ago 02 2010

TREM-BALA, COMÉRCIO INTERNACIONAL E RABO-DE-CAVALO

Postado por at 23:31 sob Uncategorized

Já publiquei a respeito do meu apoio à construção do trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio. Na verdade, já publiquei textos afirmando a necessidade de se ter um plano vintenário de ferrovias, que tenha como meta integrar todo o Brasil com trens de alta velocidade. No caso do trem-bala Rio São Paulo, entendo que funcionará como demonstração: daqui a pouco, Porto Alegre começará a demanda o seu trem-bala, assim como Recife, e ainda Cuiabá. Ou seja, que o povo, vendo, passe a demandar.

II
O curioso nessa discussão do trem-bala é que há candidatos se declarando francamente contra. E dizem que são contra porque “será em parte construído com dinheiro público”. É a velha cantilena de que o Estado não pode investir, não pode estimular o investimento. Então, se a iniciativa privada não quiser investir, o problema é do Brasil, que ficará sem? E por que o Estado não pode investir? Em que cartilha maldita isso está escrito? Naquela utilizada para impedir que o Brasil crescesse durante vinte anos?

III
É impressionante isso: ainda persiste esse discurso de que o Estado deve ficar ausente de tudo. É o discurdo de Fernando Henrique Cardoso. E aí não adiante esconder o ex-presidente, mandá-lo para o exterior, se o discurso apresentado é exatamente o mesmo.

IV
Já comentei em outra oportunidade, reproduzindo lição do Professor Dércio Garcia Munhoz: na crise de 82, com a ida do Brasil ao FMI, foi estabelecida cláusula de que todo o invstimento das estatais, inclusive das sociedades de economia mista, deveria ser contabilizado como “déficit” do governo. As primeiras a apanhas foram as telefônicas estaduais, embora se financiassem a partir dos “planos de expansão”. Nós mesmos, comprando ações da companhia (era a forma de adquirir o telefone), é que financiávamos a instalação. O FMI, em 82, no entanto, exigiu que até isso – dinheiro nosso, que nós colocávamos nas companhias – fosse contabilizado como déficit no balanço da União. Isso engessou os investimentos, levou ao atraso na instalação de telefones e, finalmente, serviu como o grande discurso para a privatização das telefônicas. E o que houve, então? Ora, a venda das telefônicas para amigos da Corte ou a entrega para as multinacionais. Se você acompanhou a discussão, viu que a Telefônica de Espanha é, sim, assunto do Estado espanhol, assimo como ocorre com Portugal. Os dois países, Portugal e Espanha, estavam, há duas semanas, discutindo os rumos da companhia VIVO. Isso mesmo: eles, lá, os governos, disutindo a telefonia aqui. Por aqui é que foi vendido o discurso de que o assunto não diz respeito ao Estado.

V
É esse discurso de “o Estado não deve se meter” que está sendo novamente feito no caso do trem-bala. É bom porque é honesto, sincero, e o povo brasileiro poderá avaliar se é isso o que deseja, de fato. Mas há mais de discurso velho sendo pregado: é o que diz respeito ao “alinhamento automático” com os Estados Unidos. Bem ou mal, nos últimos anos o Brasil conseguiu colocar os ovos em diversas caixinhas. Nossa dependência em relação aos EUA foi sendo afrouxada. De outra parte, o Brasil ampliou o comércio com a África, com o Oriente Médio, com a América do Sul e com a América Central. Qual era o grande projeto internacional de FHC? A adesão do Brasil à ALCA – Área de Livre Comércio das Américas, onde os EUA propunham “igualdade de competição” entre a sua economia e as dos demais países americanos. O México caiu nessa e está lá, pobre, desindustrializado, dominado pelo narcotráfico. O herdeiro de FHC, há poucos dias, criticou de forma virulenta o Mercosul. Segundo ele, o Brasil deveria abrir mão do Mercosul e negociar diretamente com EUA e Europa. Ou seja, uma sucessão de palpites infelizes que afastou definitivamente o empresariado de sua campanha.

