movimentos com a mão e perna esquerdos , mas que eles são espasmos neurológicos e não movimentos coordenados . A realidade continua sombria , os danos cerebrais ainda não foram avaliados ( tem que esperar 72 horas) e assim não se sabe ainda um prognóstico preciso . Verdade é , que seu estado continua muito grave , o seu futuro ( se sobreviver ) será difícil e muito doloroso , a fala está comprometida severamente além do lado direito do corpo . Tudo vai depender da evolução , mas o quadro não é tão alegre e promissor como a Dna. Vera me passou ontem , infelizmente .
    A família está presente e nada falta a nossa Dna./Tia Alice . Quem gosta dela mande pensamentos positivos , boas vibrações , orações , tudo é válido e bem vindo .
    Gostaria de ter melhores notícias , mas esta é a realidade . Vamos aguardar o passar do tempo . No momento nada lhe falta e ela está assistida , principalmente com esta corrente de amor .

    Dr. Maia , corrente esta que também lhe proteje , nós cuidamos e velamos pelos nossos , sempre . E não esqueça jamais , que o Sr. se tornou um dos nossos ao cuidar de nós e lutar por nós , é um elo dos mais impotantes da nossa corrente . Por isto gostamos tanto do Sr.

    Abraços e beijinhos mais que carinhosos , recheados de saude e paz .
    Dr. Maia , se cuide , faça a sua parte , por mais difícil que possa ser , estamos todos ao seu lado !!!
    Beijinhos carinhosos .

  58. Petraem 26 ago 2010 �s 07:50

    Para tornar o dia mais leve ;

    http://www.youtube.com/watch?v=1GVKbhYrcGM

    Jorge Rosa , abraços para você também .

  59. em 26 ago 2010 �s 07:57

    Gostaria de saber como ficam os acionistas minoritários? Só em um país como o brasil você compra ações de uma empresa que é vendida da seguinte forma: a parte ‘boa’, que dá lucro vai para o comprador e parte ‘podre’ cheia de dívidas fica com os acionistas.
    Piada de mal gosto.

  60. Petraem 26 ago 2010 �s 08:15

    Um texto primoroso , atual e que deveríamos ler diáriamente :

    Nós bebemos demais , gastamos sem critérios . Dirigimos rápido demais , ficamos acordados até muito mais tarde , acordamos muito cansados , lemos muito pouco , assistimos TV demais e raramente estamos com Deus . Multiplicamos nossos bens , mas reduzimos nossos valores . Nós falamos demais , amamos raramente , odiamos frequentemente . Aprendemos a sobreviver, mas não a viver ; adicionamos anos às nossas vidas e não vida aos nossos anos . Fomos e voltamos´à lua , mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho . Conquistamos o espaço , mas não o nosso próprio . Fizemos muitas coisas maiores , mas pouquíssimos melhores . Limpamos o ar mas poluímos a alma ; dominamos o átomo , mas não o nosso preconceito ; escrevemos mais , mas aprendemos menos ; planejamos mais , mas realizamos menos . Aprendemos a nos apressar e não , esperar . Construímos mais computadores para armazenar mais informação , produzir mais cópias do que nunca , mas nos comunicamos cada vez menos . Estamos na era do ” fast food ” e da digestão lenta ; do homem grande , de caráter pequeno ; lucros acentuados e relações vazias . Esta é a era de dois empregos ,, vários divórcios , casas chiques e lares despedaçados . Essa é a era de viagens rápidas , fraldas e moral descartáveis , das rapidinhas , dos cérebros ocos e das pílulas ” mágicas ” . Um momento de muita coisa na vitrine mas pouca coisa na dispensa . Uma era que leva essa carta á você e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ” delete” . Lembre-se de passar o tempo com as pessoas que você ama , pois elas não estarão por aqui para sempre . Lembre-se de dar um abraço carinhosos em seus pais , num amigo , pois não lhe custa um centavo sequer . Lembre-se de dizer ” eu te amo ” à sua companheira (o) e ás pessoas que ama , mas , em primeiro lugar , se ame … se ame muito . Um beijo e um abraço curam a dor , quando vêm lá de dentro . Por isso valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado , sempre

    George Carlin ( 12/05/1927 – 22/06/2008 )

    ___________________________________________________________________

    Beijinhos carinhosos , lá de dentro .

  61. Petraem 26 ago 2010 �s 08:18

    Repassando ;

    24 de agosto de 2010 | N° 16437AlertaVoltar para a edição de hoje
    ARTIGOS ZERO HORA
    Pilotos “made in China”, por Vitor Stepansky*
    A tão propalada recuperação judicial, a primeira tentada no Brasil, não deu em nada: na semana passada, a S/A Viação Aérea Riograndense (Varig) foi à falência com a quebra da Flex, sucessora do passivo da empresa.

