Archive for novembro, 2010

nov 29 2010

A CRISE EXTERNA E O MERCADO INTERNO

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Quem acompanha as notícias do mundo vê que a situação está muito complicada. A Irlanda precisou de um socorro desesperado. Na França, vimos a greve contra o aumento da idade de aposentadoria. Portugal ameaça sair da zona do Euro. A Espanha também está à beira do buraco. A Inglaterra anuncia vários cortes de benefícios sociais e há protestos. E já vimos o que houve na Grécia.
 
II
Ou seja, a situação na Europa nada tem de resolvida. Ao contrário, a cada dia há uma nova conseqüência da crise de 2008 que estoura em quem não foi beneficiário da jogatina dos bancos. Ou seja, são os aposentados que estão pagando a conta, via redução de benefícios, e os ativos mediante aumento de idade para aposentadoria e aumento do desemprego.
 
III
A situação externa, portanto, é complicada. Os países anunciam superávits impressionantes, e dívidas internas muito superiores ao seu PIB.
 
IV
Comentei esse assunto provocado pelo Carlos Irmão, que em outro comentário acabou provocando o assunto aumento do bolsa família.
 
V
O País sofreu pouquíssimo com a crise mundial. Na verdade, as tais “medidas anticlícicas” do governo permitiram que a economia continuasse aquecida. De outro lado, com o investimento pesado na construção civil, no aumento real do salário mínimo, e no bolsa-família, há aquecimento do mercado interno. É diferente quando se tem o setor exportador, em áreas extremamente concentradas, plenamente aquecido, e quando se tem o merecado interno em aquecimento.
 
VI
Com a crise internacional dando essa mostra de que ainda vai segurar várias economias – e colher alguns países da Europa – a aposta no mercado interno é vital. Era curioso ver, em governos anteriores, o discurso de que o país conquistara, por exemplo, um mercado de 5 milhoes de pessoas no exterior. Era só olhar aqui para dentro, quando, à época, havia um universo de 40 milhões de pessoas a ser incorporado ao mercado. Em um determinado momento, o fortalecimento do mercado interno se deu por outra via, e surgiu a tal “nova Classe C”.
 
VII
O fortalecimento do mercado interno, portanto, do poder de compra da população, é ingrediente importantíssimo para impedir que qualquer onde externa atinja o Brasil com a força de um tsunami. Era a tal “vulnerabilidade externa” do Brasil, com a qual convivemos durante décadas. Agora, pelo visto, o mercado interno passou a ser extremamente valorizado. E aí coloco o bolsa família nesse mercado: quem ganha são os comerciantes, os produtores de arroz, de feijão, de leite, de carne. O mercado se aquece e vai criando condições para que o emprego se desenvolva e, assim, a porta de saída do bolsa-família vá se construindo.

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nov 28 2010

WIKILEAKS E OS DOCUMENTOS SECRETOS DOS EUA

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Wikileaks é uma página eletrônica especializada no vazamento de documentos confidenciais. Há pouco houve grande polêmica com a divulgação de massacres promovidos pelos EUA no Iraque. Hoje, o blog do Luís Nassif traz atalhos para o jornal El País, espanhol. Trata do vazamento de documentos sobre a política externa dos EUA, principalmente no papel de corruptores. Para acessar, clique aqui.

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nov 28 2010

EM 2005

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O marido da atual Diretora da Petrobrás Maria das Graças Foster, é o dono da C.Foster Engenharia. Maria das Graças já foi Secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia e Presidenta da Petroquisa.

Quando do 7º Leilão de Bacias Petrolíferas feito pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, a C.Foster arrematou sem concorrentes o bloco “Alagamar”, na Bacia de Sergipe-Alagoas. A mesma empresa arrematou sozinha o bloco “Cidade de Pirambu”, na Bacia de Sergipe-Alagoas. A 7ª rodada de licitações foi realizada no ano de 2005.