VI
O trem-bala está corretíssimo, se visto como um começo, uma demonstração do que poderá ser uma malha ferroviária de alta velocidade em todo o País. E está correto investir dinheiro público simplesmente pelo fato de que, se ficar esperando pela iniciativa privada, ou não sairá, ou o preço das passagens será muito maior. E a expansão das fronteiras comerciais, inclusive com o Irã, inclusive com a Venezuela, é imprescindível para o País. Lembre do apoio dos EUA à ditadura da Arábia Saudita, lembre da própria China. Ninguém quer saber se há democracia na China, a não se a Miriam Leitão quando quer criticar o governo brasileiro por “negociar com a China, uma ditadura”. Os demais países do mundo fazem comércio, e só. Aqui, é que jornalistas que vivem indo aos EUA em viagens de “estudos” patrocinados pelos diversos órgãos do Departamento de Estado resolvem criticar o seu próprio País.

VII
Por último, veja-se o título do Editorial de O Globo há dois dias: “Uribe está certo”. Qualquer um que esteja à direita do governo brasileiro contará, sempre, com o aplauso de “O Globo”. É o cúmulo do entreguismo, do antipatriotismo. Portanto, não estranhe que a candidatura herdeira de FHC cresça como rabo de cavalo. Seguirá ainda mais nesse destino.

7 respostas até o momento

7 Respostas em “TREM-BALA, COMÉRCIO INTERNACIONAL E RABO-DE-CAVALO”

  1. Clovis Luis Marcolinem 03 ago 2010 �s 13:39

    Ouvi e pouco vi na entrevista do José Serra no R7.com.

    Foi um deboche, uma vergonha!

    Tanto José Serra quanto os outros candidatos se acham espertos e tratam o povo como se idiota fosse – tamanho o cinismo com que se apresentam “se achando” donos da verdade expondo seu primarismo e desconhecimento do país, mas reafirmando a todo tempo um compromisso com os seus patrões, seguramente, para não deixar de receber as já prometidas verbas de campanha.

    Serra é o homem que diz que vai fazer mais do que Lula já fez, então sugiro desconsiderar votar-se nele uma vez que o governo do PT – que se encerra – foi extremamente desastroso para o país, beneficiando tão somente sindicalistas, invasores de terras, índios, e o ego do próprio mandatário, enquanto o Brasil paga juros altíssimos aos especuladores, vê cidades debaixo d’água, a dívida interna explodindo e quem ainda pode enviando seus filhos para o exterior porque nem mais sonhamos em ser o país do futuro, que ele se encarregou de sepultar de vez.

    Serra permaneceu o tempo todo com um discurso mentiroso, fácil, ensaiando uma simpatia que não tem ridículo tentando ser intimista dos entrevistadores e passando uma imagem de falta de traquejo no relacionamento interpessoal, um sujeito querendo ser o que não é só para nos enganar, mas sem sucesso.

    Quando José Serra falou alguma coisa foi para dizer que a previdência precisa de uma reforma – não bastasse a “merda” que já é – que trate de criar um novo sistema para os que ainda não nasceram ou que hoje tem seus 10 anos de idade, gente que só no futuro entraria no mercado de trabalho, isto é, para nossos filhos e netos Serra propõe fazer uma previdência pior do que a que temos já que eles não podem se manifestar porque ou não nasceram ou ainda são pequenos – isso é safadeza pura, é assim que ele pretende administrar o país e deixá-lo muito pior do que temos hoje, para as futuras gerações, como se nós nada tivéssemos a ver com nossos filhos e netos.

    Serra Falou que vai criar mais dois ministérios, sendo um o Ministério da Segurança e outro, que não me recordo qual, mas igualmente inútil. Ora a atual situação da segurança não deve ser vista pelo seu aspecto midiático que só expõe a face da violência distorcendo-a só para faturar com a desgraça dos pobres. A questão da violência interpessoal e uso de drogas por pobres desajustados, fora do sistema de emprego, sem educação, sem perspectivas de futuro, são em primeiro lugar fruto de uma política deliberada, de uma falta de opção por uma educação voltada para os valores morais e éticos, (disciplinas, aliás, retiradas dos currículos escolares).