    Os ativos foram regiamente distribuídos por um quase nada para a Varig Log por US$ 23 milhões. O ativo mais valioso, a marca Varig e seus bens, foi repassado anos atrás pela Varig Log para a Gol por algo em torno de US$ 320 milhões, em cerimônia no Palácio do Planalto, quando o presidente Lula elogiou o comprador, o patriarca da família Constantino, que logo apareceu envolvido no escândalo do senador Roriz, ex-governador de Brasília.

    A Flex ficou de herdeira do que sobrava, a ação de diferença tarifária da antiga Varig, já transitada em julgado a favor da Vasp e da Transbrasil.

    A ação da Varig, em torno de R$ 5 bilhões, teve julgamento favorável no Superior Tribunal de Justiça, mas empaca no Supremo há quase 20 anos. Por que, na época, a juíza não decretou a Gol como a sucessora do passivo trabalhista da antiga Varig?

    E os aposentados do Aerus, o fundo de pensão de aeronautas e aeroviários? Onde ficou a Secretaria de Previdência Complementar, que teria o poder de fiscalização e nada fez?

    Há quase cinco anos, o Fundo Aerus está em liquidação. Já está na mão do quarto “companheiro”. Os outros foram afastados por suspeita de “negligência”, para não usar outro termo. A sobrevivência dos aposentados está nesta ação, que fora dada “em garantia” pela Varig para o Aerus.

    Agora mais um escândalo. A TAM foi vendida para a Lan Chile. Como? Onde está o governo? Linhas aéreas são concessões do poder público, parte de acordos bilaterais entre o Brasil e os países com os quais nos relacionamos. Ou seja, a Lan Chile vai ser concessionária de linhas aéreas no Brasil através de “um laranja”, a TAM. Ou o governo dorme, ou é conivente e compactua com a ilegalidade e a fraude. Ou isso não é fraudar a lei?

    Tem mais: o governo tenta modificar o artigo 156 do Código Brasileiro de Aeronáutica, que diz que a função a bordo de aeronaves nacionais é privativa de titulares de licenças específicas do Ministério da Aeronáutica, reservada a brasileiros natos ou naturalizados.

    Com a falência da Varig, exportamos pilotos qualificados e competentes para o mundo inteiro, até para a China. Agora, vamos importar pilotos “made in China” via Paraguai.

    *Aeronauta, ex-comandante da antiga Varig

  62. Petraem 26 ago 2010 �s 10:16

    PEDIDO DE EMPRÉSTIMO

    Um advogado de Nova Orleães pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa quando do furacão Katrina e queria reconstruí-la.

    Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia.

    O advogado levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803.

    Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta.

    “Após a análise do seu pedido de empréstimo, notámos que foi apresentada uma certidão do registo predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data. ”

    Irritado, o advogado respondeu da seguinte forma:

    “Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156. Verificámos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registo. De facto, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos E.U à França, em 1803.

    Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana antes dos E.U. terem a sua propriedade foi obtida a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha.

    A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um capitão da marinha chamado Cristóvão Colombo, a quem havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.

    A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo.

    Presentemente, o Papa – isso temos a certeza de que os senhores sabem – é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus – é comumente aceite – criou este mundo. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana. Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também.

    Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.

    Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? Que diabo!!!”

    O empréstimo foi concedido.

    Beijinhos carinhosos .

  63. Petraem 26 ago 2010 �s 12:19

    Vamos a crônica da Cora Ronai do Globo de hoje ?

    26.8.10

    Impressões de viagem

    Gotemburgo é a segunda cidade da Suécia, e a quinta maior da península escandinava. Tem cerca de 510 mil habitantes e zero carisma, mas quem chega ao excelente aeroporto de Landvetter tem a impressão de que pousou num importante centro turístico. Tudo, a começar pelo próprio aeroporto, construído em 1977 mas tinindo de bem conservado, colabora para essa impressão. Há balcões de recepção ao turista logo em frente à área de desembarque, e fileiras de prateleiras cheias de folhetos informativos sobre hotéis, restaurantes e atrações, todos caprichosamente editados em pelo menos meia dúzia de línguas.

    Mais tarde, ao longo de suas andanças, o turista ainda vai se deparar com dezenas de outros impressos (gratuitos) vendendo ou explicando a cidade, do trajeto entre as ilhas feito pela barca Rio-Niterói lá deles (com mapa do percurso e minuciosos textos sobre cada ilha) a caderninhos sofisticados distribuídos pelo comércio, passando pelo guia oficial editado em forma de revista, com 122 páginas cheias de fotos e detalhes.

    Que atrações são essas, tão alardeadas? Em primeiro lugar, um parque de diversões chamado Liseberg, bem mais simpático e menos neurótico do que os mega parques americanos, e de onde, com um mínimo de empenho, todo mundo sai com seu bicho de pelúcia ou pacote monstro de balas; depois… bem, depois é mais complicado.