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nov 26 2010

BELÉM

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Estive, no início da semana, em Belém a convite da AEBA – Associação dos Empregados do Banco da Amazônia. Em pauta modificações que foram propostas para a CAPAF, o fundo de pensão dos funcionários do Basa. Há uma curiosidade na CAPAF: a esta hora, neste exato momento em que você estiver lendo esta notícia, o plano de custeio da CAPAF está sendo descumprido. Abertamente, escancaradamente, o plano de custeio está sendo descumprido. A patrocinadora não paga aquilo que contratou voluntariamente. E isso é registrado pelo atuário da própria entidade. O BASA é um banco federal.

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nov 26 2010

O ESPERADO ENFRENTAMENTO

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Um momento há muito esperado pela população do Rio de Janeiro. É o momento do enfrentamento à opressão do narcotráfico, aos que exercem um poder de fato nas favelas. A união das forças do Estado do Rio com as forças armadas é um momento histórico. A população brasileira aplaude a iniciativa, a firmeza com que as ações vêm sendo tomadas.

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nov 24 2010

AS “BOMBAS” NO RIO E A PROMOÇÃO DO FAUSTÃO

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Do blog do Luís Nassif -

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Por Stanley Burburinho

1 – Hoje todas as mídias, principalmente as das Organizações Globo,
fizeram alarde sobre umas caixas de madeiras que foram deixadas em
alguns locais do Rio de Janeiro, em Ipanema. O Esquadrão Anti-Bombas
foi chamado e as caixas foram explodidas:

“Enviado por Casos de Polícia – 24.11.2010 | 10h57m

TERROR URBANO

Esquadrão Anti-Bombas explode caixa em Ipanema

(…)”

http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2010/11/24/esquadrao-anti-bombas-explode-caixa-em-ipanema-343315.asp

2 – Mais tarde a Procter & Gamble soltou nota no O Globo dizendo que
caixas suspeitas faziam parte de ação promocional da empresa:

“Procter & Gamble diz que caixas suspeitas faziam parte de ação
promocional da empresa

Plantão | Publicada em 24/11/2010 às 14h43m
O Globo

RIO – A Procter & Gamble Brasil informou em um comunicado que as
caixas encontradas na Zona Sul do Rio de Janeiro na manhã desta

quarta-feira faziam parte de uma ação publiciária da empresa.

Diante do clima de insegurança na cidade por conta de ataques do
tráfico de drogas, as caixas levantaram suspeitas de bomba. Policiais
chegaram a interditar ruas de Ipanema no entorno das praças onde
estavam duas das embalagens.
A companhia lamentou o ocorrido e afirmou que suspendeu a ação
promocional em todas as cidades em que estavam programadas.

Leia a íntegra do comunicado divulgado pela Procter & Gamble Brasil:

IMPORTANTE: COMUNICADO

“A P&G esclarece que as caixas colocadas em alguns pontos na cidade
Rio de Janeiro faziam parte de uma ação promocional da empresa.

Lamentamos profundamente pelo desconforto causado à população.

Aproveitamos para informar que a ação foi imediatamente suspensa no
Rio de Janeiro e nas demais cidades.

A empresa se coloca à disposição para quaisquer informações.

Procter & Gamble Brasil”

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/24/procter-gamble-diz-que-caixas-suspeitas-faziam-parte-de-acao-promocional-da-empresa-923096804.asp

3 – Acontece que a nota da Procter & Gamble publicada pelo O Globo
omitiu a informação de que era uma ação da Procter & Gamble para a
Promoção Provou Gostou Avião do Faustão que é apresentado pela Rede
Globo:

“Procter & Gamble faz ação que gera pânico no Rio de Janeiro

por Luiz Felipe Barros | comunicação, guerrilha mkt

(…)

Hoje, a primeira notícia que li sobre a cidade era ainda mais
preocupante: duas caixas de madeira foram abandonadas nas praças
General Osório e Nossa Senhora da Paz, ambas em Ipanema, bairro nobre
da Zona Sul carioca. O alerta soou. O esquadrão anti-bombas da polícia
foi acionado e a sensação de insegurança em toda a cidade cresceu
ainda mais. Mais de 50 policiais foram mobilizados e várias ruas da
cidade isoladas. A mídia cobriu intensamente o ocorrido e os cariocas,
apreensivos, acompanharam temerosos após os diversos carros queimados
por criminosos durante a madrugada e os diversos arrastões que vem
assolando a cidade.