    Esqueceu-se de dizer, o candidato Serra, que as sociedades humanas fizeram suas opções pelas drogas – a começar pelas drogas de governos que elegem -, depois pelo uso mesmo das drogas, principalmente nas elites, e suas serviçais classes médias e médias altas das sociedades ocidentais.

    Entretanto Serra e seus colegas candidatos quando tratam do tema violência e drogas estão se referindo apenas àquela que se manifesta entre os pobres, e que afetam os membros das classes médias e elites, já a violência que as elites impõem aos pobres e entre os pobres essas não são importantes já que pobre morto é só estatística, quando não é classificado como “morto em briga de gangue”, “disputa por boca de fumo”, “bandido”, jamais um “desempregado pelo sistema”, um “desassistidos social pelo Estado”, “produto da exclusão social”, ou algo que possa lembrar o abandono do Estado e da sociedade àquele indivíduo que sem opção de educação, de alimentação, de moradia, de sobrevivência enfim, teve que sozinho lutar no único sistema que conheceu o da violência, reagindo com as mesmas regras com que sempre foi tratado, as únicas que chegou a conhecer, até a sua eliminação pelo sistema policial – deito de segurança, quando só é repressão social de pobres a serviço da elite para matar pobre a serviço de si próprio. Polícia mata sem autorização constitucional para isso, e abusa, e nada lhes acontece, a menos que aja contra seus mandatários no uso da força a qual só deve ser utilizada contra pobres, essa é a regra, é ou não o é? Aguardo provas em contrário. Com a palavra as estatísticas da gloriosa matança, e ações criminosas de policiais.

    Agora que o pobre também quer usar droga, assemelhada à utilizada pelos ricos, ela é proibida e combatida, virou política de Estado, caso de polícia. Esquecem-se de dizer que se pobre usar as drogas que os ricos lhe autorizam, nada lhes acontece, como é o caso do uso da bebida alcoólica, ou cachaças de baixa qualidade, vinhos ruins, cervejas de terceira, e até caipirinha de álcool com limão, Uísque paraguaio, etc., essas podem, mas o pó branco, êxtase, ópio, e outras de custo elevado, como whisky escocês, Champanhes, vinhos importados, cervejas de primeira, essas devem ser reservadas aos donos do poder, e não sofrem qualquer restrição ou repressão.

    A história é omitida para que na ignorância o pobre inculto desconheça que até os anos do início do século XX as drogas eram livres, tanto é que Carmem Miranda morreu de overdose, e tantas outras celebridades usavam drogas, e gastavam suas fortunas em cabarés, cassinos, e outras casas em que o livre uso de tóxicos e bebidas era parte da diversão dos ricos, como de resto nada mudou apenas os nomes dos lugares que frequentam os países em que se refugiam para gozar os prazeres da vida e do dinheiro que tudo compra inclusive a liberdade e a liberalidade dos sistemas repressivos para si e seus amigos, embora hoje, no Brasil cassinos sejam proibidos todos sabem que eles existem e funcionam com a proteção e segurança garantida por policiais, à margem da Lei, ou flexibilizando-a a mando de políticos, seus superiores hierárquicos – pura falsa moralidade, de gente imoral.

    As elites, os órgãos de segurança pública, as polícias, e todos os governos, tratam as drogas como se elas só circulassem nas favelas, mas todos sabem que nos corredores do poder, inclusive nos de tribunais, no Congresso Nacional, no Poder Executivo e em todas as estruturas do Estado há usuários da boa cocaína e outros proibidos tóxicos. Se no Congresso Nacional e em todas as esferas de governos há drogas de políticos e políticos que vivem e usam drogas abertamente como esperar que na favela não se reproduzisse o exemplo que vem de cima? Embora existam diferenças essências no apreciar dos efeitos do tóxico já que uns o utilizam para o prazer, diversão e diletantismo enquanto o menos afortunado se abastece d fantasias e falsas realidades que o afastam da latrina social em que a sociedade o despejou.

