fev 12 2011

“UMA VIOLA DE AMOR”

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UMA VIOLA DE AMOR

          Vinicius de Moraes

Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim…

“Sairei de mim mesmo e irei ao encontro das flores humildes dos caminhos e das lentas aves dos crepúsculos, cujo pipilo suspende na paisagem uma lágrima que nunca se derrama. Sairei de mim mesmo em busca de mim mesmo, em busca de minha imagem perdida nos abismos do desespero, minha imagem de cuja face já não me lembro mais…
“Sairei de mim mesmo em busca das melodias esquecidas na memória, em busca dos instantes de total abandono e beleza, em busca dos milagres ainda não acontecidos…
“Que eu seja novamente aquele que ergue do chão o pássaro ferido e, no calor de sua mão, dá-lhe de morrer em paz; aquele que, em sua eterna peregrinação em busca da vida, ajuda o carnponês a consertar a roda do seu carro…
“Que me seja dado, em minhas andanças, restituir a cada ser humano o consolo de chorar dias de lágrimas; e depois levá-lo lá onde existe a luz e chorar eu próprio ante a beleza do seu pranto ao sol…
“Possa eu mirar novamente os pélagos e compreendê-los; atravessar os desertos e amá-los. Possa eu deitar-me à noite na areia das praias e manter com as estrelas em delírio o colóquio da eternidade. Possa eu voltar a ser aquele que não teme ficar só consigo mesmo, numa dura solidão sem deliqüescência…
“Bem haja o meu irmão no meu caminho, com as suas úlceras à mostra, que a ele eu hei de curar e dar abrigo no meu peito, Bem haja no meu caminho a dor do meu semelhante, que a ela estarei desvelado e atento…
“Seja a mulher a mãe, a esposa, a amante, a filha, a bem-amada do meu coração; possa eu amá-la e respeitá-la, dar-lhe filhos e silêncios. Possa eu coroá-la de folhas da primavera em seu nascimento, seu conúbio e sua morte. Tenha eu no meu pensamento a idéia constante de querê-la e lhe prestar serviço…
“Que o meu rosto reflita nos espelhos um olhar doce e tranquilo, mesmo no mais fundo sofrimento; e que eu não me esqueça nunca que devo estar constantemente em guarda de mim mesmo, para que sejam humanos e dignos o meu orgulho e a minha humildade, e para eu cresça sempre no sentido de Tempo…
“Pois o meu coração está antes de tudo com os que têm menos do que eu, e com os que, tendo mais do que eu, nada têm. Pois o meu coração está com a ovelha e não com o lobo; com o condenado e não com o carrasco…
“E que este seja o meu canto e o escutem os surdos de carinho e de piedade; e que ele vibre com um sino nos ouvidos dos falsos apóstolos dos falsos apóstatas; pois eu sou o homem, ser de poesia, portador do segredo e sua incomunicabilidade – e o meu largo canto vibra acima dos ócios e ressentimentos, das intrigas e vinganças, nos espaços infinitos…”.
Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim, que sua voz está rouca de tanto insulto inútil e seu coração triste, de tanta vã mentira que lhe ensinaram.

71 respostas até o momento

71 Respostas em ““UMA VIOLA DE AMOR””

  1. paizoteem 12 fev 2011 �s 12:44

    Eu poderia suportar,
    embora não sem dor,
    que tivessem morrido todos os meus amores,
    mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

    Vinícius de Moraes

  2. S.G.Pinheiroem 12 fev 2011 �s 15:06

    .
    “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo.
    Qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. ”
    Chico Xavier.

  3. Petraem 12 fev 2011 �s 15:15

    Em homenagem ao pessoal da praça Tahrir, posto o poema inteiro do dramaturgo alemão Bertold Brecht ;

    ” Perguntas de um trabalhador que lê ”

    Quem construiu a Tebas das sete portas?
    Nos livros constam os nomes dos reis.
    Os reis arrastaram os blocos de pedra?
    E a Babilônia tantas vezes destruída
    Quem ergueu outras tantas?
    Em que casas da Lima radiante de ouro
    Moravam os construtores?
    Para onde foram os pedreiros
    Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
    A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
    Quem os levantou?
    Sobre quem triunfaram os Césares?
    A decantada Bizâncio só tinha palácios
    Para seus habitantes?
    Mesmo na legendária Atlântida,
    Na noite em que o mar a engoliu,
    Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
    O jovem Alexandre conquistou a Índia.
    Ele sozinho?
    César bateu os gauleses,
    Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
    Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
    Ninguém mais chorou?
    Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
    Quem venceu além dele?
    Uma vitória a cada página.
    Quem cozinhava os banquetes da vitória?
    Um grande homem a cada dez anos.
    Quem pagava as despesas?

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  4. José Poliem 12 fev 2011 �s 15:34

    O avião da bela adormecida

    Gabriel García Márquez

    Era ela, elástica, com uma pele suave da cor do pão e olhos de amêndoas verdes, e tinha o cabelo liso e negro e longo até as costas, e uma aura de antiguidade que tanto podia ser da Indonésia como dos Andes. Estava vestida com um gosto sutil: jaqueta de lince, blusa de seda natural com flores muito tênues, calças de linho cru, e uns sapatos rasos da cor das buganvílias. “Esta é a mulher mais bela que vi na vida”, pensei, quando a vi passar com seus sigilosos passos de leoa, enquanto eu fazia fila para abordar o avião para Nova York no aeroporto Charles de Gaulle de Paris. Foi uma aparição sobrenatural que existiu um só instante e desapareceu na multidão do saguão.

    Eram nove da manhã. Estava nevando desde a noite anterior, e o trânsito era mais denso que de costume nas ruas da cidade, e mais lento ainda na estrada, e havia caminhões de carga alinhados nas margens, e automóveis fumegantes na neve. No saguão do aeroporto, porém, a vida continuava em primavera.

    Eu estava na fila atrás de uma anciã holandesa que demorou quase uma hora discutindo o peso de suas onze malas. Começava a me aborrecer quando vi a aparição instantânea que me deixou sem respiração, e por isso não soube como terminou a polêmica, até que a funcionária me baixou das nuvens chamando minha atenção pela distração. À guisa de desculpa, perguntei se ela acreditava nos amores à primeira vista. “Claro que sim”, respondeu. “Os impossíveis são os outros” Continuou com os olhos fixos na tela do computador, e me perguntou que assento eu preferia: fumante ou não-fumante.

    — Dá na mesma — disse categórico — desde que não seja ao lado das onze malas.

    Ela agradeceu com um sorriso comercial sem afastar a vista da tela fosforescente.

    — Escolha um número — me disse. — Três, quatro ou sete.

    — Quatro.

    Seu sorriso teve um fulgor triunfal.

    — Nos quinze anos em que estou aqui — disse —, é o primeiro que não escolhe o sete.

    Marcou no cartão de embarque o número do assento e me entregou com o resto de meus papéis, olhando-me pela primeira vez com uns olhos cor de uva que me serviram de consolo enquanto via a bela de novo. Só então me avisou que o aeroporto acabava de ser fechado e todos os vôos estavam adiados.

    — Até quando?

    — Só Deus sabe — disse com seu sorriso. O rádio avisou esta manhã que será a maior nevada do ano.

    Enganou-se: foi a maior do século. Mas na sala de espera da primeira classe a primavera era tão real que havia rosas vivas nos vasos e até a música enlatada parecia tão sublime e sedante como queriam seus criadores. De repente pensei que aquele era um refúgio adequado para a bela, e procurei-a nos outros salões, estremecido pela minha própria audácia. Mas na maioria eram homens da vida real que liam jornais em inglês enquanto suas mulheres pensavam em outros, contemplando os aviões mortos na neve através das janelas panorâmicas, contemplando as fábricas glaciais, as vastas plantações de Roissy devastadas pelos leões. Depois do meio-dia não havia um espaço disponível, e o calor tinha-se tornado tão insuportável que escapei para respirar.

    Lá fora encontrei um espetáculo assustador. Gente de todo tipo havia transbordado as salas de espera e estava acampada nos corredores sufocantes, e até nas escadas, estendida pelo chão com seus animais e suas crianças, e seus trastes de viagem. Pois também a comunicação com a cidade estava interrompida, e o palácio de plástico transparente parecia uma imensa cápsula espacial encalhada na tormenta. Não pude evitar a idéia de que também a bela deveria estar em algum lugar no meio daquelas hordas mansas, e essa fantasia me deu novos ânimos para esperar.

    Na hora do almoço havíamos assumido nossa consciência de náufragos. As filas tornaram-se intermináveis diante dos sete restaurantes, as cafeterias, os bares abarrotados, e em menos de três horas tiveram de fechar tudo porque não havia nada para comer ou beber. As crianças, que por um momento pareciam ser todas as do mundo, puseram-se a chorar ao mesmo tempo, e começou a se erguer da multidão um cheiro de rebanho. Era o tempo dos instintos. A única coisa que consegui comer no meio daquela rapina foram os dois últimos copinhos de sorvete de creme numa lanchonete infantil. Tomei-os pouco a pouco no balcão, enquanto os garçons punham as cadeiras sobre as mesas na medida em que elas se desocupavam, olhando-me no espelho do fundo, com o último copinho de papelão e a última colherzinha de papelão, e com o pensamento na bela.

    O vôo para Nova York, previsto para as onze da manhã, saiu às oito da noite. Quando finalmente consegui embarcar, os passageiros da primeira classe já estavam em seus lugares, e uma aeromoça me conduziu ao meu. Perdi a respiração. Na poltrona vizinha, junto da janela, a bela estava tomando posse de seu espaço com o domínio dos viajantes experientes. “Se alguma vez eu escrever isto, ninguém vai acreditar”, pensei. E tentei de leve em minha meia língua um cumprimento indeciso que ela não percebeu.

    Instalou-se como se fosse morar ali muitos anos, pondo cada coisa em seu lugar e em sua ordem, até que o local ficou tão bem-arrumado como a casa ideal, onde tudo estava ao alcance da mão. Enquanto fazia isso, o comissário trouxe-nos o champanha de boas-vindas. Peguei uma taça para oferecer a ela, mas me arrependi a tempo. Pois quis apenas um copo d’água, e pediu ao comissário, primeiro num francês inacessível e depois num inglês um pouco mais fácil, que não a despertasse por nenhum motivo durante o vôo. Sua voz grave e morna arrastava uma tristeza oriental.

    Quando levaram a água, ela abriu sobre os joelhos uma caixinha de toucador com esquinas de cobre, como os baús das avós, e tirou duas pastilhas douradas de um estojinho onde levava outras de cores diversas. Fazia tudo de um modo metódico e parcimonioso, como se não houvesse nada que não estivesse previsto para ela desde seu nascimento. Por último baixou a cortina da janela, estendeu a poltrona ao máximo, cobriu-se com a manta até a cintura sem tirar os sapatos, pôs a máscara de dormir, deitou-se de lado na poltrona, de costas para mim, e dormiu sem uma única pausa, sem um suspiro, sem uma mudança mínima de posição, durante as oito horas eternas e os doze minutos de sobra que o vôo de Nova York durou.

    Foi uma viagem intensa. Sempre acreditei que não há nada mais belo na natureza que uma mulher bela, de maneira que foi impossível para mim escapar um só instante do feitiço daquela criatura de fábula que dormia ao meu lado. O comissário havia desaparecido assim que decolamos, e foi substituído por uma aeromoça cartesiana que tentou despertar a bela para dar-lhe o estojo de maquiagem e os auriculares para a música. Repeti a advertência que a bela havia feito ao comissário, mas a aeromoça insistiu para ouvir de sua própria voz que tampouco queria jantar. Foi preciso que o comissário confirmasse, e ainda assim a aeromoça me repreendeu porque a bela não havia colocado no pescoço o cartãozinho com a ordem de não ser despertada.

    Fiz um jantar solitário, dizendo-me em silêncio tudo que teria dito a ela, se estivesse acordada. Seu sono era tão estável que em certo momento tive a inquietude que aquelas pastilhas não fossem para dormir e sim para morrer. Antes de cada gole, levantava a taça e brindava.

    — À tua saúde, bela.

    Terminado o jantar, apagaram as luzes, mostraram um filme para ninguém, e nós dois ficamos sozinhos na penumbra do mundo. A maior tormenta do século havia passado, e a noite do Atlântico era imensa e límpida, e o avião parecia imóvel entre as estrelas. Então contemplei-a palmo a palmo durante várias horas, e o único sinal de vida que pude perceber foram as sombras dos sonhos que passavam por sua fronte como as nuvens na água. Tinha no pescoço uma corrente tão fina que era quase invisível sobre sua pele de ouro, as orelhas perfeitas sem os furinhos para brincos, as unhas rosadas da boa saúde e um anel liso na mão esquerda. Como não parecia ter mais de vinte anos, me consolei com a idéia de que não fosse a aliança de um casamento e sim de um namoro efêmero. “Saber que você dorme, certa, segura, leito fiel de abandono, linha pura, tão perto de meus braços atados”, pensei, repetindo na crista de espuma de champanha o so neto magistral de Gerardo Diego.

    Em seguida estendi a poltrona na altura da sua, e ficamos deitados mais próximos que numa cama de casal. O clima de sua respiração era o mesmo da voz, e sua pele exalava um hálito tênue que só podia ser o próprio cheiro de sua beleza. Eu achava incrível: na primavera anterior havia lido um bonito romance de Yasumari Kawabata sobre os anciões burgueses de Kyoto que pagavam somas enormes para passar a noite contemplando as moças mais bonitas da cidade, nuas e narcotizadas, enquanto eles agonizavam de amor na mesma cama. Não podiam despertá-las, nem tocá-las, e nem tentavam, porque a essência do prazer era vê-las dormir. Naquela noite, velando o sono da bela, não apenas entendi aquele refinamento senil, como o vivi na plenitude.

    — Quem iria acreditar — me disse, com o amor-próprio exacerbado pelo champanha. — Eu, ancião japonês a estas alturas.

    Acho que dormi várias horas, vencido pelo champanha e os clarões mudos do filme, e despertei com a cabeça aos cacos. Fui ao banheiro. Dois lugares atrás do meu, jazia a anciã das onze maletas esparramada mal-acomodada na poltrona. Parecia um morto esquecido no campo de batalha. No chão, no meio do corredor, estavam seus óculos de leitura com o colar de contas coloridas, e por um instante desfrutei da felicidade mesquinha de não os recolher.

    Depois de desafogar-me dos excessos de champanha me surpreendi no espelho, indigno e feio, e me assombrei por serem tão terríveis os estragos do amor. De repente o avião foi a pique, ajeitou-se como pôde, e prosseguiu voando a galope. A ordem de voltar ao assento acendeu. Saí em disparada, com a ilusão de que somente as turbulências de Deus despertariam a bela, e que teria de se refugiar em meus braços fugindo do terror. Na pressa estive a ponto de pisar nos óculos da holandesa, e teria me alegrado. Mas voltei sobre meus passos, os recolhi, os coloquei em seu regaço, agradecido de repente por ela não ter escolhido antes de mim o assento número quatro.

    O sono da bela era invencível. Quando o avião se estabilizou, tive que resistir à tentação de sacudi-la com um pretexto qualquer, porque a única coisa que desejava naquela última hora de vôo era vê-la acordada, mesmo que estivesse enfurecida, para que eu pudesse recobrar minha liberdade e talvez minha juventude. Mas não fui capaz. “Que merda”, disse a mim mesmo, com um grande desprezo. “Por que não nasci Touro?” Despertou sem ajuda no instante em que os anúncios de aterrissagem se acenderam, e estava tão bela e louçã como se tivesse dormido num roseiral. Só então percebi que os vizinhos de assento nos aviões, como os casais velhos, não se dizem bom-dia ao despertar. Ela também não.

    Tirou a máscara, abriu os olhos radiantes, endireitou a poltrona, pôs a manta de lado, sacudiu as melenas que se penteavam sozinhas com seu próprio peso, tornou a pôr a caixinha nos joelhos, e fez uma maquiagem rápida e supérflua, o suficiente para não olhar para mim até que a porta foi aberta. Então pôs a jaqueta de lince, passou quase que por cima de mim com uma desculpa convencional em puro castelhano das Américas, e foi sem nem ao menos se despedir, sem ao menos me agradecer o muito que fiz por nossa noite feliz, e desapareceu até o sol de hoje na amazônia de Nova York.

    Junho de 1982.

  5. JCLUZem 12 fev 2011 �s 16:00

    BAIANIDADES

    A cada canto um grande conselheiro,
    Que nos quer governar cabana e vinha;
    Não sabem governar sua cozinha,
    E podem governar o mundo inteiro.

    Em cada porta um bem freqüentado olheiro,
    Que a vida do vizinho e da vizinha
    Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
    Para o levar à praça e ao terreiro.

    Muitos mulatos desavergonhados,
    Trazidos sob os pés os homens nobres,
    Posta nas palmas toda a picardia,

    Estupendas usuras nos mercados,
    Todos os que não furtam muito pobres:
    E eis aqui a cidade da Bahia.

    Gregório de Mattos, São Salvador 1680

    Pois é!!!
    E ainda há quem diga que pra ser poeta não precisa estudar. A que se ter muito capital, principalmente capital cronológico. Como na modernidade o tempo foi transformado em dinheiro, Cronos acabou se desviando de sua lógica para outros fins. Ou não, como costuma dizer Caetano.
    Voltando a Salvador, Bahia, de onde acabo de chegar após um breve pulo de uma semana, onde fui dar uma cheirada na senzala. Fui observar mais de perto as origens que o tempo teima em distanciar de nós. Desbotando sempre mais o amarelo das velhas fotos. Depois, nem memória.
    Claro que também comi um acarajé, tomei uma água de côco e contemplei a Bahia de Todos os Santos. Debrucei-me no muro do forte do farol, na Barra, e deixei o olhar estendidamente solto se perder na linha do infinito, até dar de cara com as velas de Américo Vespúcio, lá um pouco antes do fundo, entre a ilha do medo e o contorno de Itaparica, ainda sob os acenos de João Ubaldo que anunciava o vôo de seu mais novo pássaro, O Albatroz Azul.
    Se não bastasse a simplicidade de andar pelas ruas do centro histórico de salvador e ainda comer no restaurante escola, do SENAC, também sentei na escadaria da Casa Fundação de Jorge Amado. Dali, fiquei acompanhando o movimento do largo que segue pela baixa do Pelourinho, até chegar no bar de Neusão, “O pai, ó!!!”.

