out 12 2010

PETRÓLEO E ENTREGUISMO

Postado por at 19:59 sob Uncategorized

Com a descoberta do petróleo do pré-sal, o Brasil passou a ter um estoque semelhane ao do Irá. Ou seja, o 3º produtor mundial de petróleo.
 
II
O Brasil teve dois modelos de exploração do petróleo: o primeiro, o monopólio estatal operacionalizado pela Petrobrás. Em 1997, no entanto, esse modelo foi trocado. Naquele ano o Brasil quebrou e foi ao FMI. FHC se comprometeu com Clinton a privatizar o petróleo brasileiro. Até então, pertencia ao povo brasileiro. A partir dali, passou a haver a venda de bacias petrolíferas em leilões promovidos pela ANP – Agência Nacional do Petróleo.
 
III
Foram dois os acontecimentos: o primeiro, em 1997, a venda de cerca de 40% das ações da Petrobrás na bolsa de Nova Iorque. São as chamadas ADR – American Depositary Receipts. Efetivamente, ações da Petrobrás em Wall Street. E a Petrobrás, então, passou a ter que responder, a prestar contas, ao acionista norte-americano. Houve uma brutal desnacionalização, um ato de lesa-pátria. O segundo acontecimento foi a mudança do regime: a venda de bacias petrolífera. O território, particularmente a plataforma submarina, era esquadrinhada. E esse blocos eram vendidos. Todo, absolutamente todo, o petróleo que houvesse nesses blocos pertenceria ao comrador. Foi uma festa.
 
IV
A Petrobrás teve todos os seus estudos sobre o subsolo brasileiro confiscados pela Agência Nacional do Petróleo, também criada em 1997. O primeiro Diretor Superintendente da ANP foi o genro de FHC, David Zilberstajn. E ali começaram os leilões de bacias petrolíferas. 
 
V
As bacias de petróleo foram vendidas a preço de banana. Eike Batista chegou a contratar metade de uma equipe da Petrobrás - exatamente a equipe que calculava os lances que seriam dados, para, após o leilão, contratar a outra metade. O que interessava era: quem comprasse o bloco ficava com todo o produto. Caso houvesse petróleo – e os estudos expropriados da Petrobrás mostravam que sim – o produto icaria co o comprador. 
 
VI
Quando foi descoberta a riqueza que havia no o pré-sal, ficou evidente a lesão que estava ocorrendo, e que vinha sendo denunciada pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás: o petróleo brasileiro estava sendo vendido a preço de banana para as multinacionais.
 
VII
Agora, no governo Lula, foi modificado o regime. Não mais a concessão, mas o regime de partilha. Haverá leilão, sim, mas o produto não pertence integralmente a quem arrematar. Diferentemente, haverá PARTILHA. A petrolífera fica com uma parte,  o Brasil fica com a outra. A Noruega adota um modelo assim, e o Estado fica com cerca de 80% do petróleo. Agora, no Brasil, passará a se assim: regime de partilha.
 
VIII
É importante recuperar a história porque essa questão do petróleo é vital. Foi o tucanato quem, em 1997, vendeu 40% da Petrobrás para os americanos, sem que sequer tivessem que vir para cá comprar. Começou, a partir dali, a entrega infame do petróleo brasileiro. E, finalmente, com a adoção do regime de partilha o Brasil retomou o controle do petróleo.
 
IX
Por último, agora, com a capitalização da Petrobrás, diminuiu a proporção do capital da Petrobrás nas mãos dos estrangeiros, nas mãos dos EUA. Ou seja, finalmente estamos retomando o controle do que o tucanato retirou das futuras gerações.

4 respostas até o momento

4 Respostas em “PETRÓLEO E ENTREGUISMO”

  1. João Carlos Kleinem 12 out 2010 �s 21:25

    Prezado Dr. Maia.Parece que este mesmo genro do FHC,andou passeando na administração da finada Varig,pouco antes de seus últimos suspiros…Me corrija, se estiver errado.Abço.Joka Klein.

  2. clovis luis marcolinem 13 out 2010 �s 14:21

    EIKE BATISTA é um Madoff, um testa de ferro, um golpista, um sujeito que ostenta o que não tem, que se financia e é financiado por gente que sonega, que tem fortunas no exterior e internaliza para participar do botin contra o Brasil. Assim, FHC com as ADRs permitiu que não só estrangeiros comprassem parte do capital da Petrobrax, mas também, e principalmente, os brasileiros que tem recursos ilegalmente depositados no exterior – e são muitos bilhões, sendo que cerca de 14 bi de dólares de brasileiros vieram do exterior para a capitalização da Petrobrás, com base em Lei aprovada no Governo de FHC, mas que o governo Lula não alterou, aliás modificou para facilitar ainda mais esse fluxo de gente que mora no Brasil, ganha dinheiro no Brasil e deposita no exterior, mas investe no Brasil como se estrangeiro fosse, só para ganhar os 11% de juros ao ano, que lá fora não existe. Estrangeiro mesmo não investe no Brasil, apesar das altas taxas de juros, pois eles sabem que o risco não vale a pena, até especuladores como MURDOC venderam suas ações da Petrobrás antes da captilaização e deixaram o Brasil – os recursos que vem de fora são de brasileiros – conforme último relatório da AC.