    Serra não quer combater o uso de drogas, deseja combater o uso de drogas e a violência que ela gera nas favelas e bairros pobres da periferia das cidades porque elas se expandem e adentram no sagrado território dos bem-nascidos, depois fingir combater o tráfico gastando milhões, sem resultados, como em todo o mundo sempre se fez, sem qualquer expectativa de sucesso, antes pelo contrário, quanto mais se consomem recursos no dito combate ao comércio de drogas, mais usuários surgem e mais drogas são necessárias para abastecer o aumento da demanda. Que combate ao tráfico é esse que aumenta o mercado consumidor?

    Serra sabe que o falso combate que propõe é um grande negócio que rende muito dinheiro para a corrupção, para a lavagem da grana arrecadada, para financiar campanha política, para render propina a policial, e como efeito colateral posa de bom moço para a mídia, alias onde perseveram conhecidos usuários e notórios defensores do livre uso das drogas atualmente proibidas por Lei, hipócritas protetores de si próprios e que ousam, vez por outra, manifestar-se contra o uso de drogas, desde que sejam pagos para isso, é claro, e de preferência com dinheiro público.

    Serra também não é adepto de punir o chamado usuário de drogas, uma heresia, pois se não houver usuário, não haverá mercado, então se mantém o usuário livre de penas para que o lucro da venda de tóxicos não seja prejudicado, nem a renda nessa roda financeira que as drogas mantém girando. De outra parte cria-se a indústria da “cura dos drogados”, com dinheiro público, outra forma de enriquecer, agora com os efeitos das drogas. Se ganha quando o usuário consome drogas, e também na outra ponta com a falsa cura de uns poucos que com ela se viciam.

    O usuário deveria ser punido, como é o fumante – porque tratar os viciados diferentemente? O fumante, por Lei não pode satisfazer seu hábito/vício em lugares públicos, não haveria tanto mercado para as drogas, não haveria necessidade de tantos traficantes já que o mercado seria reduzido, com educação muitos deixariam de usar tóxicos, com a proibição da venda de álcool e refrigerantes (companheiros dos usuários de drogas) também as pessoas beberiam mais água e sucos naturais – gerando mais receitas para os produtores agrícolas, ao invés de dar dinheiro a quem os escraviza, como a AMBEV, as vinícolas, a indústria do fumo, a indústria do refrigerante feito à base de cocaína para viciar.

    Nos EUA não é produzida nem vendida a Coca Zero porque ela contém aspartame e ele é causa, no primeiro ano de uso desse refrigerante pelo aumento de 50% nos casos de Alzaimer e outras doenças cerebrais, e na Bélgica foi proibida por anos a venda de coca-cola por causa dos efeitos nocivos do gás carbônico do refrigerantes, porque aqui não se informa, educa, e o governo não proíbe esse tipo de refrigerante, que é sempre o primeiro oferecido a qualquer um em restaurantes ou lanchonetes, ou nas prateleiras de mercados?

    A história da proibição do uso de drogas pelas potências coloniais, como Inglaterra com a Guerra do Ópio na Ásia, é uma interessante pesquisa para conhecer e desmascarar as mentiras sobre os falsos discursos envolvendo o dissimulado combates às drogas, que todos os governos fazem, pois nunca interessou a nenhum governo, a redução do consumo de drogas só o seu aumento e estímulo velado é que rende muito dinheiro a grupos econômicos que faturam com esse negócio do falso combate por meio da legal, e não efetiva proibição, a começar pela tolerância com os usuários, o que é essencial na política de aumento do mercado de tais produtos.