    Há museus, entre eles um de design, um marítimo e um da aviação, há um veleiro ancorado que pode ser visitado, há parques e jardins, há uma roda gigante, há o já mencionado trajeto da barca, há umas duas ruas de cafés à la bairro boêmio. Há tours de ônibus vermelho, de barquinho e de trem, há o mercado de peixe e o Jardim Botânico, e vários parques e jardins menores, um deles plantado no alto da colina mais alta, a 87 metros do chão, de onde se tem ampla vista lá para baixo.

    A valente cidadezinha arranca leite de pedra para cativar os visitantes. Inventa museus e centros de convenção, distribui folhetos e constrói roda gigante, num empenho que chega a ser comovente. Mas a realidade é que, depois de dois dias – ainda assim numa estimativa otimista — Gotemburgo está amplamente vista e visitada, e qualquer tempo adicional é tempo roubado de paragens mais emocionantes.

    Impossível não fazer a inevitável comparação com o Rio, e a sua constelação de atrações, cada qual mais rica. Enquanto Gotemburgo chama e se esforça, o Rio dá de ombros, como se não estivesse nem aí. Lá o turista é paparicado, aqui vira coadjuvante de tiroteio em hotel de luxo; lá conduções limpas, baratas e eficientes o levam aos principais pontos da cidade, aqui ele é roubado até o último centavo por máfias oficiais de vans em lugares como o Corcovado — onde, supostamente, deveria sentir-se protegido. Lá ele encontra balcões de informação e literatura aonde quer que vá, aqui não tem quem o socorra.

    A sensação que se tem em Gotemburgo é que, se a cidade quisesse sediar uma Olimpíada, estaria pronta para isso amanhã. Aqui no Rio, ao contrário, a possibilidade de realização das Olímpiadas parece ser, cada vez mais, uma péssima idéia.
    * * *
    Em Gotemburgo – como em Oslo, em Copenhague e em outras cidades que visitamos – o sol se punha às onze da noite, e às duas, três da manhã já ameaçava nascer de novo. Mas a primeira coisa que criaturas tropicais descobrem naquela latitude é que claridade e luminosidade não são sinônimos. O sol escandinavo, mesmo às duas da tarde, mesmo no mais radioso dia de verão, inclementes 24 graus Celsius castigando o asfalto, é um astro pálido, que brilha pedindo desculpas e ilumina discretamente, como se escondido por véus de musselina. As cores resultam pálidas, e o mundo parece desenhado a pastel. Não há uma cor forte e vibrante à vista; nem mesmo o vermelho dos carros de bombeiro parece um vermelho como o daqui.

    Esse sol tímido explica o design dos móveis escandinavos, com suas linhas essenciais e suas madeiras claras, e as cores das cortinas e estofados da região, elegantes meios tons em que nada fala mais alto. Gritar, como gritam as cores mexicanas, por exemplo, nem pensar.

    As cores, por sua vez, ajudam a entender as pessoas, também elas calmas e distintas, conversando num tom de voz sempre educado. Em lugar nenhum se vê a paixão e balbúrdia dos trópicos, a natureza over das gentes e dos objetos que vivem sob o signo do sol.
    * * *
    Nunca vi tanta gente bonita por metro quadrado quanto na Suécia: todos são altos, louros e longilíneos, e ostentam o mesmo nariz orgulhosamente arrebitado. As crianças, então, parecem saídas de propagandas de produtos infantis, rosadinhas e com os cabelos quase brancos de tão claros.

    Todos, é engraçado observar, igualmente despreparados para o calor, ou para o que imaginam que seja calor; a única coisa mais mal ajambrada do que um carioca no inverno é um sueco no verão. Nada combina com nada, há shorts curtos demais usados com camisetas demasiado longas, sapatos deslocados, meias mal resolvidas, uma confusão.

    Mas a multidão sueca impressiona. Primeiro, constata-se como fica bem a espécie depois de algumas gerações de bons tratos e alto IDH; depois, percebe-se como, apesar de tudo, a uniformidade é monótona. Passadas algumas centenas de louros altos e esbeltos, o olhar busca, ansioso, uma pele morena, um olho castanho, uma cabeleira negra.

    Moral da história? Quanto mais misturada, mais divertida fica a humanidade.