Após todo o pânico instaurado, a polícia abriu as caixas e, SURPRESA,
era uma ação da Procter & Gamble para a Promoção Provou Gostou Avião
do Faustão. A promoção, com ampla divulgação no maior canal de TV do
país e que utiliza como âncora o apresentador Faustão, busca divulgar
a marca institucional e a relação dela com os produtos da companhia.

(…)”

http://updateordie.com/blog/2010/11/24/procter-gamble-fail/?utm_source=wordtwit&utm_medium=social&utm_campaign=wordtwit

4 – O Globo retirou da primeira página a notícia sobre as caixas suspeitas.

Por Vania

Eu passei pela praça General Osório hoje de manhã e vi o “cerco à caixa”. Ridículo! Ninguém estava com medo, estavam rodeando o cerco com cara de curiosos apenas. Não tinha nenhum sinal de pânico.

Quando eu perguntei o que era, um rapaz respondeu rindo: Uma bomba. Eu ri e não acreditei, perguntei pra outra pessoa que confirmou. Mas era óbvio que não se tratava de uma bomba. Uma caixa de mais de um metro de altura por um e meio de comprimento (mais ou menos). Ainda por cima uma caixa até ‘fashion’. Deixada à vista de todos na praça. Que tipo de bandido burro faria isso se quisesse explodir alguma coisa?

Quando cheguei em casa entrei na net e vi no alto da página do portal Globo: “Publicidade fora de hora”. Depois entrei no site do JB e li uma referência ao programa do FAustão. voltei pro portal do Globo e o título da manchete já tinha mudado.

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nov 21 2010

O TAL TESTE PRETENDIDO

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Recebi um email contendo uma espécie “abaixo-assinado eletrônico”, onde é proposto um “vestibular” para aqueles que desejam ser candidatos a algum cargo no Executivo ou no Legislativo. A proposta é de um autoritarismo impressionante: você não sabe escolher seu candidato, então eu vou sujeitá-lo a um teste de acordo com as minhas preocupações ou convicções. Em outras palavras, é um teste pretendendo que eventuais candidatos tenham “conhecimento prévio” que possibilite a mera candidaturar.
 
II
Chama a atenção, primeiro, a presunção: alguém sempre acha que tem critérios melhores do que os nossos e, portanto, pode sujeitar a nossa vontade aos seus critérios. A questão é sujeitar a vontade do outro. Já que não respeitamos a opinião do outro, que ele não possa votar em que bem entender. Um tipo curioso de democracia, portanto.
 
III
Depois, o raciocínio segue em equívoco. O fato de ter curso superior nada tem a ver com o patriotismo ou com a honestidade de cada um. Na verdade, tenho que o povo mais simples tende a ser mais honesto, não se pautando, de regra, pelo que está na lei, mas por uma noção de convivência social, do bem coletivo. Ou seja, o sujeito tende a ser honesto por uma questão de simplicidade de alma, e não por que ainda não descobriu brechas na lei que o permitam ser desonesto.
 
IV
Em meio a crimes do colarinho branco, vendas superfaturadas, desvios em licitações e por aí afora, aparece isso: a demonstração, mais uma vez, do elitismo, do preconceito. Provavelmente a iniciativa é de gente ignorante, de poucas leituras e poucas luzes – que também não tem a ver com ter ou não curso superior. Tem a ver com gostar de ler, de apreciar o debate, de exercitar a curiosidade, a inquietação intelectual. Tem a ver a com a reflexão, com a noção de compaixão, de compreensão das diferenças e das dificuldades que cada um teve na vida até chegar a ser o que é. É a aventura humana, não uma coleção de títulos mal ressuscitados da monarquia. 