    Convém lembrar que as drogas são usadas pelos EUA e países da Europa, para dominarem seus povos, e os de outros países além de financiar a CIA em suas ações de intervenção em governos no exterior, como o caso dos Irã-Contra, na Nicarágua, no México, na Colômbia, no Afeganistão, etc..

    Alguém ainda lembra o escândalo conhecido como o caso de vendas de habeas corpus para traficantes por alguns juízes?

    Quem precisa de Ministério da Segurança se a insegurança vem das polícias e da classe dominante?

    O povo que não participa do tráfico é preso por roubar para comer – o tal ladrão de galinha -, enquanto quem está envolvido com as drogas é preso em geral por assassinato, e quando são policiais, quase sempre é por extermínio de traficantes que não lhes pagaram a propina combinada, ou matam a serviço de outro traficante a quem prestam serviços, principalmente, nas horas de folga, como bicos, ou enquanto usam farda acabam fazendo pior, roubam a droga dos traficantes, seu dinheiro e as revendem a outros traficantes, etc.. isso é comum.

    Se precisar de um policial não vais encontrar, mas se quiser comprar segurança é só procurar um policial que ele tem uma empresa de segurança e vai acertar com os criminosos para que não assaltem seu estabelecimento já que eles são os responsáveis pela segurança de quem lhes paga por fora, fazem o mesmo que a máfia, e isso em todo lugar. Quem você acha que comanda as empresas de segurança privada no país com mais de 1,5 milhão de funcionários?

    Sem o combate às drogas a polícia federal – que ganha salários elevados poderia ser de 10% do atual efetivo e as políticas estaduais poderiam ser reduzidas em até 70% dos atuais contingentes? No entanto, com a desculpa de combater as drogas há uma máquina de advogados, policiais, políticos, banqueiros, etc.. todos ganhando dinheiro fácil, por isso não se acabam com o uso de drogas nem há interesse em diminuir o consumo já que quanto mais usuários mais todos faturam. O resto é mentira de político, e o povo que se dane enquanto eles nos enganam e faturam, desviam dinheiro público, etc..

    Precisamos de menos polícia, menos presídios e de governos que cumpram com suas atribuições constitucionais em especial na educação e no amparo social aos exércitos excedentes do capitalismo de consumo os quais são cada vez mais expulsos e mantidos na periferia das grandes cidades e mantidos sublimados pelas forças repressoras a serviço dos abastados.

    Quem vier a assistir a propaganda vazia, tanto quanto o resultado obtido pelos falsos combatente do tráfico de drogas verá que os candidatos à Presidência da República nas propagandas gratuitas na TV só tem mentiras para nos tentar enrolar, e se levar a sério o ouvir como promessas de governo o cidadão vai sofrer mais do que se divertir, mesmo sendo simpatizante de algum candidato.

    Falo agora de José Serra, mas já escrevi sobre Dilma Rousseff e Marina Silva das quais também não pude extrair algo que fosse positivo para os brasileiros, o que nos indica a dificuldade para se apresentar nesse tipo de disputa alguém que efetivamente represente os interesses nacionais, mais populares, ao invés de gente comprometida com a aristocracia política de sempre.

    Deseducado também politicamente nosso populacho se orienta pelas pesquisas eleitorais cujas estatísticas são produzidas para expor o caminho ao eleitor cuja preguiça em conhecer os candidatos é alimentada, e nessas circunstâncias quem domina a estatística amealha votos e se elege porque muitos votam de por meio desse moderno cabresto pseudocientífico que as pesquisas eleitorais representam.

  2. neriaalvesem 03 ago 2010 �s 14:14

    Dr. Maia, boa tarde!
    Estamos ansiosos por notícias, dizem que o mesde AGOSTO é o mes de “DESGOSTO”, esperamos que para todos nós seja o mes de sucesso e VOTÓRIA!!!!!. aguardamos notícias.