    (O Globo, Segundo Caderno, 26.08.2010)
    __________________________________________________________________

    Beijinhos carinhosos

  64. Gabrielaem 26 ago 2010 �s 13:16

    EU ti amo, Petra

    Eu ti amo, Dr. Maia

    Eu ti amo, Grazziela

    Eu ti amo, Paizote

    Eu ti amo, S.G.Pinheiro

    Eu ti amo, D. Alice

    Eu ti amo, Vida

    Beijos à todos, Gabriela

  65. Petraem 26 ago 2010 �s 17:11

    Amigas/os

    Acabei de falar com a irmã de Dna. Alice e as notícias não são boas , infelizmente . Ela abriu os olhos ontem , mas não reconhece ninguém , começou a sofrer de arritmia cardíaca , está com uma infecção e formou mais um trombo .
    Acho que lentamente ela está nos deixando .
    Tenham certeza de que imprimirei todas as manifestações de carinho que voces estão me enviando e que eu as entregarei á família dela .
    Desejo que um anjo muito lindo a pegue no colo e a leve para o lugar onde ela mereça descansar .
    Gostaria de ter notícias melhores , mas vamos desejar que ela siga o seu caminho, seja ele qual for .
    Um grande beijo e abraços carinhosos á todas/os.

    Petra

  66. paizoteem 26 ago 2010 �s 19:31

    Eu sou tão ruim nestas horas, fico meio perdido sem saber o que dizer.
    Fico me sentindo meio fragilizado, não consigo entender nada da vida, gostaria de ter uma palavra que explicasse o que sinto…mas cadê?
    Vou me encolhendo entrando na concha com olhar meio abestalhado.
    Necessito recolher-me um pouco.
    Parece um complô,Bira,Dada,Lecy, Jorge, Delira,… ,e outros que seres amados resolveram partir.
    Teimoso como sou ,vou lutar cada vez mais para ficar por aqui tanto quanto possivel e mais um pouco , agarrado a este pedaço de carne.
    Eu tinha tanto para dizer ainda , mas felizmente pude dizer em tempo o quanto amava vcs. Mais ou menos como fez a Gabriela.
    Afinal isto é o que vale, dizer do amor enquanto há tempo.
    Depois? Bem… depois quem sabe um dia nos encontraremos para continuar aquele papo gostoso.
    Obrigado Gabriela!

  67. paizoteem 26 ago 2010 �s 20:15

    concluindo…
    Todo o resto fica pequeno.

  68. Petraem 26 ago 2010 �s 20:22

    Paizote , bobinho , não seja por isso , eu também te amo , assim como disse a Gabi .
    Estamos todos fragilizados e fracos com mais estas tristezas destes ultimos dias , mas não seja por isso , eu também amo as pessoas de bom coração ou seja , os amigos virtuais que conheci neste bolicho , sem esquecer de Graziella e Dr. Maia , que bem sabem o quanto eu os amo e respeito .
    Não esquecendo Gabriela , SG Pinheiro , Carlos irmão , Marcio, e o meu mais novo amigo de infância Roberto Haddad .
    E tantos outros que demonstram seu carinho aqui no bolicho .

    Um grande beijo carinhoso de boa noite .

  69. S.G.Pinheiroem 26 ago 2010 �s 21:51

    .

    …Obrigado Gabriela, …obrigado Petra !

    Eu tambem sinto o mesmo por voces !

    Dias melhores virão, com certeza… aí então !!!

  70. Petraem 27 ago 2010 �s 06:59

    Bom dia , Dr. Maia e amigas/os .

    Repasso um dos textos mais lindos e importantes que li e que me foi enviado pelo meu querido amigo Carlos Edmundo .
    Leiam com atenção e com o coração ;

    Facundo Cabral: Não estás deprimido, estás distraído. Di…
    Não estás deprimido, estás distraído.
    Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
    Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
    Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

    Não estás deprimido, estás distraído.
    Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
    Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
    E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
    Não existe a morte, apenas a mudança.
    E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
    Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
    Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
    Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
    a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
    Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
    E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
    Lembra-te: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.
    Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
    Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
    Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
    Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
    Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
    E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
    se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
    Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido… portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
    disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

    Não estás deprimido, estás desocupado.
    Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
    Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
    Dá sem medida, e receberás sem medida.
    Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
    E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
    O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
    Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

    Facundo Cabral

    ___________________________________________________________________

    Abraços e beijinhos carinhosos recheados de esperanças , carinho , saúde , muita saúde e paz .

  71. Roberto Santannaem 27 ago 2010 �s 18:20

    Querida amiga Petra
    Este texto é uma injeção de otimismo, de amor, de sabedoria de vida, direto na veia. Que satisfação em compartilhar isso com o nosso povo aqui do ” bolicho ” Obrigado por mais essa! Dr. Maia, saúde e bom fim de semana.

  72. STRINGHINIem 28 ago 2010 �s 14:52

    ATENÇÃO “AFoi publicada no Diário Oficial da União de 09.02.2005, em edição extra, a Lei nº 11.101, que “regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária”, que apelidamos, resumidamente, de Lei das Falências, com entrada em vigor no prazo de 120 dias, ou seja, em 09.6.2005. Nestas laudas, abordarei apenas um de seus tópicos, qual seja, a classificação dos créditos na falência, o que vem estampado no art. 83 da recente lex, pois a nova legislação alterou substancialmente a ordem do art. 102, do revogado Decreto-lei nº 7661, de 21 de junho de 1945.