    O momento político não permite uma discussão menos apaixonada, mas se FHC abriu a porteira, Lula não a FECHOU, e Eike Batista fez mais grana no govenro atual do que no tempo de FHC, tanto ele quanto Daniel Dantas são pontas de icebergs envolvendo grana fria, financiamentos obtidos no limite da resposnabilidade junto ao BNDES, isto é, operadores de officio. Gente assim só compra quem para eles se vende, e se metade de uma equipe da Petrobrás aceitou mudar de lado, a culpa não é de quemi os comprou ou corrompeu, mas de quem se corrompe, e se vende. Fazer oferta de compra e os técnicos da Petrobrás venderem seu conhecimento para um pilantrea desses isso sim é de se lamentar, muito mais do que ver Eike Batista desfrutando das mordomias de bilionário, com dinheiro público e dos trouxas que lhe entregam fortunas -embora ilegais- para que ele as administre, e um dia dê em todos o grande golpe – tal qual Madoff o fez nos EUA, só que lá o sujeito vai para a cadeia, aqui esses operadores logo dão a volta por cima e voltam a aplicart seus golpes, retornando ao mercado.

    Infelizmente a turma do Serra é muito incompetente, quase tanto quanto a da Dilma, por isso se deixam envolver na discussão entre governos FHC e Lula, sobre privatização, ora o Lula teve oito anos para reverter o que afirma ter sido errado, e não o fez, Dilma vem dizer o que pretende fazer sendo que estava no governo e não fez – será que deixou de fazer só para ter o que prometer durante a campanha política? Sabemos que não é assim. NÃO FEZ PORQUE HÁ AMARRAS QUE NÃO PERMITEM QUE O GOVERNI, QUALQUER GOVERNO, GOVERNE EM PROL DOS BRASILEIROS, e quem deseja ssr eleito tem que jogar o jogo, e nisso os dois lados estão na mesma condição.

    Esperemos que os bilhões da capitalização da Petrobrás não desapareçam água abaixo, literalmente, porque tudo indica que há uma grande armação nessa jogada de pegar dinheiro para explorar o Pré-Sal, o qual pode ser gasto em meios que não haverão de produzir os fim a que se propuseram os idealizadores dessa mega operação.

    Do Pre-Sal apenas cerca de 15% ficarão com o Brasil, o resto vai para o exterior. Esse é o grande negócio da Petrobrás? Gerar receitas para salvar suas co-irmãs do Petróleo e entregar nosso petróleo para consumo dos usamericanos fazendo concorrencia com os Árabes, o Iraque, a Venezuela, para que essa baixe seus preços?

    Não se trata de Lula ou FHC, mas de Dilma e Serra e suas capacidades de reunirem equipes de profissionais que trabalhem em favor do Brasil, mais do que em vafor dos estrangeiros, já que não é possível deixar eles de fora da festa, pelo menos que se dê a eles a menor fatia do bolo, e não como está previsto agora, o investo, isto é 85% deles e 15% nosso. Isso como resultado calculado da propsota do atual governo.

    Em quem vota é decisão de cada um, e parece que todos os temas agora tem viés poltico difucultando a própria crítica e sugestão de melhorias, enquanto ainda é tempo, mas tudo indica que mais uma vez perderemos o bonde da história, independente de quem for o eleito, sem o meu voto, já que não vejo diferença entre os males que cada parte nos oferece ao final de um banquete em que não sou convidado.

  3. Peterem 13 out 2010 �s 15:04

    Será que existe maior entreguismo do que o feito por Lula viajando nababescamente pelo mundo afora, perdoando dívidas, construindo estradas na Bolívia, portos em Cuba, infraestrutura elétrica no Paraguai, tudo com o nosso dinheirinho, mantendo exército no Haiti, tudo isto ninguém fala. Queria ver o Lula se FHC não tivésse criado o Plano Real. Enquanto isso , aqui faltando tudo: Seguraça, Saúde, Educação.

    Resposta – São coisas total e completamente diferentes. Uma coisa é o país perdoar dívidas de um país mais pobre, africano. Outra coisa é doar o futuro dos brasileiros às multinacionais. Quanto ao Haiti, trata-se de missão da ONU. O argumento, portanto, é desprovido de sentido.

  4. Luiz Antonio Nascimentoem 14 out 2010 �s 11:15

    Dr. Maia,

    Acredito que a Alta Administração da Petrobras não tenha conhecimento que no seu prédio situado no quarteirão do Centro do RJ, incluindo as ruas México, Nilo Peçanha, Graça Aranha e Alm Barroso, imóvel este que possui um expressivo valor de mercado por m2, exista uma GARAGEM no seu terceiro pavimento ( acredito que todo o andar), tendo bem próximo do local ( cerca de 100m) a Garagem Menezes Cortes.

    Como estratégia empresarial, acho muito ruim!

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