    Depois, foi só subir a ladeira do Carmo e passar pela casa de Benin. E, Lá mais em cima se deparar com a igreja e o grande prédio do convento do Carmo. Convento que já foi tido como o maior do mundo, inteiramente preservado. Hoje, além do seu museu, fechado há quatro anos, abriga um hotel cinco estrelas explorado por um grupo português que investe em turismo. Em compensação a cidade baixa está despencando.
    No Terreiro de Jesus, as tardes são de uma maravilha tão exuberante que nem sequer nos animamos em ir para Itapoã. Vinicius há de nos perdoar. Por três dias sentamos naquelas mesas da calçada a imaginar como as coisas por ali se passavam no passado.
    E naquele presente, entre uma e outra antes da moqueca e, uma e outras depois, o tempo passou suavemente Ligth, leve em “longnequis”.
    Agora, imagine tudo isso tendo como cenário real ao fundo o prédio da primeira escola de medicina do Brasil, mais ao lado, a igreja da matriz, onde o padre Vieira costumava passar seus famosos sermões. Bem em frente, no largo do cruzeiro de São Francisco, a casa de Gregório de Matos, aquele dos versos aí acima, conhecido como “boca do inferno” pela contundência critica que seus afiados poemas lançavam sobre as mazelas das instituições, sobre as injustas relações sociais e principalmente sobre os poderosos da época. Nem por isso, ainda assim, deixam de ser atuais.
    Como se vê, assunto pra prosear é o que menos falta. Mas, como bem foi enfatizado no comecinho desse papo , tempo é dinheiro e eu não estou aqui para ocupar no bolso de ninguém espaço destinado a outros fins. Por isso, encerrarei sendo breve nesse relato do passeio feito de escuna para a Ilha dos Frades e depois Itaparica.
    Logo que entrei, percebi a esquerda, lá no fundo, na popa, três baianos com seus instrumentos, um bumbo, um pandeiro e um velho banjo de quatro cordas já bastante castigado pelo uso e pelo tempo. Afinavam baixinho e enquanto afinavam, iam ensaiando e dando o último retoque no balanço de boas vindas. Passou-se por instantes em meu pensamento a impressão de que teríamos pagode a bordo. Ledo engano de quem não sabe que a Bahia é muitas outras coisas, além de nossas impressões.
    Zarpamos.
    A medida que o barco deslizava sobre as ondas, os baianos cantavam e a Praça Castro Alves ia se distanciando cada vez mais. Na proa, as espumas flutuantes iam se encarregando de dissipar temores e conceitos pré-concebidos.
    E enquanto navegava naquela perfeição rítmica e melódica, ia tendo o perfeito entendimento não só de como, e em quem João Gilberto se afinara como também a compreensão exata do porque Caymmi nascera afinado.
    Quando atracamos de volta ao lado do mercado modelo, o sol ainda nos contemplava com um belo pôr, tomamos um taxi e voltamos para o hotel.
    Mar Azul,
    Farol da Barra.

    Jcluz

  6. paizoteem 12 fev 2011 �s 16:16

    (AGORA COMPLETO)

    Tenho amigos que não sabem o
    quanto são meus amigos.
    Não percebem o amor que lhes
    devoto e a absoluta
    necessidade que tenho deles.
    A amizade é um sentimento mais
    nobre do que o amor,
    eis que permite que o objeto dela
    se divida em outros afetos,
    enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
    que não admite a rivalidade.
    E eu poderia suportar,
    embora não sem dor,
    que tivessem morrido todos os
    meus amores, mas enlouqueceria
    se morressem todos os meus amigos!

    Até mesmo aqueles que não percebem
    o quanto são meus amigos e o quanto
    minha vida depende de suas existências ….
    A alguns deles não procuro, basta-me
    saber que eles existem.
    Esta mera condição me encoraja a seguir
    em frente pela vida.

    Mas, porque não os procuro com
    assiduidade, não posso lhes dizer o
    quanto gosto deles.
    Eles não iriam acreditar.
    Muitos deles estão ouvindo esta crônica
    e não sabem que estão incluídos na
    sagrada relação de meus amigos.

    Mas é delicioso que eu saiba e sinta
    que os adoro, embora não declare e
    não os procure.
    E às vezes, quando os procuro,
    noto que eles não tem
    noção de como me são necessários,
    de como são indispensáveis
    ao meu equilíbrio vital,
    porque eles fazem parte
    do mundo que eu, tremulamente,
    construí e se tornaram alicerces do
    meu encanto pela vida.

    Se um deles morrer,
    eu ficarei torto para um lado.
    Se todos eles morrerem, eu desabo!
    Por isso é que, sem que eles saibam,
    eu rezo pela vida deles.
    E me envergonho,
    porque essa minha prece é,
    em síntese, dirigida ao meu bem estar.
    Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
    Por vezes, mergulho em pensamentos
    sobre alguns deles.

    Quando viajo e fico diante de
    lugares maravilhosos, cai-me alguma
    lágrima por não estarem junto de mim,
    compartilhando daquele prazer …
    Se alguma coisa me consome
    e me envelhece é que a
    roda furiosa da vida não me permite
    ter sempre ao meu lado, morando
    comigo, andando comigo,
    falando comigo, vivendo comigo,
    todos os meus amigos, e,
    principalmente os que só desconfiam
    ou talvez nunca vão saber
    que são meus amigos!

    A gente não faz amigos, reconhece-os

  7. Petraem 12 fev 2011 �s 16:43

    Vamos a nossa Lya Luft , desta semana ?

    ” A MAIOR IRONIA ”

    Com o ensino cada vez pior – e ainda sendo mais difícil conseguir uma reprovação – , temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito , ou melhor : sem saber o que pensar das coisas , desinformados e e desinterassdos de quase tudo . Fico imaginando como será em algumas décadas . A ignorância alastrando-se pelas casas , escolas , universidades , escritórios , congressos , senados … Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings , países inteiros saindo da obscuridade – não pela democracia , mas para participar da orgia das aquisições , e entrar na modernidade .
    Em algumas coisas sou pessimista : essa é uma delas . Mas acredito que os que ainda quiserem pensar , estudar , descobrir , inventar , pintar , dançar , cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha . Talvez em universidades tradicionais ou ultra-adiantadas , ou no aconchego de bibliotecas em casa , praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos , exigindo pouco espaço .
    Já existem em países adiantados intelectuais , pensadores , pesquisadores , cientistas pagos simplesmente para pensar . Criar , inventar , descobrir . Um deles , meu conhecido , cujo hobby é tocar piano , conseguiu , sem ter de pedir , uma sala enorme à prova de som , para tocar altas horas ou de dia , sem incomodar vizinhos .
    As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia ( os gregos ) foi substituída pela religião , a religião pelas ideologias , e as ideologias , atualmente pelo consumismo . Não sou contra consumir , gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno , embora saiba que em poucas semanas , ou dias , ele estará ultrapassado . Isto não me incomoda . Não me deixa ansiosa por trocar este por outro , que em pouco tempo também deverá ser substituído , numa compulsão idiota .
    Não gosto é dessa compulsão idiota . Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes mas não me importa que em algumas semanas estejam superados , desde que funcionem bem .
    Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela ( não sei bem o que é biela , mas ouvi falar ) . Porém , nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo , ou o mais luxuoso . Diante da miséria do meu país , acho que isso me envergonharia , como caríssimas jóias e bolsas ou roupas de griffe . Vivo em busca de simplicidade , que ajuada bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror . Podem ser simplíssimas , como um livro interessante , um Mozart profundo , as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha . Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda , nosso novo encantamento .
    Se a gente não consegue coisas desse tipo , a vida fica pesada demais . Corrida demais . relógios demais , compromissos demais , bebida , comida , contas demais , e de repente a velha prostituta que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato , limpa os bigodes e prepara o bote .
    E nós , onde estamos ? Em casa , na cama , na loja , no bar da praia , na multidão enlouquecida , na solidão do hospital – ou rodeados de alguns afetos essenciais ?
    Ou sozinhos , mas apaziguados ? Ou em alguma ilha , que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados , ou no minísculo escritório , ou quarto , em casa , sentindo o contentamento de alguns momentos bons , ou simplesmente refletindo , contemplando ?
    Vamos ter ” aproveitado ” a vida , coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós – aos rapazes naturalmente , naqueles tempos de moças recatadíssimas – , vamos continuar infantilizados , ou vamos melhorar um pouco como seres humanos ? Ou isso tudo não nos interssa nadinha ( o que é mais provável ) ?
    O que vai ser , o que vamos sentir , alegria ou tormento , ansiedade inútil ou trabalho de crescimento pessoal , e como vamos enfrentar as unhas afiadas daquela velha dama de gélidos olhos ? Quase sempre depende de nós , que giramos feito baratas tontas em busca da última novidade , do mais moderno acessório , da mais louca diversão . E essa é a maior ironia .

    ————————————————————————————————————

    Que tal um pouco de Ginger Rogers e Fred Astaire do filme ” Flying down to Rio ” ?

    http://www.youtube.com/watch?v=y1oYTVzmx_0&NR=1

    Beijinhos carinhosos .

  8. Petraem 12 fev 2011 �s 16:53

    Não posso deixar de comentar que as escolhas de dr. Maia e José Poli foram fantásticas . Não conhecia nenhum dos textos .
    Obrigada pelo prazer de lâ-las .

    Beijinhos carinhosos .

  9. João Carlos Kleinem 12 fev 2011 �s 18:01

    Prezado Dr. Maia:Da minha parte,muito obrigado…A postagem,também os comentários estão fazendo bem para este nosso coração…Abs,saúde e paz.Joka Klein.

  10. VALDENOR DE OLIVEIRA MONTEIROem 13 fev 2011 �s 04:02

    Versenavegando

    Procurei as cores da brisa
    Na palma da minha mão
    Achei um vento dourado,
    Num lago escuro banhado
    De tristeza e solidão

    Caído num outro atalho
    Orvalho turvo de lágrimas,
    Choro banhado de orvalho,
    Adeus longínquo de mão…

    Lago e vento dourado
    Se juntam no mesmo chão…
    Orvalho lavando lágrimas,
    Adeus buscando a mão.

    São gêmeas a tristeza e a lágrima,
    E o adeus e a solidão…

  11. Petraem 13 fev 2011 �s 07:07

    Bom dia , dr. Maia !

    Excelente vídeo de aproximação e aterragem na pista 03 de Lisboa, Portugal.

    Filmada pelo Comandante António Escarduça, da TAP em um regresso a Lisboa pela manhã, muito cedo, vindo do Rio de Janeiro (Segundo especialista, o vídeo demonstra excelente equilíbrio do sistema automático da Canon Powershot S95). A cabine do Airbus 330 da TAP foi o “tripé”.

    http://www.youtube.com/watch?v=eQgH1GvS6Eg

    ————————————————————————————————————

    Abraços e beijinhos calorosos ( Rio 40 º) , recheados de saúde , carnaval, bem querer .

  12. Petraem 13 fev 2011 �s 07:25

    Ontem ao levar Sophie ao Pet Shop para tomar seu banho semanal encontrei por lá ex . vizinhos meus que não via a uns dois anos .
    A cerca de 5 anos atrás , mudou-se para um apartamento próximo ao meu um casal de recém casados . Ela muito novinha , bonita mas muito reservada e ele um homem enorme educado mas tão reservado quanto ela . Depois de um certo tempo eles compraram uma fêmea Golden Retriever linda bebezinha chamada Bella . Eu , cachorreira que sou logo me afeiçoei a cachorrinha e assim iniciou-se uma política de boa convivência entre os humanos também . Bella crescia à olhos vistos . Apesar de eu achar um absurdo criar um Golden em um apto . de quarto e sala ( grande ) , mas mesmo assim um quarto e sala .
    Passou-se o tempo , Bella cresceu , eu comprei Sophie e era divertido ver a grande Bella brincar com Sophie bebê aqui no corredor com bolinhas .
    Mais algum tempo se passou e o casal com Bella mudou-se para um apto. maior no bairro do Jardim Botânico .
    Mais um ano se passou e encontrei a mãe de Bella passeando com ela aqui na porta do meu prédio grávida barrigudona de um menininho .
    Ontem , para a minha alegria encontrei a mãe de Bella já com o menininho Edu sentado na cadeirinha , mais uma vez barrigudona ( desta vez de uma menininha ) e o pai grandão com a Bella que tinha ido ao veterinário tomar vacinas .
    Por que conto tudo isto ?
    Me fez feliz ontem encontrar esta pequena ( grande ) família que de um certo modo vi sendo formada e crescer . Me fez bem encontrá-los , ver que as vezes tudo dá certo .
    Como disse a Lya Luft na sua crônica desta semana , as vezes as coisas mais simples e aparentemente mais banais são as que nos fazem mais felizes .
    Assim como ontem este meu encontro com os meus ex. vizinhos .

    Beijinhos carinhosos .

  13. Petraem 13 fev 2011 �s 08:49

    Vamos a crônica de Arthur Xexéu de hoje ?

    COLUNA DA REVISTRA O GLOBO (13/02/2011)
    Obsoleto

    Eu sou do tempo do papel carbono, do fax, do telex. Eu sou do tempo do telefone com fio. Do número de telefone com seis dígitos (o meu era 576358). Do tempo em que se ficava esperando linha.

    Eu sou do tempo da CTB!

    Eu sou do tempo da máquina de escrever, da régua de cálculo, da introdução à ciência dos computadores, da tabuada. Das aulas de Educação Moral e Cívica, de Trabalhos Manuais, de Canto Orfeônico.

    Eu sou do tempo do Grupo Escolar.

    Eu sou do tempo do Kibombom, tempo da Cuba Libre, da cascata de camarão, arroz de forno.

    Eu sou do tempo do arroz doce de sobremesa.

    Eu sou do tempo da prancha de isopor, do maiô de duas peças. Tempo do sapato Vulcabrás, da calça boca de sino, da miniblusa.

    Eu sou do tempo dos moldes de Gil Brandão.

    Eu sou do tempo em que era uma pena a televisão não ser a cores, tempo da mensagem do nosso patrocinador, das boas casas do ramo.

    Eu sou do tempo em que a TV tinha botão de ajustes para vertical e horizontal.

    Eu sou do tempo do sheik de Agadyr, de Demian, o justiceiro, da minha doce namorada. Tempo de Gladys e seus bichinhos, do Câmera 1, do Rio Hit Parade.

    Eu sou do tempo da garota-propaganda.

    Eu sou do tempo do cartão postal e do telegrama. Sou do tempo do gravador de $, do compacto simples, do tempo do Long- Play.

    Eu sou do tempo dos festivais, do Cinema Novo, do teatro de protesto. Sou do tempo da Leila Diniz, da Brigitte Bardot, da Luciana Paluzzi. Do tempo da Eliana Macedo, da Nádia Maria, da Zezé Macedo.

    Eu sou do tempo da Sonia Mamede!

    Eu sou do tempo em que se assistia a estreias de filmes do Hitchcock, em que tinha teatro no MAM. Sou do tempo do baile no Municipal, das escolas de samba na Presidente Vargas, do concurso de misses no Maracanãzinho.

    Da Bethânia no Teatro Miguel Lemos, da Elis no Teatro da Praia, do Caetano no Terezão.

    Eu sou do tempo do Estado da Guanabara.

    Eu sou do tempo da Barbosa Freitas, do Príncipe, que vestia hoje o homem de amanhã, da Ducal, das Mercearias Nacionais, da sloper. Sou do tempo da cama Dragoflex, da cadeira do papai, do cigarro sem filtro. Do tempo da Panair, da Cruzeiro do Sul, tempo em que se ia à Europa de navio.

    Eu sou do tempo da Varig.

    Tempo da praia em frente à Montenegro, do Zeppelin (o bar, não o dirigível), do Beco da Fome. Da fantasia de tirolês, do Almanaque de Férias da Luluzinha, da domingueira no Piraquê.

    Eu sou do tempo do Tivoli Parque.

    Eu sou do tempo em que a nota de mil cruzeiros era chamada de Cabral. Eu sou do tempo…

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  14. Petraem 13 fev 2011 �s 08:55

    Que tal uma crônica antiga de Martha Medeiros ?

    O VERÃO DE 81

    Eu tinha 19 anos e nenhum plano para as férias daquele verão. Fazia faculdade de propaganda,
    não estava namorando e andava roxa por um programa diferente, até que alguém da nossa turma deu a ideia de conhecermos uma praia em Santa Catarina chamada Bombinhas. Era janeiro. Não lembro exatamente quem tomou a iniciativa de alugar a casa, só sei que éramos 10 – cinco homens e cinco mulheres. Os guris foram na frente, de carro. Nós, gurias, chegamos um dia depois, de ônibus. Desembarcamos em Florianópolis e o Fernando foi nos buscar na rodoviária num Fiat 147 vermelho. Bombinhas pertence ao município de Porto Belo. Disso eu sabia, já estivera lá com meus pais numa viagem alguns anos antes, num inverno gelado, e só do que eu lembrava era de um lugar ermo, mas agora seria diferente. E foi.

    Antes que a malícia corra solta: apesar de formarmos cinco casais, ninguém era namorado de ninguém.
    Minto: a Katia e o Geraldo estavam começando a ficar, mas tudo na maior inocência. De resto, éramos mesmo uma turma de amigos. O clima era do seriado Friends, versão praiana. Além do Geraldo e do Fernando, havia o Theo, o Caco e o Serginho. Além da Katia, havia a Neca, a Karin, a Claudia e eu.

    Se você frequenta a Bombinhas de hoje, não a reconheceria. No verão de 81, era terra de ninguém. Na rua
    principal havia um ou dois botecos, um posto telefônico e uma farmácia. Nenhum hotel, nem supermercado, nem lojas, nem restaurantes, apenas as casas de madeira dos poucos nativos. Na beira da praia, mesma coisa: só alguns poucos casebres de madeira onde viviam os pescadores locais. Num dia de sol a pino, de ponta a ponta da praia, contava-se no máximo uns 15 guarda-sóis na areia, de outros aventureiros como nós. Era praticamente uma praia privativa.

    Onde é que eu estava mesmo? Chegando com as gurias no Fiat 147 vermelho. Saímos da BR e então passamos por Porto Belo, onde fizemos compras no único supermercado que havia. Depois atravessamos lentamente os morros que dão acesso às praias. A estrada era medonha, de terra batida e cheia de desníveis. Passamos por Bombas, fantasmagórica, e chegamos finalmente em Bombinhas. Estávamos empoeiradas e cansadas. Largamos nossas mochilas no casebre e fomos direto pro mar. Aquele mar esmeralda. O Caribe logo ali no Estado vizinho.