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nov 21 2010

“VÍTIMAS DE UM CALOTE”

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Enviado por: Fernando Galeotti

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Vítimas de um calote
Autor(es): Agencia o Globo/ Percy Rodrigues
O Globo – 21/11/2010

Sob intervenção federal desde 12 de abril de 2006, o Aerus encerrou os planos de pensão da Varig e vem devolvendo precariamente os recursos existentes a crédito dos milhares de ex-assistidos. Porém esses valores são infinitamente inferiores aos do direito adquirido pelos aposentados, finitos e insuficientes para sobrevivência dos prejudicados.

Uma das soluções para estender a liquidez dos planos seria o pagamento da ação de indenização por perdas tarifárias devidas à Varig, ganha pelos postulantes em todas as instâncias da Justiça e, hoje, retida nas gavetas do Supremo Tribunal de Justiça para atender ao recurso da Advocacia Geral da União. Do montante da indenização devida, há um valor substancial que seria transferido ao Aerus, para cobertura dos planos interrompidos, de acordo com determinação do juiz Roberto Ayub que patrocinou o processo de recuperação judicial da Varig.

Há mais de 4 anos, mais de dez mil aposentados e pensionistas da Varig, que contribuíram durante toda a carreira para garantir as aposentadorias no Aerus, aguardam por uma solução para seus planos de previdência.

Assim, aflitos, os milhares de prejudicados acompanham as idas e vindas do processo, hoje travado em Brasília no STJ, depois de decorrido o prazo para negociação proposto pela AGU, a maioria vivendo a expensas de parentes e amigos, alguns falecidos prematuramente em razão do estresse emocional; outros, enfermos, sofrendo de doenças físicas e psicossomáticas sem recursos para tratamento médico.

Alguns senadores, engajados na solução do grave problema social, têm se manifestado em plenário a favor dos prejudicados, enfatizando a responsabilidade da União que, reiteradamente, autorizou as patrocinadoras do Aerus a descumprir os contratos voluntariamente firmados.

Segundo o representante dos prejudicados que foi a Brasília discutir o assunto, o que dificultou o acordo são disputas em torno dos valores a serem pagos pela União à Varig. O governo alega que a União também tem dinheiro a receber da Varig por impostos não recolhidos pela empresa.

Contudo, os sindicatos dos aeronautas e aeroviários obtiveram, na Justiça, uma liminar que obriga a União a assumir a integralidade dos benefícios dos aposentados e pensionistas do Aerus.

Filigranas jurídicas à parte, a verdade é que temos um grave problema social a ser resolvido. Com a substituição de dois terços do Senado e mudança do Executivo a partir de janeiro próximo, renascem as esperanças de que os novos legisladores e dirigentes determinem o pagamento do valor devido ao Aerus, estendendo a liquidez do benefício dos milhares de companheiros aeronautas e aeroviários prejudicados.

PERCY RODRIGUES é jornalista especializado em transporte aéreo.

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nov 17 2010

“O caso do banco Panamericano e a má-gestão premiada”

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Do jornal Valor Econômico

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O caso do banco PanAmericano e a má gestão premiada

Fernando Meibak

17/11/2010

Sou ferrenho crítico de ajuda a bancos em dificuldades sob o argumento de se evitar “risco sistêmico” – que é sempre a justificativa utilizada pelas autoridades para encobrir outros interesses, na realidade.

Uma pergunta simples revela esses outros interesses: quem seriam os grandes perdedores com a quebra do banco? Certamente seriam instituições grandes (os dados dos maiores depositantes têm sido divulgados, e são grandes bancos, assets, fundos de pensão etc), que são investidores ou instituições com forte capacidade de avaliação de risco de crédito.

Em 2002, 2003, um amigo de mercado foi trabalhar no PanAmericano , na área detesouraria. Ficou pouco tempo e saiu com má impressão da qualidade das pessoas.