    O ART. 83, DA LEI N. 11.101/2005
    Pelo inciso I, os créditos decorrentes da legislação do trabalho prosseguem em primeiro lugar na classificação, limitados, contudo, à importância correspondente a 150 (cento e cinqüenta) salários mínimos. O que se pretende com esse patamar de 150 salários mínimos é evitar-se as reclamações trabalhistas simuladas às vésperas da quebra, com valores quase que impagáveis, previamente acertados entre reclamante e reclamado, na maioria das vezes envolvidos por grau de parentesco ou elevado relacionamento de amizade ou conluio. O excedente será classificado como crédito quirografário, de acordo com a alínea c, do inciso VI do mesmo art. 83. Quanto ao crédito decorrente de acidente do trabalho não existe limitação. Em razão da recente Emenda Constitucional n. 45, depreende-se que no termo “legislação do trabalho” mencionado devem estar compreendidos, obrigatoriamente, todos os créditos decorrentes de serviços prestados, pois a teoria agora é a do emprego e trabalho. Observação importante que faço, refere-se aos créditos trabalhistas derivados de serviços prestados após a decretação da quebra, pois, de acordo com o inciso I, do art. 84, não há limitação, sendo denominados de créditos extraconcursais, e deverão ser pagos antes de qualquer outro discriminado no art. 83. É um incentivo ao prosseguimento da atividade empresarial, contratando novos empregados, podendo estes contar com a certeza de que receberão o que lhes é devido em sua integridade. Quanto ao inciso II, muitos estão dispensando-lhe uma interpretação equivocada, ao afirmarem que as instituições financeiras estão, a partir de agora, totalmente garantidas. Ocorre que o privilégio que a escoram limita-se ao valor do bem oferecido em garantia real (hipoteca, penhor, alienação fiduciária etc.), cujo valor será conhecido somente com a sua alienação, após arrecadado. Aliás, doravante, conforme autoriza o art. 111, o bem poderá ser alienado ou adjudicado pelos próprios credores imediatamente após a arrecadação, não sendo mais necessário se esperar a formação do quadro de credores, evitando-se a natural depreciação e conseqüente desvalorização, prejudicial a todos. Assim, o crédito bancário pode ser muito superior ao valor do bem ofertado em garantia real, cujo resíduo em pecúnia será classificado como quirografário, só que na ordem de classificação antes até mesmo do resíduo trabalhista, de acordo com a alínea b, do inciso VI, do art. 83. É esse privilégio especial que tem sido criticado. O argumento fundamental dos bancos é que havendo maior garantia de recuperação por parte das instituições financeiras, o risco, por evidente, será menor, trazendo como conseqüência o barateamento dos encargos financeiros. Outra justificativa é a de que o sistema financeiro promove a produtividade através dos empréstimos. Só a prática confirmará, pois a rede bancária “pediu um tempo” para acompanhar a adaptação do mercado à nova legislação. A seguir, o inciso III agasalha os créditos tributários, de qualquer natureza e tempo de constituição, inclusive das autarquias. As multas tributárias estão excluídas dessa classificação inicial, passando a fazer parte do rol dos créditos quirografários, juntamente com as multas penais e administrativas. Para facilitar a aquisição da empresa por terceiros e pelos próprios empregados, o inciso II, do art. 141, permite o negócio jurídico “livre de empeços”, disso decorrendo que as dívidas tributárias (assim como as trabalhistas e as decorrentes de acidente de trabalho) existentes na data da quebra não integram a aquisição, o que facilitará bastante a transferência, pois o adquirente receberá o acervo purificado desses encargos. Entretanto, para implementar-se essa vantagem aos adquirentes, foram necessárias algumas alterações no Código Tributário Nacional, realizadas através da Lei Complementar n. 118, também de 09.02.2005. Para facilitar a reativação do falido, criou-se o já referido crédito extraconcursal, dividido em duas espécies: a) crédito extraconcursal por fornecimento de produtos e serviços durante a fase de recuperação judicial convolada em falência (parágrafo único, do art. 67) e b) crédito por quantias fornecidas à massa pelos credores (art. 84, II). Significa que terceiros confiaram na plena recuperabilidade da empresa, razão pela qual essas duas espécies de crédito estão em primeiro lugar na classificação, superando o trabalhista e o acidentário. Prosseguindo, eis o inciso IV, que elenca, em suas alíneas a até c, alguns créditos com privilégio especial. O inciso V cuida dos créditos com privilégio geral. Os conhecidos créditos quirografários estão previstos no inciso VI, compreendendo aqueles sem qualquer garantia; os saldos das instituições financeiras superiores à garantia real e os trabalhistas acima dos 150 salários mínimos, nessa ordem. Encerrando o quadro de credores, o inciso VII criou a figura do crédito subordinado, que corresponde àquele pertencente aos sócios ou administradores, ou seja, o pro labore (retirada) ou a parte dos lucros que lhes cabe nos resultados da empresa falida, pendentes na data da quebra.