    Nossa casa era de madeira pintada de branco, com um pequeno jardim na frente. Dentro, havia uma minúscula antesala com um sofá e uma mesinha de fórmica. Ao lado, ficava o aposento maior: a cozinha. Havia um fogão, uma geladeira e uma mesa grande com algumas cadeiras. Três portas conduziam aos três quartos, e o único banheiro ficava mais ao fundo. Quem dormiria com quem?

    As donzelas resolveram que ficariam as cinco no mesmo quarto, enquanto os guris poderiam se dividir entre os outros dois. E no primeiro dia foi assim. Três guris num quarto, dois em outro, e cinco malucas amontoadas num cubículo onde havia uma cama de casal. A ideia era revezar: duas na cama e três no chão, em colchonetes. Nossa integridade estava assegurada. Essa decisão durou exato um dia. Nos outros, não me pergunte onde dormíamos. Era cada um por si, sem frescura, sem lugar marcado, sem clube do bolinha e luluzinha, todos dividindo camas, colchonetes, redes. Tinha gente que dormia na cozinha, na sala, no jardim, na beira da praia. Onde caíamos, ficávamos. Era a graça da coisa.

    Acredite se quiser: tudo na maior pureza. Promiscuidade zero. Só farra.

    Nos fundos da nossa casa ficava um outro pequeníssimo cômodo, do tamanho de uma guarita de salva-vidas. Era ali que dormia o proprietário da casa, um pescador chamado Sabão. Foi para onde ele se mudou com a mulher e as duas filhas pequenas durante os dias em que alugou a casa dele pra nós. Era alto, loiro, esquelético, um príncipe escandinavo com a pele curtida pelo sol, maltratado pela pobreza, mas totalmente de bem com a vida. Discreto, não perturbava em nada. Saía de manhã para pescar em seu barco e à tardinha voltava. Muitas vezes, vendia seu peixe para nós, e logo descobrimos que ele sabia preparar uma caipirinha como ninguém, e de pescador diurno passou a barman noturno, extraindo mais uma fonte de renda daquela turma de gaúchos que tinha fome (e sede) de diversão.

    Durante os 10 dias em que ficamos em Bombinhas, choveu exatamente nada. Nuvem, também não lembro de ter visto. Acordávamos, tomávamos o café da manhã e, depois de dar exaustivos cinco passos para fora da casa, colocávamos os pés na areia branca, com aquele marzão em frente só pra nós. Nadávamos, caminhávamos na praia, jogávamos frescobol e até conseguimos descolar uma rede para improvisar uma quadra de vôlei. No final da tarde, dois ou três de nós iam até Porto Belo comprar mantimentos.Alguns iam até o posto telefônico para ligar para Porto Alegre e saber notícias do mundo. Não havia tevê na casa. Apenas um pequeno toca-fitas. Sim, ouvíamos música através de fitas K-7. Não existia celular, nem DVD, nem notebooks. Éramos 10 Robinson Crusoe.

    Um dia resolvemos explorar o território em volta. Depois de muito sobe e desce por estradinhas íngremes, de muito comer poeira e de cruzar com bichos estranhos pelo caminho, descobrimos uma praia ainda mais selvagem, Quatro Ilhas, onde tomamos o banho de mar mais inesquecível dessa temporada.

    À noite, sob uma luz fraca, brincávamos de mímica, fazíamos torneios de canastra e improvisávamos uma churrasqueira na beira da praia: cavávamos um buraco, acendíamos o fogo e grelhávamos os camarões e os peixes que o Sabão trazia. O luau só não era completo porque ninguém lembrou de levar violão. Ninguém tocava, que eu saiba. Mas havia uma gaita, acho.

    Um dia de manhã cedo, surpresa: estávamos todos na beira da praia quando vimos um barco se aproximando. Era uma lancha. Uma lancha realmente grande, com um piloto. O moço chegou bem perto, saltou da lancha e veio até nós para se apresentar. Ninguém conseguia acreditar: o pai de um dos guris do grupo era amicíssimo de um empresário de Florianópolis, o dono da lancha, que gentilmente havia cedido seu barco e incumbido seu funcionário de ficar o dia todo à nossa disposição. Era tudo o que precisávamos: sair da rotina! Fechamos a casa e subimos todos na lancha. Fizemos um longo passeio até Itapema e no caminho encontramos prainhas desertas que convidavam para um pit stop e um mergulho. Na volta, a lancha atracou no cais de Porto Belo e almoçamos às quatro da tarde por conta do tio rico – a essa altura o empresário já havia virado tio – no inigualável restaurante Petiskão, onde entramos cantando uma marcha de Adoniran Barbosa e saímos mais pra lá do que pra cá, de tanta cerveja. Tudo bem, não estávamos dirigindo mesmo.

    Ao chegar em casa, todos queriam apenas um banho e descansar, mas não podíamos prever que a noite seria ainda mais agitada do que o dia. Dessa vez, por um motivo nada agradável. A movimentação de pescadores no fundo da nossa casa pressagiava o pior. Foi com tristeza que soubemos que Sabão havia levado um choque fatal. Morreu eletrocutado nos fundos da nossa casa – melhor dizendo, da casa dele.

    Em choque ficamos nós. Quantos anos ele teria? Não mais que 30. O que podíamos fazer pela família? Os guris acompanharam o corpo até Porto Belo e nós ficamos para dar assistência às duas pequenas meninas, pequenas mesmo. Não lembro da mulher do Sabão, mas devia estar cuidando dos trâmites em Porto Belo também. Passamos a noite praticamente em claro, atordoados com aquele súbito desaparecimento.

    O dia seguinte foi de uma tranquilidade respeitosa, todos mais silenciosos do que de costume, conversando em voz baixa na beira da praia, mas retomando aos poucos o nosso cotidiano de estudantes em férias, faltava muito pouco para ir embora.

    À noite, mais um torneio de canastra. Todos com as cartas na mão, comprando e descartando, baixando trincas, sequências, até que o primeiro de nós bateu. E na hora de pedir para lhe alcançarem o morto, não teve dúvida: “Me passa o Sabão”. Foi a primeira gargalhada depois da tragédia, aquele riso nervoso diante da piada politicamente incorretíssima. Passados 30 anos, até hoje, quando nos reencontramos, “me passa o Sabão” é a senha para chamarmos as lembranças de volta.

    Então chegou o dia de retornar para casa e tocar cada um a sua vida. Fernando hoje mora em São Paulo. Karin morou por lá também, mas voltou. Claudia mora em Florianópolis e é atriz de teatro. Theo é velejador. Serginho rodou o mundo todo e semana passada fomos avisados que está em Porto Alegre. Caco é engenheiro. Neca é pedagoga. Katia e Geraldo, que começaram essas férias numa ficação inocente, comemoraram bodas de prata ano passado. E eu estou aqui contando essa história.

    Férias, há de diversos tipos. Mas aquele verão de 81 nunca saiu da nossa memória porque, além de ter selado uma amizade que dura até hoje, foi a concretização de um ideal que hoje poucos conseguem atingir. Nós passamos 10 dias em contato direto e ininterrupto com a natureza, numa praia paradisíaca, limpa, pouco habitada e silenciosa, sem conexão com aquilo do qual queríamos realmente tirar férias: da bagunça da cidade, dos compromissos urbanos e de nossas adoradas famílias, que, como todas as famílias, eram controladoras. Estávamos uns com 18 e outros com 19 anos, comemorando a maturidade recém conquistada e nos preparando para a vida que cada um construiria a partir dali. Cinco garotos e cinco garotas 100% wireless, no sentido mais verdadeiro do termo.

    Se suas férias de verão não puderem ser assim, que ao menos tenham esse espírito.

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  15. Gabrielaem 13 fev 2011 �s 09:27

    LINDÍSSIMO, mas tem uma profunda tristeza ao entrar neste canto.
    Abraços
    Gabriela

  16. paizoteem 13 fev 2011 �s 11:21

    Eu preciso uma vida boa.
    Uma… De poesia.
    Vida que não doa,
    Um tempo de cortesia
    Sem doer, dentro nem fora.
    Preciso… agora…
    Ainda possa acompanhar,
    Cantar sozinho,
    Criar nova rota,
    Mudar meu caminho.
    Amar um tanto mais,
    Ignorar, que me engano.
    Agir como animais,
    Andarilho e cigano.

    Em tudo acreditar…
    Inventar passatempo,
    buscar aproveitar.
    Valorizar meu tempo.
    Ver na chuva um lenitivo,
    No sol um morno afago
    Que não irrite… Afetivo
    Que me acenda, não apago

    Sorrir ao acordar, ao dormir
    Sem ter que justificar.
    Sem motivo… Só por rir,
    Da alegria bebericar.

    Amar…se permitir…
    Ter direito de errar,
    Erros passados omitir.
    Qualquer chance agarrar.
    Ser feliz, o que me é devido.
    Viver intensamente
    Como e foi prometido

    Para sair desta janela
    Viver, vida de poesia
    Crer é preciso… Nela.
    E como… crer nesta heresia?

  17. Sylvio C Araujoem 13 fev 2011 �s 12:53

    CORDEL:
    O LINGUAJAR CEARENSE
    AUTORA: JOSENIRA DE LACERDA
    CADEIRA Nº 3 DA ACADEMIA DOS CORDELISTAS DO CRATO

    Se alguém é desligado
    É chamado de bocó
    Broco, lerdo e abestado
    Azuado ou brocoió
    Arigó e Zé Mané
    Sonso, atruado, bilé
    Pomba lesa e zuruó
    Artigo novo é zerado
    Armadilha é arapuca
    O doido é abirobado
    Invencionice é infuca
    O matuto é mucureba
    Qualquer ferida é pereba
    Mosquito grande é mutuca
    Quem muito agarra, abufela
    Briga pequena é arenga
    Enganação, esparrela
    Toda prostituta é quenga
    Rapapé é confusão
    De repente é supetão
    Insistência é lenga-lenga
    Qualquer tramóia é motim
    Solteira idosa é titia
    Mosquitinho é mucuim
    Recipiente é vazia
    Meia garrafa é meiota
    O exibido é fiota
    Travessura é istripulia
    B! ebeu muito é deodato
    Brisa leve é cruviana
    O sujeito otário é pato
    Cigarro curto é bagana
    Fugir é capar o gato
    O engraçado é gaiato
    Quem vai preso tá em cana
    Ter mesmo nome é xarapa
    Muito junto é encangado
    Água com açúcar é garapa
    Cor vermelha é encarnado
    Muita coisa dá mêimundo
    Sendo Mundim é Raimundo
    Valentão é arrochado
    A rede velha é fianga
    Com raiva é apurrinhado
    Careta feia é munganga
    Baitinga é o mesmo viado
    O bom é só o pitéu
    Bajulador, xeleléu
    Sem jeito é malamanhado
    Bater fofo é não cumprir
    Etecetera é escambau
    Sujar muito é encardir
    Quem acusa, cai de pau
    Confusão é funaré
    Carta coringa é melé
    Atacar é só de mau
    Qualquer botão é biloto
    Mulher difícil é banqueira
    Pequenino é pirritoto
    Estilingue é baladeira
    Qualquer coisa é birimbelo
    Descorado é amarelo
    Sem requinte é labrocheira
    Um perigo é boca quente
    Porco novo é bacurim
    Atrevido é saliente
    Quem não presta é croja ruim
    Dedo duro é cabuêta
    A perna torta é zambêta
    Coisinha pouca é tiquim
    Parteira era cachimbeira
    Dar mergulho é tibungar
    Tem cucuruto, moleira
    Olhar demais é cubar
    Tem ainda ternontonte
    Que vem antes do antonte
    Ver de soslaio é brechar
    Quem briga bota boneco
    Sem valor é fulerage
    Copo pequeno é caneco
    Estrada boa é rodage
    O tristonho é capiongo
    Galo ou inchaço é mondrongo
    E a ralé é catrevage
    O velho ovo estrelado
    É o bife do oião
    Nervoso é atubibado
    Repreender é carão
    O zarôlho é caraôi
    Enviezado, zanôi
    Inquieto é friviã! o
    A perna fina é cambito
    Dar o fora é azular
    Muito magrelo é sibito
    Pisar manco é caxingar
    Rêde pequena é tipóia
    Tudo bem é tudo jóia
    Fazer troça é caçoar
    A expressão “dá relato”
    Que atinge mais de légua
    “Tá ca peste!” “Só no Crato!”
    “Vôte”, “Öxente!” e “Aarre égua!”
    “Corra dentro!” ” Qué cirmá? ”
    “É de rosca? “É de lascar!”
    Se é muito longe, arrenego
    Que Deus do céu nos acuda
    É pra lá da caixa prego
    Lá no calcanhar do juda
    Nas bimboca ou cafundó
    Nas brenha ou caixa bozó
    Onde o vento a rota muda
    Se é cheia de babilaque
    É ispilicute ou dondoca
    Ligeiro é “que nem um traque”
    Agachado é tá de coca
    Sem rumo é desembestado
    O faminto é esguerado
    Bolha na pele é papoca
    Chamuscado é sapecado
    Nuca, cangote é cachaço
    Meio tonto é calibrado
    A coluna é espinhaço
    Se está adoentado
    Tá como diz o ditado:
    “da pucumã pro bagaço”
    Cearense tem mania
    Chama todo mundo Zé
    Zé da onça, Zé de tia
    Zé ôin ou Zé Mané
    Zé tatá ou Zé de Dida
    Achando pouco apelida
    Um bocado de Zezé
    Fazer goga é gaiofar
    O que é longo é cumprissaio
    Provocar é impinjar
    Toda pilôra é desmaio
    Salto ligeiro é pinote
    Bando, turma é um magote
    Cesto sem alça é balaio
    A comidinha caseira
    Tem fama no Ceará
    Tipicamente brasileira
    Faz o caboco babar
    No bar do Mané bofão
    Pau do guarda, panelão
    O cardápio vou citar:
    Sarrabulho, panelada
    Mucunzá e chambari
    Tripa de porco, buchada
    Baião de dois com piqui
    Tem pão de milho e pirão
    Carne de sol com feijão
    Tijolo de buriti
    Quem é ruivo é fogoió!
    O tristonho é distrenado
    Tornozelo é mocotó
    Cheio de grana, estribado
    Jarra de barro é quartinha
    O banheiro é a casinha
    Sem saída, “tá pebado”
    A bebida e o seu rol
    No Ceará todo habita
    A fubuia e o merol
    A truaca e a birita
    Amansa sogra ou quentinha
    A meropéia e a mardita
    O picolé no saquinho
    Aqui se chama dindin
    Se é o dedo menorzinho
    É chamado de mindin
    Riso sonoro é gaitada
    Confusão é presepada
    Atrevido é saidin
    Papo longo e sem valor
    É “miolo de pote”
    Muito esperto é vivedor
    Adolescente é frangote
    Soldado raso é samango
    A lagartixa é calango
    O tabefe é cocorote
    A lista é quase sem fim
    Não cabe num só cordel
    Tem alpercata, alfinim
    Enrabichada e berel
    Chué, baé, avexado
    Bãe de cúia, ôi bribado
    Quebra-queixo e carritel
    Tem visage, sarará
    Tem bruguelo e inxirido
    Rabiçaca e aluá
    Ispritado e zói cumprido
    Bunda canastra, lundu
    Dona encrenca, sabacu
    Bonequeiro e maluvido
    O caerense é assim:
    Dá cotoco à nostalgia
    A tristeza leva fim
    Na cacunda da euforia
    dá de arrudei na carência
    enrola a sobrevivência
    e embirra na alegria.
    Aqui no Ceará é assim!!!!!

  18. Petraem 13 fev 2011 �s 13:06

    A crônica de Martha Medeiros postada acima me tocou , pois com 17 anos passei 4 dias neste paraíso chamado Bombinhas . Corria o ano de 1974 , ano de preparação para o vestibular que seria no início de 1975 , feriadão de Finados e a minha amiga de infância Marina me convida para ajudar a espairecer da ” nóia” de tanto estudar , participando de um acampamento com a sua família em Bombinhas . Família enorme a dela , eram 8 irmãos e irmãs ( seu pai fora casado 2 vezes ) , meus pais acharam uma boa idéia eu dar uma espairecida antes da puxada final de estudos . Eu nunca havia acampado na vida . Foi a primeira e última vez . Areia no colchonete , areia na comida , areia nas roupas , areia em todas as reentrâncias do corpo …
    Mas , em compensação conheci uma das praias mais lindas da minha vida . Se Bombinhas da Martha Medeiros em 1981 era esta coisa bucólica , imaginem em 1974 . Não tinha nada , só casebres de pescadores . Em Bombas ( antes de Bombinhas ) também não havia comércio , nada .
    O mar o mais lindo que vi aqui no Brasil , transparente , translúcido , fazíamos pesca submarina , quase podíamos pegar os peixes com as mãos , água fresquinha sem ser gelada , areia branca , finíssima .
    Palmeiras ao longo da praia , enfim , a descrição fiel do que seja o paraíso .
    Durante este acampamento presenciei uma das coisas mais lindas que já vi . Á noite , quando as ondas quebravam mansamente , ao se quebrarem, a espuma que se formava se transformava em um líquido fosforescente . Era um certo tipo de alga em decomposição que quando turbilhonada com a força da água brilhava intensamente no escuro . Entramos na água e a espuma das ondas grudava nos nossos corpos como purpurina , algo de outro mundo de tão lindo , ficávamos com a pele fosforescente .
    Dormíamos em colchonetes na beira da praia com as ondas quase nos lambendo os pés .
    Ou seja , comodidade e luxo zero , mas natureza e maravilhas como as ondas brilhantes 100 !!!!
    Até hoje , quando tenho dificuldade de pegar no sono , me imagino deitada naquela praia deserta , com o barulho das ondas me ninando , não demoro muito e adormeço feliz .
    Tenho as mais lindas lembranças de uma Bombinhas deserta , não havia ninguém a não ser a ruidosa e bagunceira família de Marina , mas é um dos passeios mais divertidos dos quais tenho lembrança .

    ————————————————————————————————————Paizote , amei seus versos/poemas !!!!
    O de Vinícius é covardia , e este último é da sua autoria ?
    Lindo também !!!

    Beijinhos carinhosos .