  3. Henriqueem 03 ago 2010 �s 20:15

    Neriaalves

    Eu também estou chegando ao limite do desespero. Sabe o que eu e minha esposa temos comido? Arroz e ôvo. Não aguento mais. Pelo amor de Deus, alguém tem que nos dar alguma noticia. Alguém tem que nos dar alguma esperança, alguma coisa que faça a gente continuar a querer viver. Do jeito que a coisa está acho que até a morte seria melhor.

    Desculpem o desabafo, nem eu mesmo pensei chegar a esse ponto.

  4. Fernandoem 03 ago 2010 �s 20:42

    Pô, Dr. Maia, Velox Train só depois de resolver o transporte das massas trabalhadoras que gastam um turno de trabalho a mais em conduções só para acessar seus trabalhos. Com panes a todo dia. O trem-bala entre o Rio e São Paulo teria que ser sustentado com o dinheiro que poderia ser usado para resolver a situação de milhares de pessoas. E só transportaria os mauricinhos.

  5. Amaury A. Guedesem 03 ago 2010 �s 22:12

    Oi Henrique,
    estou relendo um livro que recarrega as baterias, trata-se:
    “Poder do pensamento positivo” (autor: Norman Vicent Peale). Este livro eu li 40 anos atrás. Faz muito bem, massageia o EGO, levanta o astral, dá ânimo! Veja se lhe interessa: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=73005&sid=01261061512731351087850960&k5=17148EDC&uid=
    Desejo que saia dessa o mais DEPRESSA POSSÍVEL!
    Um grande abraço, Amaury
    amaury.guedes@gmail.com
    Vai dar tudo certo!
    http://www.youtube.com/watch?v=t914ufMAKiU

  6. Petraem 04 ago 2010 �s 06:57

    Henrique !
    Dizer o que ?
    Á voce e sua mulher desejo muita força ! Eu também tenho comido muito arroz com ovo e gosto!!!!
    Vejo este momento que estamos passando como um período que em breve estará acabado e ficará sómente como uma lembrança terrível das nossas vidas .
    Não se deixe adoecer , cuide da sua saúde , tenha forças pois em breve as nossas vidas voltarão ao normal , acredite .
    Tente ler bons livros , viaje nas histórias , veja r filmes gratuítos no PC , ande por aí , mantenha coração e mente abertos , tente não se deixar abater , que bom que voce tem uma companheira ao seu lado que come arroz com ovo com voce , isto , e muitas outras coisas nesta vida , não tem preço e é o que realmente faz a diferença .
    Não perca as esperanças , jamais . Muitas pessoas corretas e honestas estão trabalhando por nós . Acredite !!!! Não se entregue .
    Beijinhos muito carinhosos !!!!!!!

  7. O ANARQUISTAem 07 ago 2010 �s 18:54

    Por falar em Trem Bala, uma coisa eu nunca entendí: nas cidades em que a maior parte da topografia é plana e naquelas que estão à beira mar, que tem seus problemas de aterros arenosos, ficícil escoamento por estar poucos metros acima do nível do mar, insistem em fazer metrô subterraneo, pois vejamos (não sou engenheiro mas parto do princípio da lógica) como exemplo o Rio de Janeiro, o custo do metro construido é altíssimo e ainda mais problemático, visto os entraves que ocorreram com o escoamento das águas pluviais em plena Av. Presidente Vargas e outros mais que foram resolvidos por bombas e outros recursos caros, fora as desapropriações milionárias e aquelas que ainda correm na justiça. Com tudo isso ( e deve ter mais que desconhecemos) , pergunto: porque não optaram ou não optam por monotrilho, cuja construção (chutada) por metro deve ser 10% da do metrô sendo que as únicas desapropriações necessárias seriam para a instalação das estações, sim porque para colocar as colunas as ilhas centrais das avenidas é o espaço suficiente para acomodá-las. Cidades como Recife, Fortaleza e outras mais (vejam o exemplo de POA, com o seu trem levitado) Acho que o problema, como sempre e em tudo nesse país, está nas estimativas de gastos iniciais, quanto mais alto mais chances de superfaturamento

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