    A SÚMULA 307 DO STJ
    O legislador poderia ter impedido o possível conflito a ser gerado entre a súmula 307 do STJ e a ordem de classificação de créditos tratada pelo art. 83, da recente Lei n. 11.105. A súmula assim se enuncia: “A RESTITUIÇÃO DE ADIANTAMENTO DE CONTRATO DE CÂMBIO, NA FALÊNCIA, DEVE SER ATENDIDA ANTES DE QUALQUER CRÉDITO”. A sua publicação deu-se no DJU, Seção I, 15/12/2004, p. 153, ou seja, antes da promulgação e publicação da lei falencial em destaque. Ora, a súmula 307 contraria frontalmente o art. 83 da Lei, ou é o art. 83 que colide com a súmula 307? Afinal, como ficam os créditos extraconcursais, os créditos derivados da relação de trabalho e acidentários e os créditos com garantia real? É certo que os créditos relativos a contrato de câmbio (Resolução Bacen n. 63, de 21.8.1967) são objeto de pedido de restituição, razão pela qual deveriam ser classificados como créditos com privilégio especial, nos termos do alínea b, do inciso IV, do art. 83 (“os assim definidos em leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei”), com pagamento posterior àqueles superprotegidos. Contudo, parece-me que os críticos estão com a razão, quando insurgem-se contra os privilégios creditórios outorgados às instituições financeiras. Pela comentada súmula 307, o pedido de restituição de valores provenientes de contrato de câmbio está amparado em primeiríssimo lugar no quadro geral de credores, desbancando créditos extraconcursais, trabalhistas, acidentários e com garantia real. Atrevo-me, em razão do quanto alinhado, a definir a seguinte classificação de crédito – admitindo-se a prevalência da súmula 307 –, por minha conta e risco: 1) crédito decorrente de contrato de câmbio, através de pedido de restituição, sem qualquer limitação de valor: 2) crédito extraconcursal por fornecimento de produtos e/ou por concessão de crédito, sem qualquer limitação; 3) crédito trabalhista, até o valor equivalente a 150 salários mínimos e crédito em razão de acidente de trabalho, sem qualquer limitação; 4) crédito com garantia real, até o valor do bem oferecido em garantia; 5) créditos tributários, inclusive das autarquias, sem qualquer limitação; 6) crédito com privilégio especial; 7) crédito com privilégio geral; 8) créditos quirografários, onde se enquadram, entre outros, o crédito das instituições financeiras além do valor da garantia real e o crédito trabalhista superior a 150 salários mínimos; 9) crédito subordinado. Caso se entenda que a súmula 307 perdeu o seu efeito em razão do posterior art. 83, é só reclassificar o crédito oriundo de contrato de câmbio na classe daqueles com privilégio especial. O resto permanece na mesma ordem. Eis o imbróglio, que vai gerar muito embate jurídico. É só sentar e esperar.CIDENTADOS DO TRABALHO E PORTADORES DE DOENÇA OCUPACIONAL”

  73. Carlos Pereiraem 29 ago 2010 �s 15:38

    Prezados

    Para os funcionários da antiga Varig que não aderiram ao Plano de Recuperação, deveram efetuar sua habilitação de crédito com o prazo de 15 dias;

    Vejam o texto ma sentença de Falência:

    “Credores

    A juíza fixou ainda prazo de 15 dias para que os credores
    que não estejam incluídos no quadro da recuperação judicial
    apresentem suas habilitações de crédito. ”

    Gostaria de saber, como podemos fazer a habilitação?

  74. STRINGHINIem 29 ago 2010 �s 18:14

    SOMENTE APÓS A JUSTIÇA DO TRABALHO HOMOLOGAR O CRÉDITO DO FUNCIONÁRIO.

    APÓS ENCAMINHA-SE À JUSTIÇA ESTADUAL ( VARA DE FALÊNCIAS) E, DE ACORDO COM A LEI 11101/05 O CRÉDITO TRABALHISTA INSCRITO NA DECORRECIA DOS 15 DIAS DA PUBLICAÇÃO DA FALÊNCIA DO DIÁRIO OFICIAL, SEU “DINDIM”, LIMITADO EM ATÉ 150 SALÁRIOS MÍNIMOS, SERÁ PAGO SE HOUVER DISPONIBILIDADE DE “CAIXA”. O RESTANTE DO CRÉDITO, SE HOUVER, SERÁ QUALIFICADO COMO “QUIROGRAFICO” E TERÁ A ÚLTIMA PREFERÊNCIA PARA PAGAMENTO.