Ao final de 2004, quando eu trabalhava numa instituição financeira, na área de gestão, abrimos um processo de abertura de limite de credito para compra de CDB do banco. Definimos uma linha e tínhamos uma regra combinada de liquidez diária que eles não cumpriram na primeira oportunidade que solicitamos.

Fui à diretoria do banco pessoalmente comentar que tínhamos cortado o limite de crédito pela má conduta. Enquanto estive nessa instituição os limites não voltaram, pois a diretoria é a mesma desde aquela época. Fiquei com a forte impressão que o banco tinha um “management” ruim.

Há cerca de 18 meses, dois anos, ouvi de muitos participantes do mercado que o  banco estava com problemas na carteira de FIDC (inadimplência, talvez manipulação de performance) e que não estava pagando os pedidos de resgates nos fundos abertos rapidamente (ouvi que o “atraso” do pagamento de resgates chegava a meses).

Foi nesse período que apareceu a Caixa Econômica Federal para ajudar o banco via a compra de participação. Logo no início do processo de captação de recursos do novo instrumento DPGE, em abril/maio de 2009, o banco foi um forte tomador, a taxas muito elevadas.

Acho que a CEF dever ser alvo de fortes críticas pela não adequada avaliação da qualidade da instituição. Nesse rol também devem ser incluídas as agências de rating, as empresas de auditoria e os bancos que compraram carteiras e títulos. E o Banco Central? Como não conseguiu detectar esses problemas com mais antecedência? Os institutos de previdência, outras pessoas jurídicas e pessoas físicas têm menor capacidade de avaliação de risco de crédito.

O empréstimo do FGC é um desvirtuamento da função precípua do fundo: garantir depositantes. O tamanho do subsídio é impressionante. Empréstimo sem juros?

Três anos de carência? Vamos calcular em 6% ao ano o subsídio implícito: significa um “presente” de R$ 150 milhões ao ano.

As garantias oferecidas são realmente discutíveis e devem estar infladas: a BF Utilidades é um negócio em decadência há muito tempo; o “business” da Liderança também; a TV SBT tem baixa lucratividade e vem perdendo espaço nos últimos nos. O banco não dever ter valor algum etc. Até agora não vi notícias de que o acionista colocou dinheiro da pessoa física no banco. É capitalizar o banco com dinheiro de terceiros…e subsidiado.

Um Banco Central forte, independente e zeloso do melhor para a sociedade faz diferença. Cá entre nós, com todo o respeito, o banco PanAmericano não fará qualquer falta ao mercado. Sou forte defensor das soluções de mercado. Se o banco for bom…terá interessados.

O “socorro” ao banco é, portanto, em minha visão muito discutível. O socorro, na realidade, é aos grandes investidores (bancos, assets, fundos de pensão) e bancos que adquiriram carteiras.

À semelhança do gigantesco apoio do Banco Central quando da crise cambial de 99, que vitimou o banco Marka (que também não fez falta alguma ao mercado), quem seriam os grandes perdedores com a quebra do banco Marka (e agora do PanAmericano)? Seriam grandes instituições financeiras, com alta capacidade de avaliação de risco e de absorção de prejuízos dessa natureza.

Estamos vendo mais do mesmo, muito típico de Brasil: a má gestão é premiada com uma forte articulação para encobrir e proteger os recursos de gente muito grande…

Fernando Meibak foi executivo dos bancos UBS, Citibank, ABN Amro Real e HSBC e é hoje sócio-diretor da Sunrise Investments

E-mail meibak@suninv.com.br

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nov 16 2010

O VERDADEIRO PROBLEMA

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E o problema do Brasil parece não ser a corrupção, nem a taxa de juros fixada pelo Banco Central, nem a qualidade dos políticos, nem a morosidade do Judiciário. Um comentarista da RBS, a afiliada da Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, matou a charada: o problema são os pobres.
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Atalho para o vídeo retirado do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim

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