  19. Petraem 13 fev 2011 �s 16:01

    Um momento magistral entre Bette Davis e Christopher Plummer ;

    http://www.youtube.com/watch?v=pfSjHVh_o1c&feature=email

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  20. Petraem 13 fev 2011 �s 16:57

    Vamos jogar um pouquinho ???

    Clique no site abaixo , em seguida, ao abrir o site, clique na maça.

    http://www.ferryhalim.com/orisinal/g2/applegame.htm

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  21. Petraem 13 fev 2011 �s 16:59

    Que tal Ping – Pong ????

    Clique no link e cuidado para

    não viciar…

    Clique em START e depois em SERVICE
    para começar a jogar novamente

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    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  22. paizoteem 13 fev 2011 �s 18:22

    Pois é amiga Petra,
    Não quero outro poeta ,
    Abuso de minha letra
    Digo como me sinto.
    buscando nesta meta
    a verdade, pois não minto!

    Falar de quem eu mais sei.
    Bicho ostra…Amalucado
    Por vezes um ET.
    Ou um monstro invocado!
    Me conheço… Afinal…
    não busco outros enganar,
    Sou um ente marginal.
    meio cansado de amar.

    Quem há de dizer de mim…
    Diabético.. Hipertenso.
    e outros males afim…
    que destes somente eu sei.
    Como auto-analista propenso

    Outros não me definem
    procuro…e já cansei
    Para que versos dominem
    Que vivam como pensei
    nem palavras que rimam
    Conseguem me limitar
    aquelas que mais aproximam
    são pedras… flutuam no mar. (?}

    Este velho coração
    de males muito curtidos
    Só de não mais amar
    Pode estar arrependido

    Veja querida amiga
    Tal minha pretensão
    Querer entender de vida
    e também de coração.

    E além do que perguntou
    Acabei de responder.
    Um pouco, de como sou
    Mais, não queira saber

    Antes de encerrar
    e ridículo parecer
    preciso acrescentar
    de poesia não saber.

    O que é a poesia ,senão a nudez dos sentimentos jogada despudoradamente nos ouvidos alheios?

  23. Petraem 13 fev 2011 �s 20:47

    Querido amigo Paizote .
    Continue desnudando a sua alma , lhe garanto que eu e muitos amigos mais estamos adorando este seu strip-tease virtual .
    Falando por mim , estou adorando conhecer este homem escondido embaixo desta sua casca de poucos amigos , este ser humano maravilhoso que eu já detectava nos primórdios do nosso bolicho .
    É claro que você entende disto tudo à não mais poder , poesia , coração , vida , alegrias e tristezas .
    Você parecer ridículo , jamais
    Continuemos pois , esta nossa amizade e convivência aqui no Bolicho sob o patrocínio do nosso querido Dr. Maia .

    Beijinhos carinhosos .

  24. VALDENOR DE OLIVEIRA MONTEIROem 14 fev 2011 �s 03:25

    Agradeço ao DD Dr Maia a deixa do sábado, nos desintoxica de fato. A poesia nos eleva a todos, tal como a música, nos faz levitar…

    Mas aqui vou eu, de novo, brincando de poetar…

    Quadrinhas

    Recolhi as flores da idade
    Enxuguei meu pranto nelas…
    Não sei se de alegria ou saudade
    Ficaram todas amarelas.

    Depois do tempo passado
    Ouvi a canção da vida…
    Num velho piano guardado
    Tinha uma nota escondida
    Que ninguém tinha tocado

    A brisa sopra suave
    Na névoa esbranquiçada
    Trazendo a beleza da relva
    No orvalho da madrugada…

    O dia chega contente ,
    Na primeira réstia da alvorada…
    Revela um brilho inocente
    Desfazendo a madrugada…

    O Sol inunda de luz
    As flores de nossa idade,
    _ Estrela da Manhã _
    Embebida de saudade.

    Valdenor de Oliveira monteiro

  25. Gabrielaem 14 fev 2011 �s 06:32

    Paizote também adorei.
    Beijos
    Gabriela

  26. Petraem 14 fev 2011 �s 06:40

    Bom dia , dr. Maia !
    Vamos a Martha Medeiros do Globo de ontem ?

    ” VOCÊ , MODO DE USAR ”

    Quando caminhopelas ruas da cidade, ou mesmo quando circulo de carro , reparo em pequenos pontos comerciais em construção e, na hora , penso : tomara que seja uma livraria , tomara que seja uma papelaria , tomara que seja uma galeria de arte , tomara que seja um bistrô , tomara que seja uma floricultura . Vou acompanhando a obra com expectativa , até que um dia os tapumes são retirados e shazam : é mais uma farmácia .
    Remédio não é sorvete , não é banana , não é pãozinho . Mas o povo se acostumou a ingerir goela abaixo o que lhe sugerem , sem receita , sem critério , e a indústria farmacêutica e seus pontos de distribuição prosperam .
    Conversava outro dia com uma amiga endocrinologista e falávamos justamente sobre como tantas doenças poderiam ser prevenidas através da simples mudança de hábitos .
    Ninguém nega a importância de uma campanha de prevenção contra o uso de crack , por exemplo , mas há um número ainda maior de pessoas se viciando em gordura , evitando legumes , se entupindo de refrigerantes , não dando atenção aos produtos orgânicos , abusando do sal , dos çúcar e das frituras . Seria igualmente progressista uma campanha que alertasse para os efeitos colaterais de se comer errado .
    Esse é só um exemplo de como a falta de qualidade de vida pode adoecer e até matar . A causa de óbitos geralmente é o infarto , câncer , infecção generalizada , falência múltipla de órgãos , mas algumas destas doenças tendem a iniciar décadas antes , por meio de uma rotina de muito estresse , ansiedade , angústia emocional e neuroses não tratadas . Negativismo , raiva , frustração , nada disso colabora com o nosso metabolismo . É aí que pequenas atitudes podem fazer diferença , como praticar atividades físicas , buscar um recurso para relaxamento ( ioga , meditação , terapia , religião , massagem ) , cultivar amigos , dormir bastante , usar filtro solar , cuidar da postura , beber muita água , controlar o peso , não fumar , não beber em excesso , fazer check ups periódicos – e não se drogar , lógico . os médicos têm batido nessa tecla com insistência , mas ainda há quem considere , mas ainda há quem considere esse blábláblá improdutivo ou politicamente correto demais .
    Não tem nada a ver com politicamente correto , e sim com inteligência . e inteligência não se vende em frascos .
    Farmácias comercializam produtos de primeira necessidade . Sem elas , não teríamos acesso a medicamentos fundamentais para a nossa saúde mental e física , devidamente prescritos , mas precisamos de tantas Brasil afora ? Creio que teríamos uma sociedade bem mais saudável se a população contasse com um maior número de pontos de venda de livros , sucos , flores , livros , discos , bicicletas , livros , frutas , bolas de futebol , raquetes de frescobol , livros , instrumentos musicais , sapatilhas , livros , livros e , claro , livros .

    ————————————————————————————————————

    Dr. Maia , abraços e beijinhos carinhosos muito encalorados mas recheados de saúde , bem querer e paz !

  27. carlos irmãoem 15 fev 2011 �s 09:31

    O BLOG DA PRESIDENTE DILMA REPRODUZIU A COLUNA DO PEDRO PORFIRIO na íntegra..(para reflexões)

    Barricada dos egípcios desmascara a hipocrisia semântica que manipula nossos corações e mentes.

    “A corrupção ao estilo americano pode resultar em “prendas” de trilhões de dólares para companhias farmacêuticas, a compra de eleições com maciças contribuições de campanha e redução de impostos para milionários, enquanto a assistência médica aos mais pobres é cortada”.

    Joseph Eugene Stiglitz, economista norte-americano, analisando “o catalisador tunisiano”.

    Eles se amavam tanto e Obama e tinha como PRESIDENTE amigo
    (Isso antes da massa tomar a praça e revelar que o amigo era ditador)

    Antes de especular sobre o amanhã egípcio, gostaria de lhe fazer uma pergunta: desde quando você sabia que Muhammad Hosni Said Mubarak era um ditador? Isto mesmo, concito-o a revirar os jornais de dois meses atrás (ou um mês, talvez): como o governante de 30 anos no poder era chamado pela mídia que lhe embasbaca diariamente em doses cavalares?
    Até agora, aqui e além-mar, nas ocidentais usinas de desinformação, Mubarak era tratado como presidente eleito e reeleito, um líder legítimo, incontestável, lúcido e tudo o mais que o jargão colonial exala. Ditador, não.
    Ditador, para essa indústria de mentiras e hipocrisias, é quem contraria os interesses dos trustes, quem cai no desagrado dos Estados Unidos da América.

    Hugo Rafael Chávez Frias foi eleito e reeleito nos moldes formatados pelos engenheiros da democr acia representativa. No pleito de 2006, ninguém me contou: eu estava lá e vi com os próprios olhos que a terra há de comer adversários poderosos, mídia majoritariamente contrária, urnas muito mais confiáveis do que as nossas, com impressão do voto, controle biométrico dos eleitores, enfim, tecnologia de última geração para garantir a vontade dos cidadãos venezuelanos.

    No entanto, essa imprensa que até ontem chamavam Mubarak de senhor presidente, usa e abusa da má fé, referindo-se a Hugo Chávez como um ditador, dizendo a você, um descuidado inocente útil, que há uma ditadura na Venezuela, embora a grande mídia reacionária deite e role.Não me venha de lorotas que eu o desminto na lata. Se quer tirar os noves foras, vá na internet e acesse os sites dos jornais El Nacional e El Universal, os dois maiores jornalões da Venezuela.

    Eu fui “agente do Al-Fatah” e não sabia
    Pode ser que você esteja mais ansioso num palpite sobre o novo Egito. Como não sou leviano, nem metido a pitonisa, prefiro pegar a deixa para fazer minha própria manifestação sobre a hipocrisia semântica que faz diariamente a lavagem cerebral dos cidadãos de boa fé, como você.

    E não preciso ir muito longe, não: nossa grande mídia fala hoje que houve uma ditadura militar no Brasil. E esconde que colaborava apaixonadamente com ela: sem seu nada a opor, ou o seu tudo a ver, provavelmente a ditadura teria durado menos e feito menor número de vítimas.

    Mas, não: em 27 de junho de 1969, quando era o CHEFE DE REDAÇÃO da censuradíssima TRIBUNA DA IMPRENSA, fui seqüestrado de madrugada e levado para lugar ignorado . Todo mundo sabia que estavam me metendo o cacete, mas nem a notícia da minha “prisão”. No dia 16 de julho, o Cenimar (Servilço secreto da Marinha) exibiu 38 prisioneiros – eu, inclusive – apresentando-nos como os terroristas que queriam derrubar a ditadura de 180 mil soldados das três armas.

    Samuel Wainer, que já estava de volta mediante negociações com os generais, pôs a minha foto na primeira página da ÚLTIMA HORA, o jornal onde dei os primeiros passos profissionais, com a legenda: “AGENTE DO AL-FATAH”. Isso mesmo, para agradar os senhores do poder, o ex-exilado não fez por menos. Arranjou-me um epíteto de agente internacional de organização revolucionária, por minhas simpatias à causa palestina. Pior: entre os subordinados do patrão oportunista havia ex-colegas meus, que, bem, cala-te boca….

    Aqui, tivemos ditadura, mas não se fala em ditador
    Aliás, há algo muito despropositado na nossa mídia. Ela agora se refere à ditadura militar, via de regra a criminaliza, mas de forma original: não vi em nenhum órgão da imprensa escrita, falada ou televisada alguém se referir aos generais d’antão como ditadores. Concito-o a achar nessa mídia uma referência ao ditador Castelo Branco ou ao ditador Figueiredo, ou aos outros. Registra-se que tivemos ditadura, mas não se nomina nenhum general como ditador.

    Afinal, quem é e quem não é ditador?
    Insisto: quem é e quem não é ditador no mundo? Onde realmente se pode falar em democracia, no sentido original do termo, umbilicalmente ligado à idéia de liberdade, patrimônio existencial da humanidade?
    Liberdade é o quê, caro parceiro? É essa pirâmide social desumana em que 10% dos brasileiros detêm 75,4% de toda a riqueza? Pobre goza do exercício da liberdade? Como? Pend urando-se nas migalhas dos programas sociais compensatórios? Se tem liberdade, o pobre é burro? Sim, porque 80% dos parlamentares eleitos não têm nada de pobre. Fazem parte, paradoxalmente, do topo da pirâmide, daqueles 10% que estão por cima da carne seca.

    Segundo Márcio Pochmann, presidente do IPEA, órgão do governo federal, o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto.

    Democracia das elites é uma mentira
    Trocando em miúdos, quem paga a conta nesta democracia onde reina a minoria é a maioria que vive com a corda nos pescoço. Dizer que um país socialmente piramidal vive numa democracia é uma grosseira fraude semântica. Ou então a democracia é um regime de aparências, fundado na desigualdade e na lei do (bolso) mais forte. Mas não é só nestas praias que a ressaca da realidade desautoriza o palavreado h ipócrita. Joseph Eugene Stiglitz, badalado economista dos EUA (foi chefe da equipe econômica de Clinton), escreveu esta semana sobre o “catalisador tunisiano”:

    “Apesar das virtudes da democracia – e a Tunísia mostrou que ela é muito melhor que a alternativa – não devemos esquecer das falhas daqueles que reivindicam seu manto, e que há muito mais na democracia do que eleições periódicas, mesmo quando conduzidas limpamente.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, a democracia foi acompanhada por uma desigualdade crescente, a tal ponto que os que estão entre os 1% mais ricos abocanham cerca de 25% da renda nacional”.

    Bem, perguntar-me-ão os parceiros, e o Egito, como é que fica? Já que se descobriu agora que estava mergulhado numa ditadura há 30 anos, o que virá com a renúncia de Mubarak, finalmente apontado no dicionário midiático como ditador?

    O que quer afinal a multidão egípcia que ganhou a praça, inspirada talvez por Castro Alves? Que lição o mundo tirará desse levante dos cidadãos desarmados que em 18 dias derrubaram no grito um governante armado e cheirado pelos EUA há exatos 10 mil 950 dias?

    Qual será o próximo “presidente” a sucumbir à jihad que devasta os tentáculos da corrupção, da cumplicidade e da hipocrisia?

    É certo que essa unanimidade festiva sobre a queda de hoje é da boca pra fora. Todo mundo está na maior saia justa, porque, como os 10 milhões de tunisian os se livraram do “presidente” Bem Alli, o véu de mistério cobre as mil e uma noites dos 80 milhões de egípcios e pode transmitir outras novidades mágicas ao mundo, além dessa barricada que desmascarou a hipocrisia semântica e pôs alguns pingos nos is.

    É esse amanhã que vai sinalizar uma nova referência para o mundo.

  28. JCLUZem 15 fev 2011 �s 16:40

    Caros navegantes,
    Com o advento da terceira revolução, isto é, a revolução tecnológica, da micro-eletrônica, entramos naquilo a que Adam Schaff denomina sociedade da informática. Nela, a todo instante somos bombardeados por um turbilhão de informações, online. Mesmo que nossas vidas tivessem a duração de um milênio, não teríamos condições de processar um milésimo dessas informações. É como se procurássemos uma bacia d’água para lavar as mãos e descobríssemos um oceano a nosso dispor. Porém, em meio a tanta água o desejo de navegar se torna grande e o risco de se perder maior ainda. No entanto, como diz o poeta lusitano, navegar não é impreciso, desde que se faça uso dos dados necessários. A internet é o astrolábio da nova Era, nos levará com precisão ao porto de destino, desde que se pince a informação necessária. E, através das redes sociais vamos fazendo com que as verdades, ou as mentiras que se mantinham em mãos hermeticamente fechadas, agora escorrem por entre os dedos, o Wikileaks tai. Como bem diz Pedro Porfírio no acima, o desmascaramento da hipocrisia semântica vai deixando clara a ideologia do discurso hegemônico.

    Jcluz

  29. orlando torresem 15 fev 2011 �s 22:08

    Bom Dia Dr. Maia,
    gostaria de saber ,já que não lembro se ocorreu ou não, se o Min. Eros Grau deu seu voto ou não antes de se aposentar?
    grande abraço,
    orlando

    Resposta – Em qual caso?

  30. Petraem 16 fev 2011 �s 06:30

    Bom dia , dr. Maia !

    Começamos o dia com excelentes notícias para alguns dos nossos ??

    ” STF reconhece direito à revisão de aposentados em 98 e 2003 ”

    O INSS deve definir nos próximos dias as regras para o pagamento da correção dos benefícios de 154 mil aposentados prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003. Nessa terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou acórdão reconhecendo o direito à revisão e ao pagamento de atrasados de cinco anos. Esse era o último obstáculo para segurados enquadrados, que aguardam ansiosos pela correção dos benefícios.

    As emendas mudaram o teto do INSS, prejudicando aqueles que, à época, contribuíam acima da cota máxima da Previdência e se aposentaram. Além de sofrerem corte nos benefícios, os segurados não tiveram direito à revisão dos ganhos.

    O que o acórdão ainda não antecipa é a partir de qual ano será a extensão à revisão. A Advocacia Geral da União defende benefícios com início de 1991 a 2003, enquanto advogados acreditam que devam ser de 1988 a 2003. “Só a análise voto por voto dos ministros vai dizer a extensão”, explica Flávio Brito, advogado previdenciário.

    Carta de concessão
    Após a definição das regras do pagamento, o INSS deve convocar cada um dos beneficiários para acertar as contas. Tem direito à revisão os titulares de todos os tipos de aposentadoria, auxílio-doença previdenciário ou acidentário, pensão por morte e auxílio-reclusão.

    Para saber se vai receber a dívida, o segurado deve observar se a Carta de Concessão traz a inscrição “limitado ao teto”. Quem não tiver o documento precisa pedir a emissão de segunda via.

    Pedido poderá ser feito nas agências da Previdência
    Em setembro do ano passado, quando a decisão do Supremo foi anunciada, o então ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, assegurou que o pagamento dos atrasados e da correção seria feito assim que o STF publicasse o acórdão. O débito seria liquidado de forma administrativa, por meio de pedido nas agências, sem a necessidade de os segurados entrarem com ação na Justiça.

    Na ocasião, o ministro disse que a dívida era de R$ 1,5 bilhão, beneficiando 154 mil aposentados e pensionistas. Cada segurado receberia, em média, R$ 10 mil. Muitos que entraram na Justiça continuaram a receber os valores normalmente, porque o INSS deixou de recorrer.

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    Abraços e beijinhos carinhosos recheados de saúde , carinho , muito trabalho e paz !!!!

  31. Petraem 16 fev 2011 �s 06:37

    Repassando ;

    PESSOAL:

    Em anexo o Boletim Eletrônico do SNA.
    No retorno as atividades em Brasília não houve retrocesso ao contrário
    todos manifestaram-se favoráveis ao apoio a nossa causa dando
    prosseguimento ao que já havíamos conversado. O SNA e a APRUS manterão
    todos informados sobre os desdobramentos desta viagem e o andamento das
    negociações em Brasília.
    Já registramos um despacho na 14ª Vara Federal onde está o processo da
    liminar do Dr. Castanha Maia que incansável está sempre acompanhando
    tudo. Tenho certeza que outros passos daremos para alcançar nosso
    objetivo. Repassem aos colegas ou informem aqueles que não tem acesso a
    informática. As notícias são um alento para aqueles que estão passando
    por momentos difíceis.
    Abraços
    Zoroastro

    Diretores do SNA e FENTAC vão a Brasília lutar pela aprovação do PL 147 e retomar as negociações sobre acordo/Aerus em benefício dos aeronautas e aeroviários
    Os diretores da Fentac e do SNA Graziella Baggio e Sérgio Dias, juntamente com o presidente da Aprus (Associação dos Participantes e Beneficiários do Aerus), Zoroastro Ferreira Lima, estiveram em Brasília na última semana, onde discutiram vários assuntos importantes para os aeronautas. Foi uma semana bastante produtiva.O Aerus foi um assunto novamente retomado junto a vários senadores. Foi solicitado mais empenho para que o PL 147, do senador Paulo Paim (PT-RS), – que autoriza a União a indenizar os aposentados e pensionistas vinculados a entidades fechadas de previdência complementar abrangidos pelos planos de benefícios patrocinados por empresas aéreas – seja votado na Comissão de Assuntos Econômicos. Essa é a última em que ainda necessita ser apreciado para seguir para a Câmara dos Deputados.
    Em pronunciamento na última quinta-feira, dia 10 de fevereiro, o senador Paim pediu ao presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Delcídio Amaral (PT-MS), que indique o relator do projeto de lei que apresentou para dar uma solução legal para o Aerus.

    Uma juíza já foi indicada como substituta na 14ª Vara de Brasília, onde o processo dos sindicatos, que está sob os cuidados do Dr. Maia, aguarda julgamento. Uma visita já foi agendada com o objetivo de sensibilizá-la, a fim de acelerar o julgamento da ação.

    O SNA está aguardando a confirmação de algumas agendas com o Executivo para recuperar as negociações a respeito do acordo.

    Não acredite em boato!

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    Beijinhos carinhosos .

  32. Petraem 16 fev 2011 �s 06:41

    Repassando ;

    Conheça o portal da saúde do Brasil.

    http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1095

    No linck abaixo os remédios vendidos com até 71% de desconto, com receita médica com validade de 120 dias.
    (Rede privada de Farmacias. Tem que perguntar se a Farmacia participa do programa, pois eles não divulgam.)

    http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/elenco_2011_fpI.pdf

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    Beijinhos carinhosos .

  33. Petraem 16 fev 2011 �s 08:15

    Vamos ao Artur Xexeu de hoje ?

    COLUNA DO SEGUNDO CADERNO (16/2/2011)

    ” A Praça Tahir e outras praças ”

    Como repetem os muitos analistas que têm ocupado as páginas de jornal nos últimos dias, a revolução no Egito (ou meia-revolução, como preferem alguns deles) vai deixar muitas lições. Não sou analista político, não entendo nada de Oriente Médio e pouco sabia do Egito até alguns dias atrás, mas, para mim, a lição deixada pelo movimento popular no Cairo foi a de que uma praça, quando bem ocupada, é invencível.

    Ditadores são muito eficientes quando decretam estados de emergência, impõem toques de recolher, censuram a imprensa. Mas bobeiam quando permitem que praças continuem existindo. Elas acabam se voltando contra eles. Foi assim com a Praça Tahrir e Mubarak. A praça derrubou o ditador.

    Fico me perguntando que praça, aqui no Rio, teria o papel da Tahrir em caso de necessidade. A resposta é quase imediata: Cinelândia, é claro. Foi da Cinelândia que partiu a Passeata dos Cem Mil. Foi na Cinelândia que desembocou a Passeata das Diretas. Mas, desde o fim da ditadura, a Cinelândia foi perdendo personalidade. Está meio abandonada, suja, sem força política. É o local sempre escolhido para comícios em períodos eleitorais. Mas o povo que vai a esses comícios não convence. É povo contratado.

    Cinelândia é, sem dúvida, um nome em desacordo com a atual situação da praça. Afinal, lá, hoje, só sobrevive um cinema e, de acordo com notícias recentes, um cinema que vai mal das pernas. É quase ridículo chamar de Cinelândia uma praça que praticamente não tem cinemas. Talvez fosse o caso de se fazer uma campanha para popularizar o nome que consta no registro civil: Mahatma Gandhi. Aí , sim, a praça teria a força de uma Praça Tahrir que, como agora todo mundo sabe, significa libertação. Praça da Libertação. Dá gosto derrubar um ditador na Praça da Libertação. Quer dizer, sempre dá gosto derrubar um ditador. Mas esse gosto é mais temperado quando a derrubada parte de uma Praça da Libertação. Ou de uma Praça Mahatma Gandhi. Já de uma Cinelândia…

    Praça da Libertação é praticamente um pleonasmo. Toda praça é da libertação. Mes$em cidades que não vivem sob regimes autoritários. Voltando ao Rio, por exemplo. As praças nos libertam da opressão de arranha-céus. Você vem caminhando pela Avenida Copacabana, desviando-se da multidão, dos entregadores de panfletos, do lixo, dos buracos, das calçadas mal alinhadas, da sombra dos edifícios e, de repente, liberta-se na Praça Serzedelo Correa ou na Praça do Lido.

    As duas praças de Copacabana parecem demonstrar que o Rio tem mesmo vocação $não reconhecer os nomes com que as autoridades batizam seus logradouros. A Praça do Lido, na verdade, chama-se Praça Bernardelli. E a Serzedelo Correia, que está lá desde a época em que abrigava uma estação de bondes, pode não ser muito familiar aos moradores da cidade. mas é só falar na Praça dos Paraíbas que todo mundo sabe qual é.

    Eu vivo perto de uma praça. Se eu dissesse o nome dela, pouca gente iria identificá-la. É a Praça Edmundo Bittencourt, jornalista que já $História nesta cidade como proprietário do Correio da Manhã. Gosto de morar perto de uma praça com nome de jornalista. Mas pode chamá-la de pracinha do Bairro Peixoto. Uma ou outra, a praça tem sua história de lutas políticas como toda boa praça que se preza. Desde que foi construída, ela tem um rinque de patinação. Na década de 60, a prefeitura tentou construir ali uma escola O povo foi contra. Ocupou a praça impedindo o trabalho das picaretas que já se preparavam para destruir o rinque. O rinque está lá até hoje. Ninguém patina nele, mas o rinque sobrevive. Há menos tempo, a praça foi escolhida para ganhar uma estação de metrô. O povo voltou a reclamar, e o metrô não saiu. Eu sei, não é nenhuma Praça Tahrir, mas tem lá seu passado.

    O certo é que praças, no Brasil, são muito mais ligadas a questões românticas do que a lutas políticas. A música popular está aí para provar. Se eu estivesse participando de um programa do tipo “Essa noite se improvisa” e tivesse que, em poucos segundo, me lembrar de uma canção cuja letra incluísse a palavra “praça”, cantaria de imediato a marcha de Carlos Imperial celebrizada por Ronnie Von.

    “A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim….”

    Alguém pode dizer que Chico Buarque deve ter falado de uma praça mais politizada. Será? Só me lembro de “A volta do malandro”, da trilha de “Ópera do malandro”:

    “Deixa balançar a maré/ E a poeira assentar no chão/ Deixa a praça virar um salão/ Que o malandro é o barão da ralé.”

    Tá bom, não é o maior exemplo de romantismo da MPB. Mas também não é das mais politizadas. No gênero, a minha preferida é de Caetano Veloso, “Um frevo novo”.

    “A Praça Castro Alves é do povo, como o céu é do avião/ Um frevo novo, eu peço um frevo novo/ Todo mundo na praça, muita gente sem graça no salão”

    “Um frevo novo” me lembra uma das lições da Praça Tahir. O povo (todo mundo) fica na praça, os ditadores (essa gente sem graça) preferem o salão.

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  34. Sylvio C Araujoem 16 fev 2011 �s 13:16

    PESSOAL:

    Em anexo o Boletim Eletrônico do SNA.
    No retorno as atividades em Brasília não houve retrocesso ao contrário
    todos manifestaram-se favoráveis ao apoio a nossa causa dando
    prosseguimento ao que já havíamos conversado. O SNA e a APRUS manterão
    todos informados sobre os desdobramentos desta viagem e o andamento das
    negociações em Brasília.
    Já registramos um despacho na 14ª Vara Federal onde está o processo da
    liminar do Dr. Castanha Maia que incansável está sempre acompanhando
    tudo. Tenho certeza que outros passos daremos para alcançar nosso
    objetivo. Repassem aos colegas ou informem aqueles que não tem acesso a
    informática. As notícias são um alento para aqueles que estão passando
    por momentos difíceis.
    Abraços
    Zoroastro

    Boletim do SNA

    Diretores do SNA e FENTAC vão a Brasília lutar pela aprovação do PL 147 e retomar as negociações sobre acordo/Aerus em benefício dos aeronautas e aeroviários
    Os diretores da Fentac e do SNA Graziella Baggio e Sérgio Dias, juntamente com o presidente da Aprus (Associação dos Participantes e Beneficiários do Aerus), Zoroastro Ferreira Lima, estiveram em Brasília na última semana, onde discutiram vários assuntos importantes para os aeronautas. Foi uma semana bastante produtiva.O Aerus foi um assunto novamente retomado junto a vários senadores. Foi solicitado mais empenho para que o PL 147, do senador Paulo Paim (PT-RS), – que autoriza a União a indenizar os aposentados e pensionistas vinculados a entidades fechadas de previdência complementar abrangidos pelos planos de benefícios patrocinados por empresas aéreas – seja votado na Comissão de Assuntos Econômicos. Essa é a última em que ainda necessita ser apreciado para seguir para a Câmara dos Deputados.
    Em pronunciamento na última quinta-feira, dia 10 de fevereiro, o senador Paim pediu ao presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Delcídio Amaral (PT-MS), que indique o relator do projeto de lei que apresentou para dar uma solução legal para o Aerus.

    Uma juíza já foi indicada como substituta na 14ª Vara de Brasília, onde o processo dos sindicatos, que está sob os cuidados do Dr. Maia, aguarda julgamento. Uma visita já foi agendada com o objetivo de sensibilizá-la, a fim de acelerar o julgamento da ação.

    O SNA está aguardando a confirmação de algumas agendas com o Executivo para recuperar as negociações a respeito do acordo.
    Clique aqui para ler o discurso na íntegra
    Não acredite em boato!

  35. orlando torresem 16 fev 2011 �s 13:49

    Dr. Maia desculpe não ter sido mais especifico mas a pergunta sobre o voto do Min. Eros Grau é sobre nosso caso, seja aerus ou defasagen tarifária,
    obrigado,
    orlando

    Resposta – A defasagem ainda não entrou em votação. No caso da SL-127, o ministro votou conosco.

  36. carlos irmaoem 16 fev 2011 �s 14:20

    O DIA

    Economia » Notícias
    STF reconhece direito à revisão de aposentados em 98 e 2003
    16 de fevereiro de 2011 • 05h34 • atualizado 07h07

    O INSS deve definir nos próximos dias as regras para o pagamento da correção dos benefícios de 154 mil aposentados prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003. Nessa terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou acórdão reconhecendo o direito à revisão e ao pagamento de atrasados de cinco anos. Esse era o último obstáculo para segurados enquadrados, que aguardam ansiosos pela correção dos benefícios.

    As emendas mudaram o teto do INSS, prejudicando aqueles que, à época, contribuíam acima da cota máxima da Previdência e se aposentaram. Além de sofrerem corte nos benefícios, os segurados não tiveram direito à revisão dos ganhos.

    O que o acórdão ainda não antecipa é a partir de qual ano será a extensão à revisão. A Advocacia Geral da União defende benefícios com início de 1991 a 2003, enquanto advogados acreditam que devam ser de 1988 a 2003. “Só a análise voto por voto dos ministros vai dizer a extensão”, explica Flávio Brito, advogado previdenciário.

    Carta de concessão
    Após a definição das regras do pagamento, o INSS deve convocar cada um dos beneficiários para acertar as contas. Tem direito à revisão os titulares de todos os tipos de aposentadoria, auxílio-doença previdenciário ou acidentário, pensão por morte e auxílio-reclusão.

    Para saber se vai receber a dívida, o segurado deve observar se a Carta de Concessão traz a inscrição “limitado ao teto”. Quem não tiver o documento precisa pedir a emissão de segunda via.

    Pedido poderá ser feito nas agências da Previdência
    Em setembro do ano passado, quando a decisão do Supremo foi anunciada, o então ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, assegurou que o pagamento dos atrasados e da correção seria feito assim que o STF publicasse o acórdão. O débito seria liquidado de forma administrativa, por meio de pedido nas agências, sem a necessidade de os segurados entrarem com ação na Justiça.

    Na ocasião, o ministro disse que a dívida era de R$ 1,5 bilhão, beneficiando 154 mil aposentados e pensionistas. Cada segurado receberia, em média, R$ 10 mil. Muitos que entraram na Justiça continuaram a receber os valores normalmente, porque o INSS deixou de recorrer.

  37. paizoteem 16 fev 2011 �s 14:57

    STF reconhece direito à revisão de 154 mil aposentadorias

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/02/stf-reconhece-direito-revisao-de-154-mil-aposentadorias.html

  38. Sylvio C Araujoem 16 fev 2011 �s 16:13

    Desculpem-me
    Não percebi que já havia sido colocado a mensagem do Zoroastro, nem o boletim do SNA
    Sylvio

  39. Petraem 16 fev 2011 �s 17:02

    Repassando ;

    SNA e Fentac se reúnem com ministro Gilberto Carvalho

    Retomando os trabalhos da última semana, diretores do SNA e da Fentac se reuniram ontem (15/02), em Brasília, com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, quando reforçaram as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da ativa e aposentados do Aerus/Aeros, em função da demora na possibilidade de finalização do acordo.
    O ministro garantiu que irá se empenhar para dar celeridade ao tema, defendendo e pedindo urgência à presidenta da República, Dilma Rousseff.

    Os sindicatos seguem na luta por uma decisão justa que atenda aos interesses dos trabalhadores e aposentados.

    ————————————————————————————————————

    Mais uma vez , agradeço o empenho , trabalho incansável e espírito de luta de Graziella !!

    Abraços e beijinhos carinhosos .

  40. Petraem 16 fev 2011 �s 18:59

    Complementando a notícia anterior ;

    PESSOAL:

    Em anexo Boletim Eletônico do SNA que relata a continuidade dos
    trabalhos que iniciamos na semana passada.
    Infelizmente por problemas internos da APRUS tive que antecipar meu
    retorno na sexta feira, perdendo a opoertunidade de estar nas reuniões
    deste dia. Pelo mesmo motivo não pude acompanhar os demais nesta semana.
    Porém considero que Graziella, nossa defensora incansável, foi muito bem
    acompanhada pelo colega Celso Klafe – Presidente da Federação que tem se
    mostrado um batalhador da nossa causa.
    Abraços
    Zoroastro

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  41. Petraem 16 fev 2011 �s 19:03

    Uma foto de 26 gigapíxel, novo recorde mundial de resolução.

    Primeiro deixe que carregue a foto da paisagem e, depois, clicque nas fotos pequenas

    http://www.dresden-26-gigapixels.com/dresden26GP#

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhos .

  42. Petraem 16 fev 2011 �s 20:01

    Como é de conhecimento de todos a APRUS está em um processo eleitoral e o nosso guerreiro Cmte. Zoroastro é candidato a presidência na sua chapa .
    Fui convidada a participar desta chapa , e aceitei pois acredito no trabalho sério e competente do Cmte. Zoroastro .
    Quem me conhece , sabe que nunca participei de nenhum tipo de eleição e somente tive a certeza que deveria participar desta vez por acreditar que a APRUS é a nossa única representação legítima que nos restou . Não somos mais Comandantes , Comissárias/os , Flights, Mecânicos , Despachantes , Aeronautas e Aeroviários . Somos todos aposentados ou pensionistas do AERUS , nada mais .
    É chegada a hora de mostrar união em torno da recuperação do nosso Aerus !
    Apresento –lhes a “ nossa “ chapa :

    Conselho Deliberativo :

    Zoroastro
    Bruno Paganella
    Alzira
    Tâmara
    Gérson
    Mario ( Despachante de passaportes e vistos )
    Carmem Cinira
    Petra Ferter

    Conselho Fiscal :

    Edísio
    Graciette

    Sempre confiei na resolução do problema Aerus e no trabalho árduo e correto de Zoroastro , companheiro de passeatas , reuniões , palestras e lutas .

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  43. orlando torresem 16 fev 2011 �s 21:07

    Obrigado Dr. Maia pelo retorno, caso contrário o Min. Fux teria que fazê-lo, e com certeza também iria votar conosco já que no STJ também o fez,

    Obrigado mais uma vez ,
    orlando

  44. jose oliveira dos santos filhoem 16 fev 2011 �s 21:44

    senhoras/senhores boa noite. carlos irmão , muito oportuno a matéria do Sr. pedro porfírio que voce inseriu. ¨Pai perdoai-os porque eles não sabem o que fazem¨ . como povo é sempre povo , os egipcios com a derrubada na marra desse mandatário obrigando as forças armadas desse país assumir a pseudo desordem já mandaram o recado, que eleições por enquanto byby. assim sendo meus irmãos egípcios agora é devagar porque o santo não é de barro é de carne mesmo e cassetada dói muito e não esqueçam queridos egípcios: quem tá na chuva é pra se molhar , melhor usar o guarda-chuva. parece que o governo(elite) como sempre já perpetuou o salário mínimo no mínimo que eles querem , observei essa semana deputados e senadores (por favor poucos realmente estão imbuídos de verdade num reajuste justo , a eles minhas desculpas) subindo pelas paredes do plenário revoltado com a determinação da nossa presidente de manter o mínimo debaixo dos pés da elite , uma coisinha só: como posso eu querer reivindicar um salário mínimo maior se eu mesmo aumentei o meu salário em quase 100% !!!!. vejam que todo o aparato governamental (federal , estadual e municipal) já embarcaram num cordão só. enquanto isso estou ( nós do aerus ) esperando que essa elite (governo) resolvam devolver o dinheiro que estão nos roubando, que face ao somatório mensal dessa farra de super salários , não representa nem meio ponto no oceano dessa dinheirada toda.

  45. Petraem 17 fev 2011 �s 04:31

    Bom dia , dr. Maia !
    Aproveito para mandar um texto de Mario de Andrade ;

    O valioso tempo dos maduros

    “Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora…
    Tenho muito mais passado do que futuro…
    Sinto-me como aquela menina que recebeu uma bacia de cerejas…
    As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades…
    Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados!
    Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte…
    Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha!
    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
    Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
    ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’!
    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
    Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade!
    O essencial faz a vida valer a pena!
    E para mim, basta o essencial”

    (Mário de Andrade)

    ————————————————————————————————————

    Abraços e beijinhos carinhosos , recheados de muita saúde , trabalho , bem querer e paz !

  46. Petraem 17 fev 2011 �s 04:34

    Vamos a nossa Cora Ronai do dia ?

    17.2.11

    ” 40 anos ”

    Tive a minha crise dos 30 anos aos 40: Freud há de ter explicação para isso. Foi feia a coisa. Achei que a vida tal qual a vivia terminava ali, que nada mais me aconteceria de emocionante, que as possibilidades de aventura estavam esgotadas e todas aquelas besteiras que a gente mete na cabeça quando tem imaginação demais e bom senso de menos.

    Dado que a vida estava encerrada, decidi que, antes de me dedicar de vez ao tricô e ao crochê, estava na hora de 1) aprender a mergulhar e 2) gastar as minhas economias todas, que não eram muitas, mas dariam para comprar um carro. Mas quem queria carro?! Comprei, em vez disso, uma pilha de guias de viagem, e fui para a internet, que já existia na época mas não como a conhecemos hoje, e por telnet e outras ferramentas antediluvianas saí pesquisando o mundo. Descobri que os cursos de mergulho franceses eram os melhores, o que foi uma alegria, porque me parecia que as ilhas francesas também o eram; e que o ideal era ir para o Caribe, que fica logo ali. Saint Barth era o que havia de chique, mas, justamente por isso, não me servia: sempre acho que caí no lugar errado quando chego no que há de chique, e a verdade é que caio mesmo.

    Saint Martin, em compensação, parecia perfeita. A parte holandesa era sucateada, mas a francesa tinha vida própria: uma pequena aldeia gaulesa cercada de água salgada. Em Grand Case havia inclusive vários restaurantes de chefs que, cansados da rotina parisiense, tinham optado por uma vida mais calma. Por coincidência, em St-Martin funcionava também a escola de mergulho mais recomendada pelo pessoal da internet, a Scuba Fun Caraïbes (sim, eles também têm mania de dar nome em inglês aos seus estabelecimentos).

    Procurei uma agência de viagens, onde, pela primeira e única vez na vida, comprei uma passagem de primeira classe – coisa que só alcanço, de vez em quando, a custa de milhagens. Pedi para ficar no melhor hotel, e nas seguintes circunstâncias: se eu caísse da cama, tinha que cair na areia. Resolvidas essas questões básicas, juntei dois períodos de férias acumulados, fiz as malas e fui embora.

    O aeroporto de St-Martin, que talvez seja um dos mais fotografados do mundo, é uma sensação: o avião aterrissa praticamente na praia. Quando desembarcamos, fizeram-se duas filas na imigração, a do pessoal que ficaria em St-Martin, e a do que seguiria para St. Barth. Na primeira, um povo parecido comigo, mais puxado pro hippie fino; na segunda, muito salto alto, muitas mulheres espetaculares, muitas bolsas e malas de griffe. Fiquei feliz por estar na fila certa.

    Seguindo o conselho de um amigo de internet, aluguei o menor carro que encontrei; por incrível que pareça, já naquela época havia engarrafamentos em St-Martin e achar estacionamento era um problema.

    O hotel era realmente lindo e, dito e feito, meu quarto ficava exatamente em frente ao mar. A única coisa que me separava da praia era uma pequena varanda. Logo liguei para a Scuba Fun e, no dia seguinte, estava devidamente matriculada na escola. Aprendi a mergulhar em uma semana. O resto do tempo passei fazendo mais e mais divertidos mergulhos, tirando outros certificados, indo e vindo de ilhas vizinhas. Fiz bons amigos na ilha, dos instrutores e alunos da escola, ao padre da paróquia de Marigot.

    Descobri o padre por acaso. Uma das estações de rádio locais que eu ouvia no carro era fantástica, só tocava música clássica e música clássica bem escolhida. O locutor tinha uma voz de anjo e fazia excelentes comentários. Um dia parei numa venda onde o rádio estava sintonizado nessa estação, e comentei com o dono a qualidade do que ouvíamos.

    – Essa é a rádio do padre, — disse ele. – Vá à igreja conhecê-lo, é uma figura.

    Fui. O reverendo Cornelius Charles, originário das Bahamas e azul de tão negro, era um homem imponente e gentil. Disse que conversaria sobre a rádio com todo o prazer, desde que eu assistisse à Missa no domingo. Expliquei que, não acreditando em nada, não faria sentido para mim ir à Missa, mas ele insistiu:

    – Você vai gostar.

    Pois tinha razão: gostei mesmo. Acontece que mais da metade da missa era cantada pelo próprio padre, uma das melhores vozes que já ouvi, em qualquer lugar. Depois jantamos juntos na casa paroquial, servidos por duas freiras sorridentes, e ele me contou a história da rádio, que fica para outro dia. Dali em diante, sempre que estava nas vizinhanças, parava na igreja para um café e dois dedos de prosa.

    Deixei St-Martin com muitas saudades. Voltei à ilha várias vezes, para mergulhar, rever os amigos e comer em Grand Case. O reverendo Cornelius Charles, porém, foi transferido para Guadaloupe, e eu nunca mais soube dele.
    * * *
    Essas lembranças me voltaram porque, na segunda passada, o Paulinho, meu filho, fez 40 anos. Não posso dizer que tenha sido uma surpresa — eu estava lá quando ele nasceu, e me lembro da data — mas foi, sem dúvida, um choque e tanto. Paulinho com 40 anos?!

    Está na hora de tomar uma atitude! O pior é que mergulhar eu já mergulhei, gastar o dinheiro já gastei… Talvez o melhor mesmo seja ficar quieta no meu canto, curtindo a felicidade e o orgulho de ter produzido um bípede tão generoso, íntegro e batalhador.

    Ou, enfim, aprender tricô.

    (O Globo, Segundo Caderno, 17.2.2011)

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  47. Clovis Luis Marcolinem 17 fev 2011 �s 05:10

    O povo no Oriente Médio está acordado? Talvez, provavelmente estejam só entorpecidos num transe assemelhado ao sonambulismo, provocado por interesses externos, tudo indica, pois não parece haver organização política interna liderando o movimento que afastou o seu Presidente da República, em verdadeiro Golpe de Estado, no qual, mais uma vez, as Forças Armadas são utilizadas como as Salvadoras da Pátria, algo da história que já vivemos e sabemos como ocorre e se desenvolve, agora é a vez deles repetirem a história.

    Por aqui, continuamos embasbacados observando, só observando, nossos governos, a cada reajuste do Salário Mìnimo utilizarem a desculpa de que qualquer real acrescido ao ganho das quantias estabelecidas pelo Estado OS COFRES DA PREVIDÊNCIA CORREM O RISCO DE DÉFICITS ASTRONÔMICOS, causando, com isso, sérios problemas nas CONTAS PÚBLICAS.

    COMO ISSO SERIA POSSÍVEL DE ACONTECER?

    PORQUE ESSA DESCULPA ESFARRAPADA CONTINUA A SER UTILIZADA, E PIOR, ACEITA PELOS MISÉRÁVEIS DESSE PAÍS, QUE CALADOS, NÃO VÃO ÀS RUAS, NÃO TOMAM A PRAÇA DOS TRES PODERES, NÃO EXIGEM A RENÚNCIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, O FECHAMENTO DAS CASAS LEGISLATIVAS, E A RENOVAÇÃO TOTAL DO JUDICIÁRIO?

    Só há uma razão, IGNORÂNCIA, e conluio dos governantes com a mídia, e as classes abastadas.

    A ignorância pode ser facilmente superada, basta atentar para o fato de que o Governo NÃO PAGA BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. A CONSTITUIÇÃO DETERMINA QUE A PREVIDÊNCIA É CONTRIBUTIVA, e só os Segurados, isso é quem paga, tem direito a benefícios do INSS, logo quem paga a previdência, são os trabalhadores-contribuintes e esses são os que pagam benefícios aos aposentados, pensionistas, recebedores de auxílios, e demais contraprestações do INSS aos beneficiários do sistema.

    Onde está a despesa do Governo nessa história? NÃO EXISTE DESPESA DO GOVERNO COM A PREVIDÊNCIA SOCIAL, EM RELAÇÃO AO INSS.

    O Governo deveria ser responsável pelo pagamento da previdência dos funcionários públicos aposentados, os quais teriam seus benefícios pagos com dinheiros vindos da população em geral, os chamados tributos, os quais também não são dinheiro do Governo, mas do povo que paga impostos, embora pagos pelo Estado a partir da relação de emprego que mantém com seus funcionários ativos, aposentados e respectivos pensionistas. Entretanto, também essa conta acaba por ser paga com dinheiro arrecadado do INSS, isso é, dinheiro dos trabalhadoress contribuintes, os únicos pagadores da conta previdneciária, e da qual o Estado – com seus tributos gerais, não participa, de fato, não sai dinheiro do Tesouro Nacional para o INSS, mas sai dinheiros do INSS para o ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO, ou seja, o Governo retira dinheiro dos trabalhadores, e que seria destinado à sua previdência, para usar essas retiradas para pagamentos de contas que nada tem a ver com o INSS, e que deveriam ser obrigaçao geral do Estado, a serem cobertas pelas verbas do Tesouro Nacional.

    Se há aumento do Salário Mínimo esse aumento, no INSS, é coberto pela arrecadação feita pelos segurados-contribuintes, e não pelo Estado, ou Tesouro Nacional, eis a mentira grossamente repetida ano após ano, e que continua a ser aceita pelo populacho ignóbil.

    É a mesma mentira que é aplicada pelo empresariado quando reclama da carga tributária, ora EMPRESA NÃO PAGA IMPOSTOS, apenas arrecada para o governo, é a intermediária, funciona como coletora de impostos, já que o adquirente final, o consumidor é quem paga o preço total pelos serviçoes e produtos, sendo parte desse preço representado pelos impostos. Quem paga imposto é o consumidor, empresa não paga impostos, apenas os arrecada e repassa ao Governo, e nessa história Estado e empresários são associadoss, ambos agindo contra o consumidor.

    Qual o DÉFICIT CAUSADO NO INSS PELO AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO? NENHUM!

    Talvez, até superávit advenha do aumento do Salário Mínimo porque o trabalhador-contribuinte passará a pagar mais para a previdência já que a base de cálculo de contribuição aumenta, em geral, com o aumento do Salário Mínimo, A conta é simples, se há mais de 18 milhões de trabalhadores em atividade ganhando o Salário Mìnimo, ou mais, e o INSS paga esse mesmo Salário Mínimo para cerca desses mesmos 18 milhões de pessoas então a conta será superavitária porque ainda temos mais contribuintes com ganhos iguais e superiores ao Salário Mínimo trabalhando, e pagando a contribuição previdenciária sobre essa base de cálculo igual ou maior do que o Salário Mínimo. Esse raciocínio nem o Governo, nem os parlamentares de oposição, nem a mídia, nem empresários, nem atuários, nem a pqp ousam apresentar.

    Ainda há quem imagine que vivemos numa democracia só porque tem a obrigação de votar, eu disse obrigação, não direito!

    Não sei ainda se o torpor que embalou os Egípicios, e se espalha pela região é algo desejável para nosso povo, mas estou certo de que estamos em situação mais crítica do que eles, apesar dos pesares, por aqui nada abala os poderosos, nada sensibiliza o nosso agonizante povo, sempre na espera de um melhor porvir.

  48. CCFem 17 fev 2011 �s 07:04

    Petra,
    Voto em vc.
    CCF.

  49. Brunoem 17 fev 2011 �s 08:50

    Petra, muito bom. Vê de esquentar o pé e vamos em frente.
    Também sempre acreditei em todos abnegados que nos representam.
    Boa sorte a todos.
    Bruno

  50. S.G.Pinheiroem 17 fev 2011 �s 14:24

    Petra

    … pode contar com meu voto para sua chapa.

  51. JCLUZem 17 fev 2011 �s 15:49

    TEMPO QUE FOGE!
    Ricardo Gondim

    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
    Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
    Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
    Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

    Querem roubar e ainda me chamam de ladrão
    Ricardo Gondim

    Escrevi “O Tempo que Foge”. Alguém o fez circular como de um Autor Anônimo. Depois, disseram que era de Mário de Andrade. Agora, por último, me acusam de tê-lo roubado de Rubem Alves. Insisto, o texto é meu. Eu o escrevi no meu computador, na privacidade de meu ambiente de trabalho e está publicado no meu livro “Creio, mas tenho Dúvidas”, Editora Ultimato.

    Recebi um e-mail cobrando explicações. Circulo o conteúdo do mesmo na esperança de que seja feita justiça.

    Daisy Almeida
    assunto: O texto que o senhor assina é de Rubem Alves
    telefone:
    mensagem: O texto “tempo que foge” que o senhor assina em seu site é de Rubem Alves. O que ele faz no seu site com sua assinatura embaixo? Como o senhor explicaria isso numa discussão sobre direitos autorais? (tempo que foge)

    Prezada Daisy,

    Não, Daisy, o texto não é do Rubem Alves. Ele é meu! Eu o escrevi. Está em meu livro “Creio, mas Tenho Dúvidas”, publicado pela Editora Ultimato, com registro no ISBN, consta na página 107.
    Portanto, se alguém, inescrupulosamente, atribui o texto a Rubem Alves, está sendo desonesto comigo e com a minha produção intelectual. Inclusive, sugiro que você pergunte diretamente ao Rubem Alves, se é de sua lavra “O Tempo que Foge”. Sendo ele um homem digno, honesto e verdadeiro, certamente, reconhecerá que o texto é meu.
    Grato. Como você duvida da minha integridade, lamento, mas o mesmo texto tem sido atribuido a várias pessoas, inclusive a Mário de Andrade.
    A única coisa que me resta é esperar que um dia a justiça prevaleça.

    Sinceramente,
    Ricardo Gondim

    http://www.ricardogondim.com.br/

  52. mara zolenem 17 fev 2011 �s 20:35

    Enquanto isso,o AERUS!!!!!!!

  53. Petraem 18 fev 2011 �s 05:18

    Bom dia , dr. Maia !

    Repassando ;

    Abaixo a lista dos medicamentos que o governo fornecerá gratuitamente após 16 de Fevereiro para todos que necessitarem. Basta levar a receita e seu CPF mais Identidade a qualquer Farmácia Popular.

    Remédio para anticoncepção, asma, diabetes, doença de Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose, rinite e outros estão disponíveis à toda população. Clique abaixo para conferir:
    Medicamentos

    http://xa.yimg.com/kq/groups/24634409/1880292741/name/Medicamentos

    ————————————————————————————————————

    Abraços e beijinhos carinhosos dr. Maia , hoje recheados com um lindo alvorecer laranja , cor-de-rosa caloroso , com muita saúde , força, bem querer e paz !

    http://www.youtube.com/watch?v=8NsJ84YV1oA

  54. Petraem 18 fev 2011 �s 05:53

    Comunicado Momesco para quem estiver no Rio nestes dias e quiser se divertir :

    Dia 19/fevereiro

    Banda de Ipanema
    Concentração: Praça General Osório, segue pela Avenida Vieira Souto em direção ao Leblon, na Rua Joana Angélica retorna à Rua Visconde de Pirajá seguindo de volta à Pça General Osório onde termina.
    Horário: 16 hs
    ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

    Dia 25 fevereiro

    Cordão do Bola Preta
    Concentração: Praça Mauá
    Horário: 18 hs

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos e aproveitem a folia !!!!

  55. Petraem 18 fev 2011 �s 05:55

    Taí uma oração apropriada para os participantes do AERUS …

    Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.
    Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo em
    toda e qualquer ocasiao.
    Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer por em
    ordem a vida dos outros.
    Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre
    eles, mesmo considerando, com modéstia, a
    sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima nao passar adiante.
    Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relaçao
    com os filhos, e que só se preserva os amigos e
    os filhos…… quando nao há intromissao na vida deles…
    Livra-me, tambem, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e
    em minúcias e dê-me asas no assunto para voar
    diretamente ao ponto que interessa.
    Nao ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descriçao das doenças
    alheias; seria pedir demais.
    Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com alguma paciência.
    Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em
    algumas ocasioes.
    Já descobri que pessoas que acertam sempre sao maçantes e desagradáveis.
    Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço:
    Mantenha-me o mais amável possível.
    Livrai-me de ser santo.
    É difícil conviver com santos!
    Mas livrai-me ainda de ser rabugento, Senhor, pois um velho rabugento é
    obra prima do capeta.
    Me poupe!
    Amém!

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  56. Gabrielaem 18 fev 2011 �s 07:11

    Com licença Dr. Maia;

    Petra além de ser minha amiga a qual conheço muito bem, estou contigo e não abro.

    Há uma coisa que eu gosto na Petra, Dr. Maia, na Grazziela e no Zoroastro é a INTEGRIDADE que eles possuem.

    Um grande abraço

    Gabriela

  57. Petraem 18 fev 2011 �s 08:27

    Para evitar confusões entre nomes ( homônimos ) , gostaria de complementar alguns dados relativos aos membros do nosso grupo que são candidatas/os ás próximas eleições da APRUS .

    NOSSO GRUPO

    MINIBIOGRAFIA DOS CANDIDATOS AO CONSELHO DELIBERATIVO

    03 – ALZIRA TAMARA – Aeronauta

    Admitida na Cruzeiro do Sul em dezembro de 1966 como comissária de bordo, após cinco anos foi nomeada Chefe de equipe, voando todos os equipamentos da época, cargo ocupado até a Cruzeiro ser adquirida pela Varig.

    Aposentou-se em 1975 com trinta anos de vôo, como Galley da 1ª classe no B747-400.

    Participou nos movimentos do SNA/SP até a gestão de Cavaliere.

    Trabalhou na Líder Taxi Aéreo em SP.

    É participante do Grupo de trabalho do AERUS/SNA e manifestações.

    Atualmente é suplente do Conselho Deliberativo da APRUS.

    04 – BRUNO PAGANELLA – Aeronauta

    Varig, 34 anos, Diretoria de Serviço de Bordo. SNA, ACVAR.

    05 – CARMEN CINIRA ALVES DE LIMA SOUZA – Aeroviária
    Cruzeiro do Sul – 1967,

    Diretoria Financeira; 1969, Ponte Aérea/SDU;

    1972, Diretoria de Tráfego.

    Varig – 1975, Diretoria de Ponte Brasília;

    1991, Gerência de Aeroporto/AIRJ;

    Aposentou-se em 1999.

    08 – GERSON DIAS DE OLIVEIRA –
    Varig, trinta e cinco anos de trabalho.

    Laboratório de Aviônica

    Representante Sindical do Sindicato dos Aeroviários POA.

    10 – ISAIR TAMARA –
    Ingressou na Real Aerovias em março de 1960.

    Participou ativamente em 1961 no movimento pró regulamentação do aeronauta junto ao SNA/SP.

    Instrutora de DC-10 e B-747.

    Após trinta e oito anos, aposentou-se no B-747 base LAX como Chefe de Equipe.

    Participa atualmente de todas as manifestações da classe, em defesa do AERUS.

    12 – MARIO VIEIRA DE SOUZA ( Mario do Passaporte ) – Aeroviário

    Cruzeiro do Sul –

    Preparava a documentação dos tripulantes e funcionários Varig

    Exerceu este trabalho durante trinta e cinco anos.

    14- PETRA ELISABETH FERTER – Aeronauta

    Ingresou na Varig em 1977 onde trabalhou por 29 anos como Comissária de Bordo, exercendo as funções de Supervisora e Chefe de Equipe.

    No momento é uma ativa participante das manifestações em favor da recuperação dos direitos do AERUS.

    Participa ativamente do Blog do Dr. Maia com o intuito de manter os colegas informados e atualizados transmitindo notícias pertinentes ao nosso momento atual .

    16- ZOROASTRO FERREIRA LIMA FILHO –
    Iniciou a carreira aeronáutica em 1948 no Aero Clube de Campinas-SP.

    É Instrutor formado no Aero Clube de São Paulo.

    Foi Instrutor nos Aero Clubes de SP, RJ e Santos.

    Trabalhou como piloto de taxi aéreo em Santos na Cia BOA Taxi Aéreo, com sede em Curitiba – PR.

    Cursou a Escolinha da Real para formação de Piloto de Linha Aérea.

    Ingressou na Cruzeiro do Sul / Varig onde fez carreira até aposentar-se em 1986.

    Trabalhou 38 anos no Brasil.

    Foi Piloto Instrutor, durante dois anos, na Cia Air Aruba. Sindicalizado no SNA desde 1961, foi Diretor na APC(Associação dos Pilotos da Cruzeiro do Sul).

    É sócio fundador do AERUS.

    Participa ativamente das manifestações em defesa dos participantes do AERUS e ex-empregados da Varig.

    Membro da comissão AERUS/AEROS do SNA.

    Ao assumir presidência do Conselho Deliberativo da APRUS, em 2008, tinha dois objetivos: ajudar o SNA na solução do problema AERUS e sanear as finanças da APRUS. Infelizmente ainda não consegui atingir o primeiro objetivo embora continue trabalhando na busca de uma solução. O que me conhecem sabem que não desistirei até ver o restabelecimento integral de nossas aposentadorias. Com referencia ao segundo objetivo considero plenamente atendido. Todas as dívidas da APRUS estão pagas, inclusive a que hipotecava a nossa sede, organizamos a contabilidade, modernizamos equipamentos e ainda temos aplicações em torno de R$ 40.000,00. Com organização e saneamento da APRUS realizados , minha candidatura visa agora, com superávit financeiro, concentrar nossos esforços ao AERUS e a um trabalho voltado ao atendimento e apoio aos anseios e necessidades de nossos sócio, o que até agora devido às nossas dificuldade financeiras ficou prejudicado.

    MINIBIOGRAFIA DOS CANDIDATOS AO CONSELHO FISCAL

    01 – EDIZIO MESCHKE – Completara 32 anos de serviços aéreos como Comissário de Vôo na Cruzeiro do Sul e VARIG ao se aposentar.

    03 – GRACIETE DE MELO SOARES PINTO RODRIGUES – É pensionista do Comissário de Vôo José Ivan Santos Rodrigues (Ivan Santos) da VARIG.

    Trabalhou na Cruzeiro do Sul no Despacho de Aeroporto de Manaus.

    Também faz parte da Comissão AERUS/SNA e participa de todos os movimentos.

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    Gostaria de lembrar aos colegas que votarão nas próximas eleições , que deverão votar em 5 ( cinco ) nomes para o Conselho Deliberativo ( as candidaturas são individuais ) e em 3 ( três ) nomes para o Conselho Fiscal .
    No caso do nosso grupo , em relação ao Conselho Fiscal , peço aos colegas escolherem os dois nomes e deixar o terceiro em branco .

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    Agradeço o apoio dos colegas CCF e Bruno .

    Beijinhos carinhosos .

  58. Petraem 18 fev 2011 �s 09:05

    Vamos a coluna de Luiz Garcia do Globo de hoje ?

    ” ALGUNS POLICIAIS ”

    Numa piada antiga , levemente retocada , Deus conta ao arcanjo Gabriel seus planos para a Terra ( na época ainda na fase anteprojeto ) . resumindo , ele enumera as aflições com que grande parte do planeta teria que conviver : nevascas , terremotos , vulcões , desertos áridos etc. E Gabriel palpita : ” Mestre , nada de ruim para o Brasil ? isso é justo ? ” . Ao que respondeu o Criador : ” Calma , rapaz . Espera só a polícia que vou botar lá ” .
    Como em quase toda anedota , a graça exige uma generalização injusta . Por acaso e circunstância , no momento ela não parece tão injusta como deveria ser , pelo menos no caso do Rio . Num intervalo de poucos anos , repeté-se aqui a revelação de que , alguns policiais importantes ( qualquer generalização seria injusta ) estariam há algum tempo de mãos dadas com bandidos – e sob investigação da Polícia Federal .
    Poucos anos atrás , ao longo da administração conjugal Garotinho /Rosinha , a Polícia Civil esteve entregue ao delegado Álvaro Lins , que só deixou o cargo para se eleger deputado estadual . Perdeu o mandato quando investigações da Polícia Federal levaram à sua condenação por um leque de crimes : corrupção , lavagem de dinheiro , extorsão , contrabando . A pena é de 28 anos de prisão . Como tem à sua disposição o vasto leque de recursos que o sistema penal brasileiro põe ao alcance de quem roubou o suficiente para pagar bons advogados , começará a cumprir a pena sabe-se lá quando .
    Esse precedente deveria ter efeito didático . Digamos que teve , ensinando a muitos policiais pelo menos os riscos – se não o dever – de se portarem como bandidos . mas a lição , pelo visto , não chegou ao delegado Allan Turnowski , que foi apanhado ( melhor dizendo , grampeado ) avisando a um sobordinado que a Polícia Federal estava investigando os policiais do Rio , acusados , entre outras coisas , de envolvimento com milícias que exploram favelas . Além disso , que já é bastante grave , Turnowski é acusado – apenas acusado – de receber suborno de contrabandistas e da máfia dos caça-níqueis .
    É evidente que o estado tem bons policiais de sobra . Qualquer generalização , a partir do aparente mau exemplo de Turnowki , seria cruel injustiça . Por outro lado , é meio difícil de entender que ele tenha saído sob elogios do secretário de Segurança , José Beltrame , e do governador Sérgio Cabral , o qual , por lamentável acaso , não estava no Rio quando a crise pegou fogo .

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    Beijinhos carinhosos .

  59. Petraem 18 fev 2011 �s 11:13

    JC Luz , peço desculpas por ter atribuído a autoria do ” Tempo que foge ” ao Mario de Andrade .
    Recebi com esta autoria .
    Então erro corrigido , agradecemos e façamos justiça à Ricardo Gondim , verdadeiro autor deste lindo texto !

    Beijinhos carinhosos

  60. Petraem 18 fev 2011 �s 14:44

    Genial !!!
    Em um futuro ´muito próximo …

    http://www.youtube.com/watch?v=6Cf7IL_eZ38

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    Beijinhos carinhosos .

  61. S.G.Pinheiroem 18 fev 2011 �s 14:44

    .

    Ref. a Ação Civil Pública , publicada hoje 18/02/2011.

    Seção Judiciária do Distrito Federal
    Consulta Processual

    Processo: 2004.34.00.010319-2
    Nova Numeração: 10295-77.2004.4.01.3400
    Classe: 7100 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA
    Vara: 14ª VARA FEDERAL
    Data de Autuação: 24/03/2004
    Observação:

    Ato Exarado

    Data: 18/02/2011

    Fls. 3721: Defiro o pedido do autor. Revogo o despacho de fl. 3720. Ficam intimadas as partes para, no prazo comum de 30 dias, apresentar manifestação sobre a documentações juntada às fls. 2516/3708.

  62. Petraem 19 fev 2011 �s 06:55

    Repassando ;

    STF confirma revisão pelo teto de 1988 a 2003
    Decisão da Justiça beneficia 154 mil aposentados
    O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou ontem um acórdão reconhecendo o direito à revisão e ao pagamento de atrasados de 154 mil aposentados prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003. A informação é da assessora jurídica da COBAP, Dra. Sueli Mendes.
    Segundo ela, o INSS deve definir nos próximos dias as regras para o pagamento da correção dos benefícios. Na época, as emendas mudaram o teto do INSS, prejudicando quem contribuiu acima da cota máxima da Previdência e se aposentou. Além de corte nos benefícios, o segurado não teve direito à revisão dos ganhos.
    O STF garante a revisão para todos (de 1988 a 2003) os prejudicados pela limitação que não tiveram a diferença incorporada nos reajustes do teto em 1998 e em 2003. Benefícios anteriores a 1991 poderiam ter ficado de fora porque, naquele ano uma nova lei previdenciária entrou em vigor.
    A decisão diz que devem ser aplicados imediatamente os novos tetos de 1998 e de 2003 aos “benefícios previdenciários limitados ao teto do regime geral da Previdência estabelecidos [concedidos] antes da vigência dessas normas”. (Richard Casal – Cobap)

    STF reconhece direito à revisão de 154 mil aposentadorias
    O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou na tarça-feira (16) um acórdão reconhecendo o direito à revisão e ao pagamento de atrasados de 154 mil aposentados prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003. O INSS deve definir nos próximos dias as regras para o pagamento da correção dos benefícios. Na época, as emendas mudaram o teto do INSS, prejudicando quem contribuiu acima da cota máxima da Previdência e se aposentou. Além de corte nos benefícios, o segurado não teve direito à revisão dos ganhos. (Blog do Murillo de Aragão/ Brasília em Tempo Real)

    STF garante revisão para mais de 130 mil benefícios
    O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou no “Diário da Justiça Eletrônico” a decisão que reconhece o direito à revisão para quem se aposentou entre 1991 e 2003, mas teve o salário de benefício limitado ao teto previdenciário da época da concessão. Esse era o último obstáculo para segurados enquadrados.
    A mudança vai contemplar quem contribuiu para o INSS pelo valor máximo, mas teve uma redução sobre a média salarial – porque o valor ultrapassou o teto – e não teve a diferença incorporada aos reajustes concedidos em 1998 e 2003 além da inflação do período, como aconteceu nos outros anos, devido às emendas 20/1998 e 41/2003.
    A decisão do STF não deixa claro a partir de qual ano de aposentadoria haveria direito à revisão, abrindo a brecha para que advogados especializados defendam o início do período que garante o reajuste em 1988.
    Os segurados que têm direito ao reajuste não precisarão recorrer à Justiça para ter esse aumento. O INSS deverá fazer o pagamento de forma administrativa, pelo menos para o período de 1991 a 2003. O intervalo de 1988 a 1991 ainda está em análise.
    A Dataprev identificou 131,16 mil benefícios com direito à revisão pelo teto de nove tipos: pensão por morte, aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de contribuição, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, aposentadoria especial, aposentadoria de professor, aposentadoria de ex-combatente e auxílio-reclusão. No total, os atrasados custarão R$ 1,52 bilhão aos cofres do INSS.
    A Advocacia Geral da União (AGU) informou que está analisando a decisão. Já o Ministério da Previdência disse que espera a orientação da AGU para anunciar as regras para o pagamento da correção dos benefícios. Para saber se vai receber a dívida, o segurado deve observar se a Carta de Concessão traz a inscrição “limitado ao teto”. Quem não tiver o documento precisa pedir a emissão de segunda via nas agências da Previdência. (O Tempo)

    Justiça publica decisão sobre o INSS
    O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou no Diário da Justiça Eletrônico a decisão que reconhece o direito à revisão para quem se aposentou entre 1991 e 2003, mas teve o salário de benefício limitado ao teto previdenciário da época da concessão.
    A mudança vai contemplar quem contribuiu para o INSS pelo valor máximo, mas teve uma redução sobre a média salarial – porque o valor ultrapassou o teto – e não teve a diferença incorporada nos reajustes concedidos em 1998 e 2003, além da inflação do período, como ocorreu nos outros anos, devido às Emendas Constitucionais nº 20, de 1998, e nº 41 de 2003.
    A decisão do STF não deixa claro a partir de qual ano de aposentadoria haveria direito à revisão, abrindo a brecha para que se defenda o início do período que garante o reajuste em 1988. Os segurados que têm direito ao reajuste não precisarão recorrer à Justiça para ter esse aumento. O INSS deverá fazer o pagamento de forma administrativa pelo menos para o período de 1991 a 2003. O intervalo de 1988 a 1991 ainda está em análise.
    A Dataprev identificou 131.161 benefícios com direito à revisão pelo teto de nove tipos: pensão por morte, aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de contribuição, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, aposentadoria especial, aposentadoria de professor, aposentadoria de ex-combatente e auxílio-reclusão. No total, os atrasados custarão R$ 1,52 bilhão ao INSS. (Valor Online)

    INSS deve recorrer de decisão da revisão pelo teto
    O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode recorrer da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que garante uma revisão para quem se aposentou entre outubro de 1988 e dezembro de 2003 e teve a média salarial limitada ao teto da época.
    A AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que defende o INSS na Justiça, informou que ainda está estudando a decisão e que não sabe se entrará com um recurso. Advogados previdenciários dizem que o instituto deverá recorrer.
    A decisão do STF foi publicada anteontem no “Diário da Justiça”. O Supremo informou que o INSS tem dez dias úteis para entrar com recurso, a contar da intimação do procurador responsável pelo caso –o que ainda não ocorreu. O STF informou ainda que, mesmo com o recurso, a decisão final não poderá ser alterada. (Ana Magalhães – Agora S.Paulo)

    Revisões podem aumentar benefício em até 76,4%
    As revisões de cerca de 154 mil benefícios do INSS concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) podem aumentar as aposentadorias em até 76,4% e render atrasados de até R$ 60.422,70. Esse é o exemplo de uma pessoa que se aposentou em fevereiro de 1994 e hoje recebe R$ 1,217,01, quando deveria ganhar R$ 2.164,59. Os cálculos são da advogada previdenciária Marta Gueller, do escritório Gueller, Portanova e Vidutto.
    Segundo o acórdão do STF que confirma a atualização dos valores e o pagamento dos atrasados dos últimos cinco anos para os aposentados, quem contribuiu para receber o teto do INSS e teve os valores limitados pelas emendas constitucionais 20/1998 e 41/2003, que implementaram as duas reformas da Previdência Social, tem direito à revisão.
    Em setembro do ano passado, o Supremo já havia decidido que os segurados tinham esse direito, mas faltava a publicação do acórdão. Agora que o documento saiu, o INSS deverá anunciar as regras para que os beneficiados recebam a diferença pela via administrativa. No entanto, de acordo com o instituto, ainda é preciso esperar por uma orientação da Advocacia-Geral da União (AGU), que ainda está analisando o acórdão do STF.
    Advogados acreditam, no entanto, que o acordo administrativo da revisão não vai trazer vantagem para os aposentados. Eduardo Goulart, da Associação de Veteranos Telefônicos (Avete), lembrou que o governo não costuma pagar juros de mora de 1% ao mês, geralmente concedidos pela Justiça. Já Marta Gueller afirmou que, como há jurisprudência, as decisões serão rápidas a partir de agora.
    Revisão
    O STF publicou anteontem um acórdão confirmando que os aposentados que contribuíram para receber o teto e tiveram o valor dos benefícios reduzidos pelas duas reformas da Previdência Social, em 1998 e 2003, têm direito à atualização e $atrasados dos últimos cinco anos.
    Reformas
    As reformas estabeleceram novos tetos (de R$ 1.200 em 1998 e de R$ 2.400 em 2003), mas diversas aposentadorias tiveram os valores fixados com base nos tetos $, menores do que os estipulados pelas reformas.
    Anteriores
    Os novos tetos previdenciários de 1998 e de 2003 devem ser aplicados também aos benefícios que foram limitados antes de as reformas entrarem em vigor.
    Como recorrer
    Quem quiser entrar na Justiça deve ter em mãos identidade, CPF, comprovante de residência, carta de concessão do benefício e a memória do cálculo, que está no site http://www.mps.gov.br, no link “Lista completa de serviços ao segurado”. (Djalma Oliveira – Extra Online)

    Acerto de contas para aposentados
    Prejudicados por emendas que mudaram teto de contribuições podem receber até R$ 1,5 bi em atrasados retroativos a 5 anos
    O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) promete divulgar hoje nota oficial sobre acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece o direito ao pagamento de atrasados, retroativos aos últimos cinco anos, aos aposentados prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003. As emendas mudaram o teto da contribuição, prejudicando os segurados que pagavam sobre os valores máximos. Parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o acerto de contas era esperado para a noite de ontem. Segundo informou a assessoria de imprensa do INSS, o órgão deverá divulgar hoje o contingente de aposentados que serão incluídos na folha de pagamento, o formato da quitação da dívida, que pode ser à vista ou parcelado, assim como os impactos nas contas da Previdência.
    Cálculos preliminares feitos pelo INSS indicavam que o número de beneficiados poderia chegar a 150 mil, com impacto de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no caixa do Instituto. Além de sofrer cortes em seus benefícios, os segurados não tiveram direito à revisão dos ganhos. A emenda 20/1998 cresceu o teto da contribuição de R$ 1.081,50 para R$ 1,2 mil, e a emenda 41/2003 reajustou o teto de R$ 1.869,34 para R$ 2,4 mil, sem aumento proporcional dos benefícios.
    A expectativa dos aposentados prejudicados pela medida é que os pagamentos sejam feitos à vista. “A Previdência tem caixa para quitar a dívida, e nossa expectativa é que ela cumpra o que foi determinado judicialmente”, diz Robson Bittencourt, presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais. A despeito da orientação, a entidade alerta que o governo pode propor acordo com deságil para pagamentos à vista, ou parcelamentos longos demais, como observado em 2004, quando a Previdência propôs parcelamento de 14 anos para compensar diferenças acumuladas por ocasião de mudança do índice monetário em 1994. “O aposentado não deve aceitar nenhum acordo que prejudique seu benefício. Nestes casos, defendemos a manutenção de ações judiciais.”
    O acórdão do STF não determina o período dos benefícios, mas neste caso, segundo interpretação da diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) Rafaela Savaris, o entendimento é que o benefício seja estendido às aposentadorias, compreendidas entre 1988 e 2003. “Não sabemos como o INSS irá proceder. Pode ser que venha por aí uma lei para determinar como os pagamentos serão feitos.”
    Quando se aposentou em 2003, o engenheiro Gilson Dayrell contribuía sobre o teto máximo da Previdência. Ele foi prejudicado pela emenda de 2004, e passou a receber pelos benefícios menos que o valor correspondente à sua contribuição. “Entrei com uma ação porque hoje recebo bem menos que o teto. Com a decisão do Supremo, espero que a Justiça seja rápida em nos devolver a diferença.”
    A recomendação é de que os aposentados não esperem por um comunicado oficial do INSS ou pelo acerto de contas de forma administrativa. Lásaro da Cunha, especialista em direito previdenciário, diz que todos aqueles que se aposentaram entre 1988 e 2003, contribuindo com o teto máximo, ou bem próximo a estes valores, devem buscar orientações. “Com a memória do cálculo da aposentadoria em mãos (que pode ser obtido no site do INSS), o aposentado deve verificar se o valor de seu benefício foi reduzido em função do teto.” Segundo Cunha, o aposentado que se certificar do direito deve buscar a Justiça rapidamente, pois o prazo para receber os atrasados é retroativo aos últimos cinco anos. “Mais demora, mais perdas.” De acordo com ele, cálculos apontam para débitos superiores a R$ 70 mil.
    A diretora do IBDP também recomenda ações judiciais como a forma mais prática de ter o dinheiro creditado. Ela lembra que com a decisão do STF as decisões ganharão ritmo, os aposentados também terão prioridade em função da idade. Aqueles que têm valores a receber acima de 60 salários mínimos podem obter o crédito por meio de precatórios, abaixo deste montante os pagamentos são feitos pela Requisição de Pequeno Valor (RPV). (Marinella Castro – Estado de Minas)

    Calendário de pagamentos da revisão
    O INSS estima que pagará, em média, R$ 10 mil a cada aposentado prejudicado pelas Reformas da Previdência de 1998 e 2003, com as Emendas Constitucionais 20 e 41. Terão direito à correção dos ganhos e ao pagamento de atrasados de cinco anos aqueles que se aposentaram entre os anos de 1991 e 2003. As perdas chegam a 39%.
    Agora, o INSS aguarda parecer técnico da Advocacia Geral da União (AGU) de como será cumprida a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) publicada terça-feira, conforme O DIA antecipou ontem, para iniciar os pagamentos. Segundo o instituto, a AGU deverá apresentar o documento com as orientações ainda nesta semana. Logo em seguida, o INSS vai divulgar o calendário e as formas de pagamento dos segurados beneficiados. O órgão assegurou que a quitação se dará em breve.
    Para o advogado especializado José Roberto Oliveira, o que mais preocupa os segurados é a forma de pagamento dos atrasados. “A incorporação dos benefícios é pequena, não irá pesar tanto nas contas do INSS. Já a quitação dos atrasados não será fácil pela via administrativa: ou será proposto o pagamento em 60 meses ou então será necessário acionar a Justiça”, aposta ele.
    Quem tem direito às correções
    Tem direito à revisão dos benefícios e ao pagamento de atrasados de cinco anos quem contribuía acima do teto previdenciário e teve o valor do ganho limitado a R$ 1.081,50, em 1998, e a R$ 1.869,34, em 2004.
    Assessor Jurídico da Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas), Celso Pacheco explica que, para ter direito às diferenças, o segurado deve observar se o ganho superava o valor de R$ 1.081,50 (1998) ou de R$ 1.869,34 (2004).
    Para saber se o aposentado se enquadra na regra, vale conferir se a Carta de Concessão do benefício traz a inscrição ‘limitado ao teto’ ou ‘100%’. Quem não tiver o documento precisa pedir uma segunda via.
    Decadência de 10 anos para revisão preocupa advogados
    Só após a publicação do parecer técnico da Advocacia Geral da União (AGU) é que os aposentados saberão se levarão ou não os atrasados. Isso, porque o INSS pode aplicar o princípio da decadência de 10 anos para a revisão do benefício. Segundo especialistas, a regra geral do instituto impede que, depois desse período, a revisão da concessão do benefício seja efetuada. No entanto, advogados defendem que o que é de direito é a revisão de valor do ganho.
    “Se o INSS entender que decaiu o direito de revisar o benefício para quem já está aposentado há mais de 10 anos, ou seja, desde fevereiro de 2001 para trás, ele não vai pagar administrativamente as diferenças de 1998, ou até mesmo para quem se aposentou em dezembro de 2000, pois já teria decaído o direito”, explica o advogado Celso Pacheco.
    Outro detalhe em aberto é o das pensões. Caberá ao INSS responder se vai refazer os cálculos das aposentadorias por pensão, achatados pelas emendas. (ALINE SALGADO – O Dia on line )

    ————————————————————————————————————

    Abraços e beijinhos carinhosos .

  63. Petraem 19 fev 2011 �s 09:02

    Dr. Maia , bom dia !

    Vamos ao Zuenir de hoje ?

    ” TROCA DE SINAIS ”

    Tom Jobim dizia que o mapa do Brasil é de cabeça pra baixo não por acaso . Aqui as coisas estão sempre invertidas , fora do lugar , às avessas .
    O desvio é a norma . É o país que chama a raposa para tomar conta do galinheiro . Ou que escolhe para presidir a Comissão de Constituição e Justiça , a mais importante da Câmara , justamente um deputado que é réu no processo do mensalão . É a terra onde um juiz , que devia ser exemplo de obediência à lei , vive transgredindo-a . Ao ser flagrado dirigindo sem carteira e sem placa no carro , dá ordem de prisão à funcionária que o flagrara na blitz da Lei Seca . Já fizera o mesmo com o policial rodoviário , além de outras condutas indevidas , como comer em restaurante sem pagar . A última dele foi desacatar hóspedes que reclamaram da barulhenta festa que ele organizara no quarto de um hotel em búzios . Há um ano vem sendo investigado , mas enquanto isso , continua aprontando impunemente .
    O Rio está cheio de casos de inversão de sinais , como ficou demonstrado pela Operação Guilhotina ( guilhotina é uma metáfora enganosa , tanto quanto ” cortar na própria carne ” . Trata-se de hipérboles , isto é , exageros . Ela não vai cortar cabeça alguma e nem a carne , ainda que podre) . A gente dorme acreditando que finalmente está sob a proteção de uma polícia honesta e acorda vendo o chefe de uma delas acusado por uma testemunha de receber gordas propinas de bandidos e camelôs . E o subchefe sendo preso por negociar armas com milicianos e traficantes . Sei que não se deve condenar sem provas , mas nem absolver , como é costume . O homem público tem como ônus não apenas parecer honesto , mas dar provas que é . Portanto , cabe a Allan Turnowski , já indiciado , convencer a Justiça de que é inocente .
    Ele nega também ter vazado informação para um policial preso pela Operação Guilhotina . Curiosamente , outro episódio de vazamento aparece no capítulo XVI do livro ” Elite da tropa 2 ” . Ali , sem os nomes , o ” superintendente da Polícia Federal ” chama o ” chefe da Polícia civil e seu subchefe ” para uma reunião em que é anunciada sigilosamente uma operação na Rocinha para prender o traficante Rouxinol ( na vida real , roupinol ) . ” Ninguém mais além dos senhores deve ser avisado ” , adverte o diretor da PF . Dez minutos depois , um grampo grava e fala de Roupinol : ” A federal tá em cima . Tá preparando a festa para cair em cima da gente . Querem me pegar ” .
    Para terminar , mais uma troca de sinais . Turnowski caiu por ter perdido a confiança dos seus superiores , o que não impediu que saísse coberto de elogios do secretário de Segurança e do governador . Antes , ele teria anunciado que , se caísse , cairia atirando .

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    Dr. Maia , hoje sábado , dia de tertúlias literárias , brisa , rede , água de côco e muito chamego .
    Aguardamos o sr. dar a largada e considerar aberta a temporada poética do bolicho .
    Abraços e beijinhos carinhosos recheados de saúde , marchinhas de carnaval , poesias e bem querer .

  64. Petraem 19 fev 2011 �s 10:00

    Vamos ao nosso Arnaldo Bloch do dia ?

    ” QUEM É QUEM NO LIVRO DAS FACES ”

    Depois de assistira quase todos os dez filmes indicados ao Oscar , fico com a impressão de que , embora nenhum deles seja uma estupenda obra-prima , ” A rede social ” é o que reúne mais qualidades . A principal : mostrar , sem rastro de hipocrisia , que o mundo hoje é dominado por nerds , onde a palavra compartilhar é pronun ciado com biquinho à francesa , foi construído , em grande parte , com base em impulsos mesquinhos , inveja , traições , desespero , sevícias , roubo e golpismo – praticado por mentes priviligiadas , bem nutridas e criadas em bom berço .
    É bom ver Mark Zuckerberg , o pai do Facebook , voluntáriamente retratado como maníaco solitário , psicopata de alta categoria . É bom ver Sean Parker apresentado como um grandíssimo filho da puta . Não por ter feito ruir , com o seu Napster , a pirâmide das majors do disco . Mas por conseguir , ao meter a colher no embrião do Facebook , ser o mais podere de todos num mar de excrementos .
    Monstro social e sensual das comunicações contemporâneas , o Facebook é tão amigável e sedutor que poucos escapam . É como um buraco negro : nem os fótons se salvam . É capaz de a própria luz , a qualquer momento , criar ali um perfil e um avatar e começar a bater papo e dividir impressões com os astros , microscópicos ou gigantescos , que se movem nesta constelação infinita .
    Ali , naquele buraco gostoso , é difícil julgar alguém : todos são amigos . Quem não é amigo não é , ponto , não está , não existe . E , dependendo da complacência do seu perfil pessoal , é bem capaz de o sujeito se amigar , na paz , dos maiores bandidos .
    Nesse aspecto , o mundo real , inclusive a difusão de imagens em movimento na tV e na internet , ainda é bem mais revelador que as redes onde cada um constrói sua lenda pessoal conforme bem entende . Embora seja difícil comprovar que um figurão é um pulha até que uma investigação o devasse , temos , ao menos , uma maior abertura para exercer o desconfiômetro quando o vemos na rua , numa conferência , no jornal , no curso da sua atuação pública .
    Um exemplo : quando dois anos atrás , vi de perto , numa solenidade , o recém-afastado e indiciado chefe da Polícia Civil , Allan Turnowski , eu disse , a um amigo com quem dividia a mesa :
    – Não gosto da cara desse sujeito .
    - Como assim ?
    - Não sei . O cara não está limpo .
    Dois meses atrás , um outro amigo me cantou a caçapa num Jobi da vida .
    - Fica ligado que este turnoxski recebe bola .
    – Sério ? Não ! O que é isso ! …
    Por via das dúvidas , comentei o boato com um colega de profissão , que atua na área e é testemunha . Depois fiquei na minha . Li as notícias ribombantes em que Turnoswky declarava-se pronto para invadir a Rocinha . Era só o governador dar a ordem . Boa parte da Zona Sul ficou excitadinha : dá a ordem , dá , Cabral ! E de repente … eis que a menina dos olhos da Civil escorrega na lama . A lama : lembro de lula dizendo que todos metemos , um dia , a mão lá . A propósito , esclareço que nessas coisas de intuição sempre fui com a cara de Lula . Com a de FH também . Sei lá . Se fosse apostar , diria que nunca roubaram . Já uma figura como a de Collor … a primeira vez que o vi , esbravejando contra os marajás , adverti :
    – esse tem os olhos de um louco . Vai arrombar o cofre . Vai sangrar tudo como um desesperado .
    Tempos atrás , lá por 2001 , irritei um amigo jornalista dez anos mais velho que eu , durante um almoço , ao dizer que collor nunca me enganou . Meu amigo , experiente no setor de política , não reagiu muito bem , tomando como provocação :
    – Por que , você é algum profeta ? Eu acreditei nele . Votei em Collor . Nem todo mundo tem a sua clarividência . Tenho a consciência limpa .
    Concordei com ele e pedi desculpas : é verdade .
    Como saber quem é quem no ” livro das faces ” ? No máximo , a gente dá asas à nossa intuição , e expressa nossas más vibrações . Ou , como diriam meus amigos e amigas 15 anos mais jovens , nossas vibes ruins .
    Essa coisa de vibe é muito séria .
    Mas se , como ensina a sabedoria popular , as aparências enganam , isso também não é regra : enganam a quem , quando e como ? Há outros fugurões maíusculos na esfera estadual sobre os quais eu diria , hoje : ” Não vou com a cara ” . Gente que está fazendo até um bom trabalho , mas , que se você for na casa de veraneio dela , não vai entender qual a fonte de tamanha mobília … Por isso é tão bom chegar em casa à noite , esquecer de tudo e navegar entre amigos ( será ?) no Facebook , essa maravilhosa máquina gestada por simpáticos e modernos fscínoras .

    Recebi extensa carta pessoal do senador José Sarney , presidente do Congresso Nacional , a respeito de minha crônica de duas semanas atrás . Sarney reafirma que todas as acusações que vêm pesando sobre ele são fruto de cálculo político . E que a alma que ele temia deixar no caminho era a da literatura , que se orgulha de , enfim , jamais ter abandonado . Tampouco a política , da qual segundo Napoleão – por ele lembrado na missiva -, só se pode fugir com o advento da morte , posto que é destino .

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    Beijinhos carinhosos .

  65. Petraem 19 fev 2011 �s 14:12

    Para quem gosta de aviões e velocidade …

    Top 10 Low Pass Flybys of All Time
    FLYING – 10 MELHORES VOOS RASANTES

    http://biertijd.com/mediaplayer/?itemid=19448*

    ————————————————————————————————————

    Beijinhos carinhosos .

  66. Petraem 19 fev 2011 �s 17:52

    Emocionante !

    Índia – O BURACO NO MURO .

    http://www.youtube.com/watch?v=Xx8vCy9eloE

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    Beijinhos carinhosos .

  67. paizoteem 19 fev 2011 �s 19:41

    Em alguns dias , quase doe fazer poesia.

  68. paizoteem 19 fev 2011 �s 20:17

    O meu Deus.

    Busco incessantemente um Deus verdadeiro,
    que não castigue, que me seja companheiro.
    Que ame, principalmente quem não mereça,
    Que aceite quando um adulto não cresça.

    Seja um Deus que todo um erro perdoa,
    e ao incidirmos,ainda assim;Abençoa!
    Que sinta minha dor… Chore comigo.
    Seja menos Deus…Mais meu amigo.

    Com todos; saúde sempre divida,
    seja somente… Deus da vida,
    Jamais sendo; deus de morte.
    Me entenda,se eu tiver sorte.

    Para o qual eu não precise orar.
    Que saiba sem punir…ensinar.
    Poderia ser um só; criança!
    Mantenha comigo aliança!

    Um Deus que sei que existe,
    sempre alegre,jamais triste.
    Nada compre, nada venda,
    a Ignorância,compreenda.

    Saibas que sou tão fraco,
    pois resgate-me do buraco,
    Que me enterro todo dia.
    Sou filho da mesma Maria,
    Portanto;um irmão teu.
    Unamo-nos, Tu, e eu.

    Tenha, enfim,
    Pena de mim.
    e para igrejas,
    Sempre sejas,
    apenas,
    DEUS!

  69. S.G.Pinheiroem 19 fev 2011 �s 20:54

    ” Todas as coisas são possíveis, até que elas são comprovadas impossíveis…
    e mesmo o impossível, pode sòmente ser assim agora “.

    Pearl S. Buck

  70. lucia paesem 20 fev 2011 �s 10:27

    Bom dia para todos . Alguem sabe me informar se tenho direito a essa revisão do INNS . Me aposentei por tempo de contribuição pela ordinária com 70% , mas sempre contribui com o teto máximo em abril de 1997. Obrigado se alguem souber me responder .

  71. paizoteem 20 fev 2011 �s 20:46

    Lúcia;
    É muito difícil informar sem ter detalhes da situação na qual vc foi enquadrada.
    Mas, CONSIDERANDO QUE A REVISÃO É PARA QUEM TEVE APOSENTADORIA INTEGRAL (100%) LIMITADA AO TETO, e vc diz que a sua foi parcial-70%-9 portanto ,não foi por tempo de serviço integral, tudo leva a crer que não é o caso.
    Eu aconselharia , se me permite- que procurasse em sua cidade, a juizado especial cível .
    Geralmente na justiça federal, vara previdenciária, ou na justiça gratuita onde atuam formandos em direito, fazendo estagio que podem analisar sem custas.
    Junto às universidades , nos cursos de direito, este serviço também existe.
    Note isto se vc esta se referindo a recente decisão do STF , que determina a revisão das aposentadorias e pensões que tiveram seu valor limitado ao teto da época de concessão.
    Espero ter ajudado.

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