    PORTANTO, AINDA DEPENDEMOS DO JULGAMENTO DA “DEFASAGEM TARIFÁRIA ( RE/571969, QUE TRAMITA NO STF E NÃO HÁ PREVISÃO DE JULGAMENTO.

    CASO ALGUÉM JÁ TENHA SEU CREDITO HOMOLOGADO NA JT. PODE ENCAMINHAR O PROCESSO CONCLUSO À RELATORA DA RE-571969, MINISTRA CARMEM LÚCIA, COM UM PEDIDO DE “RESERVA DE FUNDOS” PARA PAGAMENTO PRIORITÁRIO DO REQUERENTE.

    ABRAÇOS AOS EX-COLEGAS. cmte.stringhini@gmail.com

  75. carlos augusto fadel santosem 29 ago 2010 �s 18:44

    cmte.stringhini,boa noite, por favor tenta explicar de uma maneira ,mais fácil, como isso deve ser feito, no caso do meu filho por exemplo, que foi funcionário e vive em USA, como ele faría, podería faze-lo atraves de uma procuração dada a mim e eu faría o tramite,como é feito isso, como fazer a petição, será que o sindicato atraves o seu quadro jurídico resolvería essas questões, grato fadel santos

  76. STRINGHINIem 29 ago 2010 �s 19:05

    SIM, O SNA É QUALIFICADO PARA PROPOR AÇÃO TRABALHISTA ATRAVÉS DE SEU CORPO JURÍDICO. BASTA QUE SEU FILHO SEJA SINDICALIZADO E O TEMPO DESDE A DESPEDIDA NÃO TENHA ULTRAPASSADO DOIS ANOS.À EXCESSÃO DOS CASOS DE “ACIDENTE DO TRABALHO/DOENÇA OCUPACIONAL, DIREITOS QUE A JURISPRUDÊNCIA TEM ENTENDIDO SEREM “IMPRESCRITÍVEIS”.

    BASTA QUE O AMIGO VÁ AO SNA E SE INFORME SE AINDA É POSSÍVEL, NO CASO DELE, INGRESSAR COMO UMA AÇÃO NA JUSTIÇADO TRABALHO.

    ENTRETANTO SE JÁ SÃO PASSADOS MAIS DE DOIS ANOS, VEJO COMO PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL. MAS NÃO CUSTA TENTAR ! BOA SORTE MEU AMIGO.

  77. STRINGHINIem 29 ago 2010 �s 19:06

    quinta-feira, 9 de outubro de 2008
    STJ libera Previdência Privada de Imposto de Renda
    Quinta-feira, 09/10/2008 – 11h41m

    ECONOMIA – STJ libera previdência privada de IR

    Decisão vale para quem tinha plano e pagou imposto entre 1989 e 1995

    Renata Veríssimo e Mariângela Gallucci

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o governo tem de devolver com correção monetária o Imposto de Renda (IR) que foi pago indevidamente por pessoas que contribuíram para planos de previdência privada de 1989 a 1995, período em que vigorou uma lei que isentava os contribuintes do pagamento do IR.
    A decisão foi tomada pela 1ª. Seção do STJ durante o julgamento de um recurso movido por um grupo de aposentados que contribuiu para um plano e, apesar da isenção, pagou o IR até 1995. O resultado do julgamento será aplicado a outros casos idênticos que tramitam no próprio STJ e nas instâncias inferiores da Justiça.
    A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional não recorrerá da decisão. O procurador-geral adjunto, Fabrício Da Soller, disse que já há uma pacificação do STJ em ações da mesma natureza. Por isso, um ato declaratório da Procuradoria – de novembro de 2006 – liberou os procuradores de contestarem as decisões sobre esse assunto.
    Da Soller disse que a decisão do STJ só beneficia as contribuições para fundos de pensão realizadas entre 1989 e 1995, quando o regime tributário vigente isentava de Imposto de Renda os rendimentos com aposentadoria complementar.
    Desde 1996, as regras mudaram. A partir daquele ano, as pessoas que pagam previdência complementar podem abater da Declaração Anual de Imposto de Renda o valor dessas contribuições, até o limite de 12% do rendimento bruto anual. Em compensação, serão tributados de IR quando passarem a receber suas aposentadorias.
    Segundo o procurador, a decisão do STJ reconhece o direito de isenção tributária para as contribuições realizadas no período entre 1989 e 1995. Mas ele não sabe calcular quanto a União terá de devolver aos aposentados, com correção monetária. Segundo ele, na maioria dos casos, essas pessoas pagarão menos IR quando forem receber suas aposentadorias. Terá de ser feito um cálculo proporcional do imposto devido pelo aposentado, isentando de IR o período englobado na decisão do STJ.
    O procurador admite que será complicado achar uma fórmula de cálculo. “Terá que ser calculado individualmente”, afirmou. No passado, a Procuradoria da Fazenda Nacional, a Receita Federal e representantes de fundos de pensão já tentaram fechar um cálculo, mas não chegaram a um acordo.
    No julgamento de ontem, os ministros concluíram que, no caso específico, o grupo de aposentados também não deveria ter recolhido o IR sobre o recebimento da complementação da aposentadoria a partir de janeiro de 1996, quando passou a vigorar nova lei sobre o assunto.
    Eles observaram que os aposentados fizeram os depósitos no plano na época em que vigorava a lei anterior, a 7.713, que previa a isenção.
    Segundo o tribunal, nas instâncias inferiores da Justiça, os aposentados tinham fracassado na tentativa de receber o Imposto de Renda de volta. Na avaliação do STJ, o resultado do julgamento cria um precedente para inúmeros casos em tramitação.
    Como há muitos casos idênticos, os ministros do tribunal decidiram aplicar um rito previsto numa lei recente, conhecida nos meios jurídicos como lei dos recursos repetitivos. Por meio desse rito, o resultado de ontem será aplicado automaticamente a processos sobre o mesmo assunto em tribunais regionais federais (TRFs) e no próprio STJ, esperando um posicionamento da 1ª Seção do tribunal e aos novos processos protocolados a partir de agora na Justiça.

    Fonte: O Estado de S.

  78. STRINGHINIem 29 ago 2010 �s 19:10

    OUTRA VEZ. O SNA, ATRAVÉS DE SEU CORPO JURÍDICO É COMPETENTE PARA AJUIZAR ESSA AÇÃO PARA SINDICALIZADOS.

    BOA SORTE A TODOS QUE SE INTERESSAREM.

    CREIO OUTROSSIM QUE O DR. MAIA TENHA INTERESSE EM PATROCINAR AÇÃO COLETIVA NO CASO !

  79. Arturem 01 set 2010 �s 07:59

    Prezados boa tarde !

    Acompanho sempre o Blog para manter meu pai , ex funcionário VARIG e tb sofredor do AERUS sobre os acontecimentos , mas dessa vez tenho uma questão . Caso possam me ajudar , desde já agradeço !

    Eu não aderi ao plano de recuperação , mas constam meu nome e os créditos na lista de credores . Um dos senhores sitou que tenho que inscrever esses créditos em 15 dias , é isso ?
    Não sei como fazer pois estou voando na China e somente deverei retornar ao Brasil em meiados de Novembro .

    Boa sorte a todos vcs e mais claramente a todos nós pois compartilho dessa dor !

    Saudações Artur

  80. jose oliveira dos santos fiçlhoem 11 set 2010 �s 00:21

    a falência da varig decretada pela juíza foi revogada por outro juíz porque segundo a fundação Ruben Berta foi afastado da recuperação judicial , o que entendo por calote aos funcionários da varig e os aposentados do aerus, até aceito a tentativa da fundação desse ato . no entanto visualizando por este lado a fundação deveria ser responsabilizado pela derrocada da varig e aerus. E o poder judiciário assim como o poder executivo e tambem o poder legislativo responsabilizar e faze-los restituir o que nos foi roubado . continuo dizendo que nós pagamos mes a mes durante anos o direito de ter uma velhice que pudéssemos manter a nossa velhice pelo menos ter o direito de poder pagar uma consulta médica e não precisar de estarmos nos humilhando pedindo uma consulta ao sus e ter que esperar meses para conseguir . de ter que nos humilharmos juntos aos bancos para que pelo amor de Deus renegociem a nossa dívida pois já não temos condições de pagar o que devemos e temos que nos endividarmos mais porque precisamos pagar moradia , remédios , comida etc. pergunto aos senhores responsáveis por esta Nação: por que somos tratados tão vilmente desse jeito ??!! novamente peço desculpas ao Dr. Castagna Maia por usar o seu blog dessa maneira. se alguem tiver condições de enviar este comentário aos tres poderes por favor o faça . eu sou jose oliveira dos santos filho cpf-26247674-91

  81. valdir dos santosem 22 out 2010 �s 13:38

    Gostaria que se possível, se alguem tiver conhecimento, me fornecesse o nome do SINDICO da massa da Varig – Linhas Aéreas Rio Grandense bem como, de que forma conseguir o Termpo de Compromisso do Sindico. Preciso destas informações para cumprimento de um despacho judicial. Ação Trabalhista do Foro de Guarulhos/SP. e não tenho idéia de como cumrprir este despacho. Obrigado – contato valsan@aasp.org.br ou (11) 2943-